Posts arquivados em: Tag: Victoria Schwab

Notícias 06set • 2017

Victoria Schwab Assina Contrato Milionário

V. E. Schawb, autora best seller da série Um Tom Mais Escuro de Magia (Um Tom Mais Escuro de Magia, Um Encontro de Sombras, e A Conjuring of Light), assinou um contrato de um milhão de dólares com a editora Tor Books, anunciado exclusivamente pela Entertainment Weekly.

O contrato incluí uma nova trilogia chamada Threads of Power, que será centrada no mesmo mundo que a série Um Tom Mais Escuro de Magia, além de um quarto livro, estrelando uma mulher assassina numa versão futura da cidade de Nova York.

“Eu estou muito feliz,” Schwab contou para a EW. “A dedicação da Tor tem sido inabalável, e, junto com a minha formidável editora, eu mal posso esperar para apresentar novos protagonistas, explorar territórios desconhecidos, e revisitar velhos amigos.”

Com esse novo acordo, a parceria de Schwab com Tor e com sua editora Miram Weinberg vai se estender até pelo menos 2024. “[Victoria] é o tipo de autora que uma editora sonha em achar,” Weinberg conta para a EW. “Ela é uma escritora brilhante com uma imaginação correspondente, e tem a coragem para se impulsionar mais com cada livro. Eu mal posso esperar para mergulhar de novo em seus mundos fictícios.”

O próximo passo para Schwab na Tor é Vengeful (que lança em setembro de 2018), a continuação de seu primeiro livro adulto Vicious, e The Invisible Life of Addie La Rue, que a editora descreve como “uma história sobre uma garota que faz uma barganha Faustiana para viver pra sempre, e acaba sendo esquecida por todos que ela conhece.”

Esta notícia foi originalmente publicada pelo Entertainment Weekly. O La Oliphant é responsável apenas pela tradução do conteúdo.

Notícias 29abr • 2017

“Um Tom Mais Escuro de Magia” Vai Ter Adaptação?!?

Noticias animadoras no mundo das adaptações! A Sony comprou os direitos de adaptação de Um Tom Mais Escuro de Magia, da autora V. E. Shwab, e o ator Gerard Butler vai ser um dos produtores! De acordo com o Hollywood Reporter, a produtora do ator, G-BASE (que também produziu alguns filmes do ator, como Invasão a Casa Branca, e Invasão a Londres), vai fazer parte da produção do filme que ainda não tem previsão de estréia.

O livro, que faz parte de uma trilogia, conta a história de Kell, um mágico que tem a habilidade de viajar através de versões paralelas de Londres: A Londres Cinza, onde se acredita que a magia não existe; A Londres Vermelha, onde a magia é reverenciada; A Londres Branca, onde se luta para controlar a magia; E a Londres Negra, que não existe mais.

Os boatos indicam que a Sony ganhou os direitos de adaptação, que também estavam sendo disputados por outros estúdios como a Lionsgate e a Fox 2000. O estúdio estaria planejando produzir uma trilogia de filmes, e já estaria correndo atrás de um possível diretor.

Fonte: Hollywood Reporter

Imagem: The Social Potato

Resenhas 31maio • 2016

A Guardiã de Histórias, por Victoria Schwab

Eu não sabia nada de Victoria Schwab até a Record aparecer com A Guardiã de Histórias (The Archived) na sua lista de lançamentos. Num primeiro momento, confesso que o enredo não me interessou muito porque o universo me pareceu confuso e a proposta da autora para o enredo não me soava algo que fosse realmente dar certo. Mas, por sorte, eu tenho Vinicius para me convencer de que valia muito a pena arriscar nessa leitura, e não é que ele estava certo? A Guardiã de Histórias acabou me surpreendendo bem mais do que eu achei que fosse, e eu preciso falar sobre isso com vocês!

A Guardiã de Histórias se passa em um universo onde os mortos são chamados de “Histórias” e ficam guardados em um lugar conhecido como “O Arquivo”.  Para manter as Histórias em segurança, o Arquivo possui Guardiões, pessoas responsáveis por garantir que estas Histórias jamais deixem o Arquivo ou fujam para o mundo exterior. É dentro desse universo que conhecemos Mackenzie Bishop, uma jovem de 16 anos, Guardiã, que acaba de perder seu irmão mais novo e seu mentor e avô.

Guardiã de Histórias

Para Mac, ser uma Guardiã não é fácil. Além do seu trabalho ser uma lembrança constante da morte do seu irmão, ela precisa mentir para seus pais e amigos para justificar seus desaparecimentos repentinos.  Tudo piora quando Mac descobre que alguém tem alterado as histórias de forma proposital, apagando capítulos importantes da sua memória. Isso faz com que Mac comece a fazer perguntas sobre o funcionamento do Arquivo, mas as respostas para as suas perguntas podem custar muito caro.

A Guardiã de Histórias é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista da Mac. O enredo fica alternando entre o presente e o passado, com momento de Mac com o Avô enquanto ele ainda a estava treinando. Confesso que esses “flashbacks” desavisados me deixaram um pouco confusa no começo da narrativa. Como não tinha nada sinalizando que aquilo era uma lembrança do passado, eu demorei para entender o que a autora estava tentando construir ali, mas depois que eu me acostumei com a organização da narrativa, o livro começou a fluir melhor.

Guardiã de Histórias

O enredo foi um grande problema para mim. Talvez por ser o primeiro livro de uma trilogia, a autora tentou nos dar o máximo de informações possíveis a respeito do universo que ela estava criando, o problema é que ela não faz isso de uma forma organizada, jogando muitas informações e explicando muitas coisas ao mesmo tempo. Isso me deixou muito perdida dentro do enredo porque eu não conseguia visualizar o que ela estava criando ali.

Mas calma, depois de eu ter enfrentado o problema do enredo e da narrativa, A Guardiã de Histórias realmente começou a fluir para mim. O grande lance desse enredo é que você não sabe em quem confiar e até onde as coisas podem ir. Sendo assim, quando coisas estranhas começam a acontecer no “território” da Mac, a leitura te prende pela curiosidade e você começa a querer saber cada vez mais sobre o Arquivo e tudo que o envolve. Além disso, o livro tem uma quantidade de ação que eu não estava esperando, me deixando ainda mais interessada para saber o desfecho da trama.

Guardiã de Histórias

O ponto forte do livro é os personagens e como eles interage entre si. Victoria Schwab conseguiu criar diálogos realmente divertidos e personagens com quem a gente realmente consegue se identificar. Eu conseguia sentir o peso da tristeza da perda do irmão e do avô enquanto Mac conversava com as outras pessoas, eu conseguia visualizar suas expressões, suas preocupações e, nesse ponto, eu tenho que tirar o chapéu para a escrita da Victoria, porque apesar dos problemas da narrativa, ela soube passar muito bem as emoções que queria.

Mackenzie foi uma personagem que demorou para me conquistar, mas quando conquistou, eu gostei muito de vê-la colocando em prática sua personalidade forte e até mesmo sua teimosia, principalmente por sempre manter o foco no seu trabalho como Guardiã, mesmo quando tinha Wesley – o novo amor da minha vida – para distraí-la da sua função em alguns momentos. Aliás, vale dizer que Wesley é dono dos melhores diálogos do livro, achei que precisavam saber.

A Guardiã de Histórias por um momento me pareceu um livro que eu fosse abandonar na metade, mas seus personagens e todas as reviravoltas do enredo prendem o autor apesar da narrativa um pouco confusa da autora. É um ótimo livro para quem está procurando um universo fantástico que fuja do comum e que tenha algo realmente interessante para nos contar.

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