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Resenhas 30out • 2017

Uma Noite Como Esta, por Julia Quinn

Finalmente, segundo livro da série Quarteto Smythe-Smith. Logo no segundo livro da série você já percebe que os enredos de todos os quatro livros estão bem amarrados e que você vai ter a oportunidade de acompanhar todos os personagens, mesmo que o foco de cada livro seja em um casal diferente.  Eu preciso dizer que Uma Noite Como Esta foi muito melhor do que o primeiro livro da série, Simplesmente o Paraíso. Não sei se foram os personagens, ou o fato desse livro ter muito mais ação do que era esperado, mas foi uma leitura que me arrancou boas risadas e deixou aquela sensação de saudade quando eu terminei.

Uma Noite Como Esta vai contar a história de Daniel Smythe-Smith que, no primeiro livro da série, descobrimos que estava exilado na Itália por conta de alguns desentendimentos que ele teve Lorde Ramsgate. Quando ele finalmente consegue voltar para a Inglaterra, ele conhece Anne Wynter, a babá de suas primas que gentilmente aceitou substituir sua prima Sarah no recital daquele ano. A atração entre eles é eminente e Daniel não resiste à tentação de beijar a moça, mesmo não sabendo absolutamente nada sobre ela.

O problema é que Anne está determinada a escapar de Daniel. Depois de ser enganada por um namorado do passado, ela se fechou completamente para o mundo e vive com medo de que seu passado venha à tona.  Porém, mesmo sabendo que a jovem é governanta de suas primas, Daniel não consegue negar seus sentimentos pela moça, criando cada vez mais situações para que eles possam estar juntos. Quando o passado de Anne finalmente vem à tona, o sentimento de ambos é colocado a prova, e desta vez, os problemas de Daniel vão ser muito mais complicados do que o duelo que enfrentou no passado.

“Daniel Smythe-Smith não planejara voltar a Londres no dia do concerto anual da família e, para ser sincero, seus ouvidos desejavam fortemente que ele não tivesse ido, mas seu coração… bem, esse era outra história.

Uma Noite Como Esta tem um algo a mais que os outros livros da Julia Quinn não tem. A narrativa em terceira pessoa mostra muito do passado de ambos os personagens principais, nos dando um background muito legal sobre o que aconteceu no passado de Anne e Daniel, fazendo com que a gente consiga se conectar com eles através da empatia. Sinceramente? Acho que o fato da Julia ter tirado um capítulo para abordar o passado da Anne em um flashback fez todo o livro valer muito a pena, porque é exatamente nesse momento, quando você entende o que aconteceu, que o vínculo com a personagem fica mais forte.

Os diálogos do livro são muito bem construídos e eu gostei muito do humor que a personalidade de Daniel trouxe para a trama. Ao mesmo tempo, me incomodou o fato do “amor à primeira vista”, porque eu achei que o casal principal já estava muito apaixonado para duas pessoas que acabaram de se conhecer. Acredito que todo o romance entre eles aconteça em duas semanas, no máximo três, na passagem de tempo do livro – o que poderia ter sido aproveitado de outra forma se desenvolvido mais devagar.

“– Amo você e não posso suportar a ideia de passar um instante sem a sua companhia.”

Em Uma Noite Como Esta temos a oportunidade de conhecer mais da família Smythe-Smith, os Pleinsworth, que ganharam o meu coração logo que apareceram na série. Eu gostei muito que a autora tenha tirado um tempo para desenvolver o relacionamento da família com cuidado, criando vínculos entre os personagens e ganchos para os próximos dois volumes. Talvez por isso eu tenha gostado mais desse segundo livro, ele me pareceu muito mais completo e contextualizado dentro do universo dos Smythe-Smith do que o primeiro.

Anne é uma heroína interessante de se acompanhar por causa do seu passado. Assim que você começa a entender a personagem como um todo, é impossível não criar uma empatia por ela e não desejar que as coisas acabem da melhor forma possível. Ela e Daniel são extremamente compatíveis como casal, apesar do romance se desenvolver muito rápido. Existe cumplicidade e compreensão entre eles, e eu gosto do fato do Daniel simplesmente não ficar “forçando” as coisas com ela e de como os diálogos e os momentos dos dois fluem de uma forma muito agradável.

Uma Noite Como Esta tem muito do que os outros romances da Julia Quinn não têm. Além de abordar alguns assuntos importantes, o livro apresenta novos personagens para a série que são apaixonantes e ainda tem uma pitada de humor que deixa a leitura muito mais divertida. Para aqueles que já gostam de romances de época, eu tenho certeza que essa vai ser uma leitura maravilhosa, mas se você chegou aqui agora e ainda não leu o primeiro livro da série, eu recomendo muito que conheça Simplesmente o Paraíso antes de se aventurar nos outros livros da série, tá?

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Resenhas 19out • 2017

Simplesmente o Paraíso, por Julia Quinn

Primeiro livro da série “Quarteto Smythe-Smith”, recentemente lançado pela Editora Arqueiro em um box especial de tirar o fôlego. E eu preciso dizer que, se você já leu a série Os Bridgertons, ou pelo menos o sétimo livro da série, você provavelmente conhece os Smythe-Smith e já ouviu falar sobre as habilidades – ou falta delas – musicais das moças da família. Basicamente, todas as moças solteiras passam por esse ritual até contraírem matrimônio. Quando uma se casa, outra dama solteira toma o lugar que ficou vago e a tradição continua. Parece ótimo, se as meninas Smythe-Smith soubessem realmente tocar os instrumentos – o que elas definitivamente não sabem.

Honoria Smythe-Smith é uma dessas moças e está desesperada para encontrar um marido para que possa, finalmente, sair do quarteto. Determinada a encontrar seu futuro esposo, Honoria coloca os olhos em ninguém menos que Gregory Bridgerton e, apesar de não estar apaixonada, vê no rapaz ao menos a expectativa de ter um casamento razoavelmente feliz. Até que Marcus Holroyd, o melhor amigo do seu irmão exilado, Daniel, cruza seu caminho novamente, determinado a cumprir a promessa que fez ao amigo, não permitindo que Honoria se case com ninguém menos do que o homem perfeito. O único problema é que por causa de um acidente bem infeliz, ambos se veem em uma situação onde é preciso repensar a amizade entre eles, e quanto mais tempo passam próximos um do outro, mais evidente fica o sentimento que existe entre os dois.

Como eu me diverti lendo esse livro, sério! Diferente da série Os Bridgertons, Simplesmente o Paraíso tem um enredo mais divertido, com personagens mais engraçadas e situações cada vez mais constrangedoras. Vamos começar falando sobre o recital dos Smythe-Smith que, sendo bem honesta, é palco das interações mais engraças e divertidas de todo o enredo. Ao contrário dos outros livros da Julia Quinn, eu achei que Simplesmente o Paraíso foi o mais focado no romance dos personagens principais e com o desenvolvimento menos complexo. Isso não foi ruim, mas confesso que em certos pontos da leitura eu realmente senti falta de uma trama mais complexa.

“Inclinou-se para a frente, tomou o rosto dela entre as mãos e capturou sua boca em um beijo apaixonado. Honoria se sentiu arder, então derreter e quase evaporar. Teve que se controlar para não rir alto de tanta alegria e se ergueu na ponta dos pés para tentar chegar mais perto.”

Em Simplesmente o Paraíso, Julia Quinn nos dá a oportunidade de conhecer a trama como um todo, nos apresentando boa parte dos personagens que vamos conhecer nos próximos volumes da série. Eu gostei muito de como as histórias de todos os livros estão bem amarradas. Tudo o que acontece e é falado em Simplesmente o Paraíso será importante para que você possa conhecer de forma mais profunda os personagens dos próximos livros e se apaixonar por eles da mesma forma como se apaixonou por Honoria e Marcus nesse primeiro livro da série.

Honoria é uma personagem muito fácil de você amar. Até então, foi a personagem de Julia Quinn que eu achei mais bondosa e mais disposta a ajudar as pessoas a sua volta. O amor e o carinho que ela tem pela família e principalmente pelas primas é muito legal de conhecer. Apesar de ela não ter uma personalidade marcante como outras heroínas de romances de época, Honoria tem seus pontos positivos e não deixa ser tratada como menos do que realmente merece. Isso é realmente um ponto muito positivo para a personagem. Quem disse que só porque ela é amável e gentil, ela não pode ser forte, não é mesmo?

“O recital anual da Smythe-Smiths nunca era um bom momento para conhecer um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo.”

O romance entre os personagens principais não é tão complexo como já vimos em outros livros da autora. Acho que por termos personagens com uma personalidade bem mais suave e aberta do que os da série Os Bridgertons, o livro acabou não trazendo tantos empecilhos para que o casal principal não ficasse junto logo de cara. Desde os primeiros capítulos do livro, você consegue ver gradualmente a paixão crescer entre Honoria e Marcus até se tornar um amor muito sincero e profundo. Outro ponto que me chamou atenção foi que o envolvimento romântico nesse livro é bem contido, com poucas cenas “calientes”, outra diferença que eu senti para a última série da autora lançada no Brasil, mas que não influenciou tanto assim no enredo em geral.

Eu gostei muito de ler Simplesmente o Paraíso, principalmente por causa da leveza dos diálogos e dos personagens principais. O ar “cômico” do livro mostrou um lado da Julia Quinn que eu ainda não conhecia e do qual eu gostei muito. Apesar de ainda não ter sido o meu livro favorito da autora (porque eu sou muito fiel a Penelope), Simplesmente o Paraíso cumpriu muito bem o seu papel de leitura agradável e me fez querer continuar muito mais tempo no universo dos Smythe-Smith e conhecer mais dessa família maravilhosa.

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