Posts arquivados em: Tag: New Adult

Resenhas 22dez • 2017

Confesse, por Colleen Hoover

Eu me apaixonei pela escrita da Colleen Hoover quando li Métrica e acredito que, muitos leitores que adora a autora também começaram com esse livro.  Desde então minha relação com a autora tem sido uma constante montanha russa emocional onde, às vezes ela acerta no enredo, outras vezes não. Confesse é um dos meus “nãos”. Eu estava louca para ler esse livro desde que ele foi anunciado e, seguido de muitas resenhas positivas, eu estava ansiosa para conhecer o casal principal. Mas verdade seja dita, o enredo não entrega uma história de amor envolvente e nem personagens maravilhosos. Com capítulos arrastados e uma trama muito fraca, Confesse é mais um livro que entrou na estante para ocupar espaço.

Eu peguei Confesse para ler com a expectativa bem alta, principalmente porque eu não vi uma alma falando mal desse enredo. Todo mundo só tecia elogios, ou seja, vamos confiar na galera né? O problema é que o livro traz muito daquele enredo de drama forçado, um amor “impossível” que na realidade não é nem tão impossível assim e um casal principal que tem uma “tensão sexual’ que não faz o menor sentido, mas que a autora insiste em reafirmar no livro através de cenas e diálogos que, não só são arrastados, como também não se encaixam bem na evolução do enredo.

Particularmente, eu achei um grande desperdício ela ter divido a narrativa do livro entre os dois personagens. Primeiro porque isso fez com que os capítulos fossem corridos e todo o “romance” fosse explorado pelas canelas, e segundo porque a autora acabou não explorando os personagens de uma maneira mais profunda, prologando demais o mistério pessoal de cada um para que, de uma hora para a outra, ela jogasse tudo na cara do leitor que nem mãe obrigando a gente a comer jiló, sabe?! Fiquei bastante chateada, Colleen Hoover, esperava mais da senhora.

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Resenhas 02set • 2017

O Último Adeus, por Abbi Glines

Eu não sei dizer exatamente o que eu estava esperando de O Último Adeus. Abbi Glines é uma autora que vem me sendo muito recomendada há algum tempo e, quando surgiu a oportunidade de conhecer um dos seus livros, eu não pude deixar passar. Porém, assim como outras autoras do gênero, Abbi Glines me apresentou um enredo cheio de clichês e diálogos que não faziam com que a história caminhasse da forma que eu imaginei que caminharia e, quando finalmente cheguei ao final do livro, a sensação que eu tive é que faltou muita coisa dentro de uma história que tinha tudo para ser muito emocionante.

O Último Adeus vai contar a história do River e da Addy, um casal que já possui um passado muito intenso, porém, por circunstâncias da vida, eles acabaram sendo separados um do outro e durante muitos anos, River acreditou que Addy estava morta. O impacto da perda do amor da sua vida foi muito grande, levando River a mudar seu nome para “Capitão” e tentar começar de novo em outro lugar. Quando fica sabendo que Capitão está contratando funcionários para seu novo estabelecimento, Addy resolve que é o momento de se aproximar do seu antigo amor. Disfarçada de Rose, ela quer conhecer o homem que River se tornou antes de deixa-lo voltar para sua vida. O que amos não esperavam era que ficar juntos novamente não seria tão fácil quando eles esperavam.

Em um primeiro momento, eu achei que o enredo de O Último Adeus seria carregado de emoção e de personagens que me envolveriam, porém, talvez por causa das poucas páginas do livro, Abbi Glines acabou não conseguindo entregar tudo o que a sinopse do livro promete. A narrativa do livro é feita em primeira pessoa, alternando o ponto de vista entre Addy e o Capitão e, apesar de conseguirmos ter a voz desses dois personagens, os capítulos curtos e a quantidade de flashbacks desnecessários tiraram um pouco da profundidade que eu queria ter tido dos personagens. Nós conhecemos muito sobre o seu passado, mas quem eles eram no presente ficou bastante vago durante a história.

“Ela era a principal razão da minha vida, para que eu lutasse. Cada batalha que lutei, cada erro que corrigi, foi por ela.”

O enredo é quase uma corrida de fórmula Um de tão corrido. Os capítulos são desorganizados e as cenas mudam de um ponto de vista para o outro nem nenhuma explicação. Acredito que a autora tenha tentando fazer um enredo com um ponto de vista de 360° dos personagens, mas a única coisa que eu vi foram cenas repetidas sendo contadas de um ponto de vista diferente e isso me deixou bastante frustrada com o livro. Eu tenho sérios problemas com autores que fazem ping pong com a mesma cena de um livro, trocando e destrocando o ponto de vista da narrativa a cada três páginas do livro – e Abbi Glines faz isso quase que o tempo todo em O Último Adeus.

Eu achei Addy uma personagem maravilhosa se formos considerar todo o seu background. Depois de tudo o que ela passou, me surpreendeu muito que ela ainda tivesse forças para continuar a viver. A história por trás da personagem era realmente emocionante e cheia de altos e baixos, mas ainda assim, eu senti falta de uma visão do presente. Eu queria muito entender melhor a pessoa que ela se tornou depois de tudo o que ela passou e como ela se sentia agora que estava tentando trazer de volta uma pessoa do passado que teve tanta importância na sua vida. Ela seria uma personagem ainda melhor se a autora tivesse explorado mais a sua personalidade.

“Era óbvio que minha risada havia provocado alguma coisa nele. Seu olhar fixo e a frieza em seus olhos me roubaram qualquer possibilidade de prazer. Aquele olhar podia acabar com a minha capacidade de sorrir.”

Não se enganem quanto ao romance do livro. É um copilado de todos os diálogos e cenas clichês que vocês conseguem imaginar. Eu realmente não gosto do estereótipo de cara pegador que não gosta de se envolver emocionalmente com ninguém, da mesma forma que eu não gosto da personificação da mulher rejeitada que acaba querendo separar o casal principal, que no caso de O Último Adeus, ganhou o nome de Ellen. As cenas de ciúme e insegurança são o cúmulo de aleatórias – acho que isso só foi colocado no enredo para ocupar página, considerando que o plot principal da história já era mais do que suficiente.

Acredito que se não fosse por todo o passado do casal principal, eu realmente não iria me convencer de que eles eram apaixonados um pelo outro. Não sei, acho que por toda a situação que a autora colocou, simplesmente me pareceu um romance forçado e não algo que aconteceria naturalmente caso eles tivessem se conhecido naquele momento. Talvez eu deva atribuir essa sensação ao fato do livro ser muito curto e dos personagens não terem sido tão trabalhados, mas ainda assim, eu acho que a Abbi Glines conseguiria entregar uma química muito melhor do que foi entregue em O Último Adeus.

Eu gostei de fazer a leitura de O Último Adeus, mas não foi nem de longe o que eu estava esperando da minha primeira experiência com Abbi Glines. Eu queria um romance que me envolvesse e que me deixasse presa em cada página do livro, mas ao invés disso eu encontrei uma história morna, com mais do mesmo que eu já havia visto em todos os outros livros do gênero. Espero mesmo que as outras séries da autora sejam mais interessantes do que O Último Adeus.

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Lançamentos Notícias 01ago • 2017

Confesse é o livro que os leitores de New Adult estavam esperando

 

Número 1 na lista de bestesellers do New York Times e a autora de New Adult mais amada do Brasil, Colleen Hoover está de volta com um novo romance sobre arriscar tudo por amor – e encontrar o seu coração em algum lugar entre a verdade e mentiras. Publicado pelo selo Galera Record, Confesse é tudo o que os leitores brasileiros poderiam querer.

Aos vinte e um anos, Auburn Reed já perdeu tudo o que é importante para ela. Em sua luta para reconstruir sua vida, ela tem seus próprios objetivos em vista e não há espaço para erros. Mas quando ela entra em um estúdio de arte de Dallas em busca de um emprego, ela não espera encontrar uma atração profunda por um artista enigmático que trabalha lá, Owen Gentry.

Pela primeira vez, Auburn aproveita e coloca seu coração sob controle, apenas para descobrir que Owen está escondendo um grande segredo. A magnitude do passado do artista ameaça destruir tudo o que é importante para Auburn, e a única maneira de manter a sua vida da forma que havia planejado é se afastar de Owen.

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Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.

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Literaría 16abr • 2017

New Adult e a exploração do relacionamento abusivo.

Eu poderia fazer uma lista interminável de New Adults que eu li, ou pelo menos sei da existência, onde o personagem principal – também conhecido como o herói da história – além de ter um corpo musculoso, às vezes tatuado, outras vezes não, também é um homem extremamente ciumento, preocupado com o bem-estar da sua amada e, muitas das vezes extremamente controlador. Tenho certeza que algumas dessas características irá fazer você se lembrar de alguma história que leu, talvez até recentemente e, por algum motivo, achou que era exatamente o que você desejaria num relacionamento. Bem, esta publicação veio justamente para desconstruir esse pensamento.

Vou começar citando a minha leitura mais recente, Princesa de Papel, onde o nosso herói Reed, agride a personagem principal e também o seu par romântico na história de todas as formas possíveis. Por algum motivo, em determinado ponto do livro, as agressões se tornam palavras de carinho, e a nossa heroína Ella Harper é promovida de “piranha” para “amor”. Isso também acontece em outros livros, talvez não com a mesma intensidade, mas se pararmos para pensar, em Belo Desastre, o nosso querido Travis Maddox perdia o controle do seu temperamento com muita facilidade se qualquer outro homem se aproximasse de Abby, seu par romântico no livro.

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Faz tempo que eu venho observando em como os new Adults começaram a absorver a ideia de “homem-dominador” que normalmente encontramos nos livros eróticos. Os personagens masculinos são destemperados, entram em brigas pelos menores motivos e tem uma mania insuportável de querer controlar o que, quando e como a suposta heroína do livro vive a sua vida. Você pode observar que a maioria dos enredos possui uma situação em que a “mocinha” do livro precisa ser resgatada e o diálogo sempre caminha para o herói em um monólogo de repreensão sobre a heroína não ter “obedecido” quando ele disse para ela não fazer isso ou aquilo.

Eu sei que muitas pessoas ainda não tomaram consciência disso, mas esse tipo de relacionamento não é saudável.

Quantas de vocês aguentariam estar em um relacionamento com um homem completamente problemático, cheio de demônios para enfrentar e sem nenhum tipo de autocontrole? É exatamente isso que estes enredos nos passam. Personagens masculinos completamente perturbados que encontram na heroína uma paixão avassaladora e a sua forma de redenção.  O problema é que nós sabemos que na vida real, essas características não são tão fáceis de lidar e que um relacionamento com um cara “emocionalmente perturbado” pode resultado em um relacionamento muito tóxico.

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Ultimamente eu tenho me preocupado demais com a publicação de livros que tratam esses relacionamentos abusivos como algo positivo, algo que a longo prazo vai te fazer feliz. Esses enredos fortalecem uma ideia muito errada de que se a mulher persistir naquele relacionamento agressivo, tóxico, tudo vai acabar bem no final, porque só ela é capaz de proporcionar a redenção que seu amado precisa. Vocês conseguem imaginar a quantidade de mulheres que persistem em um relacionamento ruim por causa dessa ilusão? Muitas.

A literatura influencia muito no que buscamos na nossa vida. Quantas vezes vocês já não compartilharam que o Mr. Darcy, de Jane Austen, não aumentou suas expectativas sobre os homens? O mesmo acontece quando você entrega na mão de adolescentes e até mesmo jovens adultos, um livro que retrata um relacionamento obviamente tóxico que teve um final feliz. As pessoas absorvem aquilo e criam dentro de si o desejo de viver exatamente aquilo. E nós sabemos como relacionamentos desse tipo não acabam bem, não é mesmo?

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Eu fico muito preocupada em saber que livros como Princesa de Papel, Belo Desastre, 50 Tons de Cinza, Adorável Cretino,  entre outros, estão por aí romantizando esse tipo de comportamento masculino e fazendo parecer que é certo um cara querer controlar a sua vida com a desculpa de estar te protegendo, ou te chamar de “piranha” e “vadia”, mas tudo isso porque ele está secretamente apaixonado por você. Eu acho que o mercado literário precisa passar por uma avaliação muito série sobre o que é ou não coerente publicar, principalmente porque eles não conseguem medir o impacto que essas histórias podem ter nos seus leitores.

Por fim, eu quero deixar aberta essa discussão sobre essa romantização de personagens masculinos “dominadores”.  O que vocês acham desse tipo de enredo e como você veem esses personagens quando se deparam com esse tipo de literatura?

Créditos: Imagem, Imagem, Imagem

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Resenhas 10jan • 2017

O Acordo, por Elle Kennedy

Uma das coisas que eu mais gosto em New Adults é que, apesar da maioria dos enredos serem sempre muito parecidos, algumas vezes somos capazes de esbarrar em autores que não tem medo de ousar nas suas histórias e dão vida a personagens com os quais nós realmente conseguimos nos identificar. Foi exatamente isso que aconteceu quando eu li O Acordo, da Elle Kennedy. Uma leitura que eu escolhi mais por curiosidade do que por certeza de que eu iria gostar e, que acabou me conquistando desde a primeira página.

O Acordo é um romance que vai contar a história da Hannah, uma jovem que passou por algumas situações muito difíceis na vida, mas apesar disso, faz o melhor que pode para seguir em frente. Depois de muito tempo sem se envolver com ninguém, Hannah finalmente encontra alguém que lhe interessa, mas apesar de ser muito independente, seus traumas ainda a impedem de tomar certas atitudes.

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Bem, isso até Garrett Graham entrar abruptamente na sua vida.

Garret é o tipo de cara que tem todas as garotas da universidade aos seus pés. A única coisa que ele não consegue é entender a matéria de ética bem o suficiente para garantir uma boa nota para continuar jogando hóquei. Para mudar essa realidade, ele propõe a Hannah – depois de muita insistência – um acordo. Ela o ajuda a conseguir uma nota melhor na matéria e ele vai usar a popularidade dele pra que ela consiga chamar atenção do cara por quem está interessada. Porém, como todo o jogo de interesses, muitas coisas estão em jogo e talvez ambos precisem repensar os termos do acordo.

O Acordo foi um dos melhores livros do gênero que eu li durante 2016. Elle Kennedy tem uma escrita muito inteligente, tomando cuidado para que a história se desenvolvesse de forma envolvente, onde o leitor sempre sentisse vontade de saber o que iria acontecer no próximo capítulo. O enredo se desenvolve num ritmo ótimo, não deixando pontas soltas e nem fazendo com que os acontecimentos sejam rápidos demais para que o leitor se perca. Kennedy soube aproveitar muito bem todos os elementos que inseriu na história, não deixando nenhum ponto do enredo pela metade.

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Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse livro foi ver a autora tratar o enredo da série como um todo. O Acordo é o primeiro livro da série Amores Improváveis e Elle Kennedy não perde tempo para inserir os personagens dos próximos volumes. Logo no começo de O Acordo, nós temos um contato muito interessante com personagens que vamos apenas nos aprofundar em outros volumes, mas que ainda assim, são fundamentais para que possamos nos envolver na trama principal do livro.

Hannah, como personagem principal, foi a minha favorita até então. Ao contrário de muitas heroínas de New Adult, Hannah não é do tipo que se deixa abalar pelos seus traumas, acabando com aquela lenda de que toda a heroína de NA precisa ser “coitadinha” de alguma forma. Gostei muito de ver que Kennedy preferiu desenvolver seu enredo em cima de uma personagem que sofreu muito, mas que não se deu por derrotada. Hannah tem uma personalidade forte e independente que agrega demais ao enredo da autora, deixando a história ainda mais fácil de se apaixonar.

O romance sempre é a parte mais preocupante de um New Adult, principalmente porque eu estou acostumada a pegar livros do gênero que simplesmente me obrigam a aceitar que os personagens principais estão se apaixonando. E O Acordo me surpreendeu bastante nesse aspecto. Eu conseguia sentir que os personagens estavam gostando um do outro antes mesmo que os dois percebessem que estava acontecendo. E foi legal ter essa sensação de que ambos os personagens estavam vivendo e sentindo aquilo, ao invés da informação ter simplesmente imposta a mim pelo autor.

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Claro, O Acordo teve pontos que não foram tão positivos assim, mas nada que tenha abalado a minha experiência de leitura. Os personagens eram completos, cada um em sua forma, explorando suas fraquezas e não deixando de lado o aprendizado dos mesmos ao longo do enredo. Os diálogos foram muito bem construídos, trazendo o humor do livro à tona e deixando a leitura ainda mais gostosa. E, não posso me esquecer de mencionar isso, as cenas de sexo que foram muito agradáveis de ler.

O Acordo é um livro que eu indicaria muito para leitores que não conhecem o gênero New Adult e desejam ter uma boa primeira experiência. Com um enredo leve e um romance que faz a gente suspirar, Elle Kennedy é capaz de conquistar qualquer um com a sua escrita e seus personagens apaixonantes. E se você é um leitor do gênero, tenho certeza que esse livro vai ser uma ótima escolha de próxima leitura.

Resenhas 23set • 2016

Boomerang, por Noelle August

Eu acho que nunca, em toda a minha trajetória de leitora de New Adults, me senti tão entediada com uma leitura. Se você está cansado de colocar na estante livros de NA* com finais previsíveis, cenas clichés e aquela clássica atração à primeira vista, com um toque de cenas de sexo mais ou menos, então bem-vindo ao time. Quando eu escolhi Boomerang para leitura, eu realmente estava com as expectativas lá em cima, principalmente porque muitas das resenhas que eu li falavam bem do livro. Infelizmente, Noelle August aka. Veronica Rossi não conseguiu me conquistar com seu enredo.

Mia e Ethan se conheceram em um bar, e depois de muita conversa e cerveja, eles acordaram na manhã seguinte, juntos, sem lembrar de absolutamente nada do que aconteceu na noite anterior. Quando a situação não podia ficar mais estranha, os dois se veem dividindo um táxi para o mesmo lugar: a Boomerang. Logo os dois descobrem que estão competindo para a mesma vaga de emprego, mas apesar da política da empresa não permitir relacionamentos entre funcionários, ambos precisaram descobrir uma forma de conquistar essa vaga e controlar o desejo que sentem um pelo outro.

Boomerang

Previsível é a palavra que melhor define esse livro no momento. Minha expectativa era que o livro apresentasse algum drama realmente interessante, ou que pelo menos a competição pela vaga de emprego trouxesse alguma emoção ao livro, situações constrangedoras, conspirações, qualquer coisa que me fizesse querer continuar com a leitura. Mas não foi isso que aconteceu. Noelle August achou melhor ficar no básico do básico, dividindo o ponto de vista do enredo entre os dois personagens e não agregando nada que já não tenhamos visto em outros livros do gênero.

Só eu estou cansada de enredos que apresentam o mesmo tipo de narrativa? Eu sei que New Adult tem algumas características pré-definidas, mas não existe a menor possibilidade de trazer algo novo para os leitores? Quando Mia e Ethan se conhecem, sabemos logo de cara que existe uma atração inegável entre eles, e mesmo durante a competição pela vaga do emprego, essa atração continua gritante. Tão gritante que nenhum dos personagens parecem se importar com o fato de que eles são rivais e que a vaga para qual competem pode definir sua vida profissional.

Boomerang

Tudo gira em torno da tensão sexual, do relacionamento que não pode ser vivido e ignora completamente a situação emocional e até mesmo financeira de cada personagem. O enredo se desenvolve tão rápido, que você não tem nem ao menos tempo de gostar dos personagens principais juntos. Quando você menos espera, eles já estão agindo impulsivamente, cometendo erros, se perdoando e você nem ao menos sabe como tudo aquilo começou. Acho que a autora podia ter organizado melhor a história, construído seus personagens com cuidado e trabalhado melhor suas características individuais.

O resto do cenário também não agrega muito ao enredo. Os personagens secundários quase não têm presença dentro do enredo, e você não ganha a chance de conhece-los o suficiente para gostar deles. É um pouco decepcionante quando você até se interessa por alguns deles, mas não os vê mais do que em dois capítulos durante todo o desenrolar da história. Além disso, a autora escolheu um caminho totalmente cliché para o desfecho do livro, que me deixou com aquela pergunta: “Se ia acabar assim, para quê enrolar isso tudo”?

Boomerang

Foi um tanto desapontador para mim essa leitura. Principalmente porque a ideia do enredo prometia muita coisa. Eu realmente acreditei que os personagens estavam interessados no emprego, que buscavam alguma coisa além do que um envolvimento romântico. O problema é que a história faz parecer completamente “ok” desistir de tudo por um romance que ainda nem foi vivido, simplesmente por conta de uma atração avassaladora. Isso não me pareceu nem um pouco real.

Acredito que se você gosta muito desses romances “água com açúcar” e não se importa em se aventurar em enredos onde até mesmos os diálogos são previsíveis, acredito que Boomerang possa ser uma boa leitura para você. Vale lembrar que este é o primeiro livro de uma série de mesmo nome, então eu não tenho ideia do que vem pela frente, mas acho que vou dar por encerrada a minha aventura nessa série.

Resenhas 08jun • 2016

Talvez Um Dia, por Colleen Hoover

Eu não sei nem por onde começar essa resenha, de verdade. Colleen Hoover é uma autora que me deixa muito confusa. Hora eu acho que ela é a autora mais incrível do mundo, outrora já não tenho tanta certeza. Comecei a ler Talvez Um Dia sem expectativas, mesmo sabendo que, de todos os livros da autora já lançados no Brasil, esse era o único pelo o qual eu já vinha esperando há uns bons três anos. E sabe o que mais me deu raiva? Era como se eu tivesse lendo Colleen Hoover pela primeira vez e me apaixonando completamente pela sua escrita de novo, como foi com Métrica e Um Caso Perdido.

Sidney é uma jovem que está tentando conquistar sua independência. Aluna do curso de música, ela divide seu tempo entre o trabalho, seu namorado Hunter e ouvir o vizinho do prédio da frente tocar músicas realmente maravilhosas. As coisas começam a ficar complicadas quando, no seu aniversário de 22 anos, ela acaba descobrindo que seu namorado e sua melhor amiga – e colega de quarto – estão tendo um caso há um bom tempo. Sem ter para onde ir e determinada a não voltar para o apartamento, ela acaba aceitando a ajuda de Ridge – o vizinho que tocava as músicas maravilhosas – e se muda temporariamente para um quarto vago em seu apartamento.

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Ridge e Sidney compartilham o mesmo amor pela música, e para ajudar a jovem enquanto ela não encontra outro emprego e nem um lugar para morar, Ridge propõe que ela trabalhe como compositora da sua banda, Sounds of Cedar, como uma forma de pagar o aluguel. É assim que os dois começam a trabalhar juntos, e logo Sidney descobre que ela sente por Ridge muito mais do que um sentimento de amizade. O problema é que Ridge tem uma namorada, e conforme os dois se aproximam cada vez mais, começa a ficar impossível para Sidney esconder seus sentimentos.

De todos os romances que eu já vi Colleen Hoover escrever, Talvez Um Dia é, certamente, o mais próximo da realidade e o mais fácil do leitor se envolver. O livro é narrado em primeira pessoa e tem o ponto de vista dividido entre os personagens principais, Sidney e Ridge, o que para mim foi maravilhoso porque me deu esperanças de que – pelo menos dessa vez – eu não vou me deparar com um segundo volume contando a mesma história, só que do ponto de vista masculino. Ponto positivo pra Colleen? Com certeza.

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Gostei muito da forma como o enredo do livro se desenvolveu. Começamos a história pegando uma personagem completamente desacreditada de tudo. A vida independente de Sidney não estava dando certo, tudo estava saindo o oposto do que ela esperava até ela encontrar Ridge e a história dos dois finalmente começar a acontecer. O interessante dessa narrativa é que tudo acontece em um ritmo bom, nem rápido e nem muito devagar. Os personagens têm seu próprio tempo para se conectar e o leitor consegue sentir que a conexão entre eles é real.

O enredo de Talvez Um Dia é simples, mas Colleen tem um dom para deixar o simples mais interessante. De todos os livros da autora que eu li até hoje, Talvez Um Dia foi o que mais me tocou – emocionalmente falando – porque eu conseguia sentir os personagens e entender suas escolhas na hora de lidar com as situações complicadas do enredo. Me pareceu algo que eu poderia viver, ou qualquer pessoa poderia viver, e foi bom – pela primeira vez – ver Colleen trabalhar em cima de uma ideia que eu realmente conseguia me identificar.

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Eu gostei demais dos personagens desse livro. Cada um deles tinham os seus próprios problemas para lidarem, e eu conseguia me identificar e me envolver com cada um deles de uma forma bem individual. Sidney foi uma personagem muito menos chata do que eu estava esperando, principalmente porque eu tenho péssimas experiências com personagens na posição em que ela se encontrava – apaixonada por um cara comprometido. Mas, diferente do que eu estava esperando, ela lidou com a situação da melhor forma possível, mesmo quando eu achei que não seria possível ela conseguir ser tão madura.

Talvez Um Dia aqueceu meu coração de formas que eu nem mesmo sei explicar. E se não bastasse todo o livro ser um grande amor, ainda pude contar com a playlist do Griffin Peterson feita especialmente para a leitura desse livro. De todos os livros da Colleen – e eu estou incluindo Métrica nesta lista – Talvez Um Dia é o meu favorito, falo sério. Os personagens são encantadores e o enredo ganha você desde o primeiro capítulo. Qualquer leitor um pouco apaixonado por romance vai se entregar completamente à esse livro, pode ter certeza!

Literaría 06jun • 2016

Entendendo o gênero New Adult

gênero New Adult

Ano passado eu fiz um evento na minha cidade com foco em New Adult por ser um tipo de leitura que tem ganhado muitos leitores ao longo do tempo. Foi nesse evento que eu percebi que a maioria dos leitores não tem a menor ideia do que significa o gênero, ou sabe identificar livros que são apontados como “New Adult”, sendo assim eu resolvi criar esse post para tentar explicar um pouco sobre o gênero e esclarecer algumas dúvidas comuns.

Na literatura sabemos que existe o gênero infantil, voltado para crianças pequenas; os juvenis, voltados para crianças um pouco mais velhas; os conhecidos Young Adults (YA), para adolescentes entre 14 e 18 anos; e os livros adultos que tem uma abrangência bem grande. Certo? Basicamente, e explicando de um jeito bem simples, o New Adult é o gênero que surgiu para suprir o público entre os Young Adults e os livros Adultos. Mas calma, eu vou explicar um pouco melhor.

gênero New Adult

O New Adult é um gênero voltado para leitores entre 18 e 25 anos que estão em transição da fase de adolescente para a fase adulta. Você consegue facilmente identificar essas transições quando o personagem está dando seus primeiros passos de independência. A maioria dos livros desse gênero se passam em ambientes universitários e normalmente trazem no enredo questões como descoberta de identidade, drogas, sexualidade, primeiro emprego, problemas familiares etc.

É preciso tem em mente que, o New Adult também pode apresentar personagens ainda nos seus 16 anos, como por exemplo em Sr. Daniels, onde a protagonista estava no seu último ano do ensino médio. Ainda assim, os enredos apresentam temáticas muito mais fortes do que os Young Adults, focando sempre nessa transição do personagem entre a adolescência e a vida adulta, forçando a lidar com questões mais decisivas para a sua vida.

gênero New Adult

A maior parte dos New Adults que li até hoje foram narrados do ponto de vista da mocinha, mas existem alguns autores que se arriscam no ponto de vista masculino, ou pelo menos alternam a narrativa entre os personagens principais. Além disso, é sempre bom dizer que boa parte dos New Adults tem como plano de fundo principal um romance ou um relacionamento, e a partir disso, os autores vão inserindo outros elementos para deixar seu enredo mais interessante. Você vai encontrar muitos enredos onde o personagem tem um segredo ou algo do passado a ser revelado. Parece meio cliché, mas quem é que não tem fantasmas para enfrentar nessa vida, não é?

O gênero tem chegado ao Brasil aos poucos. Não temos muitos autores publicados, mas alguns já ganharam os corações dos leitores brasileiros, como por exemplo: Jamie McGuire, a autora de Belo Desastre e da série Irmãos Maddox; Colleen Hoover, autora de Métrica e Um Caso Perdido e Amy Harmon, autora de Beleza Perdida. Ambas são autoras que eu recomendo para quem está começando a se aventurar no universo dos New Adults.

Espero que vocês tenham gostado do post. Qualquer dúvida sobre New Adult ou apenas uma discussão saudável é muito bem vinda nos comentários!

Resenhas 23dez • 2015

Infinito + Um, por Amy Harmon

Se você é um leitor que, assim como eu, é apaixonado por um New Adult cheio de personagens intensos com personalidades que encantam e com um enredo de tirar o fôlego, então – definitivamente – você precisa ler os livros da Amy Harmon publicados pela Verus Editora. A primeira vez que conheci o trabalho dessa autora foi com o seu livro Beleza Perdida – uma das melhores leituras de New Adult que fiz esse ano – e agora, com seu mais recente lançamento, Infinito + Um, Amy Harmon ganhou de vez meu coração como rainha dos New Adults.

Todo mundo conhece a história de Bonnie e Clyde, o famoso casal de bandidos dos anos 30 que aterrorizou a população dos Estados Unidos, ou pelo menos já ouviu falar deles. Em Infinito + Um, vamos conhecer a história de um jovem casal, de mesmo nome, mas com motivos para fugir muito diferentes. Bonnie Rae é uma jovem cantora country que conquistou seu lugar ao sol no mundo da música. O único problema é que Bonnie está cansada da pressão de viver sob os holofotes e é tentando dar um tempo da vida de famosa que seu caminho – inesperadamente – se cruza com o de Finn Clyde, um ex-presidiário que estava a caminho de Las Vegas para recomeçar a sua vida.

Amy Harmon

Mesmo relutante, Finn acaba concordando em dar uma carona para Bonnie até Las Vegas. O que ele não esperava é que além de ser uma garota muito maluca, Bonnie era famosa e estava com o país inteiro se perguntando onde ela estava e o que realmente estava acontecendo. Além dos conflitos de personalidade e muitas dúvidas sobre o que era realmente certo ou errado, o jovem casal logo se vê fugindo sem rumo apenas para se manterem juntos. O que eles não imaginavam é que essa pequena viagem, cheia de aventuras, imprevistos e sentimentos poderia revelar mais sobre eles, do que eles mesmo conheciam.

Mais uma vez Amy Harmon conseguiu me surpreender com um enredo tão completo e de tirar o fôlego. Infinito + Um é um New Adult que explora as fraquezas de dois jovens que sofreram perdas muito importantes em suas vidas e que, de alguma forma, buscam na fuga uma forma de se encontrar. A escrita de Amy Harmon mais uma vez não me decepcionou. Explorando três tipos de narrativas diferentes, ela consegue fazer com que o leitor tenha uma visão completa da história e se envolva com seus personagens do início ao fim. Confesso que quando eu senti as mudanças na narrativa, eu tive um pouco de receio, mas a autora tem um domínio incrível do enredo que estava criando, e no final, tudo acabou se encaixando de uma forma tão perfeita que é muito difícil colocar em palavras.

Amy Harmon

Gostei muito da comparação dos personagens com o famoso casal Bonnie e Clyde, mesmo os personagens não sendo nem um pouco parecidos com o casal, existe todo um contexto muito interessante para essa comparação. Além disso, a autora compõe o enredo com detalhes e referencias matemáticas interessantes que fazem com que a leitura se torne muito divertida, leve e interessante para o leitor. Infinito + Um tem aquele algo a mais que eu gosto nos romances, principalmente nos New Adults, os personagens são intensos, interessantes e a busca que eles fazem por si próprios é tão emocionante que faz com que a leitura toda seja simplesmente maravilhosa.

Os personagens desse livro são maravilhosos. No começo eu achei que a Bonnie fosse um pouco imatura, mas conforme eu fui entendo melhor a personagem, eu vi que ela tinha muita pressão sobre si e que isso fazia com que ela tomasse atitudes impulsivas. Como é que não se apaixona por uma personagem assim? E conforme o livro ia se desenvolvendo, eu conseguia ver o desespero dela por encontrar respostas, por se entender e conseguir lidar com tudo o que ela estava sentindo. Não tem como você não se envolver com a personagem e não sentir tudo o que ela tá sentindo.

Amy Harmon

Finn, pelo menos para mim, foi um personagem muito interessante. Ele sempre me pareceu bem resolvido desde o começo do livro, mas eu gostei de ver que, conforme ele se envolvia com a Bonnie, ele ia se deixando levar e sendo um pouco mais ele mesmo do que ele realmente queria ser. Acho que o romance dos dois se encaixou como uma luva, porque eu conseguia ver que eles encontravam um no outro uma forma de aliviar toda a dor que eles carregavam consigo, e dentro do enredo, combinado com tudo o que eles já haviam passado, era lindo demais!

Amy Harmon, mais uma vez, me deu um livro que eu vou indicar para todas as pessoas que eu conheço. Não é pelo romance, ou pelos personagens maravilhosos, mas pela jornada de conhecimento que esse livro te proporciona, pela oportunidade de ver as coisas de uma forma diferente e de se envolver com aquele universo tão emocionante. É maravilhoso ter uma autora que é capaz de escrever um New Adult que vai muito além do romance entre os personagens principais e realmente procura fazer com que o leitor se envolva com aquele enredo.

Resenhas 11nov • 2015

Bela Redenção, por Jamie McGuire

Bela Redenção, segundo livro da série Os Irmãos Maddox, era uma das minhas leituras mais desejadas este ano. Escrito pela autora Jamie McGuire e publicado no Brasil pela Editora Verus, o livro faz parte de um spin-off (*) do livro Belo Desastre, da mesma autora, e vai focar completamente na história dos irmãos do Travis e como eles se apaixonaram por suas respectivas esposas/namoradas. O mais interessante dessa série, principalmente para quem é apaixonado por Belo Desastre, é que a autora permite que a gente ainda conheça um pouco mais do que aconteceu depois do final de Belo Desastre pelo ponto de vista de outros personagens.

Bela Redenção

Diferente do que eu estava esperando, este não é um livro que pode simplesmente ser lido sem antes conhecer a história de Bela Distração, o primeiro livro dessa série. Bela Redenção é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista da Liis, uma jovem agente do FBI completamente envolvida com seu trabalho que, ao receber um convite para trabalhar em uma missão em San Diego, ela termina relacionamento (diga-se noivado) de cinco anos para se dedicar inteiramente aos seus objetivos profissionais. Para comemorar sua primeira noite de liberdade, Liis acaba se envolvendo com um desconhecido em um bar que, mais tarde, acaba se revelando ninguém mesmo que o tão conhecido agente especial Maddox, seu chefe.

Com um temperamento explosivo e às vezes muito assustador, Thomas Maddox estava tentando se recuperar do termino do seu relacionamento com Camille. Quando a Agente Lindy aparece em sua vida, ela acaba despertando nele sentimentos que ele não sabia que era capaz de sentir. O problema mesmo começa quando sua família acaba sendo envolvida em uma investigação e ele precisa encarar não só os sentimentos do passado, mas também todos os sentimentos novos que ele nem ao menos sabe se está preparado para sentir.

Bela Redenção

Em tese, o enredo do livro parecia ser um dos melhores da série, mas eu tenho para mim que a autora não entregou tudo o que prometeu a seus leitores. Não tenho nada do que reclamar em relação a escrita da Jamie, afinal, se tem uma coisa que eu amo nesse mundo é a forma como essa autora escolhe contar uma história. Porém, quando se trata de Bela Redenção, acho que ela exagerou um pouco na intensidade das emoções e forçou um pouco no relacionamento dos personagens principais, deixando o enredo cansativo e até mesmo repetitivo.

Liis Lindy foi uma personagem maravilhosa até a metade da história. Eu gostei de ela não aceitar ser tratada da mesma maneira que os seus colegas de trabalho e, assim como qualquer mulher que se envolva com um Maddox, ela tem pulso firme para enfrentar Thomas quando é necessário. O problema veio quando eles começaram a se envolver romanticamente, e ela não conseguia tirar da cabeça que ele ainda estava apaixonado pela ex-namorada.

Bela Redenção

Vocês têm ideia de como é cansativo ver a mesma discussão se repetir diversas vezes? Parecia que a história não andava, fora a vontade de socar ambos quando eles voltavam neste mesmo assunto ao invés de simplesmente começarem algo novo. Claro que, eu entendo que a personagem não queria aceitar menos do que o amor completo do cara por quem ela estava apaixonada, mas ainda assim, acho que a autora podia ter segurado um pouco a onda das discussões sobre a Camille e focado no amor que eles poderiam construir juntos.

Thomas pra mim foi o Maddox mais perfeito de todos, sério! Ele é muito parecido com seus irmãos no quesito “pegada”, mas acho que a Jamie conseguiu – de alguma forma – deixá-lo um pouco mais humano e muito mais envolvido com a família também. O triangulo envolvendo Trenton e Camille foi a jogada perfeita para deixar a história desse personagem mais interessante, uma pena que a autora não tenha explorado isso mais a fundo.

Bela Redenção

Mas o que realmente me ganhou nesse enredo foram os personagens secundários. Val, a melhor amiga de Liis, é uma das personagens mais loucas e perfeitas de todas até agora. Com seu jeito agressivo-fofo, não tem como você não se identificar com ela. Queria muito que a autora nos desse a chance de conhecer mais sobre esses personagens e curtir mais das suas personalidades nada convencionais.

De tudo, o que mais me deixou chateada no livro – e um dos principais motivos de ele não ser cinco estrelas – foram os pequenos erros de continuidade da história em relação aos outros volumes e também em relação ao epílogo do livro. Acho que se a Jamie vai mesmo seguir por esse caminho de fazer todas essas histórias em paralelo, ela precisa tomar muito cuidado para que as informações não entrem em conflito de um livro para o outro.

Bela Redenção

Preciso confessar que queria mais desse enredo no quesito trama. Acho que a autora poderia ter ido além da “situação Camille”, explorado mais o relacionamento dos irmãos Maddox e dado um pouco mais de espaço para vermos todos eles trabalho em conjunto. O que me obriga a levantar a questão do porque essa série não é contada do ponto de vista deles, não é mesmo?! Mas, ainda assim, Bela Redenção é uma leitura que tem o seu charme e qualquer leitor minimamente apaixonado por Jamie McGuire vai amar esse livro!

Spin-off, também chamado de derivagem, é um termo utilizado para designar aquilo que foi derivado de algo já desenvolvido ou pesquisado anteriormente. É utilizado em diversas áreas, como em negócios, na mídia, em tecnologia, etc.

Resenhas 31out • 2015

A Tentação de Lila e Ethan, por Jessica Sorensen

A Tentação de Lila e Ethan é um New Adult escrito pela autora Jessica Sorensen e publicado no Brasil pela Editora Geração. Este é o terceiro livro da série Segredo, sendo os dois primeiros volumes já muito comentados aqui no Brasil: O Segredo de Ella e Micha e O Para Sempre de Ella e Micha.

Lila Summers cresceu em uma família muito rica, sempre estudou nos melhores colégios e sempre ouviu dos pais – não muito amáveis – que ela precisava ser perfeita. Vinda de uma família onde amor e carinho não são nem si quer mencionados, Lila cresceu sem a atenção do pai e com uma mãe submissa as vontades do marido. Para tentar esconder o vazio que sente dentro de si, a jovem se envolve em todo o tipo de situação constrangedora, relacionamentos que não passam de uma noite e arrependimentos que a consomem.

A Tentação de Lila e Ethan

Seu alívio está na amizade com o misterioso Ethan Gegrory, um jovem de família humilde que não está em busca de um relacionamento e tem muito a esconder. Ambos não conseguem negar que sentem atração um pelo outro, mas também não conseguem simplesmente sucumbir a esse desejo. Quando Lila atinge todos os seus limites, cabe a Ethan estar presente para ajudar a amiga, mas será possível ambos estarem dentro do mesmo furacão e não se apaixonarem?

Conhecia muito pouco de Jessica Sorensen quando recebi um e-mail da Editora Geração a respeito desse livro. Tinha lido todo o tipo de resenha sobre O Segredo de Ella e Micha e não tinha a menor ideia do que esperar desse New Adult. Confesso que eu queria ser surpreendida. Depois de dezenas de resenhas dizendo o quanto essa série era maravilhosa, eu estava esperando uma leitura maravilhosa, mas eu preciso dizer que – pelo menos esse volume – vou uma grande decepção.

A Tentação de Lila e Ethan

O livro altera a narrativa em primeira pessoa entre os personagens principais da história: Lila & Ethan. Gosto muito quando a autora consegue trabalhar ambos os pontos de vista, porque eu gosto de conhecer bem os personagens, mas no caso de Jessica Sorensen, acho que a autora ficou devendo muito no quesito profundidade. Não sei, durante todos os capítulos, eu não conseguia me conectar com os personagens, seus problemas não faziam sentido pra mim e o enredo me pareceu muito bobo e clichê.

A escrita da autora é bem mediana, no meu ponto de vista. Apesar do enredo se desenvolver até que bem, eu não sentia muita emoção na história que estava sendo contada e o envolvimento desses dois personagens me parecia um pouco forçado dentro daquele universo. Tenho pra mim que ela não tentou inovar dentro do que ela já tinha. Era um clássico caso de “menina rica revoltada” que se apaixona por “um cara humilde bad boy”. Nada que eu já não tenha visto em outros New Adults por aí, certo?

A Tentação de Lila e Ethan

Em si, o que mais me incomodou foram os personagens principais. Lila Summers é absurdamente irritante. Eu consegui entender que ela não tinha uma estrutura familiar muito boa, mas a garota estava completamente perdida do início ao fim do livro, e eu não acho que ela esteja nem perto de se encontrar. Ethan, por outro lado, tem um lado sombrio que não é tão sombrio assim. Ele só não quer se apaixonar, o que acontece com qualquer pessoa que tenha uma experiência passada ruim. Cadê a criatividade nisso?

Eu esperava mais desse enredo, muito mais. Eu queria uma personagem que conseguisse fazer alguma coisa, mas ao invés disso, Lila é uma personagem que só sabe bater o pé sobre o que não quer fazer e nem ao menos consegue pensar numa solução para os próprios problemas. Não consegui encontrar um pingo de maturidade nessa personagem e dado ao histórico de vida, era o mínimo que eu esperava dela. O grande argumento era que a personagem queria ser quem ela era de verdade, mas durante todo o livro ela mesma não conseguia me dizer quem ela era.

A Tentação de Lila e Ethan

Me sinto muito revoltada com essa história, porque eu queria entender onde está o desenvolvimento dos personagens e porque todo clímax da história tem que estar relacionado a duas pessoas que não querem se apaixonar, se apaixonando. A autora tinha muito material dentro daquele universo. O relacionamento com os pais, a questão das drogas, o universo de Lila mudando depois que Ella foi embora. O enredo não era bom, mas até que tinha potencial se fosse bem desenvolvido, mas não foi.

Depois de uma leitura arrastada e extremamente cansativa, eu posso dizer para vocês que Jessica Sorensen não caiu no meu agrado quando se trata de escrita e principalmente do gênero New Adult. Eu tinha algumas expectativas pra essa autora e ela consegiu me deixar bastante desapontada.

Resenhas 15set • 2015

Belas Mentiras, por M. Leighton

Belas Mentiras é um New Adult, escrito pela autora M. Leighton e publicado no Brasil pela Editora Record. A autora é conhecida por sua outra série, do mesmo gênero, Bad Boys, publicado também pela Record. Belas Mentiras é o primeiro volume da série Pretty Lies.

Sloane é uma jovem pura, inocente e muito protegida pela família. Sendo a única mulher da casa, após a morte da mãe, seu pai e seus irmãos resolveram colocá-la dentro de uma redoma de vidro, onde ela não tinha nenhuma liberdade. Quando finalmente completa 21 anos, ela resolve se libertar de sua família controladora e começar a agir da maneira que acha correto.

Belas Mentiras

Em uma de suas atitudes de rebeldia, ela acaba conhecendo o misterioso Hemi, um tatuador talentoso que desperta nela um desejo que ela jamais chegou a sentir por alguém. Mas Hemi tem suas próprias batalhas, e mesmo sabendo que resistir a atração que sente por Sloane vai ser difícil, ele entende que se envolver com ela pode destruir não só a jovem, mas a família dela também.

M. Leighton era uma autora que eu desejava ter na minha estante desde que li algumas resenhas da série Bad Boy, mas eu preciso confessar que não tenho palavras suficientes para expressar a minha decepção com esse enredo, personagens e escrita. Narrado em primeira pessoa, alternando os pontos de vista entre os personagens principais, a autora nos leva a conhecer o “nada” que é o relacionamento proibido de Hemi e Sloane.

Belas Mentiras

O enredo não é nem um pouco criativo. Tudo aquilo que você já leu em todos os outros New Adults você irá encontrar em Belas Mentiras. Não tem nada na história que fez com que eu me encantasse com o enredo, principalmente porque todo o universo do livro é vazio, cansativo e não apresenta nada de interessante. Os personagens são cansativos, aquele clássico “menina inocente virgem” que se apaixona pelo “cara misterioso gostoso”, que não tem nada de novo pra apresentar ao leitor.

A escrita da Leighton é lenta e não me prendeu nem um pouco durante a leitura. A maneira que ela resolveu contar a história, me fazia pensar várias vezes: “Eu estou mesmo lendo isso?”. Eu não consigo contar nos dedos a quantidade de vezes que eu simplesmente fechei o livro e deixei a leitura de lado por não conseguir acreditar que a autora estava me fazendo viver naquele universo.

Belas Mentiras

Nada se encaixa nessa história, entende? Sloane é uma personagem chata, mimada e muito idiota. Depois que ela completa 21 anos, o “ato de rebeldia” dela, é fazer uma tatuagem, como se isso fosse ser “nossa, como eu sou rebelde”. E não para por aí. Para mostrar que ela é dona do próprio nariz, ela vai até um bar e toma uma bebida qualquer – que é a única que ela sabe pedir – e empina o nariz independente como se tivesse num protesto feminista.

E você acha que a autora parou com a bagunça por ai? Não! Quando o romance começa a acontecer entre ela e Hemi, os dois começam a passar muito tempo juntos e em nenhum momento a família dela se expressa tão controladora como ela sempre afirma ser. Fora que ela tem uma paranoia com a virgindade dela que chega a ser muito irritante.

Belas Mentiras

E o Hemi? Bom, ele não é nada mais do que um cara bonito com um passado obscuro irrelevante. Não tem muito o que falar sobre ele, porque até mesmo o envolvimento dele com a Sloane é completamente aleatório. Os dois não se conhecem direito e de repente estão completamente apaixonados um pelo outro, com uma tensão sexual absurda e coisa do tipo. Sério, preguiça dessa história!

Por fim, M. Leighton foi uma decepção tão grande que eu realmente vou pensar duas vezes antes de ler qualquer coisa dela. O enredo é muito fraco, os personagens não são interessantes e a escrita da autora deixou muito a desejar durante toda a história. Se você é apaixonado por New Adult, mas não é muito “critico” quanto ao enredo, pode ler sem medo. Porém, se você gosta de um enredo um pouco mais elaborado, acho que esse livro pode não ser a melhor escolha.

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