La Oliphant

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Tudo sobre: Literatura

A representatividade negra na literatura e como ela apareceu para mim

Rafaela Rodrigues
02 de julho de 2017 02/07/2017 10 Comentários

A representatividade negra na literatura e como ela apareceu para mim

Minha mãe diz que eu aprendi a ler bem cedo, e que minha primeira Bienal do Livro foi lá pelos meus dois, três anos de idade. Dali em diante eu nunca mais abri mão da presença de livros na minha vida. Cresci como leitora voraz, e me lembro que desaparecia por horas durante uma leitura e outra, tudo porque escolhia lugares como o cantinho do sofá na sala, na certeza de que, se eu ficasse ali quietinha, poderia ler sem ser incomodada. Hoje, aos 23 anos, a única diferença é que eu preciso me planejar bem se quiser ler algo tranquilamente, já que tem as leituras da faculdade (onde eu preciso ler mais e mais livros, já que, para a surpresa de absolutamente ninguém, eu fui parar em Letras!) e os horários apertados entre aulas e deslocamento.

Eu realmente sempre fui apaixonada por livros e sei bem que vocês me entendem quando digo que, normalmente, a primeira coisa que notamos numa leitura é como os personagens nos agradam ou se parecem com a gente, e como algumas de suas ações ou características criam aquela sensação de identificação. Essa ligação com personagens é ótima, mas quando se é uma criança negra – que foi o meu caso – e percebe que todas as princesas tem o cabelo liso e brilhante e peles alvas como a neve e bochechas rosadinhas, isso pode ser um pouco incômodo: um gênero literário como o infantil, que é tão cheio de princesas, mas que não possui uma sequer com o cabelo enroladinho e a pele preta.


New Adult e a exploração do relacionamento abusivo.

Débora Costa
16 de abril de 2017 16/04/2017 14 Comentários

New Adult e a exploração do relacionamento abusivo.

Eu poderia fazer uma lista interminável de New Adults que eu li, ou pelo menos sei da existência, onde o personagem principal – também conhecido como o herói da história – além de ter um corpo musculoso, às vezes tatuado, outras vezes não, também é um homem extremamente ciumento, preocupado com o bem-estar da sua amada e, muitas das vezes extremamente controlador. Tenho certeza que algumas dessas características irá fazer você se lembrar de alguma história que leu, talvez até recentemente e, por algum motivo, achou que era exatamente o que você desejaria num relacionamento. Bem, esta publicação veio justamente para desconstruir esse pensamento.

Vou começar citando a minha leitura mais recente, Princesa de Papel, onde o nosso herói Reed, agride a personagem principal e também o seu par romântico na história de todas as formas possíveis. Por algum motivo, em determinado ponto do livro, as agressões se tornam palavras de carinho, e a nossa heroína Ella Harper é promovida de “piranha” para “amor”. Isso também acontece em outros livros, talvez não com a mesma intensidade, mas se pararmos para pensar, em Belo Desastre, o nosso querido Travis Maddox perdia o controle do seu temperamento com muita facilidade se qualquer outro homem se aproximasse de Abby, seu par romântico no livro.


Especial Literatura Infanto-Juvenil

Rafaela Rodrigues
02 de abril de 2016 02/04/2016 0 Comentários

Vamos conhecer mais da literatura infanto-juvenil?

Contrariando as massas que dizem que outubro é o mês de prestar atenção nas crianças e jovens, o La Oliphant decidiu dar uma olhada bem antecipada no que os nossos pimpolhos (haha) andam lendo, se andam lendo e, é claro, dar aquele empurrãozinho! Abril, esse mês maravilhoso, vai ser especialmente focado nas leituras infantojuvenis, então deixa esse new adult de lado por umas semanas, pega seu livro favorito de infância e vem com a gente, porque não vão faltar indicações e recordações.

A “categoria” infantojuvenil abrange vários gêneros, já que serve pra organizar e separar os livros especialmente voltados para um público mais jovem (que vai até os 15 anos) e, muitas vezes, com outras exigências e necessidades diferentes dos outros. Essa separação pode ser justificada pelo fato de que crianças e jovens ainda estão na fase inicial da vida escolar/acadêmica, primeiros contatos com mídias, as palavras, textos, temas e as diversas opções literárias existentes, ou estão aprendendo a ler, a gostar de ler: a categoria contém textos com personagens criados especificamente para este público, de forma estratégica, vocabulário muitas vezes adaptado ou especialmente pensado para tais fases, abordagens diferentes e muita, mas muita criatividade – geralmente.


Um bate-papo sobre capas

Débora Costa
06 de agosto de 2015 06/08/2015 11 Comentários

BEDA #9 - Um bate-papo sobre capas

Quem nunca falou ou repetiu para si mesmo “Nunca julgue um livro pela capa”. Bom, eu mesma já cansei de repetir isso para mim quando me decido por comprar um livro cujo a capa não me agradou muito. Se isso é errado, não sei, mas eu posso afirmar que já encontrei muito livros bons por ai com capas que não fazem jus a história maravilhosa que eles contam.

É por isso que eu resolvi aproveitar essa aventura que é o BEDA para iniciar uma pequena discussão sobre esse assunto aqui no blog. Junto com o Vinicius Fagundes, nosso colunista de Da Estante pra Tela resolvemos gravar um vídeo falando sobre os livros que tem uma capa maravilhosa mas não são tão bons e aqueles que possuem uma capa nem tão legal assim, mas a história vale super a pena.


Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

O que eu estou lendo?

O Príncipe Corvo
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