Posts arquivados em: Tag: Julia Quinn

Lançamentos 09jan • 2018

Arqueiro lança primeiro livro da série Irmãs Lyndon

Julia Quinn está de volta, pessoal! E sim, isso é motivo para muitas comemorações se você, assim como eu, pensou que depois da duologia Agentes da Coroa, não veríamos novidades da autora por um tempo. E não é apenas isso, a editora Arqueiro resolveu ouvir as minhas preces e já começar 2018 lançando o primeiro livro da série Irmãs Lydon, outra duologia da autora que eu já estava louca para ler.

Considerada a “rainha dos romances de época” pela Goodreads, Julia Quinn já atingiu a marca de 10 milhões de livros vendidos. O primeiro livro da série será publicado sob o título Mais Lindo Que a Lua (Everything and the Moon) e já chega nas livrarias brasileiras em Janeiro. Com um enredo recheado de romance e personagens maravilhosos, nós vamos conhecer a história de Victoria Lyndon e Robert Kemble. Quem está louco para cair de amores por esses dois personagens?! Leia mais

Resenhas 28dez • 2017

Lady Whistledown contra-ataca, por Julia Quinn

Julia Quinn levou o conceito de “squad” há um outro nível quando resolveu escrever Lady Whistledown Contra-Ataca. Sendo bem sincera, livro de contos não é muito o meio tipo de leitura. Eu acho o formato complicado demais porque você pula de uma história para a outra e nem sempre as coisas se encaixam. Mas Julia Quinn é uma Yoda da escrita de época e junto com essas romancistas que eu acabei de conhecer, elas criaram contos maravilhosos que são interligados por um único evento em comum. Não preciso dizer o quanto meu ânimo com essa leitura triplicou depois que eu percebi isso, não é mesmo?!

O primeiro conto, e o meu favorito, é da nossa rainha Julia Quinn. Eu gostei muito da heroína deste conto, principalmente por ela não estar disposta a se casar com qualquer pessoa por causa da sua enorme herança. Mais uma vez, Quinn entregou diálogos divertidos e um romance que te faz rir até a barriga doer. Além disso, contamos com a influencia da nossa maravilhosa Lady Whistledown para abalar as coisas nesse enredo. Sério, como que vocês conseguem ler esse livro e não amar muito a Mathilda e o Peter?! Tão no comeu coração, do ladinho da Penélope e do Colin.

Mathilda é uma heroína muito fácil de você gostar. Sua personalidade determinada e o seu jeito de lidar com as situações, são encantadoras. Mas o que realmente me ganhou nesse conto foi o Peter e a sua determinação para “proteger” a dama de se casar com um caçador de dotes e, eventualmente, tendo que provar para a mesma que ele não era um. Eu gostei muito da verdade que existe no relacionamento deles e como que o amor não surgiu de forma apressada, mas foi construído em cima da confiança e da amizade entre eles.

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Resenhas 30out • 2017

Uma Noite Como Esta, por Julia Quinn

Finalmente, segundo livro da série Quarteto Smythe-Smith. Logo no segundo livro da série você já percebe que os enredos de todos os quatro livros estão bem amarrados e que você vai ter a oportunidade de acompanhar todos os personagens, mesmo que o foco de cada livro seja em um casal diferente.  Eu preciso dizer que Uma Noite Como Esta foi muito melhor do que o primeiro livro da série, Simplesmente o Paraíso. Não sei se foram os personagens, ou o fato desse livro ter muito mais ação do que era esperado, mas foi uma leitura que me arrancou boas risadas e deixou aquela sensação de saudade quando eu terminei.

Uma Noite Como Esta vai contar a história de Daniel Smythe-Smith que, no primeiro livro da série, descobrimos que estava exilado na Itália por conta de alguns desentendimentos que ele teve Lorde Ramsgate. Quando ele finalmente consegue voltar para a Inglaterra, ele conhece Anne Wynter, a babá de suas primas que gentilmente aceitou substituir sua prima Sarah no recital daquele ano. A atração entre eles é eminente e Daniel não resiste à tentação de beijar a moça, mesmo não sabendo absolutamente nada sobre ela.

O problema é que Anne está determinada a escapar de Daniel. Depois de ser enganada por um namorado do passado, ela se fechou completamente para o mundo e vive com medo de que seu passado venha à tona.  Porém, mesmo sabendo que a jovem é governanta de suas primas, Daniel não consegue negar seus sentimentos pela moça, criando cada vez mais situações para que eles possam estar juntos. Quando o passado de Anne finalmente vem à tona, o sentimento de ambos é colocado a prova, e desta vez, os problemas de Daniel vão ser muito mais complicados do que o duelo que enfrentou no passado.

“Daniel Smythe-Smith não planejara voltar a Londres no dia do concerto anual da família e, para ser sincero, seus ouvidos desejavam fortemente que ele não tivesse ido, mas seu coração… bem, esse era outra história.

Uma Noite Como Esta tem um algo a mais que os outros livros da Julia Quinn não tem. A narrativa em terceira pessoa mostra muito do passado de ambos os personagens principais, nos dando um background muito legal sobre o que aconteceu no passado de Anne e Daniel, fazendo com que a gente consiga se conectar com eles através da empatia. Sinceramente? Acho que o fato da Julia ter tirado um capítulo para abordar o passado da Anne em um flashback fez todo o livro valer muito a pena, porque é exatamente nesse momento, quando você entende o que aconteceu, que o vínculo com a personagem fica mais forte.

Os diálogos do livro são muito bem construídos e eu gostei muito do humor que a personalidade de Daniel trouxe para a trama. Ao mesmo tempo, me incomodou o fato do “amor à primeira vista”, porque eu achei que o casal principal já estava muito apaixonado para duas pessoas que acabaram de se conhecer. Acredito que todo o romance entre eles aconteça em duas semanas, no máximo três, na passagem de tempo do livro – o que poderia ter sido aproveitado de outra forma se desenvolvido mais devagar.

“– Amo você e não posso suportar a ideia de passar um instante sem a sua companhia.”

Em Uma Noite Como Esta temos a oportunidade de conhecer mais da família Smythe-Smith, os Pleinsworth, que ganharam o meu coração logo que apareceram na série. Eu gostei muito que a autora tenha tirado um tempo para desenvolver o relacionamento da família com cuidado, criando vínculos entre os personagens e ganchos para os próximos dois volumes. Talvez por isso eu tenha gostado mais desse segundo livro, ele me pareceu muito mais completo e contextualizado dentro do universo dos Smythe-Smith do que o primeiro.

Anne é uma heroína interessante de se acompanhar por causa do seu passado. Assim que você começa a entender a personagem como um todo, é impossível não criar uma empatia por ela e não desejar que as coisas acabem da melhor forma possível. Ela e Daniel são extremamente compatíveis como casal, apesar do romance se desenvolver muito rápido. Existe cumplicidade e compreensão entre eles, e eu gosto do fato do Daniel simplesmente não ficar “forçando” as coisas com ela e de como os diálogos e os momentos dos dois fluem de uma forma muito agradável.

Uma Noite Como Esta tem muito do que os outros romances da Julia Quinn não têm. Além de abordar alguns assuntos importantes, o livro apresenta novos personagens para a série que são apaixonantes e ainda tem uma pitada de humor que deixa a leitura muito mais divertida. Para aqueles que já gostam de romances de época, eu tenho certeza que essa vai ser uma leitura maravilhosa, mas se você chegou aqui agora e ainda não leu o primeiro livro da série, eu recomendo muito que conheça Simplesmente o Paraíso antes de se aventurar nos outros livros da série, tá?

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Resenhas 21out • 2017

Como Agarrar Uma Herdeira, por Julia Quinn

Eu já disse isso aqui uma vez, mas eu vou repetir: Julia Quinn foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida literária, viu? Como Agarrar Uma Herdeira era tudo o que eu queria e mais um pouco em um romance de época. E é isso que sempre me impressiona na Julia Quinn: ela sempre consegue entregar muito mais do que eu estava esperando em uma história. Neste primeiro livro da duologia “Agentes da Coroa”, vamos encontrar uma heroína que sabe muito bem se virar sozinha e um herói que precisa de mais ajuda do que é capaz de admitir.

Em Como Agarrar Uma Herdeira nossa heroína é Caroline Trent, uma jovem que está prestes a atingir a maior idade e ter total controle sob a fortuna que herdara de seu pai. O problema é que seu tutor, Oliver, tem planos de casar a jovem com seu único filho e assim colocar as mãos no dinheiro dela. Para evitar se casar com seu primo, Caroline resolve fugir de seu tutor, porém ela não contava ser confundida com uma famosa espiã espanhola e ser sequestrada por ninguém menos que Blake Ravenscroft.

Julia Quinn tem uma maneira muito interessante de surpreender os seus leitores. Ao invés de um livro romântico onde a heroína é cortejada pelo herói, Como Agarrar Uma Herdeira entrega um enredo cheio de ação e aventuras que eu confesso que não estava esperando quando comecei a leitura desse livro. Além de uma escrita deliciosa e personagens apaixonantes, Julia Quinn dá um toque especial ao enredo quando envolve espionagem no meio da trama. Tem como não amar essa mulher? Definitivamente não.

“- Já percebeu que ele gosta de me chamar de Srta. Trent quando está irritado comigo?
– Caroline.
– É claro – acrescentou ela, animada – que quando ele está muito furioso, volta a me chamar de Caroline. Blake provavelmente acha difícil demais grunhir meu nome completo.”

O enredo de Como Agarrar Uma Herdeira tem um ritmo gostoso, que envolve cada vez mais o leitor na história. Uma das coisas que eu mais gosto de Julia Quinn é que as características peculiares que ela dá as suas heroínas e como isso influencia demais no desenvolvimento da mesma ao longo da história. No caso de Caroline, ela guarda um caderno de palavras que aprende ao longo do tempo com o objetivo de expandir o seu vocabulário, o que dá aos leitores diálogos interessantes e uma heroína determinada e muito curiosa.

Eu gostei muito de acompanhar o romance de Blake e Caroline. Eles formam um casal que eu realmente consegui visualizar juntos e apaixonados dentro da história e é interessante ver como eles se completam de várias formas diferentes. Julia Quinn desenvolveu muito bem esse romance, deixando que o leitor conhecesse ambos personagens em seu individual e depois trabalhando seus defeitos e qualidades como um casal. É impossível você não se apaixonar por esses dois, ainda mais quando o humor ácido de Blake completa tão bem o jeito doce de Caroline.

“Era irônico, na verdade. Caroline teria ficado feliz em compartilhar sua fortuna – até mesmo doá-la – se houvesse encontrado um lar com uma família que a amasse, que se importasse com ela. Alguém que visse nela algo além de um burro de carga com uma conta bancária.”

Os personagens principais de Como Agarrar Uma Herdeira são os mais apaixonantes possíveis. Neste primeiro livro de Agentes da Coroa, somos apresentados ao James, personagem principal do segundo livro, e o que eu posso dizer? Mal conheço e já o amo muito. Uma das coisas que mais me envolvem nos enredos da Julia Quinn é ver como os universos românticos que ela cria são bem construídos e não deixam pontas soltas. Acho que isso contribui muito para que eu consiga me conectar com os personagens e tudo o que o livro está me oferecendo.

Como Agarrar Uma Herdeira foi uma leitura que eu realmente amei do início ao fim. Julia Quinn nunca me decepciona assim como os seus personagens. Se você nunca leu um romance de época, mas tem curiosidade no gênero e não sabe por onde começar, eu sugiro muito a série Agentes da Coroa. Com essa escrita leve e um enredo cheio de ação e aventuras, tenho certeza que Julia Quinn irá conquistar o seu coração e você terá uma experiência de leitura maravilhosa.

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Resenhas 19out • 2017

Simplesmente o Paraíso, por Julia Quinn

Primeiro livro da série “Quarteto Smythe-Smith”, recentemente lançado pela Editora Arqueiro em um box especial de tirar o fôlego. E eu preciso dizer que, se você já leu a série Os Bridgertons, ou pelo menos o sétimo livro da série, você provavelmente conhece os Smythe-Smith e já ouviu falar sobre as habilidades – ou falta delas – musicais das moças da família. Basicamente, todas as moças solteiras passam por esse ritual até contraírem matrimônio. Quando uma se casa, outra dama solteira toma o lugar que ficou vago e a tradição continua. Parece ótimo, se as meninas Smythe-Smith soubessem realmente tocar os instrumentos – o que elas definitivamente não sabem.

Honoria Smythe-Smith é uma dessas moças e está desesperada para encontrar um marido para que possa, finalmente, sair do quarteto. Determinada a encontrar seu futuro esposo, Honoria coloca os olhos em ninguém menos que Gregory Bridgerton e, apesar de não estar apaixonada, vê no rapaz ao menos a expectativa de ter um casamento razoavelmente feliz. Até que Marcus Holroyd, o melhor amigo do seu irmão exilado, Daniel, cruza seu caminho novamente, determinado a cumprir a promessa que fez ao amigo, não permitindo que Honoria se case com ninguém menos do que o homem perfeito. O único problema é que por causa de um acidente bem infeliz, ambos se veem em uma situação onde é preciso repensar a amizade entre eles, e quanto mais tempo passam próximos um do outro, mais evidente fica o sentimento que existe entre os dois.

Como eu me diverti lendo esse livro, sério! Diferente da série Os Bridgertons, Simplesmente o Paraíso tem um enredo mais divertido, com personagens mais engraçadas e situações cada vez mais constrangedoras. Vamos começar falando sobre o recital dos Smythe-Smith que, sendo bem honesta, é palco das interações mais engraças e divertidas de todo o enredo. Ao contrário dos outros livros da Julia Quinn, eu achei que Simplesmente o Paraíso foi o mais focado no romance dos personagens principais e com o desenvolvimento menos complexo. Isso não foi ruim, mas confesso que em certos pontos da leitura eu realmente senti falta de uma trama mais complexa.

“Inclinou-se para a frente, tomou o rosto dela entre as mãos e capturou sua boca em um beijo apaixonado. Honoria se sentiu arder, então derreter e quase evaporar. Teve que se controlar para não rir alto de tanta alegria e se ergueu na ponta dos pés para tentar chegar mais perto.”

Em Simplesmente o Paraíso, Julia Quinn nos dá a oportunidade de conhecer a trama como um todo, nos apresentando boa parte dos personagens que vamos conhecer nos próximos volumes da série. Eu gostei muito de como as histórias de todos os livros estão bem amarradas. Tudo o que acontece e é falado em Simplesmente o Paraíso será importante para que você possa conhecer de forma mais profunda os personagens dos próximos livros e se apaixonar por eles da mesma forma como se apaixonou por Honoria e Marcus nesse primeiro livro da série.

Honoria é uma personagem muito fácil de você amar. Até então, foi a personagem de Julia Quinn que eu achei mais bondosa e mais disposta a ajudar as pessoas a sua volta. O amor e o carinho que ela tem pela família e principalmente pelas primas é muito legal de conhecer. Apesar de ela não ter uma personalidade marcante como outras heroínas de romances de época, Honoria tem seus pontos positivos e não deixa ser tratada como menos do que realmente merece. Isso é realmente um ponto muito positivo para a personagem. Quem disse que só porque ela é amável e gentil, ela não pode ser forte, não é mesmo?

“O recital anual da Smythe-Smiths nunca era um bom momento para conhecer um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo.”

O romance entre os personagens principais não é tão complexo como já vimos em outros livros da autora. Acho que por termos personagens com uma personalidade bem mais suave e aberta do que os da série Os Bridgertons, o livro acabou não trazendo tantos empecilhos para que o casal principal não ficasse junto logo de cara. Desde os primeiros capítulos do livro, você consegue ver gradualmente a paixão crescer entre Honoria e Marcus até se tornar um amor muito sincero e profundo. Outro ponto que me chamou atenção foi que o envolvimento romântico nesse livro é bem contido, com poucas cenas “calientes”, outra diferença que eu senti para a última série da autora lançada no Brasil, mas que não influenciou tanto assim no enredo em geral.

Eu gostei muito de ler Simplesmente o Paraíso, principalmente por causa da leveza dos diálogos e dos personagens principais. O ar “cômico” do livro mostrou um lado da Julia Quinn que eu ainda não conhecia e do qual eu gostei muito. Apesar de ainda não ter sido o meu livro favorito da autora (porque eu sou muito fiel a Penelope), Simplesmente o Paraíso cumpriu muito bem o seu papel de leitura agradável e me fez querer continuar muito mais tempo no universo dos Smythe-Smith e conhecer mais dessa família maravilhosa.

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Lançamentos 10out • 2017

Lady Whistledown contra-ataca é um combo de leituras maravilhosas

Com a participação especial da famosa cronista da sociedade criada por Julia Quinn, Lady Whistledown contra-ataca é formado pelas narrativas curtas de quatro escritoras consagradas, tendo como fio condutor o roubo de uma pulseira milionária. Seus contos são como pérolas que se unem e formam uma peça de valor inestimável.

Quem roubou o bracelete de lady Neeley? Terá sido o caça-dotes? O apostador? A criada? Ou o libertino? Londres está fervendo com as especulações, mas, se ainda restam muitas dúvidas, pelo menos uma coisa é certa: um desses quatro está envolvido no crime.

Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1816

Julia Quinn encanta…

Um belo caçador de fortunas foi enfeitiçado pela debutante mais desejada da temporada. Agora ele precisa provar que o que deseja é o coração da jovem, não o dote dela.

Mia Ryan delicia…

Uma criada adorável e espirituosa está deslumbrada com as atenções românticas que tem recebido de um charmoso conde. Mas um relacionamento entre eles seria escandaloso e poderia arruinar a reputação dos dois.

Suzanne Enoch fascina…

Uma jovem inocente que passou a vida evitando escândalos de repente se vê secretamente cortejada pelo maior libertino de Londres.

Karen Hawkins seduz…

Um visconde que vaga sem destino volta para casa para reacender o fogo da paixão de seu casamento, mas descobre que sua linda e decidida esposa não será conquistada tão facilmente.

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Lançamentos Notícias 08ago • 2017

Julia Quinn está de volta com o seu livro Como Agarrar Uma Herdeira

Eu nem estou chorando, tá? Apenas tremendo mesmo. Eu sou a última pessoa que pode negar uma paixão platônica pelos livros da Julia e depois da série O Quarteto Smythe-Smith, eu estava me corroendo de ansiedade para saber qual seria a próxima série da autora que a Arqueiro iria lançar no Brasil e, agora, esse momento finalmente chegou!

Como Agarrar Uma Herdeira é o primeiro livro da série Agentes da Coroa (Agents of the Crown) e é considerado um dos livros mais engraçados e divertidos pelos leitores do Goodreads. Ou seja, já estou enlouquecida querendo começar essa série para ontem! Ninguém consegue ficar muito tempo longe dos personagens maravilhosos da Julia Rainha, não é mesmo?!

“Uma história encantadora que lhe proporcionará uma leitura agradável e bons sonhos.” – RT Book Reviews


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Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.

Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.

A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

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Resenhas 12ago • 2016

A Caminho do Altar, por Julia Quinn

E finalmente esse dia chegou. Depois de quase dois anos acompanhando avidamente as aventuras do Bridgertons, hoje eu estou aqui para resenhar A Caminho do Altar, o último livro da série que conquistou muitos leitores que hoje são completamente apaixonados por romances de época. Estou meio emocional, confesso. Parece que foi ontem que eu li O Duque e Eu pela primeira vez e me apaixonei por Colin em Os Segredos de Colin Bridgerton. E agora eu estou aqui, pronta para contar a vocês minhas impressões sobre o último livro de uma série que me completou nos últimos tempos. Podemos tirar um minuto de silêncio?

A Caminho do Altar é o oitavo e último livro da série Os Bridgertons e vai contar a história de Gregory Bridgerton, aquele jovenzinho que viemos acompanhando crescer desde o primeiro livro da série. Gregory sempre teve em mente que se casaria apaixonado, assim como todos os seus irmãos, por isso ele sempre teve a certeza de que quando encontrasse a mulher de sua vida, a reconheceria de imediato. E foi exatamente isso o que ocorreu quando o nosso Bridgerton mais novo colocou os olhos na senhorita Hermione Watson (todo mundo sentiu essa referência à Harry Potter, não é?) pela primeira vez.

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O problema é que Hermione está apaixonada por outro homem e, para tentar conquistar o coração de sua amada, Gregory recorre a ninguém menos do que a melhor amiga da moça, Lucy, que para sua sorte considera o jovem por quem sua amiga está apaixonada, completamente inapropriado para ela. As coisas começam a se complicar quando Lucy acaba se apaixonando por Gregory – afinal, ele é um Bridgerton, não tem como não amar um deles, ou todos eles – mesmo estando prometida para se casa com um homem que nem ao menos conhece. Será que o nosso jovem Bridgerton irá perceber que o amor da sua vida está bem diante dos seus olhos?

Eu não sabia o que esperar dessa leitura quando comprei o livro. Gregory, assim como a Francesca, personagem de O Conde Enfeitiçado, era muito distante para mim. Eu não sabia muito o que esperar de sua personalidade, e no último livro da série, Um Beijo Inesquecível, conhecemos muito pouco dele. Mas confesso que, para um último livro de uma série, A Caminho do Altar me surpreendeu demais com os seus personagens e a forma como o enredo se desenvolveu ao longo dos capítulos.

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Narrado em terceira pessoa assim como os outros livros da série, os pontos de vista se dividem entre o nosso herói, Gregory e nossa heroína Lucy – que por sinal, tem uma personalidade bem mais interessante do que eu estava esperando. Diferente dos enredos anteriores, neste nós temos um personagem principal que já acredita no amor verdadeiro. Ou seja, nada de libertinagem. Achei muito positivo para a série construir um enredo que fugisse um pouco do que encontramos nos volumes anteriores, até porque eu já estava um pouco cansada da libertinagem e redenção dos personagens masculinos.

A escrita da Julia Quinn continua incrível, mas em A Caminho do Altar, acredito que ela tenha deixado sua criatividade fluir com mais facilidade, nos dando um enredo muito mais divertido e muito mais leve que nos outros sete volumes de Os Bridgertons. Particularmente, acho que A Caminho do Altar se tornou a leitura mais divertida dentro desse gênero, tanto na questão da construção do enredo, quanto na construção dos personagens do livro. Gostei muito da abordagem sobre “o amor”, e sobre como as pessoas sempre acham que encontraram a pessoa certa sem nem mesmo conhecer o outro primeiro.

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Gregory é um personagem muito interessante de se acompanhar. Desde o primeiro volume acompanhamos personagens masculinos que não queriam amar, mas Gregory é um personagem que deseja o amor e não se entregaria a nenhuma mulher se não a certa. E é nesse ponto que ele se torna irresistível. A busca dele pelo amor é tão profunda que acaba cegando o julgamento do seu próprio coração, não permitindo que ele perceba as coisas como realmente são. Entende a jogada da autora nesse último livro? Achei simplesmente genial ela passar sete livros fazendo a gente se apaixonar para, no último, nos fazer questionar o que realmente é “estar apaixonado”.

Por outro lado, Lucy não é uma heroína que se destaca tanto. Tirando sua personalidade peculiar que realmente me agradou, não me identifiquei muito com ela como leitora. Apesar de ser dona da sua própria opinião, ela joga muito com as regras sociais e não se rebela com as normas da sociedade da época como as personagens principais dos livros anteriores. Ainda assim, gosto de sua determinação e de como toma o controle da situação quando deixa de ter medo. Apesar de eu achar que ela poderia se explorar mais, Lucy foi uma personagem que fez muito bem o pouco que fez. Conseguem me entender?

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A Caminho do Altar é uma leitura extremamente divertida. Um enredo de romance de época que realmente foge do comum e que dá ao leitor uma leitura leve e agradável. Para aqueles que não exploraram o gênero de romances de época – ou romances históricos, como alguns se referem, acredito que este seja um livro perfeito para uma primeira experiência, mesmo sendo o último livro de uma série. Por fim, fica aqui o meu adeus a essa série maravilhosa que me conquistou de todo o coração e que me deu ótimos momentos de leitura do início ao fim. E se você ainda não conhecia Os Bridgertons de Julia Quinn, aconselho você a conhecer.

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Literaría 26fev • 2016

Uma paixão chamada Os Bridgertons

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Eu tenho uma paixão particular pela Julia Quinn. Primeiro porque ela foi a minha primeira autora de romances de época da atualidade que eu li. Segundo, suas personagens femininas têm sempre uma personalidade forte e não se deixam levar por qualquer Conde, Marquês ou Duque que apareça pela frente. Além disso, a escrita da autora não deixa nada a desejar, e como estamos falando sobre romances de época, eu não poderia deixar de fazer uma publicação inteiramente dedicada à minha série favorita: Os Bridgertons.

O que vocês precisam saber sobre essa série de romances de época que conquistou até mesmo a minha mãe? Bom, Os Bridgertons é uma série com oito livros no total e cada um de seus volumes irá contar a história de um membro da família Bridgerton. O primeiro volume da série, O Duque e Eu, logo nos revela que nossos heróis são peculiares e foram nomeados por seus pais em ordem alfabética sendo: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, George e, por fim, Hyacinth. Cada um deles tem a sua própria personalidade, teimosia, talento e um dom especial que faz com que você fique completamente envolvida nos seus dramas.

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A série em si conta a história dessa família aristocrata inglesa que exerce grande influência na sociedade da época. Em cada um dos romances nós descobrimos como eles conheceram e se apaixonaram por seus respectivos romances e o que exatamente faz com que eles sejam tão diferentes e especiais. Mas não é só sobre amor romântico. Os Bridgertons mostram muito do amor familiar, de como eles se apoiam enquanto filhos e irmãos. É incrível ver como uma família tão grande consegue ser ao mesmo tempo tão unida e entender completamente uns aos outros, sem julgamentos.

Apesar dos personagens maravilhosos, foi a escrita de Julia Quinn que realmente deu vida a esses romances e os tornou tão especiais para muitos leitores. Além de conseguir fazer com que todos os livros da série funcionem em sintonia, Julia Quinn faz com que os seus leitores mergulhem dentro do seu universo literário, conseguindo se sentir parte do livro. Seus personagens têm vida própria, principalmente nossas heroínas, que além de uma personalidade inspiradora, nos ensinam que uma mulher não deve aceitar ninguém menos do que um homem capaz de tudo para torná-la dele, e que o “status” de solteirona não mata ninguém.

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Mas eu gostaria de chamar atenção para uma personagem dessa série que não é uma Bridgerton, mas que mesmo assim conquistou nossos corações: Penelope. Apesar de não ter o perfil adequado para uma esposa e passar boa parte das séries escondida entre um baile social e outro, Penelope tem muito a ensinar sobre o poder feminino naquela época. Mesmo não tendo seu amor correspondido por Colin Bridgerton e aguentando as constantes humilhações por parte da mãe. Penelope vestiu bem seu papel feminino dentro da série e conquistou seu espaço. Como ela fez isso? Spoilers, vocês terão que ler a série para descobrir.

Os Bridgertons é uma série que te conquista em todos os livros. O interessante de termos histórias diferentes em cada volume é ter a chance de nos apaixonarmos oito vezes por personagens diferentes. Cada leitor tem o seu livro favorito, o seu Bridgerton favorito e até mesmo seus personagens secundários favoritos. No meu caso, obviamente, o meu favorito sempre será o Colin, mas confesso que tem dias que eu sinto uma pequena queda pelo Anthony – o que eu posso fazer?! Mas de todos, Bridgerton ou não, Penelope e Eloise entraram para a minha lista de heroínas para se inspirar. Essas duas são destruidoras quando se trata do quesito atitude.

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Para mim, qualquer leitor que um dia foi apaixonado por romance precisa dar uma chance aos Bridgertons, mas principalmente a Julia Quinn. Não é só por causa da escrita e dos personagens, mas porque se trata de um romance diferente, onde o enredo é um pouco mais leve, os costumes da época são interessantes de serem explorados e porque te dá a chance de conhecer o amor de uma forma um pouco menos complicada do que nos romances atuais. E se você se interessou por esses romances, confiram as resenhas dá série que já foram publicadas aqui no blog: O Duque e Eu, O Visconde Que Me Amava, Um Perfeito Cavalheiro, Os Segredos de Colin Bridgerton e Para Sir Philip Com Amor.

Os livros da Julia Quinn são publicados no Brasil pela Editora Arqueiro, sendo os livros da série Os Bridgertons publicados até o 7° livro, com o nome Um Beijo Inesquecível. Não esqueçam de deixar nos comentários o que vocês acharam de conhecer um pouco mais sobre essa série, viu?

romances de época

Resenhas 14fev • 2016

Um Beijo Inesquecível, por Julia Quinn

O que eu mais gosto nas escritoras modernas de romances de época é essa facilidade de criar personagens femininas que expressam bem o que a sociedade da época precisava conhecer. Mulheres de opinião, personalidades marcantes e sinceridade sem filtros, é tudo o que você encontra nesse novo romance de Julia Quinn. Confesso que eu não esperava menos da autora, mas Um Beijo Inesquecível realmente me surpreendeu com seus diálogos maravilhosos e personagens que até agora eu não consegui tirar da cabeça. Mas, antes tecer elogios sobre esse livro, vamos falar um pouco sobre o enredo dele.

Um Beijo Inesquecível

Em Um Beijo Inesquecível, Hyacinth Bridgerton está na sua quarta temporada social. Apesar de sua mãe e irmãos estarem preocupados, ela não pretende se casar com qualquer homem razoavelmente apropriado para ela. Ela precisa de alguém que consiga lidar com seu temperamento e sua sinceridade afiada. Enquanto seu príncipe não aparece, Hyacinth passa as tardes de terça com Lady Danbury, uma senhora muito respeitada na sociedade inglesa. As duas passam o tempo lendo, conversando sobre fofocas sociais e, ocasionalmente, fazendo companhia uma a outra em eventos.

É em um desses eventos que Hyacinth conhece Gareth, neto de Lady Danbury. Até então, a jovem sabia da existência do rapaz, mas só o tinha encontrado uma vez. Sendo apresentada à ele, Hyacinth percebe em Gareth alguém a altura de lidar com sua personalidade, sendo constantemente provocada pelo cavalheiro. Mas, é quando Gareth precisa da ajuda da jovem Bridgerton para desvendar um mistério de sua família é que ambos percebem que há mais naquela relação do que eles poderiam prever.

Um Beijo Inesquecível

Eu nunca me diverti tanto lendo um livro, quanto eu me diverti lendo Um Beijo Inesquecível. A escrita de Julia Quinn não decepciona em nenhum momento. Nesse enredo ela cria uma atmosfera bem mais leve do que no último livro que eu li, O Conde Enfeitiçado. Ela usa e abusa de diálogos que te fazem rir, complementa com personagens que te encantam, mesmo que aparecendo pouco na história e ainda te deixa querendo mais da história. É muito difícil não devorar essa história em 24 horas, honestamente.

Diferente dos outros livros da série, em Um Beijo Inesquecível, Julia Quinn trabalha com personagens com um humor mais azedo, sem papas na língua. Isso faz com que a história fique bem mais envolvente e divertida. Hyacinth tem um toque todo especial, sua personalidade é extremamente desafiadora e não é muito difícil gostar dela, principalmente quando ela não poupa palavras para falar de algo que não a agrada muito. Até então eu não esperava me identificar tanto com outro personagem além da Penelope (Os Segredos de Colin Bridgerton), mas preciso dizer que a Hyacinth tem muito de uma personalidade que me agrada, e eu não consegui não me identificar com ela durante a leitura.

Um Beijo Inesquecível

Gareth foi um cavalheiro realmente interessante de se ter como personagem. Diferente dos outros, ele tem graves conflitos internos envolvendo a família e a sua relação com o pai. Eu realmente me emocionei com a forma como ele lidava com as coisas, e não gostei nem um pouco da forma como ele era tratado pelo pai. Mas, a Julia soube muito bem usar isso na construção do personagem, fazendo com que a sua personalidade fria e humor ácido sendo uma combinação perfeita para um homem porque a Hyacinth pudesse se apaixonar.

Em Um Beijo Inesquecível nós contamos com uma personagem que me ganhou: Lady Danbury. Eu não sei como começar a descrever a personalidade dessa personagem e como ela foi estrela principal dos melhores diálogos de todo o enredo. Lady Danbury é muito parecida com a Hyacinth, mas por ser uma idosa, as pessoas eram obrigadas a perdoar qualquer coisa que ela falasse, o que dava a ela liberdade para dizer o que tinha vontade, criando os melhores diálogos e me fazendo rir durante todas as cenas em que ela aparecia.

Um Beijo Inesquecível

O romance dos personagens principais foi maravilhoso. Sabe aquele casal que te deixa na expectativa de se beijarem ou não? Gareth e Hyacinth são exatamente assim. As cenas deles são tão interessantes, cheias de palavras nas entrelinhas e aquela expectativa de eles finalmente se entregarem ao sentimento. Além disso, temos uma pitada de aventura e situações que realmente nos fazem perceber porque esses dois são feitos um para o outro. É impossível você não se envolver com esse romance e torcer para que tudo caminhe como se deve caminhar.

Por fim, Um Beijo Inesquecível, foi tudo o que eu estava esperando de um livro da série Os Bridgertons. Eu realmente me diverti fazendo essa leitura, eu gostei de como os personagens foram construídos, eu gostei de ver um pouco da Penelope e principalmente, de ter mais da Lady Danbury dentro desse enredo. Mal posso esperar para que a Arqueiro lance o último livro dessa série e outros livros da autora no Brasil.

Resenhas 09fev • 2016

O Conde Enfeitiçado, por Julia Quinn

De todos os personagens da série Os Bridgertons que eu conheci até agora, eu sempre estive um pouco curiosa sobre a Francesca. Em todos os livros ela sempre se mostrou uma personagem bem mais quieta, um pouco diferente dos outros Bridgertons. Finalmente muita curiosidade foi sanada em O Conde Enfeitiçado, o sexto livro dessa série, onde Julia Quinn nos conta um pouco sobre a vida dessa personagem que, até então, teve tão pouco destaque – pelo menos pra mim.

Em O Conde Enfeitiçado conhecemos Michael Stirling, um famoso libertino de Londres que depois de passar anos colecionando conquistas, teve o seu coração roubado por Francesca Bridgerton. Mas para infortúnio do jovem, a que seria a mulher da sua vida estava prestes a se casar com seu primo, e também melhor amigo, John. Anos se passam desde que Stirling se apaixonou a primeira vez por Francesca, e agora, com a morte de John, sua amada finalmente está livre para ele.

O Conde Enfeitiçado

O único problema é que Michael não consegue se livrar dar culpa de ter passado tantos anos apaixonado pela esposa do seu próprio primo, principalmente porque ela nunca o viu da mesma forma. Mas, quando os dois se encontram inesperadamente em Londres, Francesca começa a perceber Michael de uma forma diferente, percebendo que, talvez, ela o deseje muito mais do que se permitia admitir. Porém, depois da morte do marido, a jovem acredita que nenhum outro homem a fará feliz, e agora cabe a Michael provara à ele que ele é o único capaz de provar o contrário.

Confesso que esse não foi o meu enredo favorito da série. Como eu não conhecia bem a personagem, principalmente porque ela não aparecia muito nos volumes anteriores, não tinha ideia do que a Julia Quinn iria apresentar neste sexto volume, e de certa forma, eu esperava um pouco mais. O enredo não é ruim, pelo contrário, a história se desenvolve bem, e diferente dos outros livros, neste temos uma personagem que já se apaixonou e já se entregou para o homem que ama, mas o perdeu e agora precisa começar do zero e construir sua vida com outra pessoa.

O Conde Enfeitiçado

O problema está na construção, acredito eu. Apesar de ser uma Bridgerton, eu não consegui identificar muito bem a personalidade de Francesca. Desde os volumes anteriores, ela sempre foi uma personagem muito oculta, e quando chegou a vez dela contar sua história, ela continuou oculta, sem revelar muito de quem ela era ou do porquê ter se apaixonado por John. Senti muita falta de uma conexão entre esses acontecimentos, principalmente sobre o período de luto dela. Acho que o pouco destaque que ela recebeu na série até então contribuiu bastante – pelo menos pra mim – para que ela não fosse uma personagem com quem eu pudesse me identificar com facilidade.

O romance em si não me decepcionou em nada. Principalmente pelo fato do Michael estar apaixonado pela Francesca desde o começo da história. Ele teve tempo para conhece-la, assim como ela pode conhecer um pouco de quem ele era antes de perceber que eles poderiam construir um futuro junto. E ainda tínhamos a problematização do John, o primeiro marido da Francesca. Eu gostei muito de ver que a autora simplesmente não descartou os sentimentos que a personagem tinha antes de se apaixonar por Michael, e achei legal que esses mesmos sentimentos fizeram parte da construção do romance entre os personagens principais.

O Conde Enfeitiçado

Michael foi, pra mim, um personagem interessante como par romântico. Foi difícil visualizá-lo como um libertino considerando que desde o começo eu conseguia perceber que ele era completamente devotado a Francesca. É interessante ver como a autora conseguiu explorar esses sentimentos proibidos sem deixar a história clichê. Além disso, Michael tem uma personalidade mais humilde, o título e o dinheiro nunca foram algo que ele perseguiu, e isso me fez gostar ainda mais dele.

O Conde Enfeitiçado acabou se mostrando um livro mais morno do que os seus antecessores e acho que deveria ser mesmo assim. Mesmo que eu não tenha me identificado muito com a Francesca, acredito que ela tenha uma personalidade que vai encantar outros leitores do livro, e só por isso a leitura já me valeu muito a pena. Esse é aquele volume para quem quer fugir um pouco do enredo dos outros livros dessa série e encontrar outros desafios e um romance completamente novo.

Resenhas 23mar • 2015

Para Sir Phillip, Com Amor, por Julia Quinn

Para Sir Phillip, Com Amor é o quinto livro da série Os Bridgertons, escrito pela autora Julia Quinn e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Neste volume da série a autora nos convida a conhecer um pouco mais sobre a espirituosa Eloise Bridgerton.

A esposa de Sir Phillip, Marina, nunca havia sido uma mulher cheia de vida. Passava a maior parte do tempo em seu quarto, chorando e fora do convívio dos filhos. Eles não tinham um casamento feliz, e quando a esposa vem a falecer de pneumonia, Sir Phillip se vê perdido entre as responsabilidades de pai de gêmeos e a ausência de uma figura feminina dentro de casa.

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Quando começa a se corresponder com a solteirona Eloise Bridgerton, através de cartas, Phillip começa a ver uma possibilidade de um casamento razoável, onde ele poderia ter uma esposa presente e dar aos filhos a figura materna que precisam. Porém, ao propor a jovem que o visite para que possam se conhecer melhor, o homem não imaginava se deparar com uma mulher independente e cheia de ideias próprias.

Conforme vão convivendo um com o outro, ambos percebem que possuem personalidades completamente diferentes, mas que ao mesmo tempo, não conseguem negar que existe uma atração entre eles. Mas seria isso o suficiente para se casar com alguém?!

“Ele balançou a cabeça maravilhado.
– Você é magnífica.
– Eu continuo dizendo isso a todos – ela disse com um encolher de ombros indiferente -, mas você parece ser o único que acredita em mim.”

Os personagens de Para Sir Phillip, Com Amor são encantadores. O fato do romance ter se desenvolvido primeiro por cartas, permitiu que eu tivesse uma conexão maior com os personagens e me identificasse mais com os seus medos e receios. Eloise Bridgerton é, até agora, a minha Bridgerton favorita.

Diferente das irmãs, ela não tem pressa em se casar e é exigente em relação aos seus pretendentes, não se deixando levar apenas pelas qualidades financeiras, mas também considerando o caráter e comportamento dos mesmos. Sua personalidade pode ser considerada bastante racional, principalmente quando ela aceita o convite de Sir Phillip com a mente aberta de que os dois poderiam formar um bom par, mesmo ainda não tendo se encontrado pessoalmente.

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Sir Phillip, por outro lado, demorou um tempo até me conquistar. Seu comportamento severo em relação aos filhos e seu jeito distante de lidar com as situações a sua volta me incomodaram um pouco. Eu tinha a sensação de que apesar de querer conhecer Eloise, ele não tinha muito interesse em conhecê-la, apenas queria encontrar uma candidata adequada ao posto de mãe dos gêmeos, e não de esposa. Porém, conforme eu avançava com a leitura, eu podia ver que a personalidade de Eloise fazia com que Phillip evoluísse ao longo da história, e acho que essa ideia de serem completos opostos é que fez o romance dos dois ser simplesmente perfeito.

“Eloise tinha fibra. Determinação.
Era feliz.
Se isso não era um bom critério para se escolher uma esposa, ele não sabia qual era.”

Neste quinto volume da série eu não tive uma leitura intensa, como foi com Os Segredos de Colin Bridgerton, mas gostei bastante do ritmo que a autora escolheu conduzir a história de Eloise. Diferente dos outros volumes, o personagem masculino já tinha uma certa experiência com o matrimônio, e a nossa heroína já tinha uma ideia formada em relação ao seu par. E isso foi o que mais gostei no enredo em geral, porque eu pude acompanhar os dois evoluindo juntos, descobrindo seus defeitos e qualidades e participando da vida um do outro.

Um ponto que me agradou muito foi a mudança de cenário da série, onde a autora nos leva ao convívio do campo, deixando a agitação de Londres de fora neste livro. Além disso, também foi possível rever alguns personagens que já conhecíamos dos livros anteriores, como Sophie, Benedict e seus filhos, além de descobrir o desfecho de Posy – meia irmã de Sophie que aparece no terceiro livro da série – embora ela não receba nenhum destaque na história.

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Acredito que este tenha sido o volume onde a autora fechou a maioria das pontas soltas deixadas nos livros anteriores através de trechos de cartas que Eloise enviara a seus irmãos e amigos. Outro ponto que me chamou muita atenção foi o relacionamento da personagem com a mãe, Violet, que assim como nos livros anteriores, se mostrou muito sábia e compreensiva em relação as decisões dos filhos, sempre torcendo pela felicidade dos mesmos.

Confesso que estava com um pouco de receio de não gostar desse quinto volume da série, mas Julia Quinn já ganhou meu coração com os seus romances de época e, apesar de não ter se tornado o meu livro favorito, é uma leitura muito gostosa, com um enredo diferente dos outros livros da série e que vale muito a pena conferir.

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