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Resenhas 13nov • 2017

Tartarugas Até Lá Embaixo, por John Green

Tartarugas Até Lá Embaixo foi um livro muito esperado para aqueles que são leitores inquestionáveis dos livros do John Green. É difícil escolher as palavras certas para descrever a minha experiência de leitura com esse livro quando anos atrás o autor havia se tornado um dos meus favoritos. Publicado no Brasil pela editora Intrínseca, Tartarugas Até Lá Embaixo não chega nem perto de ser uma experiência de leitura agradável. Com uma personagem principal passiva e uma narrativa lenta e cansativa, o livro acaba não entregando tudo o que se espera de “o autor de A Culpa é das Estrelas”.

Meu primeiro problema com Tartarugas Até Lá Embaixo começou logo na parte “sick-lit” do livro. Acredito que nós devemos, supostamente, entender que a Aza tem TOC e que ela vem sofrendo com a doença há algum tempo. O problema é que o autor não desenvolve o quadro dela de uma forma inteligente, deixando o leitor preso nos sintomas e nas crises de ansiedade sem entender muito bem o que está acontecendo. Eu mesma demorei algum tempo para me ambientar no que a personagem estava dizendo quando se tratava do distúrbio que ela tinha.

A narrativa em primeira pessoa, do ponto de vista da Aza, é bastante claustrofóbica. A personagem tem divagações profundas sobre a sua doença e faz com que o leitor fique preso dentro do seu redemoinho de preocupações. Em geral, para um livro onde a ansiedade é um dos temas principais, isso não é ruim. O problema começa quando a personagem principal não tem nenhum tipo de evolução durante mais da metade do livro e você se vê preso a um enredo que não caminha para lugar nenhum, e isso torna Tartarugas Até Lá Embaixo um dos livros mais cansativos que eu já li este ano.

“É muito estranho: sabemos que a nossa cabeça é doida, mas mesmo assim não conseguimos fazer nada em relação a isso, entende? Não é que a gente se iluda achando que comportamentos desse tipo são normais. A gente sabe que tem um problema. Só não consegue descobrir o que fazer para consertá-lo.”

Comparado com outros livros do John Green, o enredo de Tartarugas Até Lá Embaixo é muito fraco e pouco desenvolvido. O autor faz referências excessivas a Star Wars e, tudo bem, eu sou muito fã da franquia também, mas iniciar diálogos intermináveis sobre o universo de Star Wars sem que o assunto agregasse de alguma forma ao enredo foi um verdadeiro tiro no pé. Eu sei que a ideia era ajudar na construção da Daisy, a melhor amiga da personagem principal, mas já ficou claro que ela era muito fã de Star Wars no começo do livro, não precisava forçar tanto.

Aliás, para uma personagem secundária, Daisy roubou completamente o livro para mim. Na verdade, eu queria que Tartarugas Até Lá Embaixo fosse sobre ela e não sobre a Aza. Os diálogos da Aza eram cansativos, ainda mais quando eu já estava na cabeça demais por mais tempo do que é saudável para alguém e os diálogos com a Daisy foram o meu bote salva-vidas nesse livro. Eu sei que provavelmente Green não tinha a intenção de que uma personagem secundária tirasse o foco dos problemas da personagem principal, mas Daisy era um alívio para mim sempre que ela aparecia no livro.

“O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.”

Eu passei boa parte de Tartarugas Até Lá Embaixo achando que o livro não ia chegar a lugar nenhum – e não chegou. Mesmo quando conhecemos Davis e devemos acreditar que ele e Aza se entendem de uma forma única, eu sentia que alguma coisa não estava muito certa nesse “romance”. O relacionamento parecia muito fora de contexto se você juntasse com tudo o que estava acontecendo, em segundo plano, na vida do Davis. E, no final, as coisas ficaram quase que “por isso mesmo”. É como se o livro tivesse terminado de uma forma bem abrupta e vários pontos soltos foram deixados, embora eu possa afirmar que John Green tentou dar um final aos seus personagens.

Tartarugas Até Lá Embaixo foi uma leitura um pouco torturante para mim. Eu esperava compreender melhor a Aza de alguma forma, mas quando eu cheguei ao final do livro eu só consegui sentir raiva dela. Eu conseguia visualizar os seus problemas e entender todas as suas crises, mas no final eu só conseguia vê-la como uma garota egoísta que só pensava nos próprios problemas. Digo, como pode uma pessoa que diz querer melhorar não fazer o mínimo de esforço para tomar ao menos os medicamentos? Eu não consegui me conectar com isso.

Eu esperava algo muito mais desafiador do que cansativo quando eu li Tartarugas Até Lá Embaixo, mas John Green conseguiu me desapontar em todos os quesitos em que, anos atrás, fez com que eu me apaixonasse pela escrita dele. Os personagens são fracos e vazios, o enredo não prende e não faz com que você queira levar a leitura até o final e a história em si é uma forçação de barra atrás da outra. Definitivamente, Tartarugas Até Lá Embaixo não é o livro pra mim – e digo isso porque nem o título do livro eu consegui entender muito bem.

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Notícias 08out • 2017

Tartarugas até lá embaixo nas livrarias dia 10 de outubro

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Onde comprar: Amazon

Notícias 03out • 2017

Romance de Hank Green será publicado pela Cia das Letras

Vlogueiro, produtor e músico, Hank Green, mais conhecido pelo canal Vlogbrothers, criado com seu irmão John Green, lançará em 2018 seu primeiro romance. An Absolutely Remarkable Thing (ainda sem título em português) tem lançamento previsto nos EUA para o segundo semestre de 2018.

O romance conta a história de April May, uma estudante de arte que vive em Nova York e tem um encontro inusitado com uma gigantesca estátua de robô em plena Manhattan. Com a ajuda de um amigo, Andy Skampt, ela filma a criatura e o batiza de Carl. Quando o vídeo viraliza, April descobre que há vários “Carls” espalhados por dezenas de cidades em todo o mundo, e ninguém sabe como eles chegaram lá. April se vê no centro desse mistério, e tenta descobrir o que esses robôs gigantes são, e o que querem da Terra.

Original e envolvente, An Absolutely Remarkable Thing trata de temas importantes para os dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, sobre como as redes sociais estão mudando o modo com que lidamos com a fama, a retórica e a radicalização.

Hank Green sabe muito bem o que é ser uma figura pública da internet. Ele começou a fazer vídeos no YouTube em 2007 com seu irmão, John Green, autor de best-sellers como A culpa é das estrelas Cidades de papel. Desde então, a dupla conquistou uma grande comunidade de fãs, conhecidos como Nerdfighters, ao falar sobre ciência e cultura pop. Seus vídeos, incluindo os produzidos pela sua produtora educacional, já ultrapassam a marca de 2 bilhões de visualizações.

Sobre o livro, Green afirma que “estamos vivendo em um momento realmente esquisito, e a história de April ajuda a esclarecer essas estranhezas que parecem ficar cada vez mais normais. É uma história que eu queria contar há muito tempo, bastante inspirada nas minhas experiências pessoais, mas é a história da April, e foi um prazer vê-la viver essa vida notável”.

Hank Green é CEO da Complexly, uma produtora que cria conteúdos educacionais como os canais Crash Course e SciShow. Os vídeos da Complexly já receberam mais de 2 bilhões de visualizações no YouTube.  Ele é co-criador da websérie The Lizzie Bennet Diaries e co-fundador de uma série de pequenos negócios como o DFTBA.com, que ajuda artistas e criadores de conteúdo a venderem seus trabalhos na internet, e a VidCon, maior conferência de criadores de vídeos para internet do mundo.

Em 2017, a VidCon teve 40.000 participantes em eventos espalhados em cidades como Anaheim, Amsterdam e Austrália. Hank e John Green também criaram o Project for Awesome, que no ano passado levantou mais de $2,000,000 para entidades carentes como Save the Children e Partners in Health. Hank vive em Montana com sua esposa, seu filho e seu gato.

Este conteúdo foi retirado do blog oficial da editora Companhia das Letras. O La Oliphant é apenas responsável pela reprodução do conteúdo.

Notícias 11ago • 2017

O que sabemos sobre o novo livro do John Green

Algum tempo atrás, nós postamos aqui um vídeo em que nosso amado John Green falou que não sabia se publicaria outro livro. No vídeo, ele diz que o sucesso de A Culpa é Das Estrelas o deixou preocupado com a possibilidade de que um próximo livro não seria tão bem recebido, e que apesar de ter trabalhado em algumas ideias nenhuma delas foi pra frente da forma que ele gostaria. Bom, parece que desde então, as coisas melhoraram pra ele!

A Intrínseca postou essa semana no YouTube uma versão legendada de um novo vídeo do canal Vlog Brothers ( que o John mantém com o irmão dele, Hank) em que o John fala um pouco sobre seu novo livro, Turtles All The Way Down, que ainda não tem um título traduzido, mas já tem data de lançamento! Ele vai ser lançado simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil no dia 10 de Outubro, bem antes do que a gente tinha pensado que seria.

A Intrínseca ainda liberou alguns detalhes da história do livro no blog da editora. Turtles All The Way Down vai ser focado em Aza Holmes, uma jovem de 16 anos que está atrás de um bilionário desaparecido afim de uma recompensa. No vídeo, John fala que Aza tem Transtorno Obsessivo Compulsivo, e que parte do que o inspirou a escrever o livro fora as suas experiencias vivendo com TOC. Isso já nos deixa muito animado porque nós sempre precisamos de mais representação pra esse tipo de transtorno, já que a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que é TOC (não, gostar de tudo organizado não é ter TOC, gente).

Como já falamos o livro vai ser lançado no dia 10 de Outubro e nós já estamos acampando nas livrarias porque queremos agora!

Notícias 23set • 2016

John Green não sabe se vai publicar outro livro

John Green

Ai, meu Deus! No mais recente vídeo do canal Vlog Brothers, que mantem com seu irmão Hank, John Green declarou que não tem certeza se voltará a publicar livros. O autor de Cidades de Papel disse que depois do sucesso de A Culpa é das Estrelas, se sentiu preocupado com a possibilidade de que seu próximo livro não ser bem recebido. Disse também que vinha trabalhando várias ideias, mas nenhuma delas foram pra frente da maneira que ele gostaria, e ele acabou as abandonando.

Obviamente, o vídeo criou um pouco de pânico entre os fãs. Mas no seu perfil no twitter, o autor acalmou um pouco as preocupações de seus leitores. Disse que as reações ao vídeo fora exageradas, e que está voltando a gostar de escrever. Acrescenta que gostaria de publicar outro livro no futuro, mas simplesmente não tem certeza.

John Green é o autor de diversos livros, incluindo os sucessos A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel. A adaptação para o cinema de A Culpa é das Estrelas, estrelando Shailene Woodley e Ansel Elgort, estreou em 2014, e arrecadou mais de 300 milhões de dólares no mundo todo. Cidades de Papel também foi adaptado para o cinema, estrelando Nat Wolff e Cara Delevigne, e arrecadou 80 milhões de dólares.

Notícias 19jun • 2016

John Green afirma que não haverá um filme de “Quem É Você, Alasca?”

john green

No seu perfil no Twitter recentemente, John Green afirmou que, até onde ele sabe, a adaptação de “Quem É Você, Alasca?“, seu romance de estréia, não vai acontecer. O autor de “A Culpa é das Estrelas” fez a declaração após ver um perfil compartilhando um poster fanmade do suposto filme, dizendo que “mal podia esperar”. John Green ainda disse que vendeu os direitos de adaptação para os estúdios Paramount em 2005, e que eles se recusam a vender-los de volta para ele.

“Já que isso tem tantos RTs, acho que devo dizer: Não vai haver nenhum filme de Quem é Você, Alasca? (pelo menos, que eu saiba).”

“Eu não tenho nenhum controle sobre os direitos de filmagem de Quem é Você, Alasca?. Até onde eu sei, Paramount (que tem os direitos) não tem planos de fazer um filme.”

O autor acrescentou também que não tem certeza se isso seria uma noticia ruim ou não, compartilhando um link para um post que escreveu em seu Tumblr, quatro anos atrás, antes da produção dos filmes de “A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel“.

No post, ele afirma que, apesar de gostar de assistir filmes, acha o processo de produção deles “horripilante e repreensível”. Acrescenta também que estava satisfeito com a vida de Quem é Você, Alasca? e que “as pessoas ainda estão lendo o livro pela primeira vez e o recomendando para os amigos, e ainda parecia um livro que as pessoas descobrem”.

Ele ainda diz que muitos dos leitores de seu livro sentem uma conexão intensa e particular com suas histórias e personagens. E que se o livro virasse um filme, “ele talvez fosse brilhante, e com certeza venderia muitos livros, mas os leitores inevitavelmente perderiam parte da conexão que sentem com a história”.

“Eu não sei se é uma notícia ruim se nenhum filme de Quem é Você, Alaska? seja feito. Eu escrevi isso antes de ACEDE, mas ainda acredito nisso”

Em parte, eu concordo com ele, afinal já tivemos diversos exemplos de filmes que não se mantem fiéis aos livros em que são baseados, e acabam desagradando os fãs que tanto esperaram para ver suas histórias favoritas nas grandes telas do cinema.

Por outro lado, os livros de John Green já tiveram duas adaptações, ambas que fizeram bastante sucesso, com os fãs e com o público geral. Quem sabe num futuro não tão distante, a Paramount não reconsidere e produza o filme, ou talvez decida vender os direitos de produção?

Essa não é a primeira vez que John Green fala sobre a possibilidade de um filme de “Quem é Você, Alasca?”. Em Janeiro desse ano, em um dos vídeos da série Question Tuesday, que faz no canal The Vlog Brothers, John respondeu a pergunta se haveria ou não uma adaptação.

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