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Resenhas 03fev • 2018

Brumas do Tempo, por Karen Marie Moning

Lembra aquele papo que o primeiro livro nunca é tão bom quanto o segundo em séries de romance de época? Vocês lembram também que eu amei ler Guerreiro Domado e que ele era o segundo livro da série Highlanders, porque eu consegui ler os livros na ordem errada?! Bem, eu queria começar essa resenha dizendo que a minha teoria estava errada, mas não está. Apesar de eu ter adorado toda a fantasia de Brumas do Tempo, o enredo tem vários pequenos problemas que me incomodaram bastante e fizeram com que a sua leitura fosse um pouco mais complicada do que eu estava esperando.

Não vou mentir, eu realmente amei a parte histórica e fantasiosa do livro. A ideia de trabalhar a “viagem do tempo” e misturar isso com a cultura folclórica das fadas que, pelo menos naquela época, era algo muito forte nas terras escocesas, foi simplesmente sensacional. Eu amei que Moning tenha focado em explorar a liberdade da cultura da época, fugindo muito do enredo engessado dos britânicos e seus salões de baile. Vocês acham que já viram de tudo em um romance de época, mas a verdade mesmo é que o mundo só é revelado a você depois de se apaixonar por um bom escocês – e de raiz, viu? Com um clã enorme e kilt.

O problema de Brumas do Tempo está no desenvolvimento do enredo, o que em romances de época é bastante comum no primeiro livro. Eu tenho para mim que, quando Moning começou essa série, ela estava muito impactada com o universo mágico da Escócia e acabou colocando mais plots no livro do que ele realmente precisava. O começo de Brumas do Tempo é confuso, cheio de informações que não se conectam e coisas mal explicadas. Você não entende bem o que está acontecendo até a metade do livro e mesmo depois disso, é difícil da história te prender, por mais que os personagens principais sejam muito bons. Leia mais

Resenhas 30jan • 2018

Guerreiro Domado, por Karen Marie Moning

Vocês devem estar se perguntando porque eu estou resenhando o segundo livro ao invés do primeiro, não é mesmo? Acontece que eu peguei o segundo por engano e só percebi isso quando estava quase na metade da leitura – e isso porque tem um “livro 2” enorme escrito na capa. Acontece com mais frequência do que eu deixo vocês ficarem sabendo, não vou mentir. Mas, agora que eu já li o segundo livro, eu pensei: “Porque não falar dessa leitura maravilhosa de uma vez?”, e aqui estou eu para contar para vocês por que o romance de Karen Marie Moning se tornou um dos meus amorzinhos literários.

Primeiro de tudo, se você é um grande leitor de romance de época, é importante saber que Karen Marie Moning não escreve o tipo de romance que estamos acostumados a ler, como Julia Quinn e Sarah Maclean, por exemplo. Então se você pegou este livro esperando encontrar os grandes salões de baile britânicos, eu já aviso que vai se surpreender. O enredo de Moning se passa na Escócia de 1500, no século 14. É importante frisar esse período porque, nesta época, a Escócia ainda sofria um pouco de influencia da cultura nórdica então boa parte de Guerreiro Domado ainda faz fortes referencias culturais a esse período.

Uma das coisas que eu mais gostei da escrita de Karen Marie Moning foi o cuidado que ela teve para ambientar a sociedade da época e nos explicar a cultura do povo que ela estava retratando na sua história. Ter um personagem principal que era visto como um Berserker e ver a forma como a autora trabalhou essa “fantasia” dentro do romance foi muito interessante. Apesar de parecer que ela está criando um conto de fadas, Moning apenas usou e abusou de um período cultural muito forte da Escócia e criou em cima disso um romance que não só me tirou o folêgo, mas fez com que eu me apaixonasse pela escrita dela. Leia mais

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