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Resenhas 01mar • 2015

Sem Esperança, por Colleen Hoover

Sem Esperança é o segundo volume da série Hopeless, escrito pela autora Colleen Hoover e publicado no Brasil pela Galera Record. Neste livro iremos conhecer o enredo de Um Caso Perdido contado do ponto de vista de Dean Holder.

Anos após do desaparecimento de sua amiga de infância, Hope, Holder ainda não consegue esquecer completamente a sensação de que tudo o que aconteceu no passado foi, em parte, sua culpa. Com a morte de sua irmã, sua vida muda completamente e, depois morar com seu pai por alguns meses, ele decide que está na hora de retornar à cidade onde vivia e cuidar de sua mãe.

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É então que ele conhece Sky e, ao olhar em seus olhos, tem a sensação de que encontrou alguém que havia perdido há muitos anos . Será que ele finalmente havia encontrado Hope? Mas Sky era mesmo o que a sua identidade dizia, e por alguma razão ele simplesmente não conseguia dar as costas para aquilo e deixá-la de lado. Conforme a relação dos dois vai se tornando cada vez mais intensa e difícil de se negar, Holder começa a deseja que a garota não fosse ninguém menos do que apenas Sky.

O livro é narrado em primeira pessoa, no ponto de vista de Holder, que conhecemos em Um Caso Perdido, o primeiro volume da série. Diferente do que eu esperava, os primeiros capítulos do livro são os mais importantes. É onde a autora permite que o leitor conheça um pouco do personagem antes de sua vida ter essa grande mudança. Podemos acompanhar o seu relacionamento com a irmã, e ter uma breve ideia de quem era Less, e como ela estava se sentindo em relação às coisas que estavam a sua volta.

“Ficar com ela me fazia pensar no amanhã e no dia depois de amanhã e no dia seguinte e no ano seguinte e na eternidade. Preciso disso agora, pois se eu não abraçá-la de novo… vou terminar olhando para trás mais uma vez, deixando o passado me engolir completamente.”

Um dos pontos que eu mais gostei na construção da narrativa do Holder, foi que a autora deu um tom muito mais pessoal para a história. Ao longo dos capítulos, nós podemos ver cartas que o personagem escreve para a irmã, o que faz com que o leitor consiga ter um envolvimento maior com a história e visualizar exatamente o que o personagem está sentindo naquele momento em relação ao que está acontecendo ao seu redor.

A coisa que mais me incomodou dentro de toda a proposta do livro foi a história não ter ido mais além do que aquilo que já havíamos visto em Um Caso Perdido. Boa parte do enredo se resume as mesmas cenas do primeiro livro, só que do ponto de vista masculino. Foi bem interessante ver o que se passava na cabeça do Holder enquanto ele e Sky ainda estavam se conhecendo, mas por outro lado, eu já sabia exatamente o que estaria escrito no próximo capítulo e isso me deixou bastante entediada com a leitura.

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Dean Holder é um personagem bastante intenso. O ponto de vista dele trás muitos conflitos internos e muitos assuntos não resolvidos que eu não tinha compreendido muito bem no primeiro volume da série. Mas, ainda assim, ele não tem nada “além” do que a autora já havia mostrado pra gente dentro de Um Caso Perdido. Não é um segredo como ele se sente em relação a Sky e o que ele pensa em relação a tudo o que acontece durante o enredo em si. Isso acabou deixando o personagem um pouco previsível, cru.

Por outro lado, foi muito legal ver a Sky pelos olhos de outro personagem. Eu tinha gostado bastante dela no primeiro livro, mas ainda tinham traços da personalidade dela que me incomodavam, e acho que ao vê-la por um ponto de vista diferente eu consegui compreender melhor a personagem e me envolver mais com o que o livro estava propondo.

“Meu coração está dizendo para eu simplesmente ir embora. Less já me avisou mais de uma vez que isso não é da minha conta. No entanto, ela não sabe como é ser o irmão de alguém.”

Sem Esperança não é um livro ruim, mas também não foi uma leitura tão boa quanto foi Um Caso Perdido. Acredito que muitas pessoas estivessem esperando – ou pelo menos eu estava – algo mais parecido com “Pausa”, segundo livro de Métrica, onde a autora conta a história do ponto de vista do Will, mas alguns meses depois do fim do primeiro livro. Infelizmente, não foi esse tipo de enredo que ela escolheu para Sem Esperança, embora eu entenda que havia uma necessidade de mostrar as coisas pelo ponto de vista do Holder, afinal, ele está muito envolvido em tudo o que aconteceu com a Sky desde o começo.

Se você gostou muito de ler Um Caso Perdido e se apaixonou por Holder, a leitura de Sem Esperança é fundamental para que você conheça mais sobre o personagem e se apaixone ainda mais por ele. A escrita de Colleen Hoover não decepciona neste livro, então se você está procurando aquele enredo envolvente, Sem Esperança pode ser uma boa escolha.

Resenhas 17nov • 2014

Onde Deixarei Meu Coração, por Sarra Manning

Onde Deixarei Meu Coração, é um romance adolescente escrito pela autora Sarra Manning (Os Adoráveis) e publicado no Brasil pela Editora Galera Record. O livro conta a história de Bea, uma adolescente de 17 anos que se julga muito sem graça para alguém de sua Idade, mas que anseia pelo dia que conseguirá dar o seu grito de liberdade e se afastar da mãe controladora.

A primeira coisa que descobrimos sobre Bea é que ela se sente completamente entediada no mundo em que vive, se limitando a um grupo de amigos pequeno e a sua rotina de adolescente obediente que se mantém longe de garotos ou qualquer problema. Ela não gosta dessa vida, mas também não acredita que possa ter mais do que isso, não enquanto morar com sua mãe e não ter coragem de impor suas vontades.

Tudo muda quando Ruby, uma das garotas mais populares do colégio, de repente resolve que Bea é a pessoa perfeita para ser a mais nova integrante de seu grupo. Apesar de se sentir constantemente deslocada e desconfortável, Bea se deixa levar pelas oportunidades que o mundo de Ruby oferece, mas no meio de todo esse novo universo, ela acaba descobrindo mais de si mesma do que esperava.

“Porque eu não tinha uma vida, eu era monótona. Tudo a meu respeito era sem graça. Eu tinha até o número de sutiã mais sem graça do mundo, tmanho médio. Mas o negócio era que eu não queria fazer o que as outras garotas da minha idade faziam, que era ficar bêbada, dar uns amassos nos garotos e arrumar problemas com os pais. Quero dizer, pra quê? Você só acabava de ressaca, com chupões e sem mesada.” 

Meu primeiro medos sobre esse livro era o clichê do personagem principal se buscando ao longo do enredo. Meu segundo medo era de não gostar tanto da escrita de Sarra Manning como gostei em Os Adoráveis, e a personagem não ser tão encantadora ou envolvente. Bem, todos esses medos foram superados logo nos primeiros capítulos do livro.

Bea é uma personagem sem graça, e isso é o mais interessante a seu respeito. Durante os primeiros capítulos da história, Sarra Manning consegue fazer com que o leitor absorva todo o universo de Bea e perceba que ela não é muito mais do que uma garota apaixonada por Frances, que morre de vontade de conhecer o pai biológico e que não tem certeza se possui realmente alguma amiga.

E isso combinou perfeitamente com a narrativa em primeira pessoa. Desde o primeiro capítulo, acompanhamos a personagem evoluir de uma adolescente que se deixava levar pelas escolhas da mãe ou de qualquer outra pessoa, para alguém que realmente consegue tomar uma decisão sozinha e arcar com as consequências. E isso foi o que me fez simplesmente me apaixonar por Onde Deixarei Meu Coração.

“Não quero beijar garotos estranhos em quartos estranhos – discursei. – Eu quero romance. Quero ser louca por um garoto e que ele seja louco por mim também, assim, mesmo que a gente acabe cometendo um erro, ele não me abandone num piscar de olhos. Mas romance parece estar tão fora de moda quanto usar vestidos da Primark.”

O enredo também aborda outros assuntos, como gravidez na adolescência, namoro a distância, mas principalmente personalidade. Durante todo o decorrer do livro, Bea nos leva para dentro de uma relação complicada com a sua mãe que, se recusa a revelar a identidade do seu pai biológico, além de ser extremamente controladora, com medo de que ela engravide ainda adolescente e tenha a mesma vida que ela.

Não é um livro que vai te causar grandes impactos, nem te fazer passar horas chorando por causa dos personagens. Se trata de um livro que eu definiria como minimalista, que te ganha na simplicidade da narrativa e que se desenvolve num ritmo único, mas não monótono.

Sarra Manning conseguiu me ganhar com seus personagens, história e sugou para Paris e seus encantos sem nem pensar duas vezes. É uma leitura que eu recomendo para todos os fãs de um bom romance adolescente, principalmente se você se encantou com livros como Anna e o Beijo Frances.

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