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Resenhas 24nov • 2016

Novembro 9, por Colleen Hoover

Temos mais um livro da Colleen Hoover na estante. Talvez esse tenha sido o mais desejado depois de Talvez Um Dia, apesar de eu ainda ter um pouco de receio com os livros da autora depois das intermináveis continuações de Métrica que, até hoje, acho que são desnecessárias e a não tão boa experiência lendo Nunca Jamais. Acompanhei muitas resenhas positivas de Novembro 9 quando ele foi lançado nos EUA no ano passado, e confesso que parte da minha animação para ler o livro veio de todos os elogios que ele recebeu no GoodReads. Por sorte, assim como em Talvez Um Dia, Colleen conseguiu superar as minhas expectativas e me dar um enredo que valeu a pena a leitura em diversos aspectos.

Novembro 9 conta a história de Fallon, uma jovem ex atriz que teve a sua carreira interrompida por causa de um acidente na infância. Justo no dia em que está se mudando para New York, Fallon conhece Ben, um jovem escritor com quem acaba passando todo o dia junto. A conexão entre os dois é inegável e, para não perderem a oportunidade do encontro, os dois entram num acordo de se encontrarem todo o dia 9 de Novembro durante cinco anos. Nenhum contato entre os dois é permitido durante o período e ambos precisam realizar algumas tarefas. Enquanto Fallon precisa cumprir com algumas tarefas estipuladas por Ben, o jovem tem a missão de escrever um livro baseado na experiencia dos dois. O problema é que, quanto mais o sentimento entre eles cresce, mesmo com a distância, mais Fallon começa a se questionar se aquele relacionamento é real.

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Neste livro, Colleen trás uma narrativa em primeira pessoa que se divide entre os pontos de vista de Fallon e Ben. Essa é a segunda vez que vejo a autora trabalhar esse tipo de narrativa em um livro, a primeira foi em Nunca Jamais, e na época eu não gostei muito do resultado. No caso de Novembro 9, a escolha dessa narrativa funcionou muito bem para o desenvolvimento da história, porque conseguíamos acompanhar o crescimento de ambos os personagens e ter uma ideia bem mais profunda de como eles estavam se sentindo durante toda a experiência de se encontrarem apenas uma vez por ano.  Um ponto muito positivo para o livro foi eu ter conseguido perceber a maturidade dos personagens através da passagem de tempo do livro e como voz deles ia mudando conforme eles iam envelhecendo.

Apesar de eu ter as piores experiências literárias com enredos que exploram essas grandes passagens de tempo, Novembro 9 se saiu muito bem quando se trata de criar uma ponte entre o ano anterior e o ano seguinte. A autora tomou cuidado para que as informações conseguissem se encaixar e que os personagens, apesar de passarem meses longe um do outro, não perdessem a química nem a conexão que tem um com o outro desde o primeiro capítulo do livro. Houve apenas um ponto do livro que me desagradou bastante, o suficiente para tirar meia estrela, que foi o desfecho.

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Mesmo a história caminhando muito bem, Colleen escolheu inserir mais alguns elementos na história que acabaram sendo “a mais” do que o necessário. Os personagens principais já tinham passado por muitos desafios e aprendido com eles, prontos para seguir em frente com suas vidas. Porém, quando a autora começou a inserir mais acontecimentos no enredo, eu senti que a história se perdeu bastante, fazendo com que os personagens passassem por mais situações do que era necessário e colocando um “peso” no enredo que não precisava.

Eu gostei bastante da forma como o relacionamento de Fallon e Ben se desenvolve ao longo dos anos. Mesmo se vendo apenas uma vez por ano, os dois conseguiram construir, pelo menos até um certo ponto, uma relação saudável onde um sempre tentava incentivar o outro a sair da sua zona de conforto e enfrentar seus medos. Gostei bastante de como Ben sempre encontrava formas diferentes de mostrar para Fallon que havia uma vida além do mundo em que ela havia se trancado, e de como Fallon fazia de tudo para que Ben não desistisse de escrever seu livro, mesmo quando as situações pediam isso.

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Apesar do principal do enredo ser o relacionamento dos dois, acredito que Colleen fez um ótimo trabalho explorando as relações familiares de ambos os personagens desse livro. O relacionamento de Fallon com o pai, pelo menos para mim, foi um dos pontos fortes do livro, mesmo que não tenhamos muitas cenas dos dois juntos, o que me ajudou bastante a formar uma conexão com a personagem no começo do livro. A família de Ben também não deixa nem um pouco a desejar, mesmo eu ainda mantendo a opinião de que certos acontecimentos não eram necessários.

Novembro 9 foi uma leitura que terminou com um saldo bastante positivo. Mesmo com os pontos negativos, os personagens do livro agregam muito a leitura e a história em si passa uma mensagem que vale muito a pena ser lida. Mais uma vez Colleen Hoover trouxe um romance que mexe com o coração do leitor, que nos faz chorar e sofrer junto com os personagens. Acho que, só por esse motivo, Novembro 9 já é um livro que vale muito a pena você colocar na sua estante.

Resenhas 14nov • 2016

O amor nos tempos de #likes, por Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira

O amor nos tempos de #likes é um livro escrito de forma colaborativa por Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira. Publicado pela Galera Record, o livro traz uma coletânea de três contos que reinventam e se inspiram em personagens e histórias clássicas adoradas por muitos leitores: temos adaptações de Orgulho e Preconceito (obra de Jane Austen), Romeu e Julieta (Shakespeare) e de Dom Casmurro (de Machado de Assis).

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São três contos e vou tratar deles na ordem em que aparecem no livro. O primeiro é Próximo destino: Amor, escrito por Pam Gonçalves. No conto, temos a famosa vlogger Liz, que leva uma vida exposta em seus vídeos, posts e “snaps”, com toda a sua saudade dos tempos de anônima e Wil, jovem empresário, sem tempo para absolutamente nada que não seja trabalhar por conta da necessidade de cuidar dos negócios da família e arrecadar dinheiro para os tratamentos de sua irmã, Giovana. Os dois se conhecem quando o aeroporto para de funcionar devido ao mau tempo e aí começa o desenrolo de uma história entre a menina que tem medo de se abrir para os outros e o rapaz que não tem tempo para se abrir para os outros. É inspirado em Orgulho e Preconceito e, de fato, podemos reconhecer diversas referências da obra de Jane Austen durante o conto, mas com uma pegada de drama.

Em seguida, (Re)começos, da Bel Rodrigues. Acompanhamos a personagem Madu em sua própria redescoberta após um relacionamento abusivo e um término de amizade bem próxima. Madu, garota forte, filha de uma famosa jornalista, apaixonada pelo youtuber Ed do canal Letra e Música, e prestes a completar seus dezoito anos, viaja para Búzios como presente de aniversário e, lá, decide aproveitar as coisas pequenas, a liberdade e, de certo modo, recomeçar. Logo em sua primeira noite, decide ir a um pub que promove encontros às escuras e encontra um rapaz com a voz tão familiar…Enfim, a personagem Maria Eduarda é ou parece ser inspirada na Capitu de Machado de Assis, com seus olhos e ares misteriosos, sua força, personalidade e opinião fortes. O conto de Bel é cativante, e ela conseguiu dar vida a uma personagem realmente interessante.

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O último conto do livro é escrito em parceria entre Hugo e Pedro. Uma releitura de Romeu e Julieta, onde temos Ramon e Júlio, dois jovens que se conhecem em um grupo de escrita e, após um pedido de amizade aceito, uma história de amor de esquentar o coração surge. Esqueça as famílias inimigas e briguentas, o que temos aqui é pior (ou melhor?): 337km – que também intitula o conto – é a quantidade de espaço separando os dois. Gostei do conto? É, passou. Mas acho que alguns pontos poderiam ter sido mais desenvolvidos, e em alguns momentos achei cansativo. Entretanto, o casal é um amor e foi impossível não gostar, mesmo que um pouquinho, do conto.

Uma coisa legal a respeito da produção do livro é que os autores são todos amigos, se conhecem há um bom tempo e são booktubers – possuem canais literários no YouTube. Segundo relato presente no próprio livro, eles também utilizaram bastante a internet para escrever: nos agradecimentos, até mesmo o Google Hangout teve seu reconhecimento. Não só o título e a histórias nos mostram sobre amores em era digital, mas o próprio livro nos prova como a escrita e as relações podem funcionar em meio a tantas ferramentas, aplicativos e cliques.

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Me interessou a forma como os três contos foram interligados de modo muito sutil: os autores fizeram uso de “itens” que, ora faziam parte do cenário de uma história, ora eram parte do enredo da outra, e por aí vai. Também foram várias as utilizações de termos da internet, ou de situações envolvendo a mesma, bem de acordo com o título do livro. A diagramação do livro é adorável, e a leitura é rápida. O amor nos tempos de #likes é perfeito para um dia tranquilo ou para aqueles momentos em que você quer ler algo não muito grande: por serem só três contos, pode escolher ler um, dois, ou devorar todos de uma vez – ou até em diferentes momentos do dia.

Gostei, da leitura, me surpreendi positivamente com o livro e, só pra deixar registrado, estou encantadinha pela escrita da Bel Rodrigues. É isso, pessoal, espero que leiam, gostem ou não, e aproveitem a leitura, de qualquer modo.

Resenhas 04nov • 2016

Boa Noite, por Pam Gonçalves

Boa Noite é um romance nacional, e é o livro de estréia de Pam Gonçalves, youtuber e criadora do blog Garota It. O livro, publicado em 2016 pela Galera Record, conta a história de Alina, uma jovem que se muda de sua cidade pequena para cursar Engenharia da Computação na capital. Alina se torna a mais nova moradora da República das Loucuras, e divide a casa com um grupo de personagens bem divertidos.

Mas nem tudo são flores na vida de Alina. Pra começo de conversa, ela precisa lidar com a pressão de ser uma mulher em curso predominantemente masculino, e aguentar o preconceito dos colegas de classes, e até de alguns professores. Competitiva por natureza, Alina vê esse desprezo como motivação para ir ainda melhor do que eles nas matérias, e forma uma rápida afinidade com as outras poucas meninas da turma.

As coisas se complicam ainda mais quando uma página de fofocas é criada e posts sobre drogas e abuso começam a aparecer. Alina, que nunca foi exatamente social, nunca imaginou que iria estar bem no meio desse tipo de escândalo, nem que poderia utilizar toda a sua inteligencia para fazer a diferença, e quem sabe até salvar algumas vidas.

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Segundo livro de youtuber que eu resenho aqui no blog. Eu já conhecia o blog e o canal da Pam, então eu estava bem animado pra ler o livro dela. Fico muito feliz em falar que ele não me decepcionou nem um pouco. Como eu falei na resenha de Azeitona, existe um estigma quanto a livros de youtubers, mas acho que já dá pra deixar esse preconceito bobo de lado, né? Os dois livros de youtubers que eu li até agora me agradaram!

Pra começar, a escrita da Pam é muito boa. Ela passa muito bem a personalidade da Alina, e de todos os outros personagens, além de contar a história de uma forma bem leve e agradável. Não só isso, ela também retrata muito bem os temas mais sérios do livro, principalmente a questão do machismo e do abuso sexual (apesar de que eu gostaria que ela tivesse apontado que não é só mulher que é estrupada, nem é só homem que estupra, mas tudo bem).

A leitura de Boa Noite é bem leve, daqueles livros que você lê em um dia se não tiver nada de importante pra fazer. Mesmo quando o livro toca naqueles pontos mais pesados, ele nunca fica difícil de ler. É sempre legal quando um livro consegue passar uma mensagem importante e ainda ser uma experiencia de leitura agradável, porque assim os leitores recebem a mensagem melhor.

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Alina é uma boa protagonista. No começo do livro, ela é uma menina inteligente, mas um pouco ingênua, e que não tem muita desenvoltura em situações mais sociais. Ao longo do livro, podemos vê-la se tornando uma pessoa mais decidida e determinada. Gostei bastante de ver como ela demonstra seus princípios e sua fibra moral. Acredito que ela seria uma ótima personagem para as leitoras mais nova terem como exemplo.

Os outros personagens também são bem legais. Os colegas de república de Alina são todos bem divertidos e me fizeram rir bastante. A Pam falou em um vídeo que se ela fosse fazer um spin off do livro, seria com a personagem Manu, e eu gostaria muito de ler, nem que seja só um conto. Ela foi uma das personagens que eu mais gostei, e seria ótimo ler mais um pouco sobre ela.

De resto, os outros são mais personagens de apoio mesmo. Excluindo alguns que acabam sendo antagonistas (claro que eu não vou dar spoiler), a maioria só aparece um pouco, mas todos são bons. Não consigo imaginar que a história seria a mesma sem nenhum deles, pra vocês terem uma noção da importância deles para o plot geral do livro.

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No geral, Boa Noite foi uma surpresa muito agradável. Eu estava meio preocupado, porque tinha esperanças bem grandes já que venho acompanhando os trabalhos da Pam faz tempo, mas acabei a leitura mais do que satisfeito com o livro. Imagino que, com a experiencia, os livros da Pam vão ficar ainda melhores e eu vou com certeza estar aguardando o próximo com muita ansiedade.

E vocês? Já leram Boa Noite? Acompanham o canal da Pam? Conta pra gente nos comentários!

Resenhas 25set • 2016

Magônia, por Maria Dahvana Headley

Magônia é uma fantasia young adult, escrita pela autora Maria Dahvana Headley, e lançado em 2016 pela Galera Record. O livro, que é o primeiro de uma duologia, conta a história de Aza Ray Boyle, uma adolescente que desde que nasceu, sobre com uma problema grave de saúde, uma doença nos pulmões que basicamente, faz ela se afogar com o ar. A vida de Aza, que já não é exatamente tranquila, se torna ainda mais complicada quando ela começa a ter alucinações e enxergar navios entre as nuvens. A família e os médicos de Aza descartar essas alucinações, dizendo que são efeitos colaterais da medicações que ela toma. O único que acredita nela é seu melhor amigo Jason.

No entanto, quando a ambulância que a levava para o hospital sofre um acidente, Aza acorda em Magônia, um mundo fantástico, repleto de criaturas aladas, que vivem acima das nuvens. Aza descobre que faz parte desse mundo, e que foi enviada para o mundo dos humanos quando era um bebê, pois sua vida corria perigo. Em Magônia, Aza consegue respirar normalmente, e consegue até cantar, e seu canto tem propriedades mágicas.

Mas Magônia não é essa utopia que parece ser. Magônia e a Terra estão em conflito, e o futuro da humanidade pode estar nas mãos de Aza, incluindo o de sua família e de Jason. Aza precisa decidir onde está sua lealdade: com o mundo em que nasceu, ou com a família que a criou.

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Quem já leu alguma resenha minha aqui no La Oliphant sabe que eu adoro uma história de fantasia. Então, quando eu ouvir falar de Magônia pela primeira vez, coloquei imediatamente na minha lista de leitura. E eu curti bastante a leitura. O mundo que a autora criou é super interessante, e eu nunca li nenhum outro livro parecido. E considerando o tanto de fantasia YA que eu já li, isso não é pouca coisa.

A escrita do livro é bem diferente do que eu esperava. É meio difícil de descrever, mas me lembrou bastante o tipo de escrita que eu costumo ver em YA contemporâneo, em histórias mais centradas na realidade. Foi uma mudança interessante, e valorizou bastante a história, principalmente nas partes em que os relacionamentos dos personagens tinham maior foco.

Os personagens foram outro ponto que eu ressaltei como positivo no livro. A protagonista, Aza, e irritou um pouco no começo da história. Achei ela negativa demais e chegou a ficar cansativo nos primeiros capítulos do livro. A medida que a história foi desandando, no entanto, ela melhora bastante. Se torna uma protagonista muito boa de acompanhar, e no final do livro, eu estava totalmente torcendo pra ela.

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Os outros personagens são bons, também. Jason, melhor amigo de Aza, narra alguns capítulos do livro, e eu gostei demais da narração dele. As mães dele, assim como a família de Aza, são bons personagens de apoio. Eu gostei bastante do relacionamento entre os personagens e as famílias. Eu falo sempre disso nas resenhas, mas eu gosto quando o livro foca em coisas além do romance. Romance é legal, mas eu prefiro quando a história tem mais camadas.

Apesar da escrita ser bastante boa, acho que a história não se desenvolveu tanto quanto eu gostaria. Acho que se a história fosse mais bem trabalhada, o climax da história teria sido mais tenso e impactante. A impressão que ficou é que o foco do livro era mais na fantasia e nos personagens, e isso fica bem claro quando você lê as descrições das criaturas e dos elementos que existem em Magônia. São muito legais, mas infelizmente, a história em si acaba ficando de lado até quase no final do livro, quando ela volta de repente.

Outro problema relacionado ao enredo do livro é a questão ambiental. Um dos conflitos que ocorrem entre o povo de Magônia e a raça humana é em relação ao modo como os humanos tratam o planeta Terra. Apesar de ser um mensagem importante, a história entrega ela de uma forma muito forçada, e isso atrapalha tanto a leitura quanto a absorção da mensagem. Poderia ter sido feita de uma forma melhor, mas ainda sim, uma mensagem de grande valor.

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Magônia tem uma continuação, que deve ser publicada lá fora ainda esse ano, e eu vou com certeza continuar a leitura da série. Os elementos fantásticos, os personagens bem desenvolvidos, a escrita bem feita. Eu estava querendo esse livro já há algum tempo e ele não me decepcionou. Pra quem gosta de uma fantasia YA diferente das outras, Magônia é uma ótima sugestão.

E vocês, já leram Magônia? Gostam de livros de fantasia? Conta pra gente nos comentários!

Resenhas 23set • 2016

Boomerang, por Noelle August

Eu acho que nunca, em toda a minha trajetória de leitora de New Adults, me senti tão entediada com uma leitura. Se você está cansado de colocar na estante livros de NA* com finais previsíveis, cenas clichés e aquela clássica atração à primeira vista, com um toque de cenas de sexo mais ou menos, então bem-vindo ao time. Quando eu escolhi Boomerang para leitura, eu realmente estava com as expectativas lá em cima, principalmente porque muitas das resenhas que eu li falavam bem do livro. Infelizmente, Noelle August aka. Veronica Rossi não conseguiu me conquistar com seu enredo.

Mia e Ethan se conheceram em um bar, e depois de muita conversa e cerveja, eles acordaram na manhã seguinte, juntos, sem lembrar de absolutamente nada do que aconteceu na noite anterior. Quando a situação não podia ficar mais estranha, os dois se veem dividindo um táxi para o mesmo lugar: a Boomerang. Logo os dois descobrem que estão competindo para a mesma vaga de emprego, mas apesar da política da empresa não permitir relacionamentos entre funcionários, ambos precisaram descobrir uma forma de conquistar essa vaga e controlar o desejo que sentem um pelo outro.

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Previsível é a palavra que melhor define esse livro no momento. Minha expectativa era que o livro apresentasse algum drama realmente interessante, ou que pelo menos a competição pela vaga de emprego trouxesse alguma emoção ao livro, situações constrangedoras, conspirações, qualquer coisa que me fizesse querer continuar com a leitura. Mas não foi isso que aconteceu. Noelle August achou melhor ficar no básico do básico, dividindo o ponto de vista do enredo entre os dois personagens e não agregando nada que já não tenhamos visto em outros livros do gênero.

Só eu estou cansada de enredos que apresentam o mesmo tipo de narrativa? Eu sei que New Adult tem algumas características pré-definidas, mas não existe a menor possibilidade de trazer algo novo para os leitores? Quando Mia e Ethan se conhecem, sabemos logo de cara que existe uma atração inegável entre eles, e mesmo durante a competição pela vaga do emprego, essa atração continua gritante. Tão gritante que nenhum dos personagens parecem se importar com o fato de que eles são rivais e que a vaga para qual competem pode definir sua vida profissional.

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Tudo gira em torno da tensão sexual, do relacionamento que não pode ser vivido e ignora completamente a situação emocional e até mesmo financeira de cada personagem. O enredo se desenvolve tão rápido, que você não tem nem ao menos tempo de gostar dos personagens principais juntos. Quando você menos espera, eles já estão agindo impulsivamente, cometendo erros, se perdoando e você nem ao menos sabe como tudo aquilo começou. Acho que a autora podia ter organizado melhor a história, construído seus personagens com cuidado e trabalhado melhor suas características individuais.

O resto do cenário também não agrega muito ao enredo. Os personagens secundários quase não têm presença dentro do enredo, e você não ganha a chance de conhece-los o suficiente para gostar deles. É um pouco decepcionante quando você até se interessa por alguns deles, mas não os vê mais do que em dois capítulos durante todo o desenrolar da história. Além disso, a autora escolheu um caminho totalmente cliché para o desfecho do livro, que me deixou com aquela pergunta: “Se ia acabar assim, para quê enrolar isso tudo”?

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Foi um tanto desapontador para mim essa leitura. Principalmente porque a ideia do enredo prometia muita coisa. Eu realmente acreditei que os personagens estavam interessados no emprego, que buscavam alguma coisa além do que um envolvimento romântico. O problema é que a história faz parecer completamente “ok” desistir de tudo por um romance que ainda nem foi vivido, simplesmente por conta de uma atração avassaladora. Isso não me pareceu nem um pouco real.

Acredito que se você gosta muito desses romances “água com açúcar” e não se importa em se aventurar em enredos onde até mesmos os diálogos são previsíveis, acredito que Boomerang possa ser uma boa leitura para você. Vale lembrar que este é o primeiro livro de uma série de mesmo nome, então eu não tenho ideia do que vem pela frente, mas acho que vou dar por encerrada a minha aventura nessa série.

Resenhas 03set • 2016

A Caçadora de Bruxos, por Virginia Boecker

A Caçadora de Bruxos é um YA sobrenatural, escrito pela autora Virginia Boecker e lançado em 2016 no Brasil pela Galera Record. O livro é o primeiro em uma duologia sobrenatural, e conta a história da jovem Elizabeth Grey. Elizabeth é uma das melhores caçadoras de bruxos á serviço do rei, um grupo de soldados dedicados a eliminar todo e qualquer praticante de magia dentro do reino. Elizabeth, e seu melhor amigo Caleb, entraram para o exército do rei após os pais dos dois morrerem quando eles eram crianças, resultado de uma praga que atingiu o reino, criada por um dos magos mais poderosos que o reino já viu.

Um dia, no entanto, Elizabeth é acusada de bruxaria, e é levada para a prisão, onde aguarda o dia de sua execução, quando será queimada viva na estaca. Mas, antes do dia marcado para sua execução, Elizabeth recebe a ajuda de Nicholas Perevil, o mago mais procurado de todo o reino. Nicholas revela que precisa da ajuda de Elizabeth, para localizar o mago que colocou nele uma maldição mortal, e quebrar a maldição, antes que seja tarde demais.

Elizabeth precisa então trabalhar junto com o povo que ela foi treinada para caçar, além de precisar esconder dos seguidores de Nicholas o fato de que é uma caçadora de bruxos. A sua nova missão acaba revelando segredos que alteram completamente o modo que Elizabeth vê o mundo, e ela é forçada a redefinir suas idéias de certo e errado, amigos e inimigos, e amor e ódio.

Caçadora de Bruxos

Pra começo de conversa, eu queria fazer um pedido pras editoras: Por favor, parem de comparar todos os livros de fantasia com Guerra dos Tronos! Sério, eu sei que a intensão é chamar a atenção dos fãs, mas acaba fazendo um desserviço com o livro, porque coloca as nossas expectativas bem lá em cima, e geralmente a gente acaba decepcionado. E acho que já deu pra ver que eu não amei esse livro, né?

Na real, o livro não é péssimo. Eu até curti bastante o começo. Adorei os diálogos, que conseguem ser bem humorados e ainda manter aquele tom sério nas cenas mais dramáticas. Gostei das cenas de ação, inclusive porque elas mostram como que os praticantes de magia realmente são poderosos e perigosos. Gostei também da história de como o reino chegou ao ponto onde está, resultado de uma praga que foi espalhada por um mago bastante poderoso anos atrás. Tudo isso contribuiu muito para o meu aproveitamento da leitura.

Mas, infelizmente, os positivos não reinaram nesse livro. Meu primeiro problema foi com a protagonista. Elizabeth é bem legal nas cenas em que ela interage com outros personagens. Mas no momento em que ficamos sozinhos com a narração dela, fica claro que ela não é uma personagem muito marcante. Ela tem todas aquelas características de uma protagonista de uma história de fantasia: corajosa, bondosa, forte, independente, etc. Mas nada na personalidade dela me fez pensar “Nossa, que personagem legal! Com certeza vai entrar pra lista de protagonistas mais marcantes, junto com Katniss, Celaena, Clary.” Ela acaba ficando bem apagadinha em relação ao resto da história.

Caçadora de Bruxos

Os outros personagens não são muito melhores. O melhor amigo de Elizabeth, Caleb é provavelmente um dos mais bem escritos, apesar de não aparecer tanto assim na história. John, George e Fifer, seguidores de Nicholas Perevil, são divertidos apesar de serem um pouco limitados em suas caracterizações. George é o alivio cômico, e Fifer é a adolescente emburrada que não gosta de ninguém. John é o outro que acaba saindo um pouco melhor, já que a autora passa algum tempo explorando o passado dele.

A história começa legal, mostrando como é a vida de Elizabeth como caçadora de bruxos e seu relacionamento com Caleb, mas começa a desandar lá pro meio. A impressão que dá é que a autora começou a escrever a história do livro e no meio do caminho se lembrou que ainda tinha que sobrar história pra uma continuação. Então, da metade do livro até quase no final, a história da uma desacelerada, o que torna a leitura um pouco mascante.

O final não é ruim, mas é um pouco súbito demais. É um daqueles finais que é escrito com a intenção de deixar algum suspense até o lançamento do segundo livro. É até bom, mas poderia ter sido bem melhor, se o meio do livro fosse mais bem trabalhado. E me incomoda que, levando em conta o quando ouvimos falar sobre o rei, nunca vemos ele no livro. Imagino que estejam guardado para a continuação.

Caçadora de Bruxos

Enfim, uma leitura mediana. Acho que eu entrei nesse livro com expectativas altas demais, porque eu sou completamente viciado em histórias sobre bruxaria, além da comparação com Guerra dos Tronos que é uma das minhas séries favoritas, e acabei me decepcionando um pouco. Realmente uma pena, porque eu queria muito gostar desse livro.

Eu devo ler a continuação, mas não vai ser aquela leitura que eu vou encarar cheio de animação. E vocês? Já leram A Caçadora de Bruxos? Pretendem ler? Gostam de livros sobre bruxaria? Contem pra gente nos comentários?

Resenhas 25ago • 2016

Um Mundo Melhor, por Marcus Sakey

Um Mundo Melhor é um suspense sci-fi escrita pelo autor Marcus Sakey, e lançado pela Galera Record em 2016. O livro é o segundo volume da série Brilhantes, que começou em 2015 com Brilhantes, e ainda tem um terceiro e ultimo livro a caminho. No universo da série, uma parcela da população começa a apresentar traços de inteligencia sobre-humana, e são denominadas de Brilhantes. Afim de determinar e controlar os Brilhantes, são criados testes e instituições de ensino, chamadas Academias, alem de uma agencia do governo, o DAR (ou Departamento de Analise e Reação), dedicada a capturar Brilhantes perigosos.

Um dos principais agentes do DAR é o protagonista Nick Cooper, um Brilhante que tem a habilidade de analisar as pessoas através dos movimentos delas. Nick passou os últimos meses de sua vida infiltrado a procura do maior terrorista que o DAR já conheceu, o misterioso John Smith, que já causou diversos atentados terroristas que mataram centenas de pessoas.

(SPOILERS!!!! SE NÃO QUER SABER O FINAL DO PRIMEIRO LIVRO, PARE DE LER AQUI!!!!!)

Ao final do primeiro livro da série, Nick descobre que o atentado pelo qual John Smith era procurado, o maior na história dos Estados Unidos, na verdade tinha sido orquestrado pelo presidente dos Estados Unidos e por Drew Peters, diretor do DAR e amigo de Nick, com o intuito de iniciar um conflito entre Brilhantes e normais.Após divulgar as evidencias para o mundo, Nick agora trabalha como consultor especial do novo presidente, ajudando-o a criar uma relação mais amigável com a comunidade Brilhante. Nick precisa também lidar com uma série de atentados que estão acontecendo em todo o páis, trabalho de um grupo terrorista chamado Filhos de Darwin.

Um Mundo Melhor

A Débora fez a resenha do primeiro livro da série no ano passado, e desde então ela vinha me falando que eu tinha que ler esse livro, que eu ia adora, etc. Ela até me deu o livro de presente no Natal, e falou que se eu gostasse, eu podia fazer a resenha da continuação quando ela fosse lançada. E mais uma vez, provando que ela me conhece melhor do que eu me conheço, ela acertou em cheio numa indicação.

Não vou contar muito da história porque como ela é bastante influenciada pelo que acontece no primeiro livro, eu estaria entregando demais da história dele. Então vou tentar ser bem sucinto. Eu gosto pra caramba do conceito que o Marcus Sakey criou com os Brilhantes. Acho que essa parada de que as habilidades deles serem versões mais turbinadas da nossa inteligencia funciona muito bem, e que não funcionaria se os Brilhantes fossem basicamente os X-Men. Isso também cria um conflito moral superr interessante dentro do universo, já que a população tem preconceito contra os Brilhantes, mas utiliza muitos dos avanços tecnológicos criados por ele.

A escrita do Marcus Sakey é muito boa, cheia de suspense e adrenalina. Eu não entendo como até agora esses livros não viraram filmes, ou talvez uma série porque daria super certo. Me lembro bastante uma série da CBS, Person of Interest, acho que seria uma ótima ideia se os livros fossem adaptado de uma forma similar. As cenas de ação são ótimas, as partes mais dramáticas são muito boas, o livro inteiro é ótimo.

Um Mundo Melhor

Nick é um bom protagonista, eu gosto muito do fato que ele não é perfeito. Livros desse tipo tem a tendencia de ter personagens que são mais inteligentes, fortes, rápidos que todo mundo, e seria muito fácil levar o Nick pra esse lado, principalmente levando em conta a habilidade dele. Mas é super legal ver um personagem que admite seus erros, que questiona suas decisões, que amadurece. E eu adorei o relacionamento dele com os outros personagens, principalmente Shannon e Bobby.

Falando em outros personagens, gostei bastante de todos eles. Shannon e Bobby são personagens secundários legais, que acrescentam bastante a história. A química entre Nick e Shannon é muito boa, e os momentos em que Shannon aparece mais são algumas das melhores partes do livro. E Bobby é um bom personagem de apoio, que traz alguns dos pontos mais divertidos do plot.

Mas um dos melhores pontos do livro é o vilão. John Smith é um ótimo vilão, que apresenta uma ameaça real para o protagonista. Apesar de ser bastante calculista e controlador, ele é carismático, o que é necessário pra alguém que lidera uma organização terrorista, e ele oferece um contraste interessante quando comparado com o Nick. No segundo livro principalmente, fica bem mais óbvio que ele já vem planejando tudo o que acontece na história há tempos. Simplesmente um vilão incrível.

Um Mundo Melhor

Enfim, uma ótima leitura que superou e muito minhas expectativas. Eu preciso que essa série vire um filme ou uma série logo, por favor. O terceiro livro da série, que deve ser o ultimo, tem lançamento previsto pra esse ano lá fora, então ano que vem deve sair por aqui. Galera Record, por favor, apressa isso aí!

Pra quem curte um suspense bem dramático, ou um universo sci-fi super interessante, não deixem de conferir a série Brilhantes. Certeza que vão adorar. E vocês já leram a série? Querem ler? Conta pra gente nos comentários!

Resenhas 11ago • 2016

Noites Roubadas, por Rebecca Maizel

O que dizer desse livro que me conquistou desde o primeiro momento? Rebecca Maizel trouxe de volta a minha paixão por enredos sobre naturais quando li Dias Infinitos, primeiro volume da série onde conhecemos a vampira Lenah Beaudonte, que perde o amor de sua vida, Rhode, ao executar um ritual para torna-la humana – que era o seu maior desejo. Depois de ter que se adaptar a vida humana novamente, o primeiro livro nos deixa com Lenah executando a mesma cerimônia para seu amigo Vicken, sem nenhuma consequência drástica para nenhum dos dois. E é exatamente deste ponto que começamos a leitura de Noites Roubadas.

No segundo volume da série, Lenah está de volta ao campus de Wickham logo após realizar o ritual em Vicken e logo de cara descobre que as coisas saíram do controle. O ritual acabou atraindo a vampira Odette para Lover’s Bay e ela está determinada a matar os amigos de Lenah caso ela não concorde em entregar o ritual. Se isso não fosse o suficiente, Lenah também precisa lidar com os Aeris, as entidades elementais da terra cuja punição para o uso do ritual é obrigar a jovem ex-vampira a escolher entre viver sem o amor da sua vida ou abrir mão da história que construiu ao longo de todos os séculos em que viveu.

Noites Roubadas

Confesso que eu não gostei tanto de como a autora caminhou com a história nesse segundo volume da série. Apesar de Noites Roubadas ter um enredo tão interessante quanto Dias Infinitos, acho que a autora inseriu muito elementos dentro da história, deixando pouco espaço para o desenvolvimento dos personagens. Lenah, por exemplo, me deixou um pouco enjoada principalmente por causa da sua indecisão em relação a punição dos Aeris e a sua falta de foco com as coisas que estavam acontecendo. Digo, tinha uma vampira querendo matar todo mundo e a maior preocupação dela era os rapazes com quem estava envolvida.

A narrativa é feita em primeira pessoa, do ponto de vista da Lenah. Assim como no primeiro livro, temos alguns flashbacks da sua vida passada, ainda como vampira, que ajudam a construir um pouco melhor a personagem para o leitor. Mas acho que todo o desenvolvimento da história para por aí. Ficamos vários capítulos preso dentro de um drama amoroso desnecessário – pelo menos na minha opinião. Achei extremamente cansativo ver a personagem sofrendo por não saber o que quer, sendo que ela tinha coisas mais importantes para lidar no momento.

Noites Roubadas

Particularmente, gosto de Rhode como personagem. Como disse na resenha do primeiro volume, sempre achei que ele tivesse potencial para ser uma ótima adesão na história e fiquei feliz que a autora o tenha incluído nesse volume. Apesar de eu não gostar dos conflitos amorosos, ele foi um acréscimo fundamental ao enredo, principalmente para fazer o leitor entender melhor como funciona o universo sobrenatural criado por Rebecca Maizel. Vicken também não fica para trás, mesmo que inconsequente, ele tem um charme particular que acabou me conquistando nesse segundo volume – já que no primeiro eu não fui muito com a cara dele.

Os únicos personagens que realmente me deixaram um pouco preocupada foram Lenah e Justin. Não consegui me identificar com os dois durante todo o enredo de Noites Roubadas, não achei que eles formavam um casal legal, muito menos que deveriam ser um casal desde que li Dias Infinitos. Acredito que eles tenham sim uma química, mas a história deles tem o impacto do fato de Rhode ser o verdadeiro amor de Lenah e existir toda essa ligação – mesmo que eles não possam realmente ficar juntos por conta da punição dos Aeris.

Noites Roubadas

Noites Roubadas foi uma leitura importante para entender até onde vai esse universo sobrenatural do livro. Em partes, a autora não foge muito do que vemos em outros livros do gênero, e mesmo as pequenas mudanças, não nos incomodam tanto – não tem nenhum vampiro que brilha, então tá bom né? Mas, por outro lado, a autora pecou bastante no desenvolvimento da história, focando muito em pontos errados do livro, que poderiam ser trabalhados no terceiro volume, ou simplesmente deixados de forma. Para mim, ela perdeu a oportunidade de desenvolver melhor a parte mais importante do livro: o sobrenatural.

Em geral, não foi uma decepção. A leitura foi agradável, e a escrita da autora fez qualquer problema com o livro valer a pena. Mas, eu não sei onde ela vai levar o enredo a partir daí, principalmente agora que o “emocional” do livro começou a ser mais importante que o sobrenatural. Acredito que, se você é um leitor de romance sobrenatural, a série Dias Infinitos, vai ser um dos melhores livros que leu. Mas, se você é como eu, que explora o gênero ocasionalmente, talvez esse segundo volume te deixe desanimado, mas não desista, certo?

beda-2016

Promoções 07ago • 2016

Leve para casa A Geografia de Nós Dois

SORTEIO-CAPA

Vocês realmente não acharam que eu ia deixar o BEDA passar sem fazer um sorteio para os leitores mais lindos do mundo, não é mesmo? Em comemoração a estarmos indo bem nas publicações do BEDA até então, eu e a Galera Record resolvemos dar um agradinho para vocês e sortear 01 (um) exemplar de A Geografia de Nós Dois, da Jennifer E. Smith, uma das minhas autoras de Young Adult favoritas. Gostaram? Então segura aqui na minha mão que eu vou explicar como que faz para ganhar esse livro maravilhoso.

O sorteio será realizado através do Rafflecopter. Vocês tem 04 funções obrigatórias para se qualificar para o sorteio: Curtir as páginas do La Oliphant e da Galera Record, compartilhar a imagem do sorteio do Facebook e indicar três amigos para participar. Além disso temos as funções extras que, não são obrigatórias, mas ajudam muito se você realmente quer colocar o livro na estante, ok? Para deixar tudo bem claro, leiam o regulamento abaixo:

Regulamento do Sorteio

1. A promoção é válida até 31/08, tendo seu ganhador anunciado na fanpage do blog;
2. Este sorteio é realizado através da plataforma Rafflecopter;
3. Para validar o prêmio o ganhador devera cumprir com todas as obrigatorias do Rafflecopter;
4. Ao fim da promoção será sorteado apenas 01 ganhador para todos os prêmios cedidos neste sorteio;
5. A promoção é válida somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;
6. O primeiro ganhador terá o prazo de 03 dias para responder ao e-mail que lhe será enviado. Caso não o faça, um novo ganhador será definido;
7. O envio do livro será feito pela Galera Record assim que o ganhador informar os dados de envio;
8. O blog ou a Editora não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador;

a Rafflecopter giveaway

Resenhas 06ago • 2016

Silêncio, por Richelle Mead

Silêncio é uma fantasia YA, escrita por Richelle Mead, autora das séries Vampire Academy e Bloodlines, lançada pela Galera Record em 2016. O livro acompanha a jovem Fei, que vive em um vilarejo no alto das montanhas onde, por alguma razão misteriosa, toda a população é surda. Fei é uma das aprendizes de artistas que tem como obrigação registrar os acontecimentos do vilarejo com suas pinturas, que mostrar situações como os mineiros trabalhando nas minas de metais preciosos, ou os carregamentos de comida que o vilarejo recebe, que são cada vez menores.

O vilarejo envia carregamentos de metais para uma cidade que existe ao pé da montanha, e em troca a cidade envia carregamentos de comida. Mas problemas começam a surgir, já que parte da população do vilarejo começa a perder a visão, o que os impede de trabalhar nas minas. Menos trabalhadores significa menos minerais, que significa menos comida. A população passa cada vez mais fome, e ficam a mercê do ser misterioso que decide o quanto de comida será enviado em cada carregamento.

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Numa certa manhã, Fei acorda e descobre que recuperou sua audição. Apesar de não saber o que causou essa mudança, Fei está determinada a utilizar sua nova habilidade para descer a montanha onde vive, e ir até a cidade de onde vem os carregamentos de comida, o que era impossível já que a população surda do vilarejo não consegue ouvir os deslisamentos de pedras da montanha. Fei, junto com Li Wei, um mineiro revolucionário e seu amigo de infância, decidem então se aventurarem montanha abaixo, e descobrem que a realidade pode ser bem mais complicada do que imaginavam.

Eu tinha ouvido algumas criticas negativas sobre esse livro, lido algumas resenhas mais ou menos, assistindo alguns vídeos não muito positivas, então entrei nessa leitura com expectativas meio baixas. Ainda mais porque gosto bastante dos outros livros da Richelle Mead, principalmente os livros da série Vampire Academy, que eu gosto bastante. E acabou que o livro não foi a decepção que eu achei que seria. Mas também, isso não quer dizer que ele foi excelente. Na verdade, ele acabou caindo no meio termo.

O que me chamou a atenção nesse livro logo de cara foi o conceito. A ideia de um vilarejo em que todos são surdos há gerações, e ninguém sabe o porque, até que um dia, uma pessoa recupera a audição é bem interessante. E é muito legal ver um livro com tantos personagens deficientes, já que é bem raro ver esse tipo de representabilidade na literatura YA. Esse conceito foi um dos meus pontos favoritos do livro.

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Outro ponto positivo é a escrita da Richelle Mead. Como eu já disse, gosto bastante dos livros dela, e Silencio foi mais uma prova de que ela escreve bem pra caramba. A minha parte favorita foi o momento em que Fei descobre que consegue ouvir, e precisa descobri novas maneiras de descrever os sons. É o tipo de coisa que nem passa pela minha cabeça, já que eu estou acostumado a ouvir, mas foi incrível ver uma coisa que eu experiencio todo dia sendo descrito de uma forma totalmente nova.

Mas é claro que nem só de positivos vive esse livro, né? E o primeiro ponto negativo é que, na minha opinião, é que ele, no geral, não é característico o suficiente. O tal vilarejo onde vive Fei não é diferenciado do resto do mundo, eu não sei dizer exatamente onde ele fica, só que ele fica no continente asiático. Partindo da mitologia, acho que ele seria na China, mas mesmo isso é um chute meu, e não uma certeza que o livro me passou.

Outra coisa que precisava de mais caracterização são os personagens. Fei é a que recebe mais caracterização, obviamente já que ela é a protagonista, mas mesmo ela não é tão explorada como eu gostaria. Li Wei e os outros personagens não são descritos ou explorados o suficiente para serem marcantes. Principalmente porque não existem tantos personagens asiáticos na literatura YA, teria sido uma ótima chance de trazer uma protagonista asiática marcante.

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E o final também foi meio decepcionante. Depois de passar o livro inteiro seguindo os personagens e vendo o quanto eles estavam sofrendo, o final veio meio que de repente, do nada, sabe? Acho que esse é um daqueles livros que se beneficiaria muito de ter umas 50 páginas a mais, pra explorar mais os pontos que ficaram meio esquecidos.

No geral, Silêncio não foi a pior leitura desse ano, mas também não foi a melhor. Como eu já disse, tenho a impressão que esse livro precisa de mais páginas, de mais exploração dos personagens e da mitologia. Entre os livros da Richelle Mead, eu fico com Vampire Academy e Bloodlines. Silêncio é uma leitura rápida, mas infelizmente, não é nada memorável.

E vocês, já leram Silêncio? Pretendem ler? Curtem os livros da Richelle Mead? Contem pra gente nos comentários!

Resenhas 11jul • 2016

Feios, por Scott Westerfeld

Feios é uma YA distópica escrita por Scott Westerfeld, autor da trilogia Leviatã e de Além Mundos, e lançada pela Galera Record em 2016. No livro, Scott Westerfeld conta a história de Tally, uma jovem que vive em um mundo em que, ao completar 16 anos, os adolescentes são submetidos a um procedimento cirúrgico que os transforma em seres esteticamente perfeitos.

Tally mal pode esperar pela cirurgia, mas sua nova amiga, Shay não está tão empolgada. No dia do seu aniversário, e também de sua cirurgia, Shay desaparece. Tally recebe então uma oferta dos Especiais, a maior autoridade de seu mundo: se unir a eles para encontrar Shay, e a Fumaça, um grupo fora da lei que vive escondido nas florestas nos arredores da cidade. Caso ela recuse, ela será proibida de passar pela cirurgia.

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Eu entrei nessa leitura com expectativas bem altas, afinal eu sou muito fã da outra série do Scott Westerfeld, a trilogia Leviatã. E como eu falei na resenha de Além-Mundos, que eu também curti bastante, o status dele como meu autor favorito ia depender do que eu ia achar de Feios, que eu ainda não tinha lido. Infelizmente, Feios acabou me decepcionando.

Eu tive alguns problemas com o livro, então vamos por partes. O primeiro problema é o conceito em si. A ideia de um procedimento cirúrgico que transforma a pessoa em um espécime perfeito já foi feito algumas vezes (por exemplo na série Além da Imaginação, no episódio Nos Olhos de Quem Vê), e já foi feito bem melhor. Eu sei que o autor tentou utilizar o conceito pra passar uma mensagem sobre os padrões de beleza da nossa sociedade, mas acho que ele não se aprofundou o suficiente na ideia.

Outro problema que tive foi com os personagens. As motivações deles são bastantes fracas, principalmente Tally. Ela começa a história bastante superficial, querendo desesperadamente passar pela cirurgia. Ao longo da história ela muda de ideia sobre o procedimento, mas essa mudança de ideia se passa principalmente por causa do relacionamento dela com um dos membros da Fumaça, um garoto chamado David.

O conflito que existe entre ela e Shay é ainda mais cansativo. Depois de passar o livro inteiro criando uma amizade entre elas, de Shay ser o que leva Tally a se juntar a Fumaça, depois de Tally passar por poucas e boas para encontrar Shay, elas brigam por causa de um garoto? Sério? Eu não aguento mais histórias de triangulo amoroso, gente. Já deu, né?

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Apesar disso tudo, o livro tem seus pontos positivos. A escrita de Scott Westerfeld é muito boa, como eu já havia dito antes, e o mundo que ele constrói em Feios é muito interessante e original, ou pelo menos era em 2006, quando ele escreveu o livro. O legal desse mundo é que ele tem a sua própria cultura, com costumes e gírias próprias, o que contribui muito para a atmosfera da história, apesar de que as gírias ficam um pouco chatas depois de um tempo.

Outro ponto positivo do livro são as cenas de ação. Assim como na trilogia Leviatã, Scott Westerfeld faz um ótimo trabalho escrevendo cenas cheias de adrenalina e emoção. As cenas em que Tally anda prancha voadora, quando está seguindo as pistas que Shay deixou para encontrar a Fumaça são especialmente divertidas.

E, apesar de eu não gostar da forma como ela chega a esse ponto, é legal ver o amadurecimento da Tally, e ver como ela abandona a ideia de que a cirurgia obrigatória é uma coisa boa. A partir do momento em que isso acontece, ela se torna uma protagonista mais competente e cativante. Imagino que nas continuações, Perfeitos e Especiais, ela melhores ainda mais, mas ainda preciso ler os dois livros.

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Acho que eu teria gostado mais de Feios se tivesse feito duas coisas: primeiro, não tivesse lido os outros livros do Scott Westerfeld, porque eles me colocaram um padrão alto demais; segundo, não tivesse lido tantos livros de distopias antes desse, porque imagino que os conceitos teriam me parecido mais originais e inovadores se eu já não tivesse lidos uns 4 ou 5 parecidos.

No geral, Feios não é ruim, mas não chega aos pés dos outros trabalhos de Scott Westerfeld. Recomendo com certeza pra alguem que curte distopias, mas para alguem que quer conhecer a escrita do autor, Além-Mundos e Leviatã são escolhas bem melhores.

Resenhas 06jul • 2016

A Geografia de Nós Dois, por Jennifer E. Smith

Vamos falar sobre um amor? Jennifer E. Smith. Isso mesmo. Eu conheço muitas autoras de Young Adult, mas Jennifer tem algo a mais, aquele “que” literário que fez com que eu me apaixonasse pela sua escrita no primeiro livro que eu li: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista. Depois da leitura desse livro, em uma segunda-feira que não estava nem tão quente e nem tão fria, eu me apaixonei pela escrita dessa autora e entrei naquela fase de “leio até lista de supermercado”. Por isso, quando a Editora anunciou o lançamento de A Geografia de Nós Dois, eu quase morri de tanta alegria. E é exatamente sobre esse livro que nós vamos falar hoje.

A Geografia de Nós Dois é um romance YA que conta a história de Lucy e Owen, dois adolescentes que, num grande apagão na cidade de Nova York, acabam ficando presos dentro do elevador do prédio onde moram. No pouco tempo que ficaram ali, os dois jovens desenvolveram uma amizade, mas foi durante a noite escura na cidade, que eles acabaram se conectando. O problema é que, depois que tudo voltou ao normal, Lucy descobriu que iria se mudar para a Escócia, enquanto Owen iria fazer uma viagem com o pai pelos Estados Unidos. Separados pela distância, mas unidos por uma troca de cartões postais, esses dois acabam descobrindo que o amor pode ser muito mais do que dizem por aí.

A Geografia de Nós Dois

É muito complicado conter a minha vontade de falar sobre todas as coisas maravilhosas que esse livro me proporcionou. Primeiro, a narrativa do livro é dividida entre os dois personagens principais e apesar desse tipo de narrativa ser o meu “terror” na literatura, a autora explora isso de uma forma tão gostosa, que você consegue se conectar completamente os dois personagens, conseguindo entender e enxergar as coisas como eles estavam enxergando. Além disso, a escrita da Jennifer é muito leve, tão leve que eu nem percebi que já estava na metade do livro. A forma como ela constrói os personagens dela ao longo dos capítulos te suga para dentro do enredo de uma maneira muito gostosa.

O enredo se desenvolveu muito diferente do que eu esperava. Se você está esperando mais uma história de amor “bobinha”, então com certeza esse não vai ser o livro para você. Diferente do que eu acreditava, a autora me apresentou uma história madura, com personagens que conseguiam lidar muito bem com a situação em que se encontravam e com seus sentimentos. Gostei demais como ela retratou o relacionamento deles à distância, e como eles lidaram com toda essa situação durante todo o período que ficaram separados por um oceano de distância. Acho interessante quando autores exploram esses enredos “clichés” de uma forma mais saudável, até mais plausível. E foi exatamente isso que a Jennifer E. Smith fez com A Geografia de Nós dois.

A Geografia de Nós Dois

Não sei dizer quais personagens eu amei mais em A Geografia de Nós Dois porque cada um deles tinha o seu “apelo” sentimental. Lucy é uma menina doce, ao mesmo tempo ela é muito mais madura do que eu esperava. Foi uma personagem que eu senti muita facilidade de me identificar porque ela não se forçava a ser uma coisa que ela não era, e nem ao menos se fazia de vítima nas situações em que vivia. Já Owen, com toda a sua peculiaridade, ganhou meu coração na forma de ver o mundo e no jeito que ele escolheu encarar a própria vida. Ambos personagens com uma maturidade encantadora, sem perder aquele anseio que todo o adolescente tem no peito.

Não é difícil se apaixonar por A Geografia de Nós Dois. Qualquer leitor minimamente apaixonado por uma boa história irá se deliciar com o enredo desse livro. Jennifer E. Smith escreveu um livro que vai muito além de dois adolescentes que se apaixonaram à distância, mas explora também questões familiares e emocionais que tocam o leitor de uma forma muito especial. Se você é leitor de YA ou mesmo apenas um interessado em conhecer o gênero, esse é o livro perfeito pra você.

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