Posts arquivados em: Tag: Galera Record

Resenhas 07set • 2017

Londres é Nossa, por Sarra Manning

Londres é o melhor lugar do mundo para mim. Já foi palco dos meus maiores romances vividos ao lado do Danny Jones nas fanfics de McFly que eu lia lá pelos meus quinze anos – era uma época maravilhosa, devo dizer. Então como eu poderia deixar passar a leitura de Londres É Nossa? Sarra Manning é uma autora que eu sempre recomendo para quem gosta de um bom romance, e como já era esperado, ela não só entregou o que eu esperava do enredo, como superou completamente as minhas expectativas. Estou completamente apaixonada pela Sunny e todos os outros personagens de Londres É Nossa, e tenho certeza que você vai se apaixonar também.

Sunny não é uma menina que gosta de se arriscar. Mark é seu primeiro namorado, estão juntos há oito meses e ela tem plena certeza de que o ama e que, por isso, ele é a pessoa perfeita para perder a virgindade. O que Sunny não esperava era receber uma foto do seu namorado – aka amor da sua vida – beijando outra garota. É claro que Mark teria uma explicação muito boa para aquilo, então o melhor a fazer seria ir até ele e perguntar o que estava acontecendo. É assim que Sunny se vê correndo por toda Londres com dois franceses muito engraçados tentando encontrar seu namorando – ou ex-namorado – para ouvir o que ele tem a dizer sobre a tal garota.

Londres É Nossa tem tudo e um pouco mais de tudo aquilo que eu sempre quis no enredo de um livro. Para começar, nós temos a Sunny, uma garota londrina negra em um enredo que não foi escrito com o objetivo de falar sobre racismo. Eu sei, falar sobre esse tópico é importante, mas vocês não enjoam de só ter personagens negras em livros quando a temática do livro é justamente essa? Quero dizer, eu ansiava há muito tempo por uma personagem negra que vivesse no enredo as mesmas experiencias que as incontáveis personagens brancas que temos por aí. E a Sarra Manning me deu isso de uma forma tão maravilhosa que eu ainda não sei como vou colocar em palavras.

“Não sou essa garota. Não sou a garota que acredita cegamente em tudo que o namorado diz e faz porque não aguenta ficar sem namorado. Uma garota triste. Não sou ela de jeito nenhum.”

A narrativa do livro se dá em primeira pessoa e, de cabeça, nós mergulhamos na vida da personagem principal que é uma adolescente comum, com as mesmas inseguranças que qualquer um de nós já teve como adolescente. O que eu mais gostei da Sunny como personagem, é que ela vive as mesmas experiencias de um adolescente comum, ela tem as mesmas dúvidas, ela faz os mesmos questionamentos e ela acaba amadurecendo com tudo o que acontece com ela durante o livro. Acompanhar o desenrolar desse enredo foi como reviver toda a minha adolescência e amadurecer junto com a personagem da Sarra.

Londres É Nossa não economiza nem um pouco na diversidade dos seus personagens e nas referências maravilhosas de Rupaul’s Drag Race e Meninas Malvadas. Honestamente? Livro me ganhou na primeira Drag que apareceu no enredo. É muito interessante quando você pega uma leitura que não se limita a estereótipos e nem utiliza as minorias como forma de vitimização.  Londres É Nossa é um enredo que trata todo mundo como seres humanos, que mostram um lado mais natural de todos os seus personagens e não cai naquela discussão chata do “politicamente correto”. Todos os personagens são fáceis de você se identificar e amar profundamente.

Mark está tocando meu braço. Como se ele ainda pudesse tocar em mim, quando na verdade não pode, não mais. E, de repente, fico contente por não ter dormido, pois sinto como se minha pele estivesse do avesso e não me importo com mais nada.”

Sarra Manning aborda muito no enredo a questão do feminismo de um ponto de vista muito mais leve e muito mais didático do que outros livros. Durante todo o enredo nós acompanhamos Sunny na sua busca pelo namorado e a cada acontecimento, nós conseguimos ver a personagem crescer e amadurecer, mas sem precisar ficar levantando a bandeira feminista o tempo todo. É um processo bastante natural do livro. Nós começamos com uma personagem chamando outra garota – que ela nem conhece – de “vagabunda” e acompanhamos todo o desenvolvimento da história até ela entender que chamar alguém de “vagabunda” não é nem um pouco legal. Afinal, não tem como você saber a história da pessoa até que ela te conte, não é mesmo?!

Londres É Nossa é um enredo muito inteligente, com uma discussão muito saudável sobre homossexualidade, racismo, feminismo e outros assuntos que hoje em dia lutamos para ver mais na literatura. Achei maravilhoso que a autora tenha escolhido fazer essas abordagens dentro de um romance adolescente com personagens comuns, que vivem as mesmas experiências que eu um dia vivi. É uma leitura que é impossível de você não gostar. Afinal, como você não ama uma personagem que coloca “terminar com o namorado” e “lavar a louça” na mesma lista?

Gostou da resenha? Então se inscreve na Newsletter do blog para acompanhar as novidades.

Resenhas 17ago • 2017

Minha Vida (não tão) Perfeita, por Sophie Kinsella

Uma coisa que todos vocês já devem saber sobre Sophie Kinsella é que ela nunca decepciona. A autora de Os Segredos de Emma Corrigan e Os Delírios de Consumo de Becky Bloom tem um jeito único de criar personagens que se conectam com os seus leitores desde a primeira página de seus romances e, adivinhem? Com Minha Vida (não tão) Perfeita não foi nem um pouco diferente. Com a sua escrita leve e divertida e com personagens maravilhosos, o novo romance de Sophie Kinsella explora os filtros das redes sociais, nossa necessidade de conquistar o mundo antes dos 25 anos, e a verdade por trás de tudo o que colocamos na internet que nem é o que parece, não é mesmo?

Katie quer ter a vida perfeita. Ou pelo menos ela quer fazer com que todo mundo acredite que ela tem a vida perfeita. A realidade? Não chega nem perto disso. Morando em um quartinho apertado em Londres e horas de distância do trabalho, Katie faz tudo o que pode para manter a aparência de que sua vida está ótima e que seu salário não é tão apertado quanto parece, afinal, ela precisa muito encontrar uma forma de fazer sua chefe-super-mega-perfeita notar seu potencial, não é mesmo? O mundo de Katie desaba quando é demitida e se vê sem saída a não ser voltar para a terra natal e ajudar a família em seu novo negócio de glamping. É só quando sua ex-chefe aparece inesperadamente que Katie começa a perceber que as aparências enganam e que ninguém tem uma vida tão perfeita assim.

Eu me apaixonei por esse livro logo no primeiro capítulo onde a personagem faz uma descrição da experiencia de pegar o metrô lotado todos os dias para trabalhar. Foi muito fácil me identificar com ela a parti daí, principalmente porque eu também fui a pobre garota iludida que saiu do interior para a cidade grande acreditando que iria conquistar o mundo em seis meses. Kinsella soube construir muito bem uma personagem que representa todos os anseios dos seres humanos: a necessidade de ser bem-sucedido, de conquistar sua vida dos sonhos, de mostrar para as outras pessoas o quão “cool” você é.

“Ta bom, vou falar logo: eu vivo entrando em cafés caros à procura de fotos dignas de serem postadas no Instagram. Tem algum problema nisso? Não estou dizendo que bebi o chocolate quente. Estou falando que fiz assim: Olha, chocolate queeente! Se as pessoas acharem que era meu… bom, aí é com elas.”

Mas será que isso realmente importa? Minha Vida (não tão) Perfeita é uma narrativa divertida sobre as grandes expectativas da vida combinada com a nossa ideia ilusória de que a grama do vizinho é sempre mais verde. Narrado em primeira pessoa, conhecemos a verdadeira vida de Katie logo no primeiro capítulo e conseguimos sentir na pele todas as suas frustrações e anseios por algo melhor, algo que mostrasse que ela é melhor do que tudo aquilo. E quem nunca se sentiu assim? De todos os enredos de Kinsella que eu li até hoje, acredito que Minha Vida (não tão) Perfeita é o que mais se aproxima da realidade em que vivemos hoje, cheia de filtros e receio de admitir que as coisas não vão tão bem assim.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, conhecemos Cat, a versão super cool de Katie que tenta mostrar para todo mundo que a sua vida em Londres é exatamente o que ela sempre sonhou. Conhecemos seu trabalho, sua chefe perfeita e tudo aquilo que ela deseja para si. Na segunda parte conhecemos a Katie de verdade, a realidade da sua vida, a pessoa que acabou de perder o emprego e não consegue uma entrevista e que está desesperada ao se ver tendo que admitir que nada deu certo como ela esperava. O enredo flui de forma leve e divertida e combinado com a escrita maravilhosa de Kinsella, conseguimos ver a personagem principal de todos os ângulos. Apesar de eu não gostar muito de uma narrativa em primeira pessoa, eu me senti muito bem estando na cabeça de Katie o tempo todo, principalmente porque eu me identificava muito com ela.

“Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se: essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar ‘minha vida é isso?’, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar, às vezes.”

Os personagens do livro são divertidos e desafiadores. É como se a autora estivesse provocando o leitor com todas aquelas situações, nos obrigando a perceber que todo mundo tem um pouco de Katie dentro de si. O relacionamento de Katie e Demeter é muito interessante de acompanhar, principalmente porque, no começo do livro, você acaba tendo a mesma opinião de Katie sobre ela, acreditando na vida perfeita e muito bem-sucedida. E então vem aquele soco na boca do estômago onde você passa a conhecer Demeter um pouco melhor e todo aquele pensamento se esvai e você passa a gostar dela tanto quanto você gosta de Katie.  Minha Vida (não tão) Perfeita é a perfeita montanha russa do amadurecimento e a gente só pode agradecer Sophie Kinsella por isso.

Ah, e é claro que não podia faltar aquele bom e velho romance que tanto amamos nos livros da Sophie, não é mesmo? Mas, apesar de termos um mocinho maravilhoso e que tem tudo a ver com a Katie, o foco de Minha Vida (não tão) Perfeita realmente não é sobre encontrar o par perfeito, mas sim aceitar que a vida é um grande processo de aprendizado e que você não é e nunca será obrigado a saber todas as regras ou a vencer todas as batalhas e que está tudo bem se você ainda não conseguiu conquistar tudo o que sonhava. A jornada é longa, mas com certeza vale muito a pena.

Eu amei cada minuto que passei com esse livro. Os personagens são maravilhosos, o enredo é leve e muito divertido e a verdade é que Sophie Kinsella escreveu uma longa carta de amor para todos nós, para lembrar que não devemos nos apegar aos filtros bonitos do instagram ou aqueles textões do Facebook que as pessoas publicam sempre. Minha Vida (não tão) Perfeita era tudo o que eu estava precisando ler este ano e eu acredito que seja tudo o que você está precisando ler também.

Gostou da resenha? Então se inscreva na newsletter do blog para acompanhar os próximos conteúdos!

Lançamentos Notícias 01ago • 2017

Confesse é o livro que os leitores de New Adult estavam esperando

 

Número 1 na lista de bestesellers do New York Times e a autora de New Adult mais amada do Brasil, Colleen Hoover está de volta com um novo romance sobre arriscar tudo por amor – e encontrar o seu coração em algum lugar entre a verdade e mentiras. Publicado pelo selo Galera Record, Confesse é tudo o que os leitores brasileiros poderiam querer.

Aos vinte e um anos, Auburn Reed já perdeu tudo o que é importante para ela. Em sua luta para reconstruir sua vida, ela tem seus próprios objetivos em vista e não há espaço para erros. Mas quando ela entra em um estúdio de arte de Dallas em busca de um emprego, ela não espera encontrar uma atração profunda por um artista enigmático que trabalha lá, Owen Gentry.

Pela primeira vez, Auburn aproveita e coloca seu coração sob controle, apenas para descobrir que Owen está escondendo um grande segredo. A magnitude do passado do artista ameaça destruir tudo o que é importante para Auburn, e a única maneira de manter a sua vida da forma que havia planejado é se afastar de Owen.

Comprar: Amazon | Saraiva | Cultura

Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.

Gostou da publicação? Então não esqueça de se escrever na newsletter do blog para acompanhar as novidades!

Resenhas 11jul • 2017

Victoria e o Patife, por Meg Cabot

Como escrever uma resenha sobre um livro que você gostou, mas que ao mesmo tempo, não gostou tanto? Victória e o Patife era um romance de época que eu estava muito ansiosa para ler. Primeiro porque é um romance de época, e todo mundo sabe que eu jamais deixaria passar um livro do gênero. Segundo, é Meg Cabot, e apesar de eu não ser a maior fã da autora, os livros dela sempre me conquistam. O problema é que apesar de ser uma leitura prazerosa, Victoria e o Patife não tem os elementos que normalmente prendem o leitor em um enredo e conforme a história caminhava eu não sabia dizer se estava mais irritada com a personagem principal ou com a autora.

Victoria é uma jovem de 16 anos que está voltando da índia para ter a sua primeira temporada em Londres. Ela é filha de um duque e acabou herdando a fortuna do pai, suficiente para conseguir para ela um bom marido. É abordo do navio Harmonia que ela conhece Lorde Malfrey, de quem fica noiva antes mesmo de chegar em solo inglês. Mas não é o noivo que ganha a atenção de Victoria, mas sim o capitão do navio, Jacob Carstairs, o homem que está determinado a provar para Victoria que seu futuro marido não era digno dela e, no processo, ainda tirar a jovem do sério.

Victoria e o Patife tem diálogos divertidos acompanhados da escrita leve e simples de Meg Cabot que nós já conhecemos e adoramos. O problema é que a escrita é realmente simples demais. Tudo no livro acontece muito rápido, não dando tempo para os personagens se desenvolverem ou mesmo se conhecerem melhor. As cenas pulam de uma para outra sem aviso, e não tem como você saber o que está acontecendo na história até que venha uma cena muito óbvia. Além disso, o plot é meio infantil demais para um juvenil de romance de época, como se eu tivesse lendo a história de dois personagens de 12 anos de idade, ao invés de 16.

É preciso lembrar que, mesmo naquela época, era pedido das jovens uma certa maturidade que você jamais irá encontrar em Victoria. Além de ser extremamente insuportável, a personagem é mimada e egoísta, sempre colocando os desejos dela em primeiro lugar, mesmo em momentos em que ela achava que estava ajudando o próximo. Vocês já leram um personagem com uma voz aguda e insuportável? Era exatamente assim que eu via Victoria durante a leitura, e por mais que eu tentasse entender a sua imaturidade e petulância, não consegui encontrar nada na personagem que me fizesse gostar dela.

O enredo de Victoria e o Patife não tem nada que realmente prenda o leitor. Toda a história gira em torno da birra de Victoria insistindo para se casar com Lorde Malfrey, um homem que mal conhecia e de quem havia ficado noiva simplesmente para implicar com o tal Capitão Carstairs. O enredo não se desenvolve fora disso. O leitor não vê as coisas realmente acontecerem, mas elas acontecem porque a autora nos diz que elas aconteceram. Foi bastante frustrante, principalmente porque a sensação era de que nunca ia acontecer nada e o livro parecia nunca chegar ao final.

O romance é bastante fraco, eu devo dizer. Mas eu já esperava que fosse considerando que as cenas não eram muito trabalhadas e os personagens não muito desenvolvidos. Eu fiquei impressionada com a facilidade que a personagem principal tinha de mudar seu interesse amoroso ao longo do livro. Uma hora ela estava jurada de amor pelo conde, no outro ela já não tinha mais certeza dos seus sentimentos. Era confuso, pouco profundo e, no final, não me convenceu. Mesmo sendo um Young Adult, acredito que pelo menos o romance poderia ter sido um pouco mais desenvolvido pela autora.

Os diálogos eram “legais”, – porque eu realmente não consigo pensar em outra palavra agora – mas não acrescentavam muito a história. Tudo que era dito pelos personagens soava muito superficial e irrelevante para a história. E a forma como Meg Cabot construiu a personagem principal me incomodou muito. No final Victoria não amadurece ou aprende com os seus erros, mas continua sendo a mesma pessoa mimada e cheia de si do começo do livro.

Eu queria muito que Victoria e o Patife fosse mais do que um romance de época para adolescentes. Eu realmente queria que o livro tivesse explorado mais a personagem principal e a sua vida na Índia, ou o fato do noivo dela não ser realmente quem ele dizia ser. Acho que tudo teria sido mais agradável se a autora tivesse buscado escrever os capítulos com mais paciência, do que simplesmente criar uma história superficial. Espero mesmo que os próximos livros dela, neste mesmo gênero, tenham personagens bem mais interessantes.

Gostou dessa resenha? Então se inscreva na NEWSLETTER do blog para acompanhar o nosso conteúdo!

Lançamentos 21maio • 2017

Novidades na Livraria no Mês de Maio!

Já estamos quase no meio do ano, e como já é de costume, as editoras não param de trazer novidades incríveis para as livrarias. Eu até agradeço, mas a minha conta bancária não.

E esse mês tem muita coisa legal vindo por aí, em vários estilos diferentes. Tem livro para agradar todo mundo, independente de gosto. Eu mesmo já coloquei vários desses lançamentos na minha lista de compras, e parece que ela só vai aumentar.

E o que temos neste mês?

A Record está vindo com uma nova edição de Belas Maldições, parceria do Neil Gaiman com o Terry Pratchet. O livro segue Crowley, um demônio e seu amigo anjo Aziraphale enquanto eles tentam impedir o apocalipse. Para conseguir evitar o fim do mundo eles precisam encontrar o Anticristo, uma criança de 11 anos.

Temos novas edições especiais de clássicos da Clarice Lispector, lançamentos da Rocco. Vamos ver uma edição de capa dura de A Hora da Estrela e uma edição muito especial ilustrada de A Mulher que Matou Os Peixes, com ilustrações feitas pela neta de Clarice Lispector, Mariana Valente.

A Rocco também vai trazer um box contendo os 3 livros que fazem parte da coleção Biblioteca Hogwarts. Animais Fantásticos e Onde Habitam, Quadribol Através dos Séculos e Os Contos de Beedle, O Bardo ganham novas edições de capa dura e com um lindo trabalho gráfico.

E por fim, a Novo Conceito vem trazendo alguns lançamentos muito interessantes, como Mais Do Que Isso, de Patrick Ness, e Um Verão Para Recomeçar, da autora Morgan Matson.

CONFIRAM ABAIXO TODOS OS LANÇAMENTOS DE MARÇO:

Resenhas 24abr • 2017

O Canto Mais Escuro da Floresta, por Holly Black

O Canto Mais Escuro da Floresta é uma fantasia stand alone, escrito por Holly Black, autora das Crônicas de Spiderwick e de A Menina Mais Fria de Coldtown, e publicado pela Galera Record em 2017. O livro se passa na cidade de Fairfold, onde os humanos existem lado a lado com o misterioso povo das fadas. Graças a magia intrigante dos fae, Fairfold recebe muitos turistas, principalmente o garoto de orelhas pontudas e chifres que dorme em um caixão de vidro nas entranhas da floresta.

Dois jovens moradores da cidade, Hazel e seu irmão Ben, são fascinados pelo garoto desde crianças, quando costumavam criar histórias sobre a identidade do garoto, fingindo ser heróis em aventuras fantásticas. A medida que cresciam, as histórias começaram a perder a graça, já que provavelmente o garoto jamais acordaria. Tudo isso muda, quando de repente, ele acorda.

Vendo o seu mundo virado de cabeça pra baixo, e o convívio entre humanos e faes se tornando cada vez mais conturbado, Hazel e Ben precisam se tornarem os heróis que fingiam ser quando eram crianças para salvarem tanto os seus amigos e familiares quanto o misterioso garoto.

Se eu tivesse um ano, eu ainda não conseguiria explicar pra vocês o quanto eu tava ansioso pra ler esse livro. A Menina Mais Fria de Coldtown foi um dos meus livros favoritos dos últimos anos, então quando eu fiquei sabendo que a Record ia trazer O Canto Mais Escuro da Floresta, eu tive que me segurar pra não correr pra uma livraria e já ficar esperando o livro. E olha, fico muito feliz em dizer pra vocês que toda essa espera valeu a pena.

O ponto mais forte da Holly Black como escritora pra mim é como ela consegue criar essas histórias cheias de world building e elementos fantásticos dentro de apenas um livro. Por mais que eu gostaria de ver mais livros centrados no mundo de O Canto Mais Escuro da Floresta (e de A Menina Mais Fria de Coldtown também), é muito legal ver uma autora entregar uma história complexa, centrada em um mundo fantástico, com personagens fortes, e sem precisar cortar a história no meio, pra garantir plot pra continuação.

Outra coisa que eu amo nos livros dela é esse contraste entre o mundo fantástico e o real. Em Coldtown, era o mundo sobrenatural dos vampiros com a mídia do nosso mundo. Agora, é o mundo fantásticos das fadas com as normas e os preconceitos do nosso mundo. Além de fazer alguns paralelos interessante, isso cria situações bastante originais. Afinal, se essa história acontecesse de verdade, duvido que eu não estaria na fila dos turistas visitando o menino de chifres dormindo em um caixão de vidro.

No que se trata dos personagens, Hazel e Ben são muito bem escritos. O relacionamento dos dois é bem interessante porque apesar de serem próximos e gostarem muito um do outro, fica claro na história que eles são pessoas diferentes, e isso acaba causando conflitos bem realistas entre eles. Esse é outro ponto que me agrada muito nos livros da Holly Black, os relacionamentos entre os personagens sempre parecem muito reais.

Os outros personagens são muito bons também, apesar de Hazel e Ben serem de longe os personagens mais importantes. Os amigos de Hazel e Ben, Jack e Carter, são ótimos personagens de apoio, e a backstory dos dois é super interessante. O garoto do caixão de vidro também é um personagem legal, mas eu não posso falar muito dele, porque entregaria muito da história.

Mas o foco principal da história realmente é Hazel e Ben e o mundo das fadas. E isso acaba levando ao único ponto do livro que me incomodou. Os romances da história me pareceram bastante arbitrários. A impressão que dá é que a autora escreveu a história, e em algum momento da edição pensou que a história precisava de romance, e voltou e acrescentou algumas cenas de romance no livro. Não é o tipo de romance que me agrada, porque eu simplesmente não senti conexão nenhuma entre os participantes.

No geral, O Canto Mais Escuro da Floresta foi uma leitura muito satisfatória, mas que não atingiu as minhas (admitidamente altas) expectativas. A atmosfera de fantasia, a escrita maravilhosa e os personagens mais do que compensam o romance meio bleh e o começo um pouco devagar. Não superou A Menina Mais Fria de Coldtown na minha opinião, mas ainda sim, outro livro incrível da Holly Black.

GOSTOU DESSA PUBLICAÇÃO? ENTÃO CURTA A NOSSA PÁGINA DO FACEBOOK PARA ACOMPANHAR AS NOVIDADES DO BLOG!

Lançamentos 14mar • 2017

O que chega nas livrarias no mês de março

Nada melhor do que saber o que vamos encontrar nas livrarias no próximo mês, não é mesmo? E acreditem quando eu digo que os lançamentos de março estão enlouquecedores.

Eu, basicamente, não consegui me decidir quais livros eu vou ou não colocar na estante, afinal, sabemos que eu sou meio “descontroladas” quando se trata de comprar livros e se deixar eu compro tudo num piscar de olhos, não é mesmo?

E o que temos neste mês?

A Verus está lançando A Chama Dentro de Nós, mais um romance New Adult da nossa querida Brittainy C. Cherry, a mesma autoroa de Sr. Daniels. Esse lançamento faz parte de uma série chamada Elementos, cujo o primeiro livro foi lançado no ano passado sob o título de O Ar Que Ele Respira.

Nós temos livro da Meg Cabot nos lançamentos da Galera Record para aqueles que são fãs da autora e, para quem gosta de Cassandra Clare, o selo está lançando Os Contos da Academia de Caçadores de Sombras.

A Rocco também está trazendo lançamentos ótimos, dentre eles um que me chamou muita atenção: Inesquecível, a história de uma garota que perdeu a memória e agora precisa fazer de tudo para descobrir quem ela realmente é. Me deu uns arrepios só de ler a sinopse e eu prometo que vai ter resenha desse livro em breve.

E por fim, a Novo Conceito vem trazendo algumas coisas bem legais no seu catálogo. Tem o lançamento de Desintegrados, o segundo livro da série Fragmentados, além de mais um livro da série Splintered, da A. G. Howard, intitulado Sussurros do País das Maravilhas.

Confiram abaixo todos os lançamentos de março:

Resenhas 09fev • 2017

Fallen, por Lauren Kate

Quando me foi oferecido Fallen para ler e resenhar, confesso que torci um pouco o nariz. Sim, sou fã de romance, mas os clássicos e tradicionais, de preferência escritos no século passado (retrasado, re-retrasado,…).

Tendo como cenário a Inglaterra de 1854, o início do livro já remete a um romance de época (gostei). O primeiro capítulo nos mostra um casal, apaixonado, que, por algum motivo desconhecido, vive um amor impossível. Ele a conhece em seus mínimos detalhes. Ela o ama de uma forma intensa e ingênua. Ele quer fugir dela. Ela quer ficar ele. Um beijo e tchanram… chegamos nos dias de hoje.

fallen-3

Fallen apresenta todo o peso do drama de Lucinda Price (Luce) que, com apenas 17 anos, foi acusada da morte do ex namorado Trevor. Por falta de provas, Luce é encaminhada ao escola/reformatório Sword Cross. Lá ela precisa conviver com a culpa da morte de Trevor e com a rotina da nova escola. A história de Luce ainda tem mais um agravante: as sombras. Desde criança, Luce tem visões estranhas de nuvens escuras (sombras), que aparecem apenas para ela. As sombras parecem ganhar força na nova escola acompanhando Lucinda o tempo todo. Na verdade um bom romance precisa ser clichê, sejamos justos. E imagine só um bom romance adolescente que não é clichê? É chato só de pensar.

Fallen preenche todos os requisitos do legítimo romance adolescente. Luce se apaixona a primeira vista por Daniel, um bonitão misterioso. De quebra, como se a fórmula já não fechasse aí, temos ainda Cam, o aluno descolado que, óbvio, se apaixona por Luce, criando o triângulo amoroso.

fallen-1

Ainda temos durante a história as alegrias e desventuras do típico colégio Americano. Luce sofre bullying logo nos primeiros dias e amparada por Penn, com quem já cria um laço fraterno. Penn, que está na escola por opção, ajuda Lucinda a descobrir mais sobre Daniel. Além de Penn, Luce também se aproxima de Ariane, uma adolescente problemática mas de bom coração.

Publicado em 2009, Fallen é o primeiro livro da série de ficção sobre anjos de Lauren Kate. Em 2016 o livro ganhou uma versão para cinema que dividiu a opinião dos críticos. O maior problema de Fallen, é que percebemos uma falha grande no fim da história: Ela não acaba quando tem que acabar.

É nítido que rolou um “embromation”, deixando a leitura dos últimos capítulos bem exaustiva. No geral vale a pena. Não conheço ainda os outros livros da série e confesso que, devido ao problema do final, não senti muita vontade de ler os próximos. Tirem suas próprias conclusões.

Resenhas 27jan • 2017

O Bosque Subterrâneo, por Colin Meloy

Primeiro de tudo, vocês precisam saber que O Bosque Subterrâneo é o segundo livro da série As Crônicas de Wildwood, e que eu não li o primeiro livro dessa série. A verdade é que, fazer a leitura do primeiro livro não é exatamente necessária, mas conforme história se desenvolve ao longo do livro, eu achei importante ter o background do primeiro livro para compreender melhor os personagens, e como eu não tinha, isso tornou a leitura um pouco mais complicada para mim do que realmente deveria.

O Bosque Subterrâneo começa algum tempo depois dos eventos finais de O Bosque Selvagem onde, Prue Mckeel retorna da Floresta Impassável depois de resgatar seu irmão. Depois de todas as aventuras vividas ao lado de seu amigo Curtis, que permaneceu na floresta para se tornar um bandido em treinamento, Prue não vê mais sua vida da mesma forma que antes. Tudo perdeu a graça, a escola já não é mais a mesma e mesmo com a nova professora de ciências no seu pé, nada parece animá-la.

bosque-subterraneo-imagem

Mas as coisas não estão tão calmas quanto parecem. Um assassino é contratado para encontrar Prue e matá-la, obrigando-a a se refugiar novamente na floresta. Um empresário macabro obriga as crianças do seu orfanato a trabalhar em sua fábrica, explorando-as dia e noite. E, quando tudo já não parecia ruim o suficiente, Prue e Curtis precisam, novamente, salvar a si mesmos e a vida de seus amigos, e trazer a unidade para um país dividido.

Eu preciso muito dizer que O Bosque Subterrâneo me lembrou muito meus primeiros anos como leitora quando eu me via imersa no mundo de Nárnia. Claro, o livro não faz nenhuma referência ao mundo criado por C.S. Lewis, mas o senso de aventura e os personagens apaixonantes são bastante similares e, o motivo de eu ter conseguido levar o livro até o final, apesar de alguns pontos do livro terem me incomodado bastante ao longo da leitura.

bosque-subterraneo-imagem2

Colin Meloy tem uma escrita muito leve e envolvente. Eu gostei muito do cuidado que o autor teve na hora de construir o universo, pensando em todos os detalhes e fazendo com que tudo se encaixasse perfeitamente. Meu maior problema com o livro foi o desenvolvimento do enredo em si. Durante boa parte da leitura eu me senti perdida no enredo, principalmente porque as coisas demoraram muito a começar a acontecer, e fez com que o enredo se tornasse um pouco maçante.

Como eu disse no começo da resenha, eu não li o primeiro livro da série, porém, a descrição de Colin é tão cuidadosa e detalhista que eu não precisei de muito para conseguir me imaginar dentro da história. Acho que esse é um dos pontos mais positivos do livro. Mesmo com o desenvolvimento lento, O Bosque Subterrâneo tem um enredo que abraça o leitor completamente. É impossível você não se envolver com as aventuras de Curtis e Prue.

bosque-subterraneo-imagem3

Os personagens de O Bosque Subterrâneo também não deixam a desejar não. Curtis e Brendan foram os meus favoritos até então, principalmente porque os diálogos entre eles eram sempre os melhores do livro. Eu também gostei muito de como a história trabalha o relacionamento entre Prue e Curtis, como existe uma confiança muito grande um no outro e como a amizade deles não mudou em nada pelo fato dele ter escolhido ficar enquanto ela voltou para o “mundo real”.

Eu realmente gostei de fazer a leitura de O Bosque Subterrâneo. Me arrependi bastante de não ter pego o primeiro livro da série para ler quando tive a oportunidade porque eu sei que o universo criado pelo Colin Meloy vale muito a pena conhecer. Acredito que se você gosta muito de fantasias Young Adults, O Bosque Subterrâneo vai ser uma leitura que irá te conquistar desde a primeira página.

Notícias 26dez • 2016

It Ends With Us será publicado no Brasil em 2017

Colleen Hoover não é um nome desconhecido aqui no blog. Com diversos títulos publicados até o momento, entre os mais conhecidos Métrica, Um Caso Perdido e Novembro 9, Colleen está na lista de autores favoritos de muitos leitores brasileiros que, com certeza vão ficar muito felizes com essa notícia!

A editora Galera Record recentemente anunciou na sua página do Facebook que  o mais recente livro da autora,  It Ends With Us, será publicado no Brasil! It Ends With Us narra a história de Lily, uma mulher que se muda para Boston para começar seu próprio negócio e acaba aprendendo o preço do amor quando se apaixona por um homem e reencontra uma antiga paixão.

O lançamento da edição brasileira está previsto para o segundo semestre de 2017.

it-end-with-us

Confira a sinopse do livro!

“A vida de Lily nem sempre foi fácil, mas isso não a impediu de trabalhar duro pelo que quer. Ela andou um longo caminho desde seu povoado em Maine, onde cresceu, e então se formou e mudou-se para Boston, onde começou seu próprio negócio. Então, quando ela sente uma faísca pelo belo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo na vida de Lily repentinamente parece muito bom para ser verdade.
Ryle é assertivo, teimoso, talvez até mesmo arrogante. Mas ele também é sensível, brilhante, e tem um lado doce para Lily, e a forma como aparenta quando veste seu jaleco de médico certamente soma alguns pontos. Lily não pode tirá-lo da cabeça. Mas a completa aversão de Rile a relações amorosas é inquietante. Mesmo que Lily encontre a si mesma como a exceção a regra de “não sair”, ela não pode evitar se perguntar o que levou-o a isso em primeiro lugar.
Enquanto as questões sobre seu novo relacionamento a dominam, o mesmo acontece com os pensamentos envolvendo Atlas Corrigan — seu primeiro amor e um laço que deixou para trás. Ele era sua alma gêmea, seu protetor. Quando Atlas repentinamente aparece, tudo o que Lily construiu com Ryle se vê ameaçado.”

Resenhas 29nov • 2016

Lúcida, por Ron Bass e Adrienne Stoltz

Lúcida, livro escrito em parceria entre Ron Bass e Adrienne Stoltz é lançamento da Galera Record aqui no Brasil, e traz a história de  duas garotas cujas vidas são totalmente distintas, apesar de dividirem a mesma mente: uma vive nos sonhos da outra. Sempre que uma dorme, a outra vive e assim segue a história. O problema é que duas vidas não podem ser comportadas pelo mesmo corpo. Uma delas precisa partir.

lucida1

A divisão começa com um caso na escola: Sloane Margaret Jameson soca um coleguinha e, ao ser confrontada pela professora e pela própria mãe, responde que quem atacou foi Sloane, sua melhor amiga invisível que sempre a colocava em apuros. A partir daí, ela era Maggie – nos sonhos de Sloane. Por mais que dividam o nome, até a aparência das meninas é distinta.

Maggie é filha de Nicole, viúva, e irmã da pequena Jade; a mãe, que trabalha em uma revista de moda famosa, quase não tem tempo para as filhas. Maggie é aspirante a atriz e é boa no que faz, apesar de ser pé no chão. Quando Maggie sonha, Sloane quem vive: Sloane e sua família numerosa, com pais presentes, amigos de diversas tribos no colégio, o típico enredo dos filmes adolescentes americanos e notas altíssimas nos boletins. Ambas as garotas tem 17 anos e atuam como telespectadoras da vida alheia enquanto dormem.

lucida2

Confuso, um pouco, não? A ficção escrita por Ron Bass e Adrienne Stoltz pode enrolar a cabeça de algumas pessoas, ainda mais por ter suas quase 400 páginas divididas entre capítulos de Maggie e Sloane. No começo da leitura, fui com gás total: tinha pedido que a Débora me enviasse esse livro, por tudo que era mais sagrado. Quando fui chegando na metade, algo me afastava da leitura: não conseguia dizer se era a demora pras coisas acontecerem ou se já tinha enjoado de acompanhar as vidas das duas. Mas, que eu consegui ficar confusa durante a leitura, ah, isso eu fiquei!

lucida3

Apesar da confusão, da mistura de sentimentos e da pressa em terminar o livro, posso dizer que a leitura foi enriquecedora de algum modo. O enredo é cheio de reviravoltas e não dá bem pra definir se é algo puxado para o paranormal, se é um thrillerzinho psicológico, ou o quê, mas é de mexer com a mente de qualquer ser que decida pela leitura de Lúcida. Percebi um enredo bem construído, personagens com boas justificativas e – ainda que lenta- evolução dos mesmos. O final me surpreendeu, eu terminei o livro com um imenso misto de alívio, confusão, “que???”.

Se eu recomendo? Não que você aí, leitor, devorador de livros, dependa da minha recomendação (quem sou eu, né nom?), mas eu diria que dá pra se distrair e ter a atenção presa por algum tempo com esse livro. A parceria entre os autores deu certo o suficiente pra não reclamarmos de perder um fim de semana lendo, se quiserem saber.

Até mais!

 

Resenhas 26nov • 2016

A Corte de Névoa e Fúria, por Sarah J Maas

Você não sabe o que é um coração partido até terminar de ler A Corte de Névoa e Fúria. Depois de cinco horas de leitura intensa, Sarah J Maas conseguiu me levar numa montanha russa emocional, por fim deixando meu mundo completamente de cabeça para baixo com todas essas surpresas inesperadas ao longo do enredo. Comecei a leitura de A Corte de Névoa e Fúria desanimada com a ideia de encarar horas de leitura com #Feylin (Feyre e Tamlin), mas me surpreendi a cada capítulo e não consegui largar a leitura até chegar na última página.

Em A Corte de Névoa e Fúria acompanhamos os acontecimentos depois do fim de A Corte de Espinhos e Rosas onde, nossa heroína, depois de derrotar Amarantha e salvar seu amado Tamlin, volta para a Corte Primaveril agora não mais como humana, mas sim como féerica. Ainda se adaptando ao novo corpo, Feyre descobre que uma nova ameaça está a caminho, colocando não só a vida de seus novos amigos em risco, mas também de suas irmãs.

corte-de-nevoa-e-furia-um

Mas este não é seu único problema. Quando Rhysand volta para cobrar o acordo feito ainda Sob a Montanha, Feyre precisa cumprir a sua parte e passar uma semana inteira ao lado do Grã-Senhor da Corte Noturna. Conforme ela vai conhecendo melhor o homem que todos desprezavam, Feyre começa a se perguntar como seu coração conseguia se sentir muito mais seguro ali, ao lado de Rhys, do que quando ela estava na Corte Primaveril, com Tamlin.

Eu não consigo mais viver a minha vida sem esse livro. Depois que você lê A Corte de Névoa e Fúria, ter gostado de A Corte de Espinhos e Rosas me parece tão errado. Eu tenho que “tirar o chapéu” para Sarah J Maas, porque eu realmente não consegui prever nenhum dos acontecimentos desse livro e, ainda assim, eu me vi tão completamente envolvida com a história que não consegui largar o livro um segundo si quer. Foi extremamente dolorido perceber que ela precisou construir todo aquele mundo no primeiro livro, para então começar a revelar as coisas de um outro – muito melhor – ponto de vista. E tudo o que era antes não é mais, e tudo o que é agora é muito melhor.

corte-de-nevoa-e-furia-dois

Feyre era uma personagem que, no primeiro livro, eu tive muita dificuldade em gostar, principalmente porque ela tinha uma autoestima muito baixa e nunca se achava merecedora das coisas. Porém, nesse segundo livro, ela já não é mais humana – apesar de seu coração continuar sendo – e ela precisa se descobrir de novo. Acho que é nesse ponto que ela começa a perceber sua realidade de uma forma diferente, querendo ser coisas e aprender coisas. Talvez por isso seu relacionamento com Tamlin pareça tão errado já logo no começo do livro. Enquanto ela quer se arriscar no mundo, ele a quer a salvo dentro de sua Corte.

E é nesse ponto que o livro começou a me pegar de jeito. Enquanto em A Corte de Espinhos e Rosas assistimos Feyre se matar para conseguir salvar o homem que amava, em A Corte de Névoa e Fúria ela começa a perceber que em nenhum momento ele fez o mesmo por ela. Em todas as oportunidades que Tamlin teve de salvá-la, ele colocou seus próprios desejos acima. É assim que o enredo deixa de caminhar como uma história de amor e passa a ser sobre uma personagem lutando para ganhar seu próprio espaço e a sua própria voz.

corte-de-nevoa-e-furia-quatro

O relacionamento dela com Rhysand foi, de longe, a melhor parte do livro. Não só pela forma como ele se desenvolveu, mas por eu perceber que diferente de Tamlin, ele nutria um respeito muito grande pelas escolhas de Feyre. Independe do que ela quisesse, mesmo que ele não fosse totalmente de acordo com aquilo, ele respeitava porque era uma escolha dela. Não tem como você não se emocionar com o relacionamento dos dois, principalmente quando ele é todo construído a base de confiança e igualdade. Em nenhum momento, Rhysand trata Feyre como incapaz, pelo contrário, durante toda a narrativa ele deixa claro que, do ponto de vista dele, ela é uma igual, sendo mulher ou não.

Eu realmente gostei do que a Sarah J Maas fez nesse segundo livro, tanto que eu simplesmente não consigo ler nenhum outro livro. Sim, ressaca literária me pegou com força depois de A Corte de Névoa e Fúria. Eu realmente não imaginava gostar tanto desse livro, considerando que eu realmente esperava muito mais de Feylin nesse livro. Se você gosta muito de fantasia e quer muito se jogar dentro de um universo completamente novo, acho que vale muito a pena fazer a leitura de A Corte de Névoa e Fúria.

corte-de-nevoa-e-furia-cinco

A partir daqui você encontrará alguns spoilers do livro, então se você não quer saber mais sobre A Corte de Névoa e Fúria, não continue lendo.  

Precisei tirar alguns parágrafos dessa resenhas apenas para expressar o meu amor Feysand. Primeiro que, depois que você lê A Corte de Névoa e Fúria, tudo o que aconteceu no primeiro livro começa a fazer muito mais sentido. Quando Rhysand encontra a Feyre pela primeira vez e diz “Eu estava procurando por você”, era porque ele realmente estava procurando por ela, e não apenas uma figura de linguagem. E tudo o que ele fez por ela, ainda Sob a Montanha, se colocando como o vilão, fingindo ser quem ele não era apenas para proteger seu povo e seus amigos, meu coração simplesmente se partiu.

Fico me perguntando o quanto não deve ter sido dolorido para ele ver a sua Parceira sofrendo daquela forma e, pior, por outro homem. E mesmo depois, quando ela já tinha saído da Corte Primaveril, ele acompanhou todo o sofrimento dela, tentando fazer o melhor para que ela se reconstruísse, mas isso tudo sem – em nenhum momento – tentar influenciar a forma como ela se sentia em relação a ele. O respeito que ele teve pelos sentimentos da Feyre, pelas escolhas dela, foi a coisa mais bonita que eu já vi em toda minha vida.

corte-de-nevoa-e-furia-tres

E então vem a melhor parte do livro. Muitas pessoas estavam discutindo que os dois haviam se casado, mas na verdade, eles nunca chegaram a fazer um juramento como marido e mulher. Feyre faz o juramento para a Corte Noturna, como Grã-Senhora. Não como esposa, não como consorte, mas como igual. É como se o Rhysand fosse o CEO e tivesse nomeado ela Co-CEO da Corte Noturna. O que eu, particularmente, achei muito melhor do que se fosse realmente um casamento, afinal ele estava atestando diante de todo mundo que eles não eram apenas parceiros, mas também iguais em todas as formas possíveis.

E então veio aquele final, que me arrancou lágrimas e partiu meu coração. Sinceramente, eu tive que ter uma força absurda para conseguir encarar aquelas últimas páginas e não chorar de desespero. Eu ainda não acredito que terei que esperar até Maio do ano que vem para saber o que acontece.

1 2 3 4 6
Siga o @laoliphantblogInstagram