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Entrevistas 19dez • 2017

Inteligente e sensual: conheça mais sobre a escrita Elizabeth Hoyt

Vocês têm um momento para a gente conversar sobre a Elizabeth Hoyt? Bom, não é segredo para ninguém que acompanha o blog que o primeiro livro da Trilogia dos Príncipes não é um dos meus romances de época favorito. E eu não vou mudar a minha opinião sobre isso, ok? Mas, eu li o segundo livro dessa série e, para a minha surpresa, eu AMEI o livro do começo ao fim. Por isso que eu sempre digo que vocês têm que dar mais de uma chance para os autores, eles podem sempre te surpreender.

Enfim, não amo O Príncipe Corvo, mas eu amo a Elizabeth Hoyt e agora somos melhores amigas. E como uma boa amiga, eu andei dando uma vasculhada na internet, procurando saber mais sobre a história da autora e como ela se tornou esse grande sucesso dos romances de época que é hoje. E eu descobri umas coisas INCRÍVEIS sobre a autora como, por exemplo, o primeiro rascunho de O Príncipe Corvo era um completo desastre!

Como eu gosto que vocês também conheçam mais dos autores, eu traduzi uma entrevista da Hoyt de 2007, quando a Trilogia dos Príncipes tinha acabado de começar a fazer burburinho lá fora e ela já estava trabalhando no terceiro livro, O Príncipe Serpente. É muito interessante ver como, dez anos depois, o livro ainda é um grande sucesso entre os leitores do gênero. Leia mais

Resenhas 09dez • 2017

O Príncipe Leopardo, por Elizabeth Hoyt

Eu sempre tive essa teoria de que o segundo livro de uma trilogia é melhor que o primeiro e o terceiro livro e, para a minha felicidade, essa teoria se tornou realidade novamente – bom, pelo menos no que se diz respeito ao primeiro livro. O Príncipe Leopardo foi uma leitura muito deliciosa, com personagens divertidos e diálogos que eu quero revisitar mais de uma vez. Elizabeth Hoyt me provou que também é capaz de criar uma heroína forte e dona de si mesma. E o que mais eu poderia pedir em um romance, não é mesmo?

Diferente de O Príncipe Corvo, neste segundo livro da Trilogia dos Príncipes, a autora conseguiu desenvolver melhor os seus personagens mas, principalmente, a sua narrativa. O Príncipe Leopardo tem uma leitura bem mais leve que o primeiro livro, os capítulos se desenvolvem num ritmo que prende o leitor e ainda temos um mistério a ser solucionado que com certeza vai deixar todo mundo no mínimo curioso para saber a verdade no final.

A escrita de Hoyt neste livro não é tão pesada. O foco está todo no desenvolvimento dos personagens e acho que isso fez com que a autora tomasse um pouco mais de cuidado no desenrolar da história, evitando deixar tantas pontas soltas – coisa que eu reclamei demais durante a leitura de O Príncipe Corvo. Além disso, os diálogos neste segundo livro estão muito mais trabalhados e divertidos. Os personagens principais tem uma personalidade marcante e mesmo ainda tendo pequenas falhas, eu consegui me diverti muito com essa leitura.

“Quando descobrira que o proprietário das varias terras que administraria era uma mulher, Harry ficara surpreso. Mulheres, em geral, não eram donas de terras. Normalmente, quando uma mulher possuía uma propriedade, havia um homem – filho, um marido ou um irmão – por trás de tudo, o verdadeiro mandante, a pessoa que decidiria como as terras seriam administradas. Mas, embora Lady Georgina tivesse três irmãos, era a própria dama que estava no controle.”

Georgina é sem dúvida uma heroína muito melhor do que Anna foi. Talvez por ela ser dona de sua própria fortuna e não precisar de um casamento, isso a tenha feito ter uma personalidade com a qual eu tenha facilidade de me identificar. Eu sou uma apaixonada por heroínas de romance que escrevem sua própria história e não ficam esperando o cavalheiro para salvá-la e Georgina foi exatamente essa personificação para mim. Inclusive, se ela fosse uma pessoa de verdade, nós seríamos melhores amigas, sem dúvida.

O romance de O Príncipe Leopardo também foi outro ponto que eu gostei muito nesse segundo volume da trilogia. Harry e Georgina se encaixavam perfeitamente como um casal. Ambos tinham suas inseguranças em relação ao que estavam sentindo e navegaram pelo relacionamento no seu próprio tempo, sem ceder às pressões da família ou da sociedade. Hoyt conseguiu trabalhar muito bem esses aspectos do relacionamento romântico deles e eu achei muito importante que ela tenha construído essa relação respeitando as limitações de ambos.

“O Sr. Pye, lutando com a rolha de uma garrafa de vinho branco, ergueu o olhar e sorriu para ela. Por um momento, Georgina se perdeu naquele sorriso, o primeiro sorriso de verdade que vira no rosto dele.”

Uma das poucas coisas que realmente me incomodaram nesse livro é que a autora insiste em criar personagens que não vão ser realmente utilizados na história e não dar um final apropriado para eles. Ela cometeu esse mesmo erro em O Príncipe Corvo e o repetiu em O Príncipe Leopardo. Eu realmente fico muito frustrada quando os personagens secundários não ganham um final apropriado para o seu arco, mesmo que ele seja completamente irrelevante para a história principal.

E se você gosta de um crossover em romances de época assim como eu – vide a minha obsessão pelos livros da Sarah MacLean – fique feliz em saber que o Conde de nome quase impronunciável, que é personagem principal de O Príncipe Corvo, faz uma breve e relevante aparição neste segundo livro, o que eu julguei bastante pertinente reunir todos os príncipes em uma cena, embora eu ache que isso também poderia ter acontecido no primeiro livro, mas já estabelecemos que eu e Hoyt discordamos em muitas coisas não é mesmo?

Eu só posso dizer, e isso com um alívio enorme no peito, que O Príncipe Leopardo foi uma leitura que valeu muito a pena para mim. Eu me diverti com os diálogos e me apaixonei junto com os personagens. Eu ri e me envolvi na relação de Harry e Georgina, consegui me conectar com ambos os personagens e ainda fiquei meio triste que o livro tinha acabado. Acho que de todas as experiências de leitura que podemos ter, essa sensação de “satisfação” é a melhor delas.

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Resenhas 09out • 2017

O Príncipe Corvo, de Elizabeth Hoyt

Eu tinha todas as expectativas possíveis em cima de O Príncipe Corvo, principalmente por causa do hype em cima da autora, Elizabeth Hoyt, quando o livro foi anunciado no Brasil pela Record. Eu sou completamente apaixonada por romances de época, então não é preciso muito para me convencer a entrar de cabeça em um romance, e O Príncipe Corvo logo se tornou uma das leituras que eu mais queria fazer este ano. O problema? Elizabeth Hoyt conseguiu reunir em um único enredo uma boa parte de todas as coisas que eu menos gosto num enredo e isso causou um grande desapontamento com o livro.

O Príncipe Corvo vai contar a história da Anna Wren, uma viúva respeitável que consegue o emprego de secretária do conde. O conde em questão não é bem a pessoa mais simpática que Anna iria conhecer em sua vida. Com uma personalidade grosseira e um jeito mais do que retraído, Anna tenta de todas as formas se aproximar do seu novo patrão e quebrar as barreiras que ele colocou em torno de si. Porém, não demora muito para que a atração entre eles se torne cada vez mais irresistível. Seria o conde capaz de olhar para Anna com outros olhos e ela capaz de ver aquele conde rabugento além das aparências?

Ah, o enredo de O Príncipe Corvo tinha tudo para ser uma das minhas melhores leituras este ano, juro! Não tem nada que eu ame mais do que uma leitura que explora a beleza além das aparências e personagens cheios de conflitos internos e inseguranças. Porém, por mais que eu tenha gostado do enredo em geral e achado a história mais do que interessante, acredito que a autora tenha pecado demais na construção do enredo em si, principalmente no que se trata do desenvolvimento dos personagens e do enredo como um todo.

Raiva. Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casa de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo.

O enredo de O Príncipe Corvo se desenvolve tão rápido que a sensação que eu tive era de estar correndo uma maratona. Todos os plots criados pela autora são apresentados de supetão e resolvidos de uma página para a outra sem muita explicação. Há tanta coisa acontecendo na história além do romance principal, que você não sabe exatamente no que focar a sua atenção primeiro. O mesmo acontece em relação ao romance dos personagens principais que, apesar de ser muito bonito de se acompanhar, não tem profundidade e o leitor não consegue sentir que realmente existe amor além do desejo e da atração física que obviamente eles sentem um pelo outro.

Felicity foi o meu maior problema o livro inteiro. Uma personagem secundária que é apresentada aleatoriamente, que não tem nenhum tipo de influência na história e que é simplesmente descartada sem nem ao menos ter a chance de justificar o porquê da sua existência. Dado aos motivos pelos quais ela supostamente estava no livro, eu realmente esperava que ela fosse muito mais “vilã” do que ela realmente. Eu esperava que ela se destacasse ou que fizesse alguma coisa que me chocasse ou pelo menos me prendesse o suficiente na história. Mas não foi isso que aconteceu, não é? Felicity que tinha muito o que contribuir para O Príncipe Corvo, foi mais um plot desperdiçado pela autora, infelizmente.

Dreary ficou por ali por mais um tempo e então deve ter ido embora, porque, depois de alguns instantes, Edward descobriu que estava sozinho. Ele se sentou diante do fogo apagado em seu quarto, sozinho.
Mas era assim que, até muito recentemente, ele estava acostumado a viver.
Como um homem sozinho.

Apesar de inúmeros pontos negativos, eu tenho que admitir que os personagens principais realmente formam um bom casal romântico. Eu gostei muito da Anna enquanto heroína, ainda mais por ela não ser passiva e não ficar esperando que as coisas simplesmente acontecessem com ela. Acho que o fato de ela ter dado o primeiro passo para conquistar Edward, considerando a época em que o livro se passa, foi uma das cenas mais “empoderadas” do livro. E Edward, por ser um personagem inseguro e cheios de traumas pessoais, onde cabe a Anna mostrar para ele que sim, ele merece ser amado profundamente como qualquer outro ser humano, torna essa inversão de papéis ainda mais perfeita. Hoyt acertou muito quando resolveu apostar nesse casal.

Não vou dizer que O Príncipe Corvo foi uma experiência de leitura ruim, porque não foi. Minha maior preocupação em romances desse tipo é em como a autora vai desenvolver as cenas de sexo e em como o sexo em si vai influenciar na relação dos personagens principais. E eu gostei bastante de como a autora não usou o sexo como “algo a mais” na história, mas fez com que o ato tivesse suma importância no enredo em si e trouxesse consequências para o casal principal.  Eu gostei muito do envolvimento físico dos dois, acho que fez com que eles se tornassem um pouco mais real para mim.

Eu tenho muita esperança que no segundo livro da série, O Príncipe Leopardo, as coisas sejam um pouco diferentes, até porque o enredo tem uma “pegada” completamente diferente. Elizabeth Hoyt tem uma boa escrita, consegue construir boas cenas de sexo e traz heroínas apaixonantes e independentes, porém, a autora peca demais no desenvolvimento da história, deixando várias pontas soltas pelo caminho e personagens que tinham tudo para trazer um “a mais” para a história, mas que acabaram sendo esquecidos ou ofuscados pelo romance. Confesso que, com todo o hype em cima do livro e todos os comentários positivos que eu vi sobre o livro, esperava terminar essa leitura com uma sensação diferente. Foi uma boa leitura? Foi. Mas poderia ter sido muito melhor.

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