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Resenhas 18dez • 2016

Traços, por Eduardo Cilto

Traços é o livro de estréia do autor e YouTuber Eduardo Cilto (criador do canal Perdido nos Livros), publicado pelo selo Outro Planeta em 2016. O livro segue o adolescente Matheus, um garoto meio nerd e viciado em quadrinhos, que vive com seus pais religiosos. Matheus não é exatamente a pessoa mais social do mundo, então até ele acha estranho estar indo na maior festa do ano na sua escola.

Na verdade, Matheus só está indo na festa graças a insistência de sua melhor amiga Beatriz, por quem ele é apaixonado. Na tal festa, Matheus e Beatriz encontram com Ivo, um amigo deles, e sua namorada Fernanda, que diz ser uma bruxa que pode realizar um ritual que trara as respostas que eles procuram do universo. Matheus acha que tudo isso é uma besteira, mas Beatriz aceita o ritual logo de cara. Então, Matheus a acompanha, mesmo que a contra gosto. O que ele não esperava é que o ritual acabaria com todas as velas se apagando e a tal bruxa emitindo uma misteriosa resposta para as perguntas de Beatriz.

Se o tal ritual é de verdade ou não, é difícil dizer. Mas Beatriz leva a sério o que Fernanda disse para ela, e decide que precisa mudar a direção que sua vida vinha tomando. Essa mudança acontece quando Beatriz conta pra Matheus que vai fugir para São Paulo, e pede que ele vá junto com ela.

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Traços foi uma daquelas leituras que me chamou atenção mais pela capa do que pela história. Sério, a capa é muito bonita, e foi a primeira coisa que me agarrou quando eu vi esse livro pela primeira vez. Pra ser sincero a história em si não me chamou tanta atenção assim, achei ela um pouco simples demais pro meu gosto. Mas mesmo assim, quando a oportunidade apareceu de resenhar Traços, eu não quis deixar passar. Afinal como a gente sempre fala aqui, a gente adora livros nacionais aqui no La Oliphant.

No fim das contas, a história foi uma das coisas que eu mais gostei em Traços. Eu adoro histórias estilo road trip, histórias centradas em viagens e coisas assim, então quando eu vi que o livro tinha bastante disso, fiquei bem feliz. Apesar de achar que o livro poderia ter passado mais tempo no aspecto da viagem, eu curti bem a jornada dos personagens.

Outra coisa que me agradou foi a mensagem geral do livro. Na leitura, fica bem claro que a ideia que a história tenta passar é a moral que cada pessoa é responsável pela própria história e que devemos nos dedicar a criarmos o nosso próprio caminho. O próprio título do livro é uma referência a isso, e eu achei que a mensagem foi entregue de uma forma bem eficiente.

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Por outro lado, o livro tem certas coisas que não me agradaram muito. Os personagens, por exemplo, não me pareceram particularmente bem desenvolvidos. O protagonista Matheus não tem uma voz muito marcante na narração da história, o que acabou não contribuindo muito pra minha leitura. E a amiga dele, Beatriz, foi a parte mais irritante do livro. Tudo o que dá errado na história foi resultado das ações e do egoismo dela. Eu não consegui entender o porque do Matheus ser apaixonado por ela, porque eu simplesmente detestei ela.

Outra coisa que me desagradou no livro foi a estrutura do enredo. Como eu tinha falado antes, eu entrei nesse livro achando que a história seria um romance adolescente, no estilo dos livros do John Green, ou da Rainbow Rowell, e como eu já falei ali em cima, as partes do livro que são mais focadas nisso são legais. Mas no meio do livro, do nada, o autor introduz uma história de mistério que eu simplesmente não entendi.

Esse subplot foi super confuso e me tirou completamente da leitura. Eu sinceramente não entendo o porque desse mistério na história, mas foi a parte que eu menos gostei do livro. Acho que teria sido melhor o livro ser só a história do Matheus e da Beatriz, sem o mistério, principalmente porque a escrita do Eduardo Cilto não me parece ser forte o bastante pra carregar uma história assim.

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No geral, Traços foi uma leitura muito confusa. O enredo adolescente e a atmosfera de road trip foram legais, mas os personagens pouco desenvolvidos e o plot de mistério meio nada a ver acabam deixando o livro menos divertido do que poderia ser. Não sei dizer se eu leria esse livro de novo, mas talvez seja uma questão de gosto mesmo.

E vocês, já leram Traços? Conta pra gente nos comentários!

Eventos 03ago • 2016

Fomos conferir o lançamento de Traços do Eduardo Cilto

Eduardo Cilto

Ontem, dia 2 de Agosto, foi o lançamento de Traços, o primeiro romance do – agora – autor, Eduardo Cilto. Mas antes de começar essa publicação dizendo o quão legal foi conhece-lo pessoalmente e conseguir autografar um livro com ele, quero tirar esse primeiro parágrafo para falar sobre a literatura nacional e de como é bom ver autores jovens ganhando espaço no mundo literário. Sério, essa conquista do Eduardo é uma conquista para todos nós que desejamos ter um livro publicado um dia. Não tem mais essa desculpa de ser “novo demais”, “velho demais”, “não tenho tempo”, “as editoras não dão oportunidade”. Sim, elas dão. E assim como o Eduardo teve a oportunidade dele com Traços, a sua pode estar bem próxima. Então não desanimem, ok?

Agora vamos falar sobre o lançamento de Traços?

A primeira vez que eu ouvi falar do livro foi quando o próprio Eduardo anunciou no seu canal do YouTube. O pouco que ele me falou do livro já me deixou bastante animada com a leitura, principalmente porque o meu fraco nessa vida são os romances, principalmente os adolescentes – Olá livros do John Green na minha estante. Confesso que com essa demanda enorme de Youtubers lançando livros biográficos, me dá um certo alívio ver alguns canais que eu acompanho, como o Perdido nos Livros, apostando em romances e outros gêneros literários, não é mesmo?  Mas vamos deixar o próprio autor contar um pouco do livro no vídeo abaixo:

O lançamento ocorreu na Livraria da Travessa, em Botafogo, também conhecido como o melhor lugar do mundo – pelo menos para mim. Antes mesmo das 19h já tinha uma quantidade considerável de pessoas aguardando para a sessão de autógrafos. Não sei como funciona a organização das outras livrarias onde eles irão fazer uma sessão de autógrafos, mas na Travessa nós fomos orientados a comprar o livro no caixa e então seguir para a fila dos autógrafos. Gostei dessa organização porque já íamos para a fila com o nome da dedicatória no livro, além disso, serviram até água e refrigerante para nós. Achei atencioso da parte deles, principalmente porque ficamos uns bons 20 minutos esperando por causa do transito no Rio de Janeiro – Olímpiadas? É, pois é.

Quando o Eduardo chegou foi um alvoroço. Eu sei que ele queria parar e falar com cada um na fila, mas infelizmente não dava. Ainda assim, foi muito legal ver a expressão dele de felicidade ao ver todo mundo esperando para comemorar o lançamento de Traços junto com ele. A fila não demorou muito também. Não sei se porque eu havia chegado consideravelmente cedo, mas ficamos por volta de 40 minutos esperando – considerando que eu já esperei quase 2h30min numa fila de autógrafos, considerei rápido.

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Agora vamos contar a parte embaraçosa: eu tremi muito. Não sei o motivo, sério. Eu sempre tento colocar na minha cabeça que não tem nada demais em autografar um livro e tirar uma foto com o autor, mas eu sempre fico meio nervosa na hora, tanto que foi o próprio Eduardo que teve que tirar a nossa foto porque eu estava tremendo muito. Aliás, vamos tirar esse parágrafo para agradecer a ele e a equipe da Editora Planeta por esse lançamento no Rio de Janeiro. Foi muito bacana poder participar desse momento junto com vocês e nós do La Oliphant estamos torcendo pelo sucesso de Traços.

Gostei demais de ter participado desse evento. Além de conhecer algumas pessoas bem legais enquanto eu esperava a minha vez de autografar Traços, foi muito emocionante ter a oportunidade de conhecer o Eduardo pessoalmente e ainda poder compartilhar desse momento incrível que é poder lançar o seu primeiro livro. E se você ainda não conhece Traços, acho bom correr para a livraria mais próxima e garantir o seu exemplar!

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