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Resenhas 14out • 2017

Um Verão Para Recomeçar, por Morgan Matson

Um Verão Para Recomeçar é um livro escrito pela americana Morgan Matson, autora best-seller do The New York Times e vencedora do California State Book Award. Lançado em 2017 pela Novo Conceito, o livro conta história de Taylor, uma jovem adolescente que vai passar as férias na casa do lago da família após seu pai ser diagnosticado com câncer em estado terminal. Taylor é como qualquer outra garota. Tem dificuldade de encarar seus medos e escolhe fugir ao invés de lutar, mas estas férias são diferentes. Taylor encontra no lago Phoenix uma chance de concertar os erros do passado e recomeçar sua vida.

A escrita da Morgan é uma delícia. Os diálogos são ótimos e a autora também tem uma boa ambientação, todos os personagens são bem caracterizados e, apesar de ter um fundo triste, a história consegue ser bem positiva. Quando iniciei a leitura fui sem muitas expectativas, não sou uma leitora assídua de YA, costumo inclusive ter um pé atrás com esses livros. Um Verão Para Recomeçar, no entanto, é diferente. Não possui triângulos amorosos, disputas entre garotas e uma protagonista irritante. Taylor é medrosa e com a péssima mania de fugir nos momentos mais cruciais, a forma com que isso é abordado é humana, me fez lembrar um pouco da minha adolescência, todas as inseguranças e medos da protagonista só serviram para me apegar ainda mais a ela, isso é um ponto alto para o livro.

“Foi somente então, quando cada dia que eu passava com ele era contado, que eu percebi o quanto eles eram preciosos. Milhares de momentos para os quais eu não tinha dado o devido valor — principalmente por achar que teríamos milhares de outros…”

A temática do câncer não é colocada em foco na maior parte da história, ela serve mais como um lembrete de como o tempo passa e as coisas estão mudando. Taylor e a família vão aproveitar as últimas férias junto do pai que tem câncer no fígado, os médicos dão para ele no máximo três meses de vida. A família que não era muito próxima, os filhos que eram mais distantes, tudo isso é posto em prova ao longo do livro.

Uma coisa interessante foi ver o pai de Taylor incentivando os filhos a viverem suas vidas e se divertirem, ele mesmo tentava levar tudo na maior normalidade possível e espantar o clima melancólico que vem com a doença. É com esse incentivo que a protagonista acaba sendo obrigada a lidar com um grande erro do passado, que fez com que perdesse a sua melhor amiga e o seu primeiro namorado. Nesse clima de últimas e primeiras vezes somos levados para uma cidade do interior onde tudo é possível.

O romance cresce de um jeito bem lento e tranqüilo, a maior parte da história gira em torno do amadurecimento de Taylor. É mais importante ela aprender a lidar com seus sentimentos, enfrentar suas incertezas e encarar a morte do que se preocupar com garotos. O relacionamento entre ela e Henry é bom porque ajuda os dois. Através do amor eles descobrem uma maneira de lidar com as dores do presente e do passado.

Lucy, a ex melhor amiga, também é uma ótima personagem. Tinha medo de ela ser só uma antagonista, mas ela se mostrou uma ótima pessoa, deixando de lado muitas coisas para ajudar a antiga amiga. Alguns coadjuvantes são bem divertidos, os irmãos da Taylor, os colegas do trabalho, os vizinhos, todos possuem características marcantes que enriquecem a história. Ler Um Verão Para Recomeçar foi um grande alívio, me deixando sempre com um sorriso no rosto.

Nem tudo são flores, afinal a morte do pai da Taylor é inevitável. Chorei em alguns momentos próximos do final onde a mãe e os irmãos têm que enfrentar esse fato. O pai que entra em uma maratona interminável de viver todas as coisas que nunca viveu em pouco tempo, a mãe que tenta deixar tudo perfeito até o fim, o irmão obcecado com as notas e a faculdade, a irmã obcecada pelo ballet, cada um encontrava uma válvula de escape para não encarar a morte.

Assistir isso se desenvolver ao longo do livro foi bonito, e triste, do início ao fim. Caso você não seja fã de YA igual a mim, ou melhor, seja muito fã do gênero, indico demais esse livro. Vai te distrair como toda boa história de verão. Além disso, o livro tem uma leve referência a Um Conto de Duas Cidades de Charles Dickens, como é um dos meus livros favoritos não pude evitar me alegrar com o mimo. Não é um livro sobre câncer ou sobre tristeza, mas sim como viver ao máximo a sua vida sem arrependimentos, ao final você vai se sentir mais motivado a aproveitar sua vida sem se preocupar muito com as bobagens do dia a dia. Sem sombra de dúvidas, um excelente livro.

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Resenhas 02out • 2017

A Menina Que Não Acreditava em Milagres, por Wendy Wunder

Eu realmente não sabia o que esperar desse livro. Sick-lit é um gênero literário que nunca me atraiu, e pra ser sincero, continua não atraindo, então eu não tinha nenhuma ideia do que esperar dessa leitura. Mas A Menina Que Não Acreditava em Milagres até que foi uma surpresa agradável. Não que o livro não tenha seus problemas, e ele com certeza tem, mas foi uma leitura bem mais agradável do que eu achei que seria, apesar de ser um tanto quanto mediana.

A Menina Que Não Acreditava em Milagres conta a história de Cam, uma jovem que há anos batalha uma forma terminal de câncer. O último exame feito revela que não há mais nada que a medicina possa fazer por Cam, e que a única forma de salvá-la seria um milagre. A mãe de Cam decide então que a família deve se mudar para a cidade de Promise, uma pequena cidade no Maine que tem a reputação de ser o local de vários acontecimentos milagrosos.

Em primeiro lugar, vamos falar da protagonista. Como o livro é centrado completamente em tordo dela, se a Cam fosse uma personagem ruim, o livro em si seria ruim. Mas a narração de Cam, foi provavelmente a minha parte favorita do livro. Sempre que eu vejo uma personagem sendo descrita como sendo “sarcástica”, eu já me preparo para não gostar dela, já que geralmente “sarcástica” significa “grosseira e desagradável”. Mas eu acabei gostando bastante de Cam. Talvez porque ela realmente tem motivos para ser uma pessoa, digamos assim, negativa, então o sarcasmo dela pareceu mais justificável. E mesmo assim, ela também tem seus momentos mais sentimentais durante a história.

E os elementos do backstory dela todos eram bastante interessantes. O lance de crescer basicamente dentro do parque da Disney World, o fato de ela ser polinésia, e claro o câncer, tudo isso somado fez dela uma personagem muito interessante. E tudo isso ficou dez vezes melhor quando ela interagia com outro personagem e os diálogos dela eram realmente engraçados. Teria sido muito decepcionante se o sarcasmo dela se manifestasse de uma forma mais negativa, mas ainda bem que as observações dela me fizeram rir.

O relacionamento da Cam com o par romântico dela, o Asher, até que é legalzinho, mas não é nada que tenha feito o livro ser mais marcante. Eles têm alguns momentos bonitinhos, alguns diálogos divertidos, mas no geral, é um romance bastante esquecível. Com certeza nada que eu chamaria de um romance épico. Eu estava mais interessado no relacionamento da Cam com a mãe e a irmã, principalmente com a irmã. Eu queria de verdade ver mais cenas das duas juntas, porque fiquei com a sensação de que elas não interagiram tanto quanto eu gostaria no livro.

Infelizmente, a história em si não me saltou aos olhos como sendo tão especial. Talvez porque se trata de uma história sobre uma personagem com câncer terminal, o livro todo me pareceu uma contagem regressiva para o momento em que tudo ia pro fundo do poço. Apesar dos momentos mais leves serem bem divertidos, e até bonitinhos, eu passei pela leitura com aquela sensação de “ok, chega logo na parte importante”. E esse é o meu problema com Sick-lit em geral, eu não consigo aproveitar a história porque estou sempre esperando o momento em que a situação vai de mal a pior.

Eu não saberia comparar A Menina Que Não Acreditava em Milagres com outros livros do mesmo estilo, mas como um livro em geral, ele não foi nada que eu chamaria de ótimo. A narração da Cam foi praticamente o único ponto marcante do livro, além de algumas cenas mais divertidas, e pra ser sincero, esse realmente foi um caso em que o todo não foi maior que a soma das partes. Não é uma leitura que eu me arrependo de ter feito, mas não diria que é uma que eu farei novamente.

As imagens do livro utilizadas nesta resenha foram retiradas do blog Sai da Minha Lente.

Literaría 28maio • 2017

O livro que inspirou o nome do blog + sorteio

Desde que o blog surgiu, muita gente sempre vem me perguntar como eu escolhi o nome do meu blog e porque eu escolhi esse nome. Eu nunca tinha gravado nenhum vídeo sobre isso, mas quando a Novo Conceito resolveu lançar dois dos meus livros favoritos com uma capa totalmente nova, eu vi que era a oportunidade perfeita para compartilhar essa história com vocês.

O nome “La Oliphant” surgiu do livro Anna e o Beijo Francês da autora Stephanie Perkins que, no ano passado, foi relançado no Brasil pela Novo Conceito com uma capa completamente nova. O livro está na minha lista de leituras favoritas e, por eu ter me apaixonado completamente pela personagem Anna, eu sabia que colocar o nome do meu blog em homenagem a essa história que eu amo tanto era mais do que perfeito.

Confira o vídeo abaixo:

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Lançamentos 21maio • 2017

Novidades na Livraria no Mês de Maio!

Já estamos quase no meio do ano, e como já é de costume, as editoras não param de trazer novidades incríveis para as livrarias. Eu até agradeço, mas a minha conta bancária não.

E esse mês tem muita coisa legal vindo por aí, em vários estilos diferentes. Tem livro para agradar todo mundo, independente de gosto. Eu mesmo já coloquei vários desses lançamentos na minha lista de compras, e parece que ela só vai aumentar.

E o que temos neste mês?

A Record está vindo com uma nova edição de Belas Maldições, parceria do Neil Gaiman com o Terry Pratchet. O livro segue Crowley, um demônio e seu amigo anjo Aziraphale enquanto eles tentam impedir o apocalipse. Para conseguir evitar o fim do mundo eles precisam encontrar o Anticristo, uma criança de 11 anos.

Temos novas edições especiais de clássicos da Clarice Lispector, lançamentos da Rocco. Vamos ver uma edição de capa dura de A Hora da Estrela e uma edição muito especial ilustrada de A Mulher que Matou Os Peixes, com ilustrações feitas pela neta de Clarice Lispector, Mariana Valente.

A Rocco também vai trazer um box contendo os 3 livros que fazem parte da coleção Biblioteca Hogwarts. Animais Fantásticos e Onde Habitam, Quadribol Através dos Séculos e Os Contos de Beedle, O Bardo ganham novas edições de capa dura e com um lindo trabalho gráfico.

E por fim, a Novo Conceito vem trazendo alguns lançamentos muito interessantes, como Mais Do Que Isso, de Patrick Ness, e Um Verão Para Recomeçar, da autora Morgan Matson.

CONFIRAM ABAIXO TODOS OS LANÇAMENTOS DE MARÇO:

Resenhas 03abr • 2017

Vermelho como Sangue, por Salla Simukka

Vermelho como Sangue é um romance policial nórdico, escrito pela premiada Salla Simukka e faz parte da série Branca de Neve. Apesar de ser direcionado para o público mais jovem, Vermelho como Sangue pode também ser uma boa leitura para os adultos.

Narrado em terceira pessoa, Vermelho como Sangue tem como personagem principal a misteriosa Lumikki Andersson. Lumikki é uma adolescente de dezessete anos que estuda numa escola de arte de grande prestígio na Finlândia. Com uma história de vida misteriosa, Lumikki segue uma rotina discreta, sem amigos, festas ou outras coisas comuns para sua idade. No entanto tudo isso muda quando ela encontra, na sala de fotografia, várias notas de quinhentos euros sujas de sangue.

Apesar de se direcionado ao público jovem, Vermelho como Sangue não esconde o lado sombrio nem mascara as personalidades das personagens. Sua história envolvente e intrigante é “baseada” no famoso Branca de Neve, sem necessariamente utilizar a estrutura de um conto de fadas.

Lumikki, que é Branca de Neve em Finlandês, passa longe da mocinha da fábula. Decidida, corajosa e antissocial, ela carrega junto as dores de uma infância sofrida e traumática. A vida passada da personagem é mostrada em flashes durante a trama, como se fosse um filme.

Ao começar a ler Vermelho como Sangue, eu sentia que a história passava bem perto da realidade. A máfia, as mortes e o drama do primeiro capítulo, faz com que o enredo pareça um “filme biográfico”. No entanto, no decorrer da trama comecei a notar algumas características clichês nas personagens. Lumikki é muito desenvolvida para uma adolescente (só falta ter uns poderes mutantes) e seus colegas de escola são tão clichês (descolado, patricinha, arruaceiro, lerdo,…), que você já começa a descobrir como será o final.

Apesar das críticas negativas, Vermelho como Sangue me pegou um pouco de surpresa pois eu não esperava uma narrativa tão boa. A organização dos capítulos por datas possibilita que a cronologia seja acompanhada pelo leitor, sem aquela confusão tão comum nos romances policiais. Além disso, ele captou a minha atenção e despertou sempre uma curiosidade para o próximo capítulo.

Apesar de não ser fã de excesso de detalhes, a falta de explicação em momentos importantes me deixou um pouco irritada. No entanto, alguns pontos não foram expostos propositalmente, o que despertou uma vontade de correr para o próximo livro e matar logo a curiosidade. Apesar do instinto louco de devorar o livro, indico que você se atenha às particularidades de Vermelho como Sangue. Vale super a pena a leitura, mas já separe um espaço no seu cronograma para mais dois exemplares da série.

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Resenhas 15mar • 2017

Só por uma Noite, por Monique e Mônica Sperandio

Só por uma Noite é um livro nacional, escrito por 4 mãos, que foi lançado no ano passado. O livro traz a história da adolescente Samanta Caliari e de suas 4 amigas Natália, Daphne, Marina e Vicky. Tudo começa quando Vicky morre (não é spoiler) e deixa uma lista de desafios para as amigas cumprirem em uma noite.

Narrada do ponto de vista de Sam, Só por uma Noite é um romance adolescente bem leve, com uma boa estrutura de escrita. Sam, Daph, Nat e Marina, viveram momentos decisivos em suas vidas e os compartilharam apenas com Vicky, que era o elo entre as 4 amigas. Ao saber que ia morrer, Vicky entrega uma lista com os segredos para Nat, que fica com a missão de fazer com que cada uma das amigas revele o seu.

“Estou feliz. Estou confiante. Estou com elas. E sei que qualquer coisa que aconteça essa noite, nos unirá ainda mais.”

A intenção da lista é desafiar as amigas e fazer com que elas tomem coragem e se abram, não só umas para as outras, mas também para o mundo. O prólogo já mostra o desafio de Sam sendo cumprido. Ela deve se declarar para o melhor amigo, Gustavo, por quem é apaixonada há 3 anos.

Com uma narrativa envolvente e objetiva, Só por uma Noite consegue prender o leitor do início ao fim. Durante toda a noite as meninas mudam o visual, bebem (um ponto a ser revisto), invadem cemitério, choram loucamente, etc. Apesar de não ser parte do público alvo do livro, Só por uma Noite me fez relembrar minha adolescência. O jeito que a personagem principal pensa, os sonhos e o mundo onde tudo é ruim mas sempre tudo termina bem, traz um pouco da esperança e fé dessa fase.

No entanto, apesar de todos os pontos positivos, Só por uma Noite comete alguns deslizes grosseiros, que precisavam ser evitados. Durante a trama, vemos pensamentos bem primitivos em relação a sexualidade de algumas personagens. Em uma passagem bem marcante, logo no início da narrativa, uma foto nua de uma ex namorada do Gustavo é exibida no telão do aniversário de 15 anos da Vicky. A culpa acaba sendo jogada para cima da garota. A partir dali a menina é xingada, desrespeitada, acusada de roubar o namorado das outras, etc. Foi um choque ver isso em momento onde estamos tentando caminhar contra esses pensamentos.

“— Essa garota, que se chama Yasmin, estudava com a gente na outra escola e ela era uma total promíscua, sabe.”

Em outras passagens as personagens também ofendem outras meninas, e ninguém as corrige. No meu ver, acaba tornando coisas que já sabemos ser fatais, em coisas banais do “dia a dia”. Escrito pelas gêmeas curitibanas Monique e Mônica Sperandio, Só por uma Noite tinha tudo para ser um ótimo livro adolescente, se passasse por uma revisão e edição mais rigorosa.

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Lançamentos 14mar • 2017

O que chega nas livrarias no mês de março

Nada melhor do que saber o que vamos encontrar nas livrarias no próximo mês, não é mesmo? E acreditem quando eu digo que os lançamentos de março estão enlouquecedores.

Eu, basicamente, não consegui me decidir quais livros eu vou ou não colocar na estante, afinal, sabemos que eu sou meio “descontroladas” quando se trata de comprar livros e se deixar eu compro tudo num piscar de olhos, não é mesmo?

E o que temos neste mês?

A Verus está lançando A Chama Dentro de Nós, mais um romance New Adult da nossa querida Brittainy C. Cherry, a mesma autoroa de Sr. Daniels. Esse lançamento faz parte de uma série chamada Elementos, cujo o primeiro livro foi lançado no ano passado sob o título de O Ar Que Ele Respira.

Nós temos livro da Meg Cabot nos lançamentos da Galera Record para aqueles que são fãs da autora e, para quem gosta de Cassandra Clare, o selo está lançando Os Contos da Academia de Caçadores de Sombras.

A Rocco também está trazendo lançamentos ótimos, dentre eles um que me chamou muita atenção: Inesquecível, a história de uma garota que perdeu a memória e agora precisa fazer de tudo para descobrir quem ela realmente é. Me deu uns arrepios só de ler a sinopse e eu prometo que vai ter resenha desse livro em breve.

E por fim, a Novo Conceito vem trazendo algumas coisas bem legais no seu catálogo. Tem o lançamento de Desintegrados, o segundo livro da série Fragmentados, além de mais um livro da série Splintered, da A. G. Howard, intitulado Sussurros do País das Maravilhas.

Confiram abaixo todos os lançamentos de março:

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