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Literaría 20ago • 2016

Bienal do Livro: juntando dinheiro pra não passar aperto na hora H

Olá, Oliphants! Minha vasta experiência com apaixonados por livros me diz, e minha intuição também, que, para os portadores desse gene, é muito difícil se aproximar de uma livraria, um sebo, uma barraquinha de livros por R$2,00 na praça sem surtar e soltar aquele típico “Cala a boca e pega meu dinheiro!”, quem dirá de uma feira gigantesca que reúne as mais diversas – grandes e pequenas- editoras, distribuidoras de livros, algumas livrarias e até mesmo escritores. Eu sei, a pressão é gigantesca. E é complicado lidar com o dinheiro no meio de tantos livrinhos doidos pra serem levados pra casa, e muitas vezes com um autógrafo e uns marcadores tão adoráveis de brinde.

Óbvio, eu não me espantaria se a razão de a Bienal do Livro ser um evento…bienal…fosse dar um tempo de preparação pra galera. Quer dizer, leva um tempo considerável para pesquisar os livros que você quer e decidir os que podem realmente entrar para a lista (muitos serão chamados, poucos serão escolhidos), pesquisar descontos, ver o que vale deixar para comprar na feira ou depois, comprar passagem e ver hospedagem, se for o caso e, algo importante: juntar dinheiro. Mas Rafaela, menina, país tá em crise, como que eu vou juntar dinheiro para a Bienal?!

Eu digo: calma, pequeno gafanhoto. São dois anos, pra isso. A próxima Bienal do Rio já tem data marcada, anota aí: de 31 de agosto à 10 de setembro de 2017, o que te dá um ano para correr e encher o cofrinho, esconder uma grana debaixo do colhão e botar a poupança bancária pra trabalhar.

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Dica nº 1: Praticar o desapego.

Eu sei que para muitas pessoas apaixonatas, ou mesmo colecionadoras, de livros, é difícil se desapegar. Mesmo que você não vá ler o livro de novo nunca mais e você saiba disso, logo mil desculpas passam pela cabeça: “a capa é tão bonita”, “o livro me traz boas memórias”, “é uma edição legal”, mas nós sabemos que seria nobre doar, ou mesmo fazer uma graninha extra daqueles livros que você não lerá mais e que vão ficar ali, inutilizados, guardados, e talvez até estraguem! Sem contar que vendê-los pode permitir que você compre novos na Bienal. Seria uma troca, praticamente. Pense nisso…

Dica nº 2: Trocar com a galera.

Trocar livros com os amigos, colegas de turma, da rua, do bairro, ou em grupos de troca do Facebook pode ser uma excelente forma de se manter atualizado no mundo dos livros e não gastar dinheiro sempre. Não vai encher seu cofre, mas já dá uma segurada, se você é daqueles que não consegue ficar sem um exemplar diferente em mãos.

Dica nº 3: Vender pra um sebo.

Vender livros pra sebo é uma técnica milenar que os sábios desenvolveram afim de salvar a vida de pessoas endividadas, sem espaço em casa e a sua, meu amiguinho, que precisa juntar grana pra comprar mais e mais livros na Bienal. Corre lá naquele sebo ou naquela banquinha da cidade e pergunta quanto que o tio pagaria por aquele seu

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Dica nº 4: Fazer uns freela.

Você, leitor…vá me dizer que não é um crítico textual razoável, ou que sua escrita não é boa? Se sim, corre lá e se ofereça para dar aquela lida e revisada nos trabalhos da turma! Cobre um preço amigo por lauda de trabalho e, de pouquinho em pouquinho…Ou, se você tiver qualquer outro talento, também é válido! Sabe inglês e pode dar umas aulinhas? Sabe cozinhar algo comerciável? Tem um dom, pode e quer ganhar algo com isso? Essa é a hora, a causa é nobre: mais livros!!!!!!!

Dica nº 5: Trocar presentes por uma quantia simbólica.

Sabe como é, natal, aniversário, dia dos namorados. Várias datas nesse um ano de intervalo até a próxima Bienal e você pode sutilmente pedir para os mais próximos que, ao invés de te darem algo, contribuam com a sua caixinha literária. Lembrando: sutilmente. Se a pessoa não for próxima ou se o pedido não for muito cuidadoso, podem soar beeem rude, bem feio (até mesmo porque a pessoa pode querer te dar algo específico, né nom?).

Dica nº 6:  Dê uma limpa no armário.

Sabe aquela brusinha e aquela chinela que você não usa mais? Que não cabe, não entra de jeito algum? Que tá só ocupando espaço? Finge que você é a Kiera Cass e faça A Seleção no armário, pega essas roupas todas e publica no facebook, nos grupos de desapego, brechó online, ou mesmo entre azamiga. Vai conseguir de 5 a 20 reais, em média, por peça e ainda vai garantir um guarda-roupas organizadérrimo. Claro, certifique-se de que os itens a serem vendidos estão em boas condições, limpinhos e conservados.

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Dica nº 7: O famigerado cofrinho.

Sem delongas, o negócio aqui é: separa um potinho, uma caixinha, e cai pra dentro. Achou moeda no chão, no bolso ou na mochila? Troco do busão, dinheiro perdido? Já sabe qual o destido!

Dica nº 8: 5% do seu salário ou mesada.

Se você não tem uma grana comprometida, o que é 5% da sua mesadinha, do seu salário ou bolsa do estágio, já que você quer muito descolar uns livros novos, não é mesmo? Separa esse dinheirinho todo mês e joga no cofrinho ou prende ele numa conta poupança, que aí ainda rola uns juros em cima disso.

Dica nº 9: Economize.

Não se prive das coisas, mas se você está tentando guardar dinheiro, gastar loucamente não faz sentido! Reveja seus conceitos de necessidade e, sempre que algum gasto for menos importante que sua lista de compras na Bienal, considere não fazer e salvar o dinheiro – digo, você precisa MESMO pegar aquele ônibus pra evitar aquela caminhada de 15 minutinhos até o colégio e que ainda vai te deixar com as pernas lindas?

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Dica nº 10: Siga seu coração e se discipline.

Não adianta nadinha eu te dar dicas, a galera da bolsa de valores te dar dicas, o Papa te dar dicas, seus pais te darem dicas, se você não conseguir ou não quiser aproveitá-las. E são apenas dicas, o que significa que são passíveis de aceitação ou não. Você pode seguir todas, algumas, adaptá-las à sua realidade e fazer a magia acontecer. Ou me chamar de boboca e fechar esse post.

Bem, essas são as dicas que eu tenho usado pra juntar dinheiro e comprar coisas específicas desde que eu tenho 14 anos e elas costumam funcionar. Mas, ainda temos tempo até a próxima Bienal do Rio, e ainda mais até a próxima de SP! Podemos trocar dicas, acompanhar nossos avanços e juntar com calma – apesar de ser tarde pra quem vai pra Bienal de SP desse ano. Vocês que vão e juntaram dinheiro, como o fizeram? Compartilhem, estou curiosa e adoraria descobrir mais formas de economizar para comprar os meus tão amados livros!

Crédito de Imagens: rebelliousbookdragonifangirlaboutbooksoddlittlereaderreadingoncloud9

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Resenhas 19ago • 2016

A Garota do Calendário Março, por Audrey Carlan

Quem está pronto para acompanhar mais uma aventura da nossa queria Mia Saunders? Em Fevereiro acompanhamos Mia sendo musa de um artista francês que, definitivamente, a ajudou a conhecer muito mais sobre si mesma. Essa foi a última missão da nossa heroína antes de embarcar em uma nova aventura, e eu confesso que fiquei muito curiosa para saber quem Audrey Carlan estava preparando para nos apresentar em no mês de Março, e acreditem, eu me surpreendi mais com esse terceiro livro do que eu esperava.

Em Março, Mia viaja para Chicago, a cidade dos ventos, para conhecer ninguém menos do que Anthony Fasano, ex-boxeador, herdeiro de uma cadeia de restaurantes e dono de um corpo moreno que é puro músculo. A missão da nossa heroína durante todo o mês de Março, é convencer a família de Anthony que ela está completamente apaixonada por ele e que os dois estão prestes a dar o passo mais importante de suas vidas. A princípio Mia não entende como um homem tão lindo pode precisar fingir para a família, mas logo ela vai descobrir que tem mais coisas por trás dessa história do que ela imagina.

A Garota do Calendário Março

Confesso que esse enredo me surpreendeu bem mais que os dois primeiros volumes da série, principalmente porque esse enredo gira em torno de uma história completamente diferente do que todos os leitores estavam esperando. O foco de A Garota do Calendário Março não está apenas nos problemas financeiros de Mia, mas também nos problemas de família do seu novo cliente e nos motivos dele ter escolhido contratar uma acompanhante para desempenhar o papel de noiva. Honestamente? Melhor cliente até então, embora Wes ainda seja o meu favorito, Anthony ganhou seu lugar no meu coração.

Gostei muito de como a autora caminhou com a história nesse terceiro volume, principalmente porque deu uma “aliviada” na questão sexual da história. Acho que se eu pegasse mais um livro onde a personagem principal se envolvia sexualmente com mais um cliente, sinceramente? Eu desistiria de tudo. Achei muito importante que, depois de dois primeiros volumes intensos, finalmente a autora nos deu um enredo que aborda assuntos que vão além da vida sexual ativa da personagem, ou da sua situação financeira.

A Garota do Calendário Março

Nesse terceiro volume, não vi muita evolução da Mia como personagem. Quero dizer, tivemos um encontro dela com o agiota que colocou o pai dela no hospital, mas esse foi o único “ponto alto” da personagem durante o enredo. Os personagens secundários como Tony, Hector e Angelina ganharam muito mais destaque para mim e foram bem mais interessantes. Acho que essa foi a única parte frustrante do enredo. Eu queria mais desafio para mia, e, no entanto, as coisas continuam basicamente as mesmas.

Eu gostei de ter conhecido um pouco mais da família da Mia nesse volume, embora tenha sido por poucas páginas. Acredito que já tenha comentado isso em outras resenhas, mas acho que a autora está focando demais no “trabalho” da Mia e muito pouco na parte emocional. Eu sinto que está faltando profundidade na personagem, relacionamento com a família e amigos. Eu sei que isso existe no livro, mas não acho que esteja sendo explorado da forma que deveria.

A Garota do Calendário Março

Eu realmente espero que a autora, em algum dos volumes, crie uma reviravolta impressionante para o livro. Porque, honestamente, a ideia por trás de A Garota do Calendário não é ruim, mas até então eu acho que ainda está faltando alguma coisa no enredo. Não sei, é meio chato pensar que tudo se resume a ela conhecer caras lindos e maravilhosos, ter experiências sexuais perfeitas e ganhar uma boa quantia de dinheiro no final. Estou esperando algo mais desafiador do enredo, algo que realmente me faça querer continuar acompanhando a série.

Confesso que não estou com grandes expectativas sobre o quarto livro da série. Eu realmente espero que a leitura do mês de Abril me traga algo mais interessante para resenhar para vocês, ou que ao menos me surpreenda como leitora, de alguma forma. Ainda assim, tiro meu chapéu para a autora pela criatividade ao criar esse enredo, embora ele tenha potencial para muito mais do que realmente é.

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Notícias 18ago • 2016

Vem conhecer a lojinha virtual das Editoras Biruta e Gaivota

Lojinha Virtual das Editoras Biruta e Gaivota

Não é segredo para ninguém que nós do La Oliphant somos completamente apaixonados pelas Editoras Bitura e Gaivota. E sendo assim, hoje estamos aqui para compartilhar com vocês uma novidade que vai deixar todos os fãs de literatura infanto-juvenil de cabelo em pé: a Lojinha Virtual das Editoras Biruta e Gaivota.

Sim! Agora nós podemos comprar as publicações lindas e maravilhosas dessas Editoras direto com a Editora, e não para por aí. Para comemorar que a Lojinha está no ar, a Editora está dando 30% de desconto em todo o site utilizando o cupom BLOG30 no carrinho de compras. Sabe aquele livro que você está louco para comprar? Essa é a hora.

O cupom é válido até o dia 31 de Agosto e não é acumulativo com os descontos já concedidos no site, tudo bem? Não se esqueçam de deixar aqui nos comentários o que vocês acharam dessa novidade da Biruta e da Gaivota.

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Literaría 17ago • 2016

Desenhos que marcaram a minha infância

Olá Oliphants, tudo bem?

Acho que todo mundo sente saudade de quando era criança e se arrepende de não ter aproveitado mais simplesmente porque queria crescer, enquanto fazia este post sobre desenhos que fizeram parte da minha infância me bateu uma nostalgia MUITO grande, simplesmente porque como sou muito tímida não conhecia muita gente, ficava em casa jogando videogame (Nintendo 64, ainda o tenho guardado <3) aguardando a hora dos meus desenhos. Alguns eu assistia antes de ir para a escola outros logo quando voltava, acho que alguns lembram da hora Toonix do Cartoon Network.

Resolvi falar com vocês alguns dos desenhos que por mais que já tenha assistido o episódio 3 vezes, não mudava de canal para ver outro, porque sério, certeza que ia dar uns 15 se colocasse os que somente “gostava”.

Yu Yu Hakusho

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A série conta a história de Yusuke Urameshi, um bad boy que morreu atropelado  ao fazer uma coisa que ninguém esperava que ele fosse fazer: tentar salvar uma criança. Como seu ato foi inesperado por todos, principalmente pelo Mundo Espiritual, Yusuke ficou vivendo como um fantasma até ser decidido se ele iria voltar a vida. E foi assim que começou o anime, porém, a serie mudou completamente ao voltar a vida ele se tornou um detetive espiritual e tinha que combater o mal.

Este anime tinha tudo o que eu gostava em um anime, um bando de gente brigando, muitos momentos engraçados, pessoas malvadas que viraram amigos mas não “eram bons” (Hiei era o anti herói deste anime e meu personagem favorito) e o legal era que o Yusuke e seus amigos (Kurama, Kuwabara e Hiei) faziam o que achavam correto e sempre estavam lá quando um precisasse do outro.

A minha cena favorita foi em um torneio em que o Kurama estava apanhando MUITO feio, o Hiei e a mestra Genkai (que treinou o Yusuke e também estava no time dele) estavam presos em uma barreira por conta de uma armação e o Kuwabara estava machucado, o Yusuke apontou seu ataque para o inimigo mandando ele parar até que o cara soltou ele, sendo que não foi isto que me fez amar a cena, foi o Hiei que estava preso na barreira e que estava com o braço danificado estava preparado para sacrificar seu braço para salvar o Kurama, ele ia por tudo a perder pelo amigo, esta cena foi a melhor de todas da série, só que como na época havia “um pouco” de censura, não foi muito bem aproveitada como no mangá. Para vocês terem ideia, eu tenho a coleção completa do mangá, este é o único que tenho (são somente 18 volumes).

Digimon

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Muita gente dizia que era uma imitação de Pokémon, ok pode até ser. Mas sempre antes de ir para escola, tinha que ver a Angélica cantando a musica tema e torcer para que o Tai (meu favorito) tirasse todo mundo de la, sendo que eu ficava com receio de ser igual caverna do Dragão que sempre acontecia alguma coisa e que eles nunca voltassem para casa. Infelizmente por ter vindo depois de Pokémon, muita gente não curtia mas na minha infância, caso eu não pudesse me tornar uma treinadora, pelo menos eu tinha que ser uma Digiescolhida.

Infelizmente, não conheço muitos jogos, e lançaram acho que cerca de 5 ou 10 episódios das aventuras de Tai com ele e sua turma mais velhos.

Dragon Ball

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Quando Goku pedia para levantarmos as mãos para ajudarmos a fazer Genki Dama, atire a primeira pedra quem nunca levantou as mãos e falava que o Goku podia pegar um pouco da nossa energia? Na minha casa eu e a minha irmã (que antes era um amor de pessoa que fazia tudo o que eu fazia) ajudávamos o Goku, porque tínhamos que salvar o mundo. Eu lembro que na virada do ano de 1999 para 2000 quando falavam que o mundo ia acabar e o mundo não acabou, não tinha quem me fizesse duvidar que tínhamos sido ressuscitados pelas esferas do dragão. Até hoje meus parentes me zoam toda vez que tem um rumor do fim do mundo, só que até agora ninguém me provou do contrário (fica está no ar aí).

Meu personagem favorito, sempre foi e sempre será o Vegeta, não adianta, os anti-heróis são sempre os melhores.

ATENÇÃO PARA O SPOILER DO FILME DRAGON BALL E O RESSURGIMENTO DE FREEZA

Juro que neste filme fiquei muito empolgada, o Vegeta estava lá ganhando a luta pronto para dar o golpe final, fazendo seu discurso de vitorioso que todos fazem na hora de derrotar alguém neste desenho, o Kakarotto me aparece e TIRA esta chance do coitado. Qual é, vai gostar de ser o herói!

Pokémon 

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Gente, Pokémon é meu desenho favorito, até hoje! Sim ainda assisto, inclusive as temporadas novas e esta começando a ficar difícil de eu saber “quem é este Pokémon” durante o comercial mas fazer o que 🙂  A minha primeira festa de aniversário em que eu pude chamar meus amiguinhos da escola foi do Pokémon (Só para avisar, foi um truque dos meus pais MUITO bem elaborado porque nos mudamos 3 meses depois), o apelido dos meus cachorros são as evoluções do Eevee (Vaporeon, Flareon e Jolteon), até hoje tenho a minha lista da minha equipe Pokémon.

Uma das coisas que também me marcou muito foi quando lançaram o guaraná caçulinha com pokebolas e na cidade em que morava minha mãe estava tendo dificuldades para achar, então um dia em que fui visitar meus parentes aqui no Rio eles tinham comprado 5 engradados com 12 garrafinhas com as Pokebolas para mim (Mercadão de Madureira), acho que meus olhos brilharam no momento que vi aquilo, eu abracei, beijei todos e chorava de tanta felicidade por aquilo, sério, para mim aquilo era uma mina de ouro. Eu realmente, naquele momento, era a pessoa mais feliz do mundo.

Pokémon é um desenho que todo mundo conhece e ainda fala a respeito, para vocês terem noção, pokémon já tem aproximadamente 20 anos e vejam a quantidade de pessoas que estão esperando por Pokémon Go, é um desenho que por mais que estejamos velhos é difícil alguém da “Geração Pokemon” fale que é coisa de criança.

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Eu nasci na década de 90, mais precisamente no ano de 1992. Então como o maravilhoso clichê que tem rodado nas redes sociais, não tínhamos esta “preocupação” que existe hoje com o que era permitido ou não. Nenhum deles me tornaram uma pessoa violenta, ou uma pessoa completamente sem amor pela humanidade. 

Bem, como eu disse antes, estes são os desenhos que por mais que já tenha assistido mil vezes o episódio assistiria novamente sem problemas. E para encerrar esta sessão nostalgia da minha infância que fiquei, resolvi deixar uma música que marcou muito a minha infância.

Tiramos pela musica do É o Tchan que era um sucesso na minha época, com certeza nos anos 90 eramos bem despreocupados.

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Resenhas 16ago • 2016

Ligeiramente Escandalosos, por Mary Balogh

O grande lance dos romances de época é que você começa como uma leitura para se distrair, e quando menos espera já está envolvido em mil universos de duques e marqueses diferentes, mal podendo esperar para encarar a próxima aventura. E com Os Bedwyns de Mary Balogh foi exatamente assim. Depois da leitura de Ligeiramente Maliciosos, eu mal pude esperar para começar a leitura de Ligeiramente Escandalosos, o livro que tem como personagem principal a Freyja Bedwyn, minha personagem favorita de todos os volumes, até então.

Freyja estava prometida para se casar com Jerome, mas se apaixonou pelo irmão mais novo do moço, Kit. Convencida pelo irmão a cumprir com sua obrigação como irmã, ela acaba abrindo mão do seu amor e noivando com Jerome, que por ironia do destino acaba falecendo antes mesmo do casamento, deixando seu irmão mais novo como herdeiro. Ainda com raiva das escolhas de Freyja, o jovem volta para casa trazendo uma esposa, deixando nossa jovem Bedwyn por anos solteira, sem encontrar alguém para ocupar o espaço vazio em seu coração.

Ligeiramente Escandalosos

Freyja consegue seguir bem com sua vida, até que em uma viagem a pacata cidade de Bath, o destino coloca em seu caminho, Joshua Moore, o Marques de Hallmare, dono de uma beleza inegável e de uma das piores reputações. A química entre eles é inegável, assim os conflitos e as provocações. Ambos possuem personalidades marcantes e é impossível não ver que foram feitos um para outro. E é pensando nisso que Joshua, para fugir de um casamento arranjado, propõe a Freyja que finja ser a sua noiva. Ela, que assim como ele acha muita graça das convenções sociais, aceita participar da farsa. Mas será que essa mentira seria o suficiente para que ambos escondam a paixão que sentem um pelo outro?

Ligeiramente Escandalosos é narrado em terceira pessoa, alternando o foco entre os personagens principais do livro, assim como os volumes anteriores da série. Mas, diferente do que vimos em Ligeiramente Casados e Ligeiramente Maliciosos, o terceiro volume traz um enredo muito menos dramático e muito mais divertido de se acompanhar. O primeiro ponto positivo do livro é o desenvolvimento do enredo. Gostei muito que os personagens principais tenham se conhecido de uma forma mais inusitada, onde a autora pudesse explorar suas personalidades sarcásticas. Isso deixou o enredo mais interessante e me fez querer saber o que aconteceria a seguir.

Ligeiramente Escandalosos

De todos os volumes dessa série que li, até agora Ligeiramente Escandalosos foi o meu favorito. Mary Balogh escolheu fugir um pouco da receita de bolo e nos dar personagens que realmente não se importam com as convenções sociais, nos fazendo rir junto com eles dos costumes da época. Achei que Freyja foi uma personagem bem construída desde o primeiro livro da série, principalmente porque ela já tinha se apaixonado e perdido o amor da sua vida por conta das convenções sociais e agora estava disposta a se deixar levar – o que acabou resultando em um noivado de mentira apenas para provocar a sociedade de Bath.

Mary Balogh explora o termo “não levar desaforo para casa” bem a fundo neste enredo. Diferente dos livros anteriores, nossa heroína já não está mais preocupada com o que vão pensar dela e não mede suas palavras quando terceiros vem tentar diminuí-la por ser uma “solteirona”. Achei isso maravilhoso, principalmente depois de encontrar tantas personagens que, mesmo que não abertamente, se sentem inferiores socialmente por não terem conquistado um bom partido. Neste caso, acredito que Freyja tem uma mensagem feminista muito importante para passar para os leitores.

Ligeiramente Escandalosos

O romance foi um dos mais divertidos que eu li até hoje. Mesmo sabendo que eles iriam acabar se apaixonando eventualmente, gostei muito da conotação racional que a autora deu ao enredo, fazendo com que os personagens conversassem mais de uma vez sobre a relação deles antes de tomarem a decisão final sobre o que fariam dali em diante. Isso fez toda uma diferença no enredo, principalmente porque estamos muito acostumados com os personagens principais se entregando a paixão logo de cara. Mesmo que num curto espaço de tempo, a relação de Freyja e Joshua foi construída a base da conversa e confiança, e isso foi muito bem colocado no livro.

Joshua foi um libertino interessante de se acompanhar. Embora eu não goste muito desse perfil “libertino”, por achar muito fantasioso, este personagem em particular tornou as situações mais divertidas e menos imaginárias para mim. Gosto quando a autora cria um herói mais esperto, com o mínimo de bom senso para lidar com as situações e não coloca características muito exageradas – embora a “beleza enlouquecedora” dele já seja um exagero e tanto.

Ligeiramente Escandalosos foi uma das minhas melhores leituras dessa série. Eu gostei muito dos personagens e de como o enredo foi se desenvolvendo ao longo dos capítulos. Acredito que, para quem gosta de romances de época e quer fugir um pouco do “mais do mesmo”, esse livro pode ser uma leitura maravilhosa, afinal, não tem como não amar a Freyja. Sério, eu estou apaixonada por ela desde o primeiro livro.

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Gostou da resenha? Confira então a nossa opinião sobre o quarto livro da série, Ligeiramente Seduzidos.

Literaría 15ago • 2016

Kobo vs Kindle – meu amor por e-readers e minha experiência com os mesmos

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Olá, Oliphants! Como vão? Espero que estejam bem, com suas leiturinhas em dia! Hoje vou contar para vocês como foi e como tem sido minha experiência com e-readers. Eles, que chegaram devagar, e que muita gente achou que a proposta era tomar o lugar dos convencionais e insubstituíveis livros. Mas quem ousou experimentar sabe que, para um leitor, o conforto e praticidade oferecidos por eles são incomparáveis.

Quando digo que são práticos e confortáveis, não minto: me recordo do alívio em ter lido os primeiros cinco livros de As Crônicas de Gelo e Fogo, dotados de umas 4223 páginas, na rua ou em qualquer lugar, sem acabar com a minha coluna ao entupir mais a mochila e sem precisar esperar pra chegar em casa e ler nas duas horinhas que eu tinha antes de dormir, ou nunca terminaria a saga.

O que quero dizer é que e-readers podem ser completamente úteis, até mesmo na escola ou faculdade, nos salvando dos milhões de centavos perdidos em cópias de apostilas. E o que mais tem é opção de marca, e cada marca com suas ofertas de funções (tem e-reader que acende no escuro, uma beleza!) e eu vim falar de duas específicas, já que são as marcas com as quais tenho experiência. Tive dois e-readers da marca Kobo e atualmente possuo um Kindle 8ª geração.

Namorei o Kobo por muito tempo na Livraria Cultura, que é onde você pode adquirir o seu, se assim desejar. Escolhi meu modelo, o Kobo Glo, que possui luz interna – você pode ler no escuro, seus olhos não doem e a memória pode ser expandida com cartões de memória micro sd. Custou R$499,00 e ainda custa. Acreditem, eu amava meu Kobo. Levava pra todo canto, o maior cuidado do mundo…até o dia em que encontrei ele com a tela toda manchada, meio craquelada, só por dentro. Como se a “tinta” tivesse vazado dentro.

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Minha primeira atitude foi tentar resetar, e depois ligar para o suporte e pedir ajuda e ser instruida a resetar novamente. Nada. Nenhum sinal de vida. Tentei trocar com a Livraria, mas aquele era um problema da Kobo (conselho, lembrem-se disso: a Cultura apenas vende e troca dentro do prazo específico. Garantia e essas coisas é com a Kobo), então precisei mandar e-mail, nota fiscal e foto do aparelho para análise. Confesso que achei um pouco furada: que tipo de análise poderiam eles fazer a partir de uma simples foto, se nem eu, com o aparelho na mão consegui fazer ideia do que possa ter acontecido?

Depois de muita insistência, muitos e-mails e quase uns dois meses de contato insistente, e ameaça de processo porque, olha, R$ 499,00 é grana e um e-reader não é algo descartável: até livros de papel duram décadas!, consegui receber um novo produto. Recebi um novo porque eles não possuem assistência técnica, mas isso eu acredito ser normal pro tipo de aparelho. Infelizmente, fui azarada, pois poucos meses depois, o mesmo aconteceu com o novo aparelho. Fui pegar pra ler e depois de travar algumas vezes (algo que ele costumava fazer com frequência), tela manchada, frustração e a sensação de ter perdido dinheiro, pois já havia saído da garantia e eles não trocariam novamente.

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Sofrida e desenganada, porém sem a mínima intenção de abrir mão das facilidades de um e-reader, decidi pesquisar mais e adquirir outro. E juntar dinheiro. Nesse meio tempo, a Saraiva lançou o Lev, que até me pareceu bom, mas fiquei com medo de novo. Aí fui atrás do Kindle, que já conhecia e que possuía boa fama. Comprei na Black Friday, com desconto, apesar de o preço dele ser R$ 260,00 em média. 8ª geração é simples, tem a tela touch também, wi-fi e tudo mais, só que sem luz – e eu aprendi a conviver com isso, ainda mais porque tenho amado dormir. O negócio é que me apaixonei pelo Kindle e pelo atendimento do suporte da Amazon, além de ainda não ter tido problemas com travamentos e telas craqueladas ou manchadas.

 

Espero que, caso tenha algum problema, eu possa ter um bom retorno da Amazon, como vejo outros clientes tendo. E, bem, isso não é um post para difamar marca x ou y, até porque, quem me conhece desde a fase Kobo, deve lembrar que eu fazia propaganda pra todos (e uma amiga comprou e quase me matou por ter tido os mesmos problemas!!!) e que meu amor pelo Kindle continuará sendo incondicional até que a Amazon se prove indigna de tal. Esse é apenas um relato de leitora para outros leitores, que poderia ter sido com qualquer outra marca – se eu a tivesse testado. Inclusive, se vocês aí tiverem e-readers, comentem! Contem suas experiências, compartilhem modelos, dicas…e claro, quais livros andam em suas listinhas de e-books! Até!

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Séries & TV 14ago • 2016

O que esperar de Defenders?

Os defensores

Heey como vão? Bem-Vindos ao Lado Nerd da Força!

A alguns dias a netflix liberou um teaser de Defenders, a nova série produzida em parceria com a Marvel, o teaser foi bem simples e deixou bem claro que o time terá em sua composição: Luke Cage, Jessica Jones, Demolidor e o Justiceiro. O teaser você pode conferir aqui:

Defenders é um grupo de heróis inicialmente formado por Hulk, Doutor Estranho e Namor, foi ‘criado’ pelo Doutor Estranho com o intuito de servir como uma associação de heróis que buscavam proteger a terra de ameaças sempre que elas surgiam, porém diferente dos X-mens e dos famosos Vingadores, os Defenders ou Defensores (em bom português) se reuniam apenas nessas ocasiões, não eram um grupo fixo o que possibilitava a entrada e também saída de vários heróis conhecidos. Apesar de nas HQ’s americanas o grupo ter surgido em 1971 com seu próprio quadrinho, aqui no brasil eles só foram conhecidos 5 anos depois, em 1975, e foram introduzidos no quadrinho do Capitão América.

A série produzida pela Netflix, vai trazer apenas os heróis já conhecidos do serviço, e o que podemos esperar dessa série? Além de muitas cenas de luta? Ainda não sei, mas vou listar algumas coisinhas que espero muito ver e claro, torço pra acontecer.

 Uma Jessica diferente.

Quem acompanhou a série da personagem sabe que o final da relação abusiva dela com Kilgrave foi um ponto forte da série, que desde de o início mostrava o quanto ele a deixava receosa e apavorada, alguns acreditam que a morte do personagem possa ter sido mais negativa do que positiva pra série, já que na teoria, seu medo e ódio por Kilgrave era o que a movia, então espero ver uma Jessica 2.0, mais segura, mais livre, e como ela ficou psicologicamente depois de todos os ocorridos.

Menos Vingadores e Mais Realismo.

Apesar de nos quadrinhos os defenders serem um grupo que também combatia seres místicos e se envolviam em destruições de escala mundial, eles também eram mais realistas, pé no chão, procuravam manter a segurança de pessoas comuns, contra crimes comuns. Então espero realmente ver esses personagens agindo contra crimes mais reais, pessoais comuns porém poderosas, na mesma linha que andam seguindo, basicamente, sem na bizarro, mágico ou alien, já que pra isso já temos os vingadores.

O Passado fica no passado ou veremos coisas novas ligadas a ele?

Já sabemos que o universo dos quadrinhos é enorme, e que muitos dos personagens se conhecem a algum tempo e tem alguma ligação, porém nas séries essas relações ou não existem ou ainda poderão ser desenvolvidas (torcendo por algumas), e ai vem algumas dúvidas como: Será que Jessica se resolveu com Luke? O Demolidor realmente vai desenvolver um pouco de visão e como vai ser lidar com isso e ainda lidar com um grupo? Como será a relação dos três com o Justiceiro, que tem métodos diferentes de ‘heroísmo’? Como os personagens secundários (ala Elektra) vão se encaixar nessa união? e etc.

Vale lembrar que antes da série Defenders ser lançada pela Netflix ano que vem, ainda teremos a série do Luke Cage, do Justiceiro e possivelmente a segunda temporada de Jessica Jones. São poucos pontos que abordei aqui, porém acho que é basicamente um bom começo ter essas respostas e formulas e espero muito que a série seja muito, muito boa, merecemos mais séries desse universo e quem sabe dando certo eles não nos fazem felizes e produzem outras?

E você o que espera da série? Já tem uma ideia de como vai ser?

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Notícias 13ago • 2016

Os arrasadores lançamentos de Agosto

Novidades do Mês

Vocês sabem porque os lançamentos de Agosto são os mais importantes de todos? Porque são os livros que vão entrar para a nossa lista da Bienal do Livro de São Paulo! Eu já tenho uma lista de livros que eu quero comprar, mas é sempre bom adicionar novas leituras à estante, não é mesmo? Então se preparem para embarcar no descontrole do consumismo de livros junto comigo porque não tem como resistir ao que está vindo por aí.

Para começar, a Verus Editora está lançando As Épicas Aventuras de Lydia Bennet, mais um livro que se passa no ambiente de The Lizzie Bennet Diaries  – aka a melhor websérie de Orgulho & Preconceito da história desta humanidade. Mas não para por aí, este mês também chega as livrarias a continuação de A Garota do Calendário, então se você é um fã apaixonado por essa série, pode começar a enlouquecer que os meses de Março, Abril, Maio, Junho e Julho estão chegando.

Gostaram? Então confiram o que mais vem por aí. E não deixem de contar nos comentários o que colocaram na lista da Bienal.

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Resenhas 12ago • 2016

A Caminho do Altar, por Julia Quinn

E finalmente esse dia chegou. Depois de quase dois anos acompanhando avidamente as aventuras do Bridgertons, hoje eu estou aqui para resenhar A Caminho do Altar, o último livro da série que conquistou muitos leitores que hoje são completamente apaixonados por romances de época. Estou meio emocional, confesso. Parece que foi ontem que eu li O Duque e Eu pela primeira vez e me apaixonei por Colin em Os Segredos de Colin Bridgerton. E agora eu estou aqui, pronta para contar a vocês minhas impressões sobre o último livro de uma série que me completou nos últimos tempos. Podemos tirar um minuto de silêncio?

A Caminho do Altar é o oitavo e último livro da série Os Bridgertons e vai contar a história de Gregory Bridgerton, aquele jovenzinho que viemos acompanhando crescer desde o primeiro livro da série. Gregory sempre teve em mente que se casaria apaixonado, assim como todos os seus irmãos, por isso ele sempre teve a certeza de que quando encontrasse a mulher de sua vida, a reconheceria de imediato. E foi exatamente isso o que ocorreu quando o nosso Bridgerton mais novo colocou os olhos na senhorita Hermione Watson (todo mundo sentiu essa referência à Harry Potter, não é?) pela primeira vez.

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O problema é que Hermione está apaixonada por outro homem e, para tentar conquistar o coração de sua amada, Gregory recorre a ninguém menos do que a melhor amiga da moça, Lucy, que para sua sorte considera o jovem por quem sua amiga está apaixonada, completamente inapropriado para ela. As coisas começam a se complicar quando Lucy acaba se apaixonando por Gregory – afinal, ele é um Bridgerton, não tem como não amar um deles, ou todos eles – mesmo estando prometida para se casa com um homem que nem ao menos conhece. Será que o nosso jovem Bridgerton irá perceber que o amor da sua vida está bem diante dos seus olhos?

Eu não sabia o que esperar dessa leitura quando comprei o livro. Gregory, assim como a Francesca, personagem de O Conde Enfeitiçado, era muito distante para mim. Eu não sabia muito o que esperar de sua personalidade, e no último livro da série, Um Beijo Inesquecível, conhecemos muito pouco dele. Mas confesso que, para um último livro de uma série, A Caminho do Altar me surpreendeu demais com os seus personagens e a forma como o enredo se desenvolveu ao longo dos capítulos.

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Narrado em terceira pessoa assim como os outros livros da série, os pontos de vista se dividem entre o nosso herói, Gregory e nossa heroína Lucy – que por sinal, tem uma personalidade bem mais interessante do que eu estava esperando. Diferente dos enredos anteriores, neste nós temos um personagem principal que já acredita no amor verdadeiro. Ou seja, nada de libertinagem. Achei muito positivo para a série construir um enredo que fugisse um pouco do que encontramos nos volumes anteriores, até porque eu já estava um pouco cansada da libertinagem e redenção dos personagens masculinos.

A escrita da Julia Quinn continua incrível, mas em A Caminho do Altar, acredito que ela tenha deixado sua criatividade fluir com mais facilidade, nos dando um enredo muito mais divertido e muito mais leve que nos outros sete volumes de Os Bridgertons. Particularmente, acho que A Caminho do Altar se tornou a leitura mais divertida dentro desse gênero, tanto na questão da construção do enredo, quanto na construção dos personagens do livro. Gostei muito da abordagem sobre “o amor”, e sobre como as pessoas sempre acham que encontraram a pessoa certa sem nem mesmo conhecer o outro primeiro.

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Gregory é um personagem muito interessante de se acompanhar. Desde o primeiro volume acompanhamos personagens masculinos que não queriam amar, mas Gregory é um personagem que deseja o amor e não se entregaria a nenhuma mulher se não a certa. E é nesse ponto que ele se torna irresistível. A busca dele pelo amor é tão profunda que acaba cegando o julgamento do seu próprio coração, não permitindo que ele perceba as coisas como realmente são. Entende a jogada da autora nesse último livro? Achei simplesmente genial ela passar sete livros fazendo a gente se apaixonar para, no último, nos fazer questionar o que realmente é “estar apaixonado”.

Por outro lado, Lucy não é uma heroína que se destaca tanto. Tirando sua personalidade peculiar que realmente me agradou, não me identifiquei muito com ela como leitora. Apesar de ser dona da sua própria opinião, ela joga muito com as regras sociais e não se rebela com as normas da sociedade da época como as personagens principais dos livros anteriores. Ainda assim, gosto de sua determinação e de como toma o controle da situação quando deixa de ter medo. Apesar de eu achar que ela poderia se explorar mais, Lucy foi uma personagem que fez muito bem o pouco que fez. Conseguem me entender?

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A Caminho do Altar é uma leitura extremamente divertida. Um enredo de romance de época que realmente foge do comum e que dá ao leitor uma leitura leve e agradável. Para aqueles que não exploraram o gênero de romances de época – ou romances históricos, como alguns se referem, acredito que este seja um livro perfeito para uma primeira experiência, mesmo sendo o último livro de uma série. Por fim, fica aqui o meu adeus a essa série maravilhosa que me conquistou de todo o coração e que me deu ótimos momentos de leitura do início ao fim. E se você ainda não conhecia Os Bridgertons de Julia Quinn, aconselho você a conhecer.

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Resenhas 11ago • 2016

Noites Roubadas, por Rebecca Maizel

O que dizer desse livro que me conquistou desde o primeiro momento? Rebecca Maizel trouxe de volta a minha paixão por enredos sobre naturais quando li Dias Infinitos, primeiro volume da série onde conhecemos a vampira Lenah Beaudonte, que perde o amor de sua vida, Rhode, ao executar um ritual para torna-la humana – que era o seu maior desejo. Depois de ter que se adaptar a vida humana novamente, o primeiro livro nos deixa com Lenah executando a mesma cerimônia para seu amigo Vicken, sem nenhuma consequência drástica para nenhum dos dois. E é exatamente deste ponto que começamos a leitura de Noites Roubadas.

No segundo volume da série, Lenah está de volta ao campus de Wickham logo após realizar o ritual em Vicken e logo de cara descobre que as coisas saíram do controle. O ritual acabou atraindo a vampira Odette para Lover’s Bay e ela está determinada a matar os amigos de Lenah caso ela não concorde em entregar o ritual. Se isso não fosse o suficiente, Lenah também precisa lidar com os Aeris, as entidades elementais da terra cuja punição para o uso do ritual é obrigar a jovem ex-vampira a escolher entre viver sem o amor da sua vida ou abrir mão da história que construiu ao longo de todos os séculos em que viveu.

Noites Roubadas

Confesso que eu não gostei tanto de como a autora caminhou com a história nesse segundo volume da série. Apesar de Noites Roubadas ter um enredo tão interessante quanto Dias Infinitos, acho que a autora inseriu muito elementos dentro da história, deixando pouco espaço para o desenvolvimento dos personagens. Lenah, por exemplo, me deixou um pouco enjoada principalmente por causa da sua indecisão em relação a punição dos Aeris e a sua falta de foco com as coisas que estavam acontecendo. Digo, tinha uma vampira querendo matar todo mundo e a maior preocupação dela era os rapazes com quem estava envolvida.

A narrativa é feita em primeira pessoa, do ponto de vista da Lenah. Assim como no primeiro livro, temos alguns flashbacks da sua vida passada, ainda como vampira, que ajudam a construir um pouco melhor a personagem para o leitor. Mas acho que todo o desenvolvimento da história para por aí. Ficamos vários capítulos preso dentro de um drama amoroso desnecessário – pelo menos na minha opinião. Achei extremamente cansativo ver a personagem sofrendo por não saber o que quer, sendo que ela tinha coisas mais importantes para lidar no momento.

Noites Roubadas

Particularmente, gosto de Rhode como personagem. Como disse na resenha do primeiro volume, sempre achei que ele tivesse potencial para ser uma ótima adesão na história e fiquei feliz que a autora o tenha incluído nesse volume. Apesar de eu não gostar dos conflitos amorosos, ele foi um acréscimo fundamental ao enredo, principalmente para fazer o leitor entender melhor como funciona o universo sobrenatural criado por Rebecca Maizel. Vicken também não fica para trás, mesmo que inconsequente, ele tem um charme particular que acabou me conquistando nesse segundo volume – já que no primeiro eu não fui muito com a cara dele.

Os únicos personagens que realmente me deixaram um pouco preocupada foram Lenah e Justin. Não consegui me identificar com os dois durante todo o enredo de Noites Roubadas, não achei que eles formavam um casal legal, muito menos que deveriam ser um casal desde que li Dias Infinitos. Acredito que eles tenham sim uma química, mas a história deles tem o impacto do fato de Rhode ser o verdadeiro amor de Lenah e existir toda essa ligação – mesmo que eles não possam realmente ficar juntos por conta da punição dos Aeris.

Noites Roubadas

Noites Roubadas foi uma leitura importante para entender até onde vai esse universo sobrenatural do livro. Em partes, a autora não foge muito do que vemos em outros livros do gênero, e mesmo as pequenas mudanças, não nos incomodam tanto – não tem nenhum vampiro que brilha, então tá bom né? Mas, por outro lado, a autora pecou bastante no desenvolvimento da história, focando muito em pontos errados do livro, que poderiam ser trabalhados no terceiro volume, ou simplesmente deixados de forma. Para mim, ela perdeu a oportunidade de desenvolver melhor a parte mais importante do livro: o sobrenatural.

Em geral, não foi uma decepção. A leitura foi agradável, e a escrita da autora fez qualquer problema com o livro valer a pena. Mas, eu não sei onde ela vai levar o enredo a partir daí, principalmente agora que o “emocional” do livro começou a ser mais importante que o sobrenatural. Acredito que, se você é um leitor de romance sobrenatural, a série Dias Infinitos, vai ser um dos melhores livros que leu. Mas, se você é como eu, que explora o gênero ocasionalmente, talvez esse segundo volume te deixe desanimado, mas não desista, certo?

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La Oliphant 10ago • 2016

Recebidos dos meses de Junho e Julho

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Dois meses de novidades acumuladas, mas finalmente nós temos os recebidos dos meses de Junho e Julho junto com algumas mudanças e notícias que vão alegrar os corações de vocês. Primeiro, como podem ver, o nome da coluna mudou para “Book Mail”. Porque? Bom, fazia um tempo que eu estava querendo sair do velho “Box Literário” porque eu achava que não estava mais combinando com o que eu queria para coluna. E foi assim que nasceu o Book Mail, o nosso momento no mês para curtir e comentar essas novas leituras maravilhosas que estão chegando no blog.

Além disso, eu tenho o prazer – e a alegria infinita – de compartilhar com vocês que o La Oliphant agora é parceiro da Editora Rocco! Foi uma surpresa para toda a equipe do blog, mas estamos muito felizes de ter a oportunidade de trabalhar com esse selo em 2016.

E agora que todas as novidades foram compartilhadas, confiram o vídeo com os recebidos que gravamos com todo o carinho do mundo para vocês.

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Séries & TV 09ago • 2016

5 Séries Que A Marvel PRECISA Fazer

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Se tem uma coisa que ficou bem clara na cobertura Comic Con desse ano, é que a parceria entre a Marvel e a Netflix está humilhando todo mundo com as suas séries. Desde a estréia de Demolidor, no ano passado, as produções das histórias da Marvel para o serviço de streaming só tem recebido elogios. E isso não mostra nenhum sinal de parar, já que já foram anunciados mais quatro produções: Luke Cage, Punho de Ferro, Justiceiro, e The Defenders, que vai reunir todos os heróis em uma só história.

Partindo dessa ideia, eu achei que seria legal juntar uma lista de 5 quadrinhos que a Marvel poderia adaptar para o Netflix. Desse jeito, vocês ficam sabendo de alguns quadrinhos que talvez não conheçam, e quem sabe, a Marvel não se anima e acaba levando a ideia pra frente. Alguns dos quadrinhos que eu vou citar já foram adaptados, mas Demolidor também já foi, e a versão da Netflix ficou bem melhor, não é mesmo?

 

1 – Jovens Vingadores

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Eu adoro um time de super-heróis jovens! A série dos Jovens Vingadores  começou em 2015, e conta a história de um grupo de jovens heróis que se juntam para combater o crime na cidade de Nova York, com a orientação dos Vingadores. O time consiste de Iron Lad, Patriot, Hulking, Stature, Wiccan, Vision e Hawkeye, todos adolescentes, que tem como mentores super-heróis como Capitão América, Homem de Ferro, Jessica Jones, entre outros.

A série fez bastante sucesso com o pessoal da internet, então eu acho que daria uma série de bastante sucesso se fosse produzida para a Netflix. Além disso, seria uma forma interessante de atingir um público jovem, já que os filmes da Marvel costumam ser protagonizados por adultos. E as sementes dessa história já foram plantadas no MCU, já que os personagens que causam a origem dos Jovens Vingadores já estão presentes no universo da Marvel.

2 – Runaways

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Outro time, dessa vez um bem diferente. Runaways é a história de um grupo de jovens que descobre que os seus pais são, na verdade, um time de super-vilões. Alex, Nico, Chase, Karolina, Gertrude e Molly precisam então, fugir e se esconder das autoridades que estão sob o controle de seus pais. Ao longo da história, alguns deles ainda descobrem que tem poderes especiais, como no caso de Karolina e Molly.

A série começou em 2003, e já houveram boatos de um filme e de uma série pra TV. Já tá mais do que na hora de isso virar realidade, sabe? Seria outra série voltada para um público jovem, e seria muito maneiro ver The Runaways fazendo crossover com os Jovens Vingadores, já que eles já se cruzaram várias vezes nos quadrinhos. Além disso, seria uma oportunidade da Marvel apresentar uma produção com mais diversidade.

3 – Blade

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Blade já teve 3 filmes e uma série de TV, mas eu acho que merece outra chance. Os filmes foram prejudicados pelo comportamento do Wesley Snipes, e a série simplesmente não me agradou tanto quanto poderia. Uma série pro netflix permitiria um pouco mais daquela violência e do sangue que os quadrinhos tem, e seria muuuuuito legal ver um crossover dele com o Justiceiro.

Já apareceram vários boatos que a Marvel estava correndo atrás dos direitos de filmagem de Blade, ao mesmo tempo que estavam querendo os direitos do Motoqueiro Fantasma e do Justiceiro. Como a série do Justiceiro já foi confirmada, e o Motoqueiro Fantasma foi anunciado para aparacer na terceira temporada de Agents of S.H.I.E.L.D, acho bem provável que essa série vai acontecer mesmo. Ainda bem!

4 – Motoqueiro Fantasma

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Então, como eu falei, o Motoqueiro Fantasma vai aparecer na terceira temporada de Agents of S.H.I.E.L.D, certo? Mas esse não é o mesmo Motoqueiro Fantasma dos filmes do Nicolas Cage. Na verdade, esse novo personagem se chama Robbie Reyes, e é um adolescente que vive numa área de Los Angeles que é dominada por gangues. Após ser morto por uma dessas gangues, Robbie se torna o Motoqueiro Fantasma quando é revivido pelo carro mau assombrado que dirigia (é uma história longa).

O Robbie que vai aparecer em Agents of S.H.I.E.L.D parece ser mais velho, já que Gabriel Luna, o ator que vai interpretá-lo, tem 31 anos. Quem sabe então, a Netflix possa produzir uma série que mostre a origem dele, como ele conseguiu seus poderes, a parada toda. A história de Robbie é muito interessante e emocionante, principalmente o relacionamento dele com seu irmão mais novo Gabe, que é deficiente. Daria uma série muito legal.

5 – Miss Marvel

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Acho que essa é a série de quadrinhos que eu mais ouço falar na internet. Miss Marvel começou em 2013, e conta a história de Kamala Khan, uma adolescente muçulmana que ganha superpoderes e se torna a nova Miss Marvel, já que a antiga usa o nome de Capitã Marvel atualmente. Kamala precisa esconder de sua família que é uma super-heroína, e lidar com as problemas que vêem com ser uma adolescente muçulmana nos Estados Unidos.

Miss Marvel é uma das séries de quadrinhos mais elogiadas nos últimos anos. Kamala é uma ótima protagonista e já se tornou uma personagem importante no universo da Marvel. Ela até faz parte dos Vingadores! Miss Marvel seria uma adição incrível ao MCU, e se a Netflix e os estúdios da Marvel não produzirem essa série logo, eles vão estar jogando fora uma ótima oportunidade.

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Eu tenho certeza que a Marvel já tem planos para o MCU até 2050, mas essas algumas ideias que eu gostaria muito de ver na Netflix, ou até na TV mesmo. Vocês curtem as séries da Marvel? Tem algum quadrinho que vocês querem ver adaptado? Conta pra gente nos comentários!

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