La Oliphant

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Resenhas

Uma Canção para a Libélula por Juliana Daglio

Editora: Deuses
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 238
Código ISBN: 9788566754186

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Sinopse: Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro. Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta. De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. “Uma canção para a Libélula” é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças.

Débora Costa
05 de dezembro de 2014 05/12/2014 4 Comentários

Uma Canção Para a Libélula é um romance nacional escrito por Juliana Daglio e publicado pela Editora Deuses. Neste primeiro volume da história, acompanhamos Vanessa, uma pianista de sucesso que, ao fazer sua viagem de volta para casa, se vê enfrentando os fantasmas de seu passado.

O livro nos apresenta à Vanessa, uma jovem pianista que vive em Londres. A primeira impressão que temos é que a personagem leva uma vida tranquila, morando com os tios e se dedicando a sua carreira. Porém, logo percebemos que por trás de toda essa “tranquilidade” existe um trauma do passado que a consome aos poucos.

Após receber a notícia de que seu pai estava com graves problemas de saúde, Vanessa decide que é a hora de volta para o Brasil e ficar com sua família. Esta decisão faz com que as coisas mudem ao redor de Vanessa, fazendo com que ela seja dominada por sentimentos que ela mesma se recusa a admitir.

“Quando uma dor pede para levar embora suas lembranças ruins, ela também leva a parte boa. Arranca as raízes de tudo que você lembrava ser. Foi isso que aconteceu. A dor me levou a parte boa de minha infância e só deixou um vazio enegrecido para trás.”

Eu tinha vontade de conhecer essa história desde que firmei parceria com a autora aqui no blog (Confira aqui). Quando falamos de depressão, o conhecimento que envolve o tema acaba sendo muito vago, e tendo esse contato com a história da personagem, minha percepção sobre o assunto começou a mudar.

O que mais me chamou atenção no enredo foi a sutileza da autora ao introduzir as mudanças da personagem ao longo da história. Ao contrario do que eu esperava, pude acompanhar todo processo de mudanças de Vanessa, desde o momento em que ela volta para o Brasil, ao momento em que ela vai se fechando dentro de si mesma.

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Tudo na narrativa de Juliana Daglio está em sintonia. Nós temos uma personagem que te instiga a entrar no universo em que ela existe. Temos personagens secundários com personalidades fortes, uma família que está tentando superar a perda de um membro, e no meio de tudo isso há uma sinergia incrível que faz com que o leitor tenha uma imersão completa no enredo.

O relacionamento conturbado com a mãe foi o que mais me prendeu durante todo o enredo. Foi o ponto em que eu consegui entender melhor a personagem e tudo o que estava acontecendo a sua volta, e acho que essa relação foi o ponto principal para que a personagem se entregasse a todos aqueles sintomas que caracterizam a depressão.

“O lado obscuro dentro de mim odiava ser subestimado. Ele me levara até ali, e me manteria assim, do jeito que julgasse melhor me conduzir.”

A autora escolheu um tema extremamente complexo de ser abordado, e conseguiu inserir toda essa complexidade de uma forma tão simples e envolvente, que não há maneira de se terminar a leitura sem aquela sensação de “nó no estômago”. Confesso que passei alguns dias refletindo muito sobre tudo o que li desde a primeira página até a última, e mesmo assim eu ainda não consegui encontrar a descrição certa para o que é esse enredo.

É uma leitura completamente diferente do que eu estou acostumada a trazer para o blog. Acredito que tenha sido uma leitura completamente diferente para mim, principalmente pelo “efeito” que o livro me causou quando eu cheguei na ultima página. Acredito que a autora tenha um grande potencial, e eu mal posso esperar para ler outros livros dela.

Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de Steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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