Resenhas 11fev • 2018

Robopocalipsepor Daniel H. Wilson

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: Robopocalypse
Gênero do Livro: Distopia, Ficção científica
Editora: Record
Ano de Publicação: 2017
1º livro da série Robopocalipse
Número de Páginas: 406
Código ISBN: 9788501095398

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

Comprar: SubmarinoLivraria CulturaAmazon

Sinopse: Ela está na sua casa. Ela está no seu carro. Ela está no céu. Ela está no seu bolso. E agora a tecnologia quer acabar com você. Uma inteligência artificial é criada, Archos. Em segundos de análise de dados, ela conclui que a humanidade é descartável. A partir disso, ela toma conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém perceba nenhuma conexão entre os acontecimentos. Então, no que ficou conhecido como a hora H, Archos lança um ataque total contra a raça humana. Por isso, para detê-la, a humanidade deverá fazer algo que jamais foi tentado antes: unir-se por um objetivo em comum.

Essas são as expectativas que eu tinha para a leitura de Robopocalipse, baseadas unicamente na sinopse e na capa: Vai ser uma história de ficção científica interessante, sobre uma inteligência artificial que decide exterminar a raça humana, e vai ser bem estranha, afinal tem uma recomendação do Stephen King na capa. E pra ser sincero, foi exatamente isso que a leitura me entregou, mas eu não explicar porque eu tenho a sensação de que falta alguma coisa nesse livro.

Em Robopocalipse, uma inteligência artificial chamada Archos que através de uma rápida análise de dados, decide que a raça humana representa uma ameaça grande demais para o planeta e decide exterminá-la. O livro segue, através de vários pontos de vistas diferentes, a ascensão de uma força de resistência determinada a impedir que os planos de Archos se concretizem. Pela primeira vez na sua história, a humanidade consegue fazer o inimaginável: se unir por um objetivo comum.

“Vinte minutos depois do fim da guerra, vejo amputadores brotando de um buraco no gelo como formigas do inferno e rezo para continuar com as minhas pernas por mais um dia.”

Em primeiro lugar, a premissa do livro é bem interessante. A ficção científica já vem explorando a tempos a ideia de uma inteligência artificial se voltando contra os humanos, e Robocalipse é mais uma história bem legal sobre o tema. Eu não sei se diria que o livro fez algo completamente novo ou original com a ideia, mas mesmo assim, é divertido ver o desenvolver do tema. Além disso, é legal ver que o foco principal da história é no fato de que a humanidade precisa se unir contra essa ameaça.

Um ponto em que eu preciso realmente elogiar o livro é no fato de que ele realmente consegue passar os momentos emocionais do livro muito bem. Os relacionamentos dos personagens, principalmente os dos irmãos Jack e Cormac, e de Laura e seus filhos Mathilda e Nolan, é bem explorado e você realmente sente a conexão entre eles. Eu só gostaria que o livro pudesse ter passado um pouco mais de tempo com eles, mas infelizmente a narração do livro não permite que o enredo se aprofunde da maneira que eu gostaria.

E isso acaba levando a um ponto negativo do livro: por causa dessa narrativa que alterna entre vários pontos de vista, a história fica um pouco desconecta. O livro é narrado por vários personagens diferentes, e pula pro vários espaços de tempo, então quando você começa a se envolver com a história, o plot pula para outro momento. Eu realmente acho que daria para fazer pelo menos 4 livros com cada uma das história desse livro, e apesar de isso ser uma coisa boa, afinal ele tem bastante história, também é uma coisa ruim, porque ele fica um pouco bagunçado demais para o meu gosto.

E no final, a leitura simplesmente não foi tão marcante para mim. Apesar de alguns momentos bem legais, e de algumas cenas memoráveis, eu não sei dizer se vou me lembrar de Robopocalipse daqui a algumas semanas. E isso não é algo que você quer concluir sobre um livro com uma premissa tão interessante. Principalmente um que é elogiado pelo mestre do terror, Stephen King. Talvez isso seja culpa das expectativas que eu criei, mas mesmo assim, decepcionante.

“Nós fomos programados para algo além de criar ferramentas. Nós fomos programados para viver.”

Robopocalipse foi uma leitura bem mediana. Os momentos interessantes e os relacionamentos dos personagens não foram o suficiente para transformarem esse livro em uma história que deixasse algum tipo de impressão marcante no leitor. Existem vários outros livros e filmes que exploram o tema de inteligência artificial por aí, e eu conseguiria citar pelo menos 3 que fazem um trabalho mais interessante com ele. A escrita não é ruim, mas não é exatamente um livro que eu recomendaria.

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Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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8 Comentários

  • Daiane Araújo
    18 fev 2018

    Oi, Vinicius.

    Que pena que o livro não supriu (tanto assim) as tuas perspectivas!

    Bom, acho que para a humanidade, é uma corrida contra o tempo tentar deter os robôs e preservar o futuro!

  • Eu sou apaixonada por ficção científica, e jamais deixaria de ler algo que o mestre King recomenda, portanto, esse livro já está na minha lista de leituras. Fiquei um pouco “pé atrás” depois da tua resenha por conta da quantidade de histórias a que tu se referiu: acho que isso realmente bagunça o livro e torna impossível identificar o que é realmente importante ser absorvido do enredo. Com relação a mistura de pontos de vista na narrativa, vejo dois lados aqui, um positivo e um negativo: de certo modo, isso te permite, como leitor, conhecer a fundo os personagens e seus sentimentos com relação às situações que enfrentam, mas ao mesmo tempo torna difícil a identificação e a afeição com algum deles, visto que são muitos para compreender e analisar. Acho que ainda lerei o livro, mas com certeza vou procurar diminuir minhas expectativas com relação à leitura.

  • Bianca Melo
    15 fev 2018

    Estava muito animada ao ler a sinopse. É uma pena que esse “algo a mais” tenha faltado. Mas achei a proposta bem interessante, esses temas que envolvem futurismo sempre me conquistam, então provavelmente darei uma chance.

  • Sarah Augusto
    14 fev 2018

    Nossa, vou ser sincera!
    Eu tenho uma baita dificuldade para me acostumar com a mudança de visão em pontos de vistas de personagens diferentes (principalmente ai que até os tempos são diferentes), o único livro que eu consegui ler foi Game Of Thrones (mas eu queria ler MUITO) então me esforcei um pouco.
    Já li livros bem geniais sobre este assunto e gosto muito, mas a mudança de visão seria uma baita barreira, seria algo a se pensar!

  • Lynn Prado
    14 fev 2018

    Ooi, gosto bastante de livros de ficção científica.
    Não gosto muito de narrações intercaladas, então talvez não conseguiria me conectar com a história. Mas esse tema de inteligência artificial sempre me deixa bastante curiosa.

  • Michelli Prado
    12 fev 2018

    Confesso que livros com essa temática não são meus preferidos, pois as vezes acabo não compreendendo bem a trama. Já havia lido outras resenhas sobre este livro,mas não tive interesse pela historia. Acho esta capa fantástica. Creio que livros com esse assunto tende a acabar me perdendo sobre a trama, já tentei ler alguns títulos do gênero e não acabei me adaptando…

  • Vitória Pantiellý
    12 fev 2018

    Oi Vinícius!
    A história do livro é interessante por que trata de algo que está – talvez – mais próximo da realidade do que imaginamos, e achei interessante o autor montar uma história desenvolvendo a inteligência artificial, na verdade acho esse ponto mais legal do que a humanidade ter que se juntar para tentar impedir o extermínio deles.
    Gosto bastante de narrações intercaladas, mas não dá para negar que tem que ser bem escrito para não gerar a confusão que esse livro gerou, infelizmente, apesar desse pequeno ponto negativo, pretendo ler por ter gostado bastante da premissa.
    Beijos

  • Alison de Jesus
    11 fev 2018

    Olá, estou muito animado para ler essa obra, apesar das aparentes falhas na estrutura criada pelo autor. Mas ainda assim, o livro possui todos os atrativos para os amantes de ficção científica, entregando uma história interessante e rica. Beijos.

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