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Resenhas

Melodia Mortal por Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Fábrica 231
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 240
Código ISBN: 8595170029

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a Editora para resenha.

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Sinopse: Será que Mozart foi assassinado por Salieri? Tchaikovsky morreu de cólera ou envenenamento? Chopin morreu mesmo tuberculoso? E Beethoven, foi vítima do alcoolismo? A resposta, ou pelo menos algumas hipóteses plausíveis para essas perguntas, estão em Melodia mortal, estreia na ficção adulta de um dos maiores autores para o público juvenil do país. Escrito a quatro mãos por Pedro Bandeira com o médico Guido Levi, o livro examina, à luz dos conhecimentos da medicina contemporânea, os indícios possíveis sobre as mortes polêmicas de alguns grandes compositores da música clássica. E quem conduz a investigação é ninguém menos que Sherlock Holmes, auxiliado pelo seu fiel escudeiro, o doutor John H. Watson, que narra as aventuras do detetive na empreitada. Talvez não seja possível, tanto tempo depois, elucidar a causa dessas mortes que a medicina da época não foi capaz de precisar, mas a diversão é garantida neste romance cheio de teorias científicas e enigmas que formam um intricado quebra-cabeça, na tradição da melhor literatura policial.

Vinicius Fagundes
26 de junho de 2017 26/06/2017 9 Comentários

Poucas coisas são mais tristes do que pegar um livro de um autor cujo trabalho você admira, e o livro simplesmente não atingir as suas expectativas. Os livros do Pedro Bandeira, especialmente a série dos Karas foram alguns dos meus favoritos na época da minha adolescência, então eu estava muito animado para fazer a leitura de Melodia Mortal. Infelizmente, não foi o que eu esperava.

Melodia Mortal é um livro de suspense, seguindo o famoso detetive Sherlock Holmes, e seu companheiro, o Dr. John Watson, enquanto eles investigam diversos de seus misteriosos casos. Holmes, que além de mestre da dedução, é também um amante da música, aplica seu talento para investigação afim de determinar exatamente o que foi que matou grandes mestres da música clássica, como Beethoven, Mozart, e Tchaikovsky. Muitos anos no futuro, a Confraria dos Médicos Sherlockianos, um grupo de profissionais da medicina fãs do detetive, se reúne para discutir as façanhas de Sherlock Holmes.

Fora o fato de ser um livro do Pedro Bandeira, a ideia por trás do livro foi o que mais me chamou a atenção. Sherlock Holmes investigando a morte do grandes gênios da música clássica. É o tipo de plot que não vemos com tanta frequência. Mas na verdade, não é isso que acontece no livro. O que acontece é que Sherlock e Watson investigam algum caso qualquer, e Sherlock comenta que o caso o lembra da morte de um dos músicos. Aí a história muda de direção, e a Confraria dos Médicos Sherlockianos discute a morte do músico em questão.

Esse é o maior problema do livro. Todos os capítulos parecem ser praticamente iguais. O livro não tem um começo, meio e fim. São alguns contos, que apesar de serem até divertidos, não são longos o suficiente para fazerem alguma impressão duradoura. Nenhum deles é memorável o suficiente, e todos tem a mesma fórmula. Não tem nada que possa ser apontado como sendo marcante em nenhum deles.

A narração em si é provavelmente o melhor ponto do livro. As partes que seguem Sherlock são narrados pelo Dr. John Watson, e as que seguem a Confraria dos Médicos Sherlockianos. A narração de Watson é divertida, e os momentos de humor que ele injeta na história me fizeram rir, mas as partes da Confraria dos Médicos Sherlockianos são massantes e não tem nada que grave nenhum dos personagens na mente do leitor. O livro passa muito pouco tempo explorando esses personagens e, além de alguns traços de personalidade bem rasos, nada sobre eles se destaca como interessante.

Outro ponto positivo do livro é o conteúdo histórico dele. Pra quem se interessa por história, ou especificamente pelas figuras históricas do mundo da música, Melodia Mortal é um prato cheio. Em 240 páginas, eu aprendi mais sobre esses músicos clássicos do que já tinha aprendido em toda a minha vida. O livro pode entrar no território de infodump as vezes, mas isso é o tipo de coisa que já é esperado em uma história de Sherlock Holmes.

Talvez eu tenha entrado nessa leitura esperando demais, mas Melodia Mortal foi realmente uma decepção. A narração divertida e os fatos interessantes sobre a história não foram o suficiente para salvar esse livro e ele acaba sendo desconexo e insípido. Eu realmente esperava mais de um autor que foi responsável por alguns dos livros que me ensinaram a gostar de ler, mas infelizmente não foi dessa vez.

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Vinicius Fagundes

23 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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