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Resenhas

Londres É Nossa por Sarra Manning

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Galera Record
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 266
Código ISBN: 9788501109286

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: Uma divertida e acelerada carta de amor a Londres, a garotos e a alucinantes noites em claro Sunny sempre foi um pouco ingênua, até meio molenga. Mas quando recebe a foto de seu namorado beijando outra garota em seu celular, ela sabe exatamente o que fazer: encontrá-lo e terminar tudo. Só que... será que Mark não tem uma explicação para isso tudo? Eles estavam indo tão bem... Agora, Sunny precisa achar o rapaz em pleno sábado à noite em uma das cidades mais movimentadas do mundo. O que antes parecia uma tarefa simples virou uma verdadeira corrida maluca por Londres. No caminho, Sunny conhece um condutor de riquixá, grupo de dragqueens, sua banda girl power favorita e, principalmente, os Goddard – os gêmeos (primos) franceses mais misteriosos e descolados de Londres.

Débora Costa
07 de setembro de 2017 07/09/2017 6 Comentários

Londres é o melhor lugar do mundo para mim. Já foi palco dos meus maiores romances vividos ao lado do Danny Jones nas fanfics de McFly que eu lia lá pelos meus quinze anos – era uma época maravilhosa, devo dizer. Então como eu poderia deixar passar a leitura de Londres É Nossa? Sarra Manning é uma autora que eu sempre recomendo para quem gosta de um bom romance, e como já era esperado, ela não só entregou o que eu esperava do enredo, como superou completamente as minhas expectativas. Estou completamente apaixonada pela Sunny e todos os outros personagens de Londres É Nossa, e tenho certeza que você vai se apaixonar também.

Sunny não é uma menina que gosta de se arriscar. Mark é seu primeiro namorado, estão juntos há oito meses e ela tem plena certeza de que o ama e que, por isso, ele é a pessoa perfeita para perder a virgindade. O que Sunny não esperava era receber uma foto do seu namorado – aka amor da sua vida – beijando outra garota. É claro que Mark teria uma explicação muito boa para aquilo, então o melhor a fazer seria ir até ele e perguntar o que estava acontecendo. É assim que Sunny se vê correndo por toda Londres com dois franceses muito engraçados tentando encontrar seu namorando – ou ex-namorado – para ouvir o que ele tem a dizer sobre a tal garota.

Londres É Nossa tem tudo e um pouco mais de tudo aquilo que eu sempre quis no enredo de um livro. Para começar, nós temos a Sunny, uma garota londrina negra em um enredo que não foi escrito com o objetivo de falar sobre racismo. Eu sei, falar sobre esse tópico é importante, mas vocês não enjoam de só ter personagens negras em livros quando a temática do livro é justamente essa? Quero dizer, eu ansiava há muito tempo por uma personagem negra que vivesse no enredo as mesmas experiencias que as incontáveis personagens brancas que temos por aí. E a Sarra Manning me deu isso de uma forma tão maravilhosa que eu ainda não sei como vou colocar em palavras.

“Não sou essa garota. Não sou a garota que acredita cegamente em tudo que o namorado diz e faz porque não aguenta ficar sem namorado. Uma garota triste. Não sou ela de jeito nenhum.”

A narrativa do livro se dá em primeira pessoa e, de cabeça, nós mergulhamos na vida da personagem principal que é uma adolescente comum, com as mesmas inseguranças que qualquer um de nós já teve como adolescente. O que eu mais gostei da Sunny como personagem, é que ela vive as mesmas experiencias de um adolescente comum, ela tem as mesmas dúvidas, ela faz os mesmos questionamentos e ela acaba amadurecendo com tudo o que acontece com ela durante o livro. Acompanhar o desenrolar desse enredo foi como reviver toda a minha adolescência e amadurecer junto com a personagem da Sarra.

Londres É Nossa não economiza nem um pouco na diversidade dos seus personagens e nas referências maravilhosas de Rupaul’s Drag Race e Meninas Malvadas. Honestamente? Livro me ganhou na primeira Drag que apareceu no enredo. É muito interessante quando você pega uma leitura que não se limita a estereótipos e nem utiliza as minorias como forma de vitimização.  Londres É Nossa é um enredo que trata todo mundo como seres humanos, que mostram um lado mais natural de todos os seus personagens e não cai naquela discussão chata do “politicamente correto”. Todos os personagens são fáceis de você se identificar e amar profundamente.

Mark está tocando meu braço. Como se ele ainda pudesse tocar em mim, quando na verdade não pode, não mais. E, de repente, fico contente por não ter dormido, pois sinto como se minha pele estivesse do avesso e não me importo com mais nada.”

Sarra Manning aborda muito no enredo a questão do feminismo de um ponto de vista muito mais leve e muito mais didático do que outros livros. Durante todo o enredo nós acompanhamos Sunny na sua busca pelo namorado e a cada acontecimento, nós conseguimos ver a personagem crescer e amadurecer, mas sem precisar ficar levantando a bandeira feminista o tempo todo. É um processo bastante natural do livro. Nós começamos com uma personagem chamando outra garota – que ela nem conhece – de “vagabunda” e acompanhamos todo o desenvolvimento da história até ela entender que chamar alguém de “vagabunda” não é nem um pouco legal. Afinal, não tem como você saber a história da pessoa até que ela te conte, não é mesmo?!

Londres É Nossa é um enredo muito inteligente, com uma discussão muito saudável sobre homossexualidade, racismo, feminismo e outros assuntos que hoje em dia lutamos para ver mais na literatura. Achei maravilhoso que a autora tenha escolhido fazer essas abordagens dentro de um romance adolescente com personagens comuns, que vivem as mesmas experiências que eu um dia vivi. É uma leitura que é impossível de você não gostar. Afinal, como você não ama uma personagem que coloca “terminar com o namorado” e “lavar a louça” na mesma lista?

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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