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Resenhas

O Livro dos Espelhos por E. O. Chirovici

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Record
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 322
Código ISBN: 8501109517

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a Editora para resenha.

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Sinopse: A verdade de um é a mentira de outro. Um livro com uma trama tão perturbadora que bota o leitor num jogo de espelhos Quando o agente literário Peter Katz recebe por e-mail um manuscrito parcial intitulado O livro dos espelhos, ele fica intrigado. O autor, Richard Flynn, descreve seus dias em Princeton, e documenta sua relação com Joseph Wieder, um renomado psicólogo, pesquisador e professor. Convencido de que o manuscrito completo vai revelar quem assassinou Wieder em sua casa, em 1987 — um crime noticiado em todos os jornais mas que jamais foi solucionado —, Peter Katz vê aí sua chance de fechar um negócio de um milhão de dólares com uma grande editora. O único inconveniente: quando Peter vai atrás de Richard, ele o encontra à beira da morte num leito de hospital, inconsciente, e ninguém mais sabe onde está o restante do original. Determinado a ir até o fim neste projeto, Peter contrata um repórter investigativo para desenterrar o caso e reconstituir o crime. Mas o que ele desenterra é um jogo de espelhos, uma teia de verdades e mentiras, e uma trama mais complexa e elaborada que a do primeiro lugar na lista de mais vendidos dos livros de ficção.

Vinicius Fagundes
21 de agosto de 2017 21/08/2017 6 Comentários

O professor Joseph Wieder foi assassinado em sua casa alguns depois que jantamos juntos, na noite de 21 para 22 de dezembro de 1987. A polícia nunca encontrou o autor do crime, apesar da longa investigação, mas, pelos motivos que você descobrira a seguir, eu fui considerado um dos suspeitos.

A premissa de O Livro dos Espelhos me chamou a atenção, não apenas pelo fato de se tratar de uma história dentro de outra história, mas também porque o plot é construído em cima de um crime não resolvido, que é um elemento narrativo bastante interessante. No livro, o agente literário Peter Katz recebe um manuscrito não acabado de um homem chamado Richard Flynn. No manuscrito, Flynn documenta seu tempo na faculdade de Princeton, e seu relacionamento com a jovem Laura Baines, e com o professor Joseph Wieder. Numa noite em 1987, Wieder foi assassinado e o crime nunca foi solucionado.

Intrigado pelo manuscrito e pelo possível envolvimento de Flynn no assassinato, Peter entra em contato com o autor afim de conseguir o resto do livro. Infelizmente, ele descobre que Richard Flynn faleceu. E pior ainda, ninguém sabe onde se encontra o resto do manuscrito. Determinado a chegar ao fundo dessa história, Peter recruta o jornalista investigativo John Keller para juntar os pedaços desse quebra cabeça, mas o que John Keller pode acabar descobrindo é que lembranças são coisas perigosas, e que alguns segredos não devem ser revelados.

Apesar do plot interessante, O Livro dos Espelhos não foi uma leitura super empolgante. A escrita do E. O. Chirovici é bastante efetiva, principalmente no que se trata em passar as emoções dos personagens, mas o livro não tem aquela aura de suspense e tensão que eu estava esperando. O mistério por trás do assassinato do professor Wieder é interessante, e a vontade de saber o que exatamente aconteceu naquela noite carrega o leitor pelo livro, mas a história não tem aquela sensação de urgência que eu espero de um livro de mistério.

Eu vi algumas resenhas comparando O Livro dos Espelhos com Filme Noturno (um livro que eu adoro), e eu não faria essa comparação, principalmente porque Filme Noturno é bem mais carregado de suspense do que O Livro dos Espelhos. Ao longo da história, nada realmente marcante acontece, não tem nada tentando impedir os personagens de resolverem o mistério. Então o que sobra são cenas dos personagens falando sobre os acontecimentos da noite do assassinato, o que até pode ser legal, mas não é exatamente o que eu chamaria de uma leitura envolvente.

O livro é dividido em 3 partes, cada uma seguindo um personagem que faz parte da investigação e da procura pelo manuscrito. A primeira parte é focada no agente literário Peter Katz, a segunda no jornalista John Keller, e a terceira em Roy Freeman, um policial aposentando que fez parte da investigação da morte de Wieder anos atrás. Esse formato acaba dificultando um pouco a habilidade do leitor de se identificar e se afeiçoar a qualquer um dos personagens porque fica difícil definir quem exatamente é o personagem principal. No inicio, parece que o foco está em Richard Flynn, mas logo a história passa para Peter Katz, e logo depois passa para John Keller. E apesar disso tudo, quem acaba concluindo a investigação é Roy Freeman. Não temos tempo o suficiente para nos ligarmos a nenhum deles.

Pra ser sincero, o ponto mais interessante do livro é logo no começo, quando nos são apresentadas as primeiras páginas do manuscrito de Richard Flynn. Foi nesse início que eu me senti mais agarrado pela história, e é nele que estão os personagens mais marcantes, Richard, Laura e Wieder. O resto me pareceu processual demais, como aqueles seriados policiais que são praticamente iguais em todos os episódios. Excluindo alguns momentos na parte de Roy Freeman, e as partes do manuscrito de Flynn que eu já tinha mencionado, o livro entrega todos os fatos, mas não os passa de uma forma que entretém o leitor. É simplesmente uma coleção de diálogos, cenas dos personagens falando sobre suas lembranças. É uma história de suspense sem o suspense.

O Livro dos Espelhos não foi exatamente o que eu esperava. Talvez porque me foi vendido como sendo um suspense policial, ou pelas comparações com Filme Noturno, eu realmente achei que seria um livro bem mais intrigante. O que ele entregou, na realidade, é uma exploração interessante sobre um crime não resolvido, e sobre o quanto podemos confiar nas nossas memórias. Não sei se recomendaria pra alguém afim de um bom mistério, mas com certeza não é um livro que eu jogaria fora.

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Vinicius Fagundes

23 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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