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Resenhas

Guerra do Rock por Robert Muchamore

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2017
1º livro da série Guerra do Rock
Número de Páginas: 320

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: Doze bandas, três jovens, uma competição que pode mudar suas vidas para sempre. Ambientado no subúrbio de Londres, Guerra do rock é um romance original e emocionante sobre música, sonhos e a difícil passagem para a vida adulta, protagonizado por três jovens de personalidades e origens diferentes, cujos destinos se cruzam numa batalha de bandas. Jay toca guitarra e sempre sonhou em ser músico; Summer cuida da avó e tem uma voz maravilhosa; Dylan estuda numa escola de elite e não liga muito para nada, mas acaba obrigado a se juntar a uma banda por um de seus professores. Com referências musicais que vão de Led Zeppelin e Beatles a Metallica e Coldplay, entre muitas outras, o livro acompanha a trajetória dos três personagens ao longo do eletrizante reality show Guerra do rock, uma espécie de The Voice de bandas de rock, e aborda temas como relações familiares, drogas, delinquência juvenil, conflitos raciais e distúrbios psicológicos.

Débora Costa
08 de agosto de 2017 08/08/2017 1 Comentário

Eu tinha enormes expectativas sobre Guerra do Rock. E quando eu digo enormes, eu quero dizer que estava esperando uma grande história sobre bandas e referencias dos clássicos que eu ouvi quando era adolescente. Porém, apesar da capa maravilhosa e de boas recomendações no Goodreads, Guerra do Rock foi uma leitura complicada, com um enredo lento e sem nenhum foco nos personagens apresentados. Robert Muchamore conseguiu me surpreender, mas não de uma forma muito positiva, devo dizer.

Guerra do Rock narra a história de três adolescentes – Jay, Dylan e Summer – com vidas completamente diferentes, mas que acabam se inscrevendo na mesma competição com o único objetivo de tornar as suas bandas famosas. Cada um desses adolescentes tem uma característica específica e uma história que os levou até aquele momento, todos com o sonho de ganhar o tão sonhado prêmio: ter o seu álbum produzido por uma gravadora.

Narrado em terceira pessoa, o livro de Robert Muchamore é carregado de problemas – muito mais problemas do que eu realmente esperava. Primeiro, o enredo. O livro não tem um personagem principal, logo, a narrativa oscila entre os três personagens apresentados de forma muito vaga pelo autor. Acompanhamos todos os personagens, capítulo atrás de capítulo, tentando encontrar uma forma de colocar a sua respectiva banda na competição. E é apenas isso. Guerra do Rock, infelizmente, não teve o enredo desafiador que eu estava esperando. Os personagens não foram explorados pelo autor, embora todos tenham um background bastante interessante.

“- Vocês devem conhecer essa música – disse o rapaz grande. – A versão original é do One Direction. E se chama “What Makes You Beautiful.

Os quatro garotos do Brontobyte se entreolharam e resmungaram. Alfie resumiu o que achavam:

– Falando sério, eu preferia levar um chute no saco.”

Meu maior problema com essa leitura foi a narrativa. Acredito que de todos os pontos negativos do livro, este foi o que mais me incomodou. A leitura simplesmente não fluía para mim. A escolha da narrativa em terceira pessoa me deixava incomodada, principalmente quando o autor mudava o foco da leitura de capítulo em capítulo, oscilando entre os três personagens sem nenhum gancho, sem nenhum aviso prévio ou qualquer coisa que me mostrasse que a história estava mudando de foco. Além disso, a escrita de Robert Muchamore é arrastada, cheia de detalhes irrelevantes e informações que não agregaram nada ao enredo.

Summer, de todos os personagens, foi a que eu mais gostei. Apesar de não ser tão explorada, Summer era a personagem com a personalidade mais forte e isso fez com que ela se destacasse de Dylan e Jay, pelo menos para mim. Mas, infelizmente, eu não posso ir muito além de um simples “gostei”, já que o autor não explorou o background da personagem, nem tirou proveito das suas limitações, ou das limitações dos outros dois personagens do livro. É muito frustrante quando você acha um personagem interessante e o autor não explora todo o potencial dele na história.

“Coco tocou e Summer começou a cantar. Ela tentou cantar depressa e com agressividade, da forma que Lucy tinha pedido, mas soou péssimo com o violão em vez da banda completa. Depois de um verso, Summer recuperou seu jeito normal de cantar.”

Outro ponto bastante negativo são os diálogos e as referências depreciativas a outras bandas. Eu não sei qual era o público alvo planejado para esse livro, mas ofender One Direction sem nenhum motivo não foi muito legal da parte do autor. Ele praticamente trouxe de volta aquela velha – e idiota – discussão sobre o que é música de verdade, quando no mundo real é tudo uma questão de gosto. Achei bem imaturo essa parte do enredo e ofensivo para quem, de alguma forma, se identifica com esse tipo de música.

A leitura de Guerra do Rock foi muito complicada. Eu fiquei com esse livro dias a fio tentando me conectar com algum personagem, tentando encontrar uma forma de fazer o enredo fluir, avançando os capítulos sem entender muito bem onde ele poderia chegar. Foi confuso e muito cansativo. Eu esperava encontrar um enredo que explorasse a música de uma forma gostosa, com personagens que eu me sentisse “em casa” e com um enredo que me mostrasse mais do que pessoas tentando conquistar a fama. Eu não sei bem onde Muchamore quer chegar com esse enredo, mas espero que o segundo livro seja bem melhor que o primeiro.

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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