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Resenhas

Filha das Trevas por Kiersten White

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Plataforma 21
Ano de Publicação: 2017
1º livro da série Saga da Conquistadora
Número de Páginas: 472
Código ISBN: 9788592783280

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo. Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção. Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade. Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.

Débora Costa
26 de novembro de 2017 26/11/2017 0 Comentários

Eu não esperava que Filha das Trevas fosse ser uma leitura tão complicada. Eu escolhi essa leitura tentando sair da minha zona de conforto e explorar outros universos, mas a verdade é que eu terminei esse livro com a sensação de que eu deveria muito ter continuado onde eu estava. Se você achou a sinopse de Filha das Trevas confusa, não se engane, porque o enredo é mil vezes muito mais bagunçado de desconexo do que a contracapa faz parecer. Com personagens vazios e uma protagonista que não entrega aquilo que promete, o primeiro livro da série de Kiersten White não chegou nem perto de ser o que eu estava esperando.

A primeira coisa que me incomodou foi a rapidez com a qual o enredo se desenvolve. Os capítulos são corridos, com pouca informação e ambientação do universo. O plot do livro ficou confuso para mim até mais ou menos a metade da história. Eu não entendia o que estava acontecendo, nem de onde tinham surgido todos aqueles personagens aleatórios que não foram introduzidos na história de forma apropriada. Se eu fosse escolher uma palavra para definir minha primeira experiência com a escrita de White, caótica definitivamente seria a melhor palavra.

Filha das Trevas promete muitas coisas, uma vez que você conhece (e entende) o enredo do livro. Eu achei que ia encontrar uma personagem principal com a qual eu pudesse me identificar, mas Lada não é nada do que me prometeram quando eu me interessei por esse livro. Há quem diga que ela é uma personagem com características feministas, mas para mim ela era apenas uma garota muito mal-educada e completamente fria e sem respeito nenhum pelo próprio sexo. Eu não diria que ela era feminista, mas egoísta e muito egocêntrica. Todas as suas atitudes são centradas em um único objetivo e, apesar de eu gostar desse ponto de vista, Lada ainda conseguiu ser uma personagem bastante insuportável para mim.

“Aquele não era o comportamento que Lada esperava de Vlad Dracul. De seu pai. De um dragão. Um dragão não rastejava diante dos inimigos, implorando ajuda.Um dragão não receberia os infiéis em sua própria casa depois de jurar exterminá-los.Um dragão não fugiria de seus domínios no meio da noite como um criminosos qualquer.Um dragão queimaria tudo ao seu redor até não restasse nada além de cinzas qualquer.”

A escrita de Kiersten White não é ruim, mas falha em diversos pontos. A autora não teve o cuidado de construir o universo onde o livro se passava e nem de introduzir os personagens de forma que o leitor pudesse se conectar ou ao menos imaginá-los de uma forma melhor. Eu demorei muitas páginas para entender o que era Valáquia e que Lada queria retomar para casa a todo custo. Eu também demorei muito para entender a relação dela com o pai, que é tão pouco explorada no livro que eu não sei nem ao menos porque foi colocado no plot.

E ainda temos a relação Lada-Radu-Mehmed, que é outro ponto do livro que me deixou bastante nervosa. Primeiro que depois que o Mehmed entra na história, você nunca mais se livra dele. Sério, a relação entre esses três é uma coisa muito melosa e estranha que foge completamente do que eu estava esperando do livro. Particularmente, eu achei a relação dos três forçada em todos os sentidos possíveis, mas acho que os sentimentos do Radu, pelo menos para mim, não foram trabalhados da forma como deveriam.

A parte política do livro era interessante e foi um dos poucos pontos da história que realmente me prendeu. O único problema é que, depois de um certo ponto do livro, White começa a ser um tanto quanto repetitiva nessas questões e o enredo parece não andar para frente. E eu ainda tenho a questão de Mehmed ser o futuro sultão. Não sei vocês – que leram o livro – mas esse foi um personagem que não conseguiu me convencer desde o momento em que ele apareceu na história.

Ainda assim, se você gosta de um livro de fantasia e não se importa com o enredo corrido, acredito que o primeiro livro da Saga da Conquistadora possa ser uma experiência de leitura muito melhor para você do que foi para mim. Talvez o fato de eu não ter gostado do livro esteja ligado ao fator “ser uma série”, mas isso nós só vamos descobrir quando os outros livros forem lançados, não é mesmo? Ainda tenho esperanças de que a Lada vai melhorar nos próximos livros e, quem sabe, eu não me livre do Mehmed?

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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