La Oliphant

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Resenhas

Carbono Alterado por Richard K. Morgan

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Bertrand Brasil
Ano de Publicação: 2017
1º livro da série Altered Carbon
Número de Páginas: 490
Código ISBN: 9788528621655

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: Um eletrizante thriller noir de ficção científica em adaptação para série do Netflix No século XXV, a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual para de funcionar. A morte, agora, nada mais é que um contratempo inconveniente, uma falha no programa. Takeshi Kovacs, um ex-militar de elite, após sua última morte, tem sua consciência transportada a Bay City, a antiga São Francisco, e é trazido de volta à vida para solucionar o assassinato de um magnata. Isso só para descobrir que seu contratante é a própria vítima, que voltou à vida em um novo corpo, mas sem as memórias do crime. Mal sabe Kovacs, porém, que essa investigação irá lançá-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado.

Vinicius Fagundes
08 de novembro de 2017 08/11/2017 4 Comentários

O hype é uma coisa muito filha da mãe, não é? Você escuta tanto sobre um livro, lê tantas críticas falando que ele é a coisa mais maravilhosa que existe, e quando você pega pra ler… descobre que o livro é “legal” – não chega a ser ruim, mas não chega perto de toda aquela expectativa que você construiu. Foi exatamente isso que aconteceu comigo nessa leitura de Carbono Alterado. Eu vinha ouvindo falar tanto nesse livro, principalmente depois que foi anunciado que ele vai ganhar uma adaptação na Netflix, que acabei me decepcionando quando a leitura foi boa, mas não foi tudo o que me tinha sido prometido. E vamos deixar claro desde o início: Carbono Alterado é bom. Mas é só isso mesmo. E isso não seria um problema, se não fosse pelo fato de que o livro me foi vendido como um novo clássico de ficção científica.

Carbono Alterado se passa em um futuro em que os humanos descobriram um método para armazenarem suas consciências em chips de computador. Quando a pessoa morre, o chip dela é simplesmente transferido para um novo corpo. Takeshi Novacs, um ex-militar de elite, é trazido para a terra para solucionar o assassinato do milionário Laurent Bancroft. O que Kovacs não imagina é que essa investigação vai lança-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado.

A primeira coisa me me incomodou um pouco com o livro foi a quantidade de world building. É claro que a gente já espera muita world building de um livro de ficção científica, já que ele precisa explicar exatamente como funciona o universo em que a história se passa. Mas Carbono Alterado tem tanta world building que a leitura chega a ficar maçante. Em alguns momentos do livro, eu tive a sensação de estar lendo por um bom tempo, mas quando fui ver, só tinha passado por algumas páginas. E ainda assim, eu não tenho certeza que entendi direito como o mundo de Carbono alterado funciona (Apesar de que isso pode ser porque eu não sou lá a bolacha mais inteligente do pacote, né). As partes em que o livro precisa parar para explicar os detalhes do mundo foram as partes mais chatas da história.

“Kadmin tinha se libertado das percepções convencionais do físico. Numa era anterior, ele teria sido um xamã; aqui, os séculos de tecnologia o haviam transformado em algo mais. Um demônio eletrônico, um espírito maligno que habitava o carbono alterado e emergia apenas para possuir carne e semear o caos. ”

Por outro lado, as cenas de ação foram simplesmente incríveis. Apesar de serem um pouco gráficas, o que pra mim não é um problema, as cenas de ação pareciam que tinham saído de um filme de Hollywood. Espero de verdade que a Netflix consiga adaptar essas cenas da melhor forma possível na série, porque seria uma pena perder esse aspecto da história. Kovacs é realmente um personagem badass, até mesmo quando ele não está ganhando as brigas. Acho que eu nunca li um livro que tivesse cenas de ação tão dinâmicas assim, e eu geralmente não gosto tanto de cenas de ação. Realmente maravilhosas.

Outro aspecto no qual o livro perdeu alguns pontos comigo tem haver com as cenas de conteúdo sexual. Eu não tenho nenhum problema com livros que contem cenas mais quentes, elas podem ser bastante bem feitas, mas Carbono Alterado foi um pouco além do que eu considero necessário. Talvez seja porque eu estou mais acostumado com livros YA que tratam o sexo de uma forma mais sútil, mas realmente achei que as cenas de sexo desse livro foram um pouco demais para o meu gosto.

“A vida humana não tem valor. Você ainda não aprendeu isso, Takeshi, depois de tudo que já viu? Ela não tem valor intrínseco nenhum. Maquinas custam dinheiro para construir. Matérias-primas custam dinheiro para extrair. Mas gente? -Ela fez um barulhinho de cuspe.- Sempre dá pra arranjar mais gente. Pessoas se reproduzem como células cancerosas,quer você as queira ou não. São abundantes, Takeshi. Por que deveriam ser valiosas?”

Os personagens do livro são todos bem interessantes, principalmente o protagonista Kovacs. Mas os outros personagens como Kristin Ortega, Laurent Bancroft, Miriam Bancroft, entre outros que eu não posso citar porque seriam spoilers são todos muito bem construídos e eu fiquei querendo saber mais sobre cada um deles. O aspecto de filme noir de Carbono Alterado é tão interessante porque você realmente fica intrigado sobre cada um dos personagens, então fica louco pra saber a resolução da história. Eu acabei curtindo o lado de mistério do livro bem mais que o lado ficção científica.

No geral, Carbono Alterado foi realmente uma vítima da hype. Se eu não tivesse esperando um novo clássico cyberp punk, eu provavelmente teria curtido essa leitura muito mais. Mas da forma em que eu experienciei o livro, Carbono Alterado é uma história de mistério intrigante que acaba se perdendo em elementos de ficção científica e cenas de sexo grosseiras. E só pra constar, eu mal posso esperar pela série do Netflix.

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Vinicius Fagundes

23 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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