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Resenhas

Belas Maldições por Terry Pratchett e Neil Gaiman

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Bertrand Brasil
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 350

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a Editora para resenha.

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Sinopse: Um descendente direto de O Guia do Mochileiro das Galáxias escrito por dois dos maiores autores britânicos de fantasia. O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

Vinicius Fagundes
22 de julho de 2017 22/07/2017 5 Comentários

Eu realmente não sei porque eu demorei tanto tempo para ler alguma coisa do Neil Gaiman. Talvez porque de tanto ouvir falar que os livros deles são incríveis, eu estava com medo de que todo esse hype acabasse levantando demais as minhas expectativas e eu acabaria me decepcionando com o livro. Mas com Deuses Americanos vindo pra TV, eu sabia que era só uma questão de tempo até eu pegar um livro dele. Então eu fico muito feliz de poder dizer que eu amei Belas Maldições demais.

Belas Maldições é uma colaboração do Neil Gaiman com Terry Pratchett, autor da série Discworld. No livro, o fim do mundo finalmente vai chegar. E isso é um problema para o anjo Aziraphale e o demônio Crowley, que simplesmente se acostumaram a viver entre os humanos, e não querem se desfazer dos confortos da vida na Terra. Portanto, os dois partem em uma missão para impedir o apocalipse, o que significa encontrar o Anticristo, a mais poderosa criatura da Terra. O problema é que o Anticristo é uma criança de 11 anos.

Belas Maldições é completamente, sem sombra de dúvidas, uma comédia. O livro tem uma das narrações mais divertidas que eu já li, e não faltaram momentos que me fizeram rir. Não só na própria narração, como também nos diálogos e até mesmo nas notas de rodapé, toda página tem pelo menos um detalhe que não deixa o humor do livro cair. Tudo isso tornou Belas Maldições uma leitura muito divertida, do tipo que você lê 100 páginas sem nem perceber.

Apesar de ser focado principalmente na comédia, o livro não sacrifica o desenvolvimento dos personagens pelo humor. Aziraphale e Crowley fazem uma dupla de “protagonistas” muito interessante porque apesar de estarem literalmente em lados opostos de uma guerra, eles tem coisas em comum o suficiente para formarem uma aliança, que em certos ponto se torna uma amizade, apesar de nenhum dos dois querer admitir. A química e os diálogos dos dois são responsáveis por alguns dos momentos mais legais do livro.

Os outros personagens do livro são todos incrivelmente bem construídos, e acrescentam muita coisa pro enredo. Adam, o tal Anticristo, é um personagem que parece simples, mas vai ficando mais complexo a medida que o plot se avança. Além disso, ele e a gangue de amigos dele são alguns dos personagens infantis mais realistas que eu já vi em um livro. E outros coadjuvantes como a bruxa Anathema Device, e os caçadores de bruxas e os caçadores de bruxas, Shadwell e Newton Pulsifer são muito divertidos também.

Mas o que mais me agarrou em Belas Maldições não foram os diálogos engraçados ou os personagens divertidos, mas sim a mensagem que o livro meio que esconde por entre os acontecimentos do fim do mundo. Enquanto Aziraphale e Crowley estão correndo tentando encontrar o Anticristo, o livro tem momentos mais calmos em que os personagens discutem sobre a natureza do ser humano, e se nós somos inerentemente bons ou ruins. E apesar de não parecer, um livro sobre o julgamento final consegue ser bastante otimista em relação a moralidade dos seres humanos.

Belas Maldições é um daqueles casos raros em que a hype é, pelo menos na minha opinião, completamente merecida. Um enredo animado, com personagens muito bem explorados, que consegue levantar questões complexas sobre a moralidade das pessoas sem se tornar uma leitura pesada e enfadonha. Um ótimo começo pra minha jornada nos livros do Neil Gaiman (e talvez do Terry Pratchett também) e o melhor livro que eu li até agora em 2017.

P.S.: De acordo com os boatos da internet, Belas Maldições vai virar uma mini-série da BBC, com o próprio Neil Gaiman como showrunner, e eu não poderia estar mais animado.

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Vinicius Fagundes

24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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