Resenhas 13jan • 2018

Um Beijo à Meia Noitepor Eloisa James

O livro no Skoob e no Goodreads.

Títuo Original: A Kiss at Midnight
Gênero do Livro: Romance histórico
Editora: Arqueiro
Ano de Publicação: 2017
2º livro da série Fairy Tale
Número de Páginas: 320
Código ISBN: 9788580417784

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal.

Se você chegou no blog há pelo menos um mês deve ter ficado sabendo da minha resenha de Quando a Bela Domou a Fera, livro que eu amei cada segundo da leitura, mesmo sendo uma releitura de conto de fadas. No primeiro livro da série Fairy Tale, James mostrou ter uma escrita inteligente e saber criar personagens interessante, mas foi no segundo livro que eu me surpreendi com algo que contradiz totalmente as minhas primeiras impressões da autora. Com um enredo arrastado e personagens principais que não me convenceram, Um Beijo à Meia Noite foi uma leitura muito mais cansativa do que eu acreditei que seria.

Sendo sincera, eu me joguei de cabeça nesse romance por causa da minha primeira maravilhosa experiência lendo Eloisa James. E eu nem gosto muito da história da Cinderela, devo dizer. Nunca foi o meu conto de fadas favorito, mas eu confesso que estava movida pela curiosidade de saber como a autoria iria trabalhar os elementos dessa história em um romance de época – afinal, até mesmo Julia Quinn já arriscou uma releitura de Cinderela, não é mesmo? Meu grande erro talvez tenha sido acreditar que já que Quando a Bela Domou a Fera foi uma leitura maravilhosa, Um Beijo à Meia Noite só poderia ser tão bom quanto, o que passou bem longe de ser verdade, eu tenho que dizer.

O enredo do livro foi meu primeiro problema. A história demora muito para se desenvolver ao mesmo tempo que a autora joga diversas informações em cima de você, sem dar tempo para que o leitor absorva todas as “novidades”. Eu não acho que tenha sido muito prudente da parte dela destoar tanto da história original, criando uma “maracutaia” tão complicada que, ao invés de termos uma releitura razoável de Cinderela, ganhamos um enredo cheio plots confusos que no final não acrescentam nada na história. E ainda tem o “plus’ a sensação de que o enredo não está andando, para fechar essa tragédia com chave de ouro.

“– Nós nos beijamos como se o maldito quarto estivesse em chamas. Nós nos beijamos como se o ato de fazer amor não existisse e os beijos fossem tudo o que nos resta.”

A narrativa de James é muito boa, mesmo com essa sensação de lentidão do enredo. Mas em Um Beijo à Meia Noite não tivemos os diálogos maravilhosos que me prenderam tanto no primeiro livro, e eu senti muita falta disso neste enredo. Kate é uma personagem que tinha tudo para ser inteligente e criar diálogos ótimos, mas ao invés disso, ela passa boa parte do livro sentindo pena dela mesma e raiva do pai por conta de toda a relação com a madrasta. Depois do terceiro discurso sobre como ela era uma pobre coitada, eu já estava querendo jogar o livro longe.

E então nós temos o Gabriel, que deveria ser o meu bote salva-vidas dentro desse enredo que já não estava sendo lá grande coisa. Bem, o barco afundou de vez. A personalidade do nosso herói se contradiz em diversos pontos. Primeiro ele passa a imagem de ser um cara preocupado em conseguir manter sua fortuna por motivos que não valem a pena ser ditos na resenha. Depois ele passa a sensação de ser um completo babaca que não entende que não é não. As cenas em que ele agarra Kate mesmo quando ela pede para que ele não o faça, só me deixaram com mais raiva ainda do livro.

Eu não sei vocês, mas eu tô me sentindo meio “velha demais” para esse tipo de enredo onde o cara força totalmente uma situação com a mocinha para que no final, mesmo depois de ela dizer não várias vezes, ela acabe cedendo aos seus encantos simplesmente porque o herói é lindo demais para se resistir. Eu realmente me revoltei com isso em Um Beijo à Meia Noite, porque não acontece só uma vez, mas em quase todas as vezes que temos uma cena da Kate sozinha com o Gabriel. Eu não esperava que justo Eloisa James ia escrever esse tipo cena, mas aconteceu.

E esses dois como casal principal? Uma forçada de barra sem tamanho dona James, desnecessário. Sabe quando dois personagens simplesmente não se encaixam juntos? Gabriel e Kate. Primeiro porque a Kate sempre quis uma vida simples com um marido que lhe fosse fiel e Gabriel tinha o desejo de viajar e conhecer outros lugares. Eu acho que fazer com que qualquer um desses personagens mude a sua essência para desenvolver um romance é errado. A química forçada entre os dois era até que razoável, mas não o suficiente para me convencer de que eles eram um casal e precisavam ficar juntos, sabe?!

“– Que homem detestável. Fico feliz que seu noivado tenha sido arranjado a partir de uma aliança entre impérios, pois duvido que seja capaz de conquistar uma esposa por conta própria.”

Eu estou bastante decepcionada por não ter gostado desse livro, principalmente porque eu gostei demais do primeiro. Mas eu acho que vida de leitor é assim mesmo. A gente conseguiu superar o fato de que o único livro que presta em Divergente é o primeiro, então superar que talvez os livros da Eloisa James não vão ser sempre tão maravilhosos vai ser moleza, não é? Eu só não quero que vocês desanimem de dar uma chance para a autora, até porque, pode ser que para vocês essa leitura seja muito melhor do que foi para mim. Combinado?!

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Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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15 Comentários

  • Lana Silva
    23 jan 2018

    E uma pena que este livro não tenha lhe agradado tanto quanto o primeiro livro. Ainda não li nenhum livro dessa autora, mas sempre quando leio resenhas a trama me desperta interesse. Porém já li outras resenhas a respeito deste livro, e em várias me deparei com a mesma critica a respeito do casal, e que não havia química entre o casal, fazendo com que o leitor tenha a impressão de que ficou forçado. Pretendo primeiro dar uma chance ao primeiro livro, se eu gostar, leio esta obra.

    Venha participar do sorteio de um kit da caixinha da TAG Livros http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/

  • Camila Rezende
    19 jan 2018

    Olá Debora,
    A primeira coisa que me chamou atenção no post foi a nota que vc deu para o livro. Depois de ler a sua resenha eu entendi o motivo.
    Que pena que o livro não agradou, eu vi comentários positivos sobre ele. Ainda pretendo ler, mas agora não vou por muita expectativa na leitura depois da sua resenha.
    Uma pena que o casal principal não agradou, até desanima a leitura. Fora que a Kate parece ser uma chata que parece que só reclama e se faz de coitada ao invés de tentar mudar as coisas (não sou muito fã de personagens assim)
    Quem sabe no próximo livro as coisas melhorem?

  • Bianca Melo
    18 jan 2018

    Oi, Débora!
    Pelo que você escreveu, esse é um tipo de livro que categorizo como “este estou velha demais para ler”, assim como vc disse ahsuahsu. Esse romance forçado é realmente cansativo, e de tanto ver isso nos romances, chega uma hora que esgota mesmo. Talvez um dia eu volte a ler esse estilo de livro, mas o que me desanimou de verdade na resenha foi essa coisa do mocinho estar o tempo todo forçando alguma coisa com a mocinha. Isso é bem incômodo e não me desce mesmo :/ Mas pretendo dar uma oportunidade à autora, sim. Já ouvi falar bem dela, e quem sabe não curto mais Quando a Bela domou a Fera, assim como você…?
    Abs e parabéns pela resenha!

  • Lily Viana
    18 jan 2018

    Olá!
    Eu gostei muito do livro, tem uma premissa boa. Eu gosto muito dos contos de princesa e esse e muito lindo, gosto muito da historia, ainda mais como romance de época. Eu ganhei e estou muito ansiosa pela leitura!

    Tempos Literários

  • Janaina Silva
    18 jan 2018

    Débora,que pena que esse livro não tenha te empolgado tanto quanto o primeiro que leu da autora. Me parece que ela tentou forçar um romance em um casal improvável.
    E que história é essa do “mocinho” da trama ficar forçando a barra com uma mulher???
    Lastimável! 🙁

    Uma grande pena!

  • Thuanne Hannah Ramos de Souza
    17 jan 2018

    Poxa, que pena que a leitura não foi tão boa quando a primeira. Li algumas resenhas que falavam muito bem do livro e agora fiquei meio preocupada, principalmente por você ter citado que o príncipe ficava agarrando a moça, credo, acho que a autora forçou um pouco.

  • Brenda Ketellyn
    17 jan 2018

    Eu adoro essa capa, é linda.
    Já esta na minha lista desde que vi a primeira vez sobre ele.
    É uma pena que demorou para desenvolver, e é uma pena que os dialogos não sejam tão bons, apesar de agora ter menas vontade de ler,ainda vou deixa-lo na minha lista.

  • Lynn Prado
    17 jan 2018

    Olá Débora, amo ler releituras dos contos de fadas, e quando ouvi falar desse livro fiquei muito animada.
    Que pena que não alcançou as suas expectativas, é realmente frustrante quando o personagem fica sentido pena de si mesmo toda hora.
    Quero muito ler, mas vou tentar manter minhas expectativas mais baixas.
    Bjs

  • Pamela Liu
    15 jan 2018

    Oi Débora.
    Que pena que você não gostou tanto do segundo livro quanto do primeiro. Mas eu entendo o porquê das suas expectativas já que o primeiro foi tão maravilhoso.
    Parece que Gabriel e Kate não são personagens cativantes. Como você, eu também ficaria bem irritada com as ações de Gabriel em tentar forçar situações românticas com Kate.
    Acredito que eu vá ler esse livro, porque adoro releituras. Mas vou ler com expectativas bem baixas para tentar não em decepcionar.
    Bjs

  • Vitória Pantielly
    15 jan 2018

    Oi Débora ..
    Cinderela também não é meu cinto favorito, e quando li a sinopse do livro percebi que não parece uma releitura do conto original.
    Quando começou a lançar a série, acreditei que iria me apaixonar, porque amo contos de fadas, mas até agora estou com o pé bem atrás para comprar os livros … O “mocinho” do livro de mocinho pelo visto não tem nada né! Que cara arrogante .. Pena que se decepcionou tanto!
    Bjs

  • Ana Letícia
    14 jan 2018

    Olá tudo bem? Quando a Bela domou a Fera está na minha meta de 2018 e não sabia que ela fazia parte de uma série. Sabe, gostei da sua resenha, pois foi bem sincera e você soube explicar o que não gostou. Confesso que se um dia for dar uma chance a leitura, já estarei consciente que posso não gostar, afinal também destesto cenas que o mocinho tenta forçar a mocinha a fazer algo, ou então da mocinha se sentir uma pobre coitada.

    Parabéns pelo resenha. Minha primeira vez no blog, mas já adorei.

  • Lili Aragão
    14 jan 2018

    É interessante como um mesmo livro pode levar os leitores a ter opiniões tão diferentes rsrs, eu curti demais esse livro, não tanto quanto o primeiro mas a experiência que tive com esse foi o inverso da tua, os diálogos pra mim ainda foram o ponto forte e achei o casal super envolvente. O primeiro livro publicado por aqui e que não é o primeiro da série é o meu favorito, mas esse também ganhou um espacinho no meu coração. 😉

  • Ludyanne Carvalho
    13 jan 2018

    Uaau, que interessante… Não li nada dessa autora ainda porque essa série não me chamou atenção, apesar que gosto muito de releituras de contos de fadas.
    Pelas resenhas que li do primeiro livro, achei que o segundo seria bem melhor.
    Chato que ela tenha forçado certas cenas, e no momento é em que vivemos é importante que as autoras possam mostrar que NÃO É NÃO!
    Espero que os próximos sejam melhores e que te faça esquecer essa decepção.

    Beijos

  • Laísa
    13 jan 2018

    Li “Um beijo à meia-noite “e gostei, claro que não foi minha melhor leitura, mais super fluiu para mim. Tenho que dizer que concordo com você em vários pontos da narrativa que foram desnecessárias, mais para mim como um todo gostei!

  • Naiara Aimee
    13 jan 2018

    Também me irrito quando o personagem fica sentindo pena de si mesma, mas principalmente quando o mocinho força a situação kkkkk Eu ainda não li nenhum livro da autora, mas o 1 tá na listinha. Amei a resenha.

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