La Oliphant

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Resenhas

The Beauty of Darkness por Mary E. Pearson

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Darkside Books
Ano de Publicação: 2017
3º livro da série The Beauty of Darkness
Número de Páginas: 576
Código ISBN: 9788594540270

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção. Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder. Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Débora Costa
14 de julho de 2017 14/07/2017 7 Comentários

Atenção: Esta resenha pode conter spoilers, certo? Leia por sua própria conta.

Não vou mentir para vocês: eu tinha muitas expectativas para o final da série As Crônicas de Amor e Ódio, principalmente porque eu fui uma das muitas leitoras que amaram o primeiro livro e passaram por cima de algumas muitas falhas do segundo livro. Mas o terceiro, The Beauty of Darkness, se tornou uma pedra no meu sapato, principalmente quando eu percebi, enquanto lia, que era como se eu estivesse vendo aqueles personagens pela primeira vez e não gostando nem um pouco deles.

Vejam, eu gostei muito de The Kiss of Deception. Defendi o livro com todas as minhas forças quando alguém falava que não era tão bom, mas Mary E. Pearson destruiu todos os meus sonhos e esperanças quando escreveu esse último livro e transformou a Lia na personagem mais insuportável e egoísta que eu já li em uma história. Como ela fez isso? Não sei. Talvez seja a minha decepção com a história e com a forma que o enredo caminhou falando, mas se alguma vez eu ver alguém me dizendo que esse livro não tem nada de empoderador, parte de mim será obrigada a concordar.

O terceiro livro da série começa após a fuga de Lia, Rafe e companhia da Venda. Depois de ela ter “matado” o Komizar e todos estarem correndo por suas vidas. Neste ponto, você como um leitor da série, precisa entender que a nossa heroína deixou o Kaden para trás, o personagem que – mesmo quando estava contra ela – ainda a tentava ajudar. O jovem que se abriu para ela e o mesmo que ela brincou e iludiu simplesmente para conseguir uma chance de escapar com vida da Venda. Eu precisei frisar nisso porque eu demorei para ter consciência do quão baixo e repugnante não as atitudes da Lia durante o enredo e só quando eu me dei conta de que em nenhum momento ela teve sentimentos por Kaden, é que eu percebi a personagem da forma como ela realmente é: egoísta.

Eu comecei The Kiss of Deception acreditando que Lia era uma personagem maravilhosa que estava tentando conquistar o seu futuro, mas quando comecei a leitura do terceiro livro, percebi que ela não passava de uma princesa mimada que queria o mundo todo girando em torno dela. Isso fica muito claro quando a personagem finalmente chega no reino do Rafe e percebe que a atenção do seu amado já não pode mais ser dedicada apenas a ela. Eu reconheço que a autora tentou criar um ambiente onde as pessoas não se importavam com a opinião da Lia por ela ser mulher, mas se olhar o livro com um pouco mais de atenção você percebe que a Lia também não se importa com nenhuma opinião que a dela própria.

O enredo de The Beauty of Darkness é bastante cansativo neste ponto da história. Como no segundo livro não houve espaço para muitas explicações sobre o dom e sobre a situação política dos outros países daquele universo, era de se esperar que a Mary E. Pearson deixasse para explicar tudo no último livro. Com isso, a leitura ficou maçante, arrastada. Em alguns pontos eu sentia que a história não estava indo muito além das frustrações da personagem principal pôr as coisas não estarem saindo da forma que ela desejava.

A parte fantástica do livro é bastante confusa. Eu preciso dizer que mesmo depois do final do livro, eu ainda não consigo entender muito bem como o dom funciona. Acho que a autora pecou bastante focando demais no romance e nos dramas pessoais da personagem principal e deixando a fantasia do livro completamente de lado. Querendo ou não ter todas as explicações apenas no último livro acabou deixando a história em si pesada demais, desinteressante demais para quem já havia esperado até aqui para saber o sim dessa trilogia.

O triangulo amoroso que, não chegou realmente a ser um triangulo amoroso, caminhou para um final que eu acabei gostando mais do que eu pensei que fosse, mas não pela forma que muitos vão gostar – ou talvez não. Ainda assim, o desfecho da nossa heroína me incomodou bastante, simplesmente porque depois de repensar a minha opinião mega positiva sobre ela, naquele ponto do livro, eu já não a achava merecedora de nada que estava acontecendo com ela.

Eu me senti bastante incomodada com esse livro, devo dizer. Eu entendo muito que a Mary E. Pearson queria entregar um desfecho eletrizante da forma que todos esperavam que fosse, já que a série caminhou de forma bastante positiva até aqui. Mas o excesso de “feminismo” distorcido da autora acabou fazendo com que a sua heroína se tornasse, pelo menos para mim, alguém que eu já não estava mais disposta a gostar. Sendo bem sincera, as atitudes da Lia em relação ao Rafe me deixaram irritada do começo ao fim do livro. Ela nunca pensava no rapaz que a amava ou nas pessoas que tinham arriscado tudo para salvá-la, e isso me deixava muito irritada.

Queria eu que a autora tivesse realmente desenvolvido a personagem. Que a Lia tivesse mudado suas atitudes, que tivesse entendido que tudo o que ela fez desde o começo do livro foi muito mais uma atitude egoísta do que uma busca por liberdade. Mas não foi isso que eu vi no livro. Não foi esse crescimento que me foi entregue e, sendo assim, As Crônicas de Amor e Ódio tiveram um final que me deixou bastante frustrada e irritada com a leitura.

Eu não sei se me sinto triste ou enganada com esse livro, honestamente. Eu tinha nele todas as expectativas de uma leitura maravilhosa, mas ao invés disso eu me deparei com uma leitura cansativa, personagens que conseguiram me decepcionar de todas as formas possíveis e um desfecho que apesar de satisfatório, não deixou uma marca na minha vida como leitura. Espero muito que de agora em diante, a Mary não tente mais explorar o feminismo da forma que ela fez em As Crônicas de Amor e Ódio. Eu espero que ela traga em seus próximos livros personagens que sejam mais verdadeiros e honestos do que os que eu encontrei lendo The Beauty of Darkness.

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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