Mangás & Animes Resenhas 10abr • 2017

Aoharaidopor Io Sakisaka

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Panini
Ano de Publicação: 2015
1º livro da série 13 Volumes
Número de Páginas: 188

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Sinopse: Durante o ginasial, Futaba Yoshioka costumava ser uma estudante tímida que odiava ficar perto de garotos. No entanto, com Kou Tanaka era diferente, mas, antes que pudessem começar um relacionamento, ele sumiu sem dar notícias. Agora, no colegial, Futaba tem novos planos para sua vida escolar, que vão bem até Kou reaparecer!

Depois de muita luta e campanha pelo #MaisShoujosNoBrasil, em 2015 Aoharaido começou a ser publicado no Brasil. Eu que acompanhava a série online, pausei a minha leitura faltando poucos capítulos para o final, segurei minha ansiedade e aguardei até a conclusão no nosso país.

Esse mês, eu finalmente pude ler o último volume do mangá que roubou meu coração nos meados de 2012. Sempre fui fã da revista Margaret, já conhecia a Io Sakisaka pelo lindo Strobe Edge, então era inevitável eu começar a leitura de Aoharaido. Foram alguns anos acompanhando a história e sonhando com a publicação dela por aqui. Agora que eu já reli tudo, vim falar um pouquinho desse shoujo para vocês.

Aoharaido, também conhecido como Ao Haru Ride, conta a história de Futaba e Kou. O casal se conhece durante o ginasial e se apaixona, mas infelizmente, antes que alguma coisa acontecesse, Kou desaparece e Futaba nunca mais tem nenhuma notícia do seu primeiro amor. No final de primeiro ano do colegial, Futaba esbarra em Kou e descobre que ele não é mais o garoto que ela conhecia. Além de ter mudado de nome, Kou parece ter outra personalidade. Isso não impede a protagonista de se apaixonar mais uma vez. Ou será que ela nunca esqueceu o seu primeiro amor?

Uma das coisas que cabe dizer, é que em Aoharaido temos um pacing mais rápido. Ao contrário de muitos shoujos de romance escolar, aqui beijos e declarações acontecem sem tanta cerimônia, um fator que ajudou muito na popularidade da série. As personagens são bem cativantes também. Futaba erra muito e vê-la cometendo suas trapalhadas é muito divertido.

Ela é muito humana, assim como boa parte das personagens do mangá. Aqui também vale ressaltar que não temos muitos problemas com relacionamentos abusivos e idealizações masculinas, problemas em muitos shoujos por aí. Kou é meio babaca às vezes, mas nunca é idealizado ou perdoado pela autora. Ele tem seus motivos e rala muito pra merecer a menina de quem ele gosta. Outra personagem que eu gosto muito é a Makita, na primeira vista parece ser só mais uma garotinha fofa, não se engane, ela é mais forte e tem mais personalidade do que todo mundo na história.

Aoharaido flerta com muitos assuntos além do primeiro amor. Fala sobre amizade, sobre perdas, sobre bullying e sobre ser quem você é. É bastante coisa, mas é tudo bem encaixado no roteiro, então não temos a sensação de atropelamento pelo caminho.

Os volumes brasileiros possuem dois marcadores como mimo, e o volume 11 vêm com o crossover Oreraido!! de brinde. Também temos presentes algumas One-Shots da autora, destaque para a de Strobe Edge que é uma fofura. Por falar nisso podemos ver a Ninako e o Ren passeando no fundo em um dos capítulos.

Aoharaido ganhou excelentes adaptações para anime e live action, indico as duas. A abertura do anime é uma delícia de se ouvir e vive no meu celular. A série já se encerrou no Brasil com 13 volumes, mas o sucesso foi tanto que a Panini acabou de anunciar a republicação do mangá. Além de contarem com os marcadores do primeiro lançamento, os volumes vão ir para bancas e lojas especializadas.

Um marco na publicação de shoujos no nosso país, uma demografia tão desvalorizada que está conseguindo crescer garças a campanha e mobilização dos fãs. Levanta da cadeira e corre para comprar o seu, sinta-se a vontade também para entrar no movimento do #MaisShoujosNoBrasil e trazer mais obras lindas como Aoharaido para o nosso país.

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Beatriz Kollenz ver todos os artigos
Queria ser mesmo uma garota mágica, infelizmente não deu nessa vida. Amo borboletas, mangas shoujo, desenhos animados e livros. Quando não estou voando nas nuvens costumo tocar piano, assistir um dorama ou sentar ao ar livre. Apesar de ser leonina sou muito tímida, a vida é assim, repleta de contradições.

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10 Comentários

  • Oie
    que ilustrações maravilhosas e eu ainda nunca li um mangá mas super estou curiosa por vc dizer que aborda temas mais forte como bullying por exemplo, vou correr atras de dar uma lida, parabéns pela resenha

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

  • Michele Lopez
    17 abr 2017

    Olá,
    Confesso que não sou muito de ler mangás, mas achei a premissa desse (sinto muito mas não conseguirei digitar até ler umas 500 vezes no nome kkkkkk) bem interessante. O fato de o romance acontecer sem muita enrolação ou cerimônia com certeza deve ter ajudado a popularização dele por aqui e acho que isso é o motivo pelo qual fiquei curiosa. Parece ser uma leitura bem fofa e engraçada.

    LEITURA DESCONTROLADA

  • Tatiana Castro
    13 abr 2017

    Oi, Beatriz!
    Realmente a editora Panini deve ser parabenizada pela iniciativa de disponibilizar esse mangá. Tenho certeza que esse gênero crescerá no país com a facilidade de acesso. Eu só li Death Note até hoje e amei. Tenho certeza que vou querer ler pelo menos o primeiro volume desse.
    Beijos!
    Gatita&Cia.

  • Ana Paula Medeiros
    12 abr 2017

    Oi! Tudo bem?
    Sempre que vejo série longas de mangás acabo desanimando, porque sempre quero comprar a coleção e tenho medo de perder alguma edição rsrs
    Mas adorei a premissa da história, e por tratar de temas diversos e em constantes no nosso dia a dia.
    Vou anotar a dica! Futuramente pretendo ler…
    Beijos :*

  • Gisele
    12 abr 2017

    Oi Débora,
    Não conheço nada de Mangás, acho os desenhos fofos e só e imagino que isso para quem gosta, deve ser quase uma ofensa rsrs
    Interessante saber que tem um enredo bacana por trás.
    Quem sabe em algum momento eu arrisque.
    Beijos
    http://www.estilo-gisele.blogspot.com.br

  • Lilian Farias
    12 abr 2017

    Oi
    Não soube desse movimento em 2015, quando o assunto é Mangá, sou muito alienada, não sei absolutamente nada. Sei que é um defeito em minha formação como leitora, mas ainda não me identifiquei. Aoharaido parece ser interessante, mas ainda não senti identificação.

  • Paula Sesterheim
    12 abr 2017

    Oi, tudo bem?
    Não costumo ler mangás, mas esse parece ser muito fofo! Achei bem legal a protagonista se apaixonar de novo por ele, mesmo tendo mudado bastante sua personalidade e nome. Acho que vou dar uma chance.

  • Fabiana
    11 abr 2017

    Olá, tudo bem?
    Gente que mangá mais lindo <3
    owmm faz tanto tempo que li Mangás, mas eu amo a forma como o genero é exposto.
    Sua resenha me trouxe uma saudade gostosa. Vou tentar ler mais e incluir essa sua dica entre eles. Beijos

  • Jéssica
    11 abr 2017

    Oi Beatriz,
    Adorei conhecer o mangá e ler sua resenha. Me parece uma história bem divertida e leve. Não sou uma leitora de mangás, na verdade nunca li nenhum, mas admiro as histórias e conheço pessoas que adoram. Irei indicar a leitura para alguns amigos.
    Beijos
    Blog Relicário de Papel

  • Karine Fernandes
    10 abr 2017

    Mangás. O único que li foi Naruto e nem finalizei. Gosto da maneira que é escrita eles em geral. Mas não me vejo lendo outros. Apesar de imaginar que seja uma leitura muito fluida e gostosa. Parabéns pela resenha está ótima. E espero que venha para o Brasil mais obras.

    Beijos.

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