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Entrevistas

A experiência feminina no mercado editorial

Débora Costa
09 de março de 2017 09/03/2017 2 Comentários

Para deixar a #SemanaDasMinas ainda mais completa, não poderíamos deixar de dar voz ao principal motivo de estarmos fazendo essa semana especial, não é mesmo? Por isso, hoje eu venho compartilhar com vocês uma entrevista que eu fiz com a autora Bianca Sousa, conhecida por suas publicações Eterna e, a mais recente, Laços.

Nessa entrevista, a Bianca vai contar um pouco sobre como é ser escritora em um mercado que ainda acredita que as autoras nacionais só são capazes de escrever livros de romance ou erótico. É importante falarmos sobre esse assunto, principalmente porque existem muitas autoras nacionais ou não que passam por esse preconceito ao explorar outros gêneros, o que não deveria acontecer, não é mesmo?

Confiram a entrevista abaixo:

Como foi pra você publicar um livro num meio que é, em sua maioria, masculino?

Olha, para te falar a verdade, eu não pensei muito a respeito disso quando comecei. Sabe aquela coisa do “não sabendo que era impossível, foi lá e fez?”. Foi bem assim no meu caso! Risos. Acho que a melhor resposta contra o machismo em qualquer área é ir lá e fazer. (Desculpe o palavrão!) Foda-se que acha que a gente não consegue. Vamos lá fazer e mostra o serviço bem feito! Confesso que já sofri MUITO preconceito no ramo empresarial/corporativo do que no editorial como autora.

Já vivenciou algum preconceito por ser mulher no meio editorial? Se sim, qual?

Não.

Você já recebeu críticas por trabalhar com o ponto de vista de um personagem masculino?

Não. Mas o contrário já aconteceu! Por exemplo, no conto “O dia que o Sol não nasceu” a protagonista, uma moça de 17 anos, resolve aproveitar as últimas horas de vida na Terra para ir atrás de um crush. Algumas pessoas acharam isso machismo e outras acharam que ela deveria ter ficado em casa com a família e não ido atrás de um menino. Porque, né… a menina não pode ir atrás da própria felicidade! A menina tem de ficar em casa e se sacrificar pelo bem de todos, ainda que isso custe a felicidade dela. O que nem o primeiro grupo, nem o segundo perceberam é que esse papel normalmente é masculino, é o do príncipe – aquele que larga tudo, reino e posses para ter com a princesa seus último momentos. Isso é considerado *lindo* quando um homem faz, quando o cara passa pro todos os obstáculos para ter o que ou quem quer. Já se a mulher faz isso, ela é irresponsável e egoísta de ter deixado a família para trás, e, inclusive, erroneamente confundido com machismo. A mulher ir atrás do cara que ela quer, na minha opinião, é algo empoderador e não machista.

Qual a visão que você acha que o mercado editorial tem das autoras?

Atualmente, depois de tantos best-sellers produzidos por mulheres em todo o mundo, acho que o mercado editorial enxerga nas autoras de erótico uma promessa de mina de ouro. Risos. Não é uma coisa bonita, mas é a realidade quando se fala em business.

Qual é a maior dificuldade para mulher quando ela inicia no meio editorial?

Você automaticamente é categorizada como autora de romance água com açúcar ou erótico! Como se fossem sinônimos! Haha! Dá para escrever erótico em um conto, novela… não precisa ser um romance (em tamanho) e nem um romance (em um relacionamento romântico), uma vez li um erótico que era putaria pura, sem amor algum! Foi um bom livro. Mas enfim, eu escrevo romance e fantasia, e, às vezes gosto de escrever fantasia sem romance. (Tenho histórias aqui guardadas! rsrs) A questão é: enquanto mulher posso escrever romance, mas também posso escrever outra coisa fora disso se assim eu quiser.

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Gostaram da entrevista? Para conhecer mais do trabalho da Bianca Sousa, vocês podem estar curtindo a sua página do Facebook e acessando o site para saber mais sobre os livros. Ah, e se você se interessou por Laços, não se esqueça de participar do nosso sorteio para concorrer a um Ebook do livro, certo?

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de Steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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