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Cinema

Impessões sobre a adaptação de A Bela e a Fera

Débora Costa
04 de abril de 2017 04/04/2017 0 Comentários

Faz mais ou menos uns dois anos que eu não atualizo nada no blog sobre filmes que eu assisti ou indicações, porém, com 2017 cheio de estreias maravilhosas e filmes que realmente estão me encantando, aqui estou eu, mais uma vez, tentando trazer de volta a vida a coluna de Cinema para compartilhar com vocês alguns dos filmes que eu tenho assistido e que eu acabei gostando muito – ou nem tanto, não é mesmo?! E para começar, eu resolvi falar da estreia que marcou a minha infância, do filme que eu mais amo no mundo – e talvez o ponta pé inicial para eu ter tirado a coluna dos confins do blog: A Bela e a Fera.

Primeira coisa que vocês precisam saber: não assistam esse filme dublado. Parece uma coisa muito dura de se dizer, mas eu andei dando uma olhada nos clipes dublados e, honestamente? Eu não entendi porque eles resolveram alterar a letra das músicas, sem falar que a voz da dubladora não está encaixando com a cara da Emma Watson, então se você quer garantir uma boa experiencia assistindo esse filme, compre seu ingresso para a sessão legendada. Obrigada, de nada.

Agora, vamos ao filme.

A Bela e a Fera não é um enredo que precisa de introdução, certo? Uma jovem moça que vai a um castelo em busca do seu pai e acaba se oferecendo para ser prisioneira de uma fera horrenda no lugar dele – isso se formos pensar no enredo bem por alto. Porém, nessa adaptação comandada por Bill Condon, nos foi prometido algo muito além do que o desenho da Disney de 1991, mas sem perder a essência do filme que nós todos tanto amamos. E o que eu posso dizer? Bill cumpriu a sua promessa.

Em se tratando de fotografia, o filme é simplesmente um sonho realizado. Tudo canta, tudo dança, afinal aqui é a França e é praticamente impossível segurar a vontade de chorar. Quando aquela musiquinha de introdução começou a tomar conta da sala de cinema, eu senti minhas mãos tremerem. Não dá pra negar que toda a produção do filme, desde o enredo ao figurino foi pensado com cuidado e desenvolvido de forma que fizesse jus ao original.

Foi feita uma contextualização dos personagens principais da trama. Nessa versão mais atualizada de A Bela e a Fera, os roteiristas tiraram alguns minutos do filme para falar um pouco sobre a mãe da Bela e também explicar porque a Fera tinha um temperamento tão complicado. Esses, pelo menos para mim, foram os pontos mais interessantes do filme, porque deixaram a história um pouco mais plausível – já que no desenho todas essas explicações não eram necessárias.

E adivinhem só?! A Fera saber ler!

Sim, eu fiquei tão feliz quando ele a Bela começaram a argumentar sobre Shakespeare. Acredito que essa nova versão teve um cuidado maior de construir o relacionamento deles de uma forma mais real, onde o espectador conseguisse perceber que eles tinham gostos em comum e que poderiam sim, facilmente, se apaixonar um pelo outro independentemente da situação “mágica” que a Fera estava vivendo naquele momento – e o fato da Bela não poder simplesmente voltar para casa, acho que é bom pontuar isso.

Meu maior incomodo no filme foi a atuação da Emma Watson. Embora, analisando de uma forma geral, isso não atrapalhasse o filme, eu sentia que ela não tinha expressão nas suas cenas. Era complicado dizer se ela estava realmente feliz ou encantada quando as expressões dela eram sempre as mesmas. Acho que o fato de ela ter que atuar quase o filme todo sozinha deve ter sido um desafio bem maior do que ela realmente tinha habilidade para encarar. Mas é como eu disse, o filme é tão bom que você até deixa isso passar na hora.

Os efeitos especiais e as músicas ficaram maravilhosas. E eu devo dizer que a Fera digitalizada do Dan Stevens não me incomodou mesmo. A verdade é que, por mais estranho que isso possa soar, quem roubou meu coração foi o Luke Evans e a sua interpretação de Gaston. É impossível não criar um crush nele depois desse filme, mesmo sabendo que o personagem é egocêntrico e, bom… Gaston. Ah, o LeFou também teve momentos ótimos que não vão passar despercebidos.

Considerando que eu sou uma fã da versão original, eu confesso que fiquei bastante satisfeita com o resultado final do filme. Adorei que o Dan teve a chance de cantar Evermore e me fazer chorar igual uma desesperada dentro do cinema. Gostei das cenas de ação e, principalmente dos personagens secundários do filme. Acho que qualquer pessoa que cresceu vendo esse filme vai se encantar com o resultado desse filme e se apaixonar ainda mais pela história.

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Débora Costa

Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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