La Oliphant

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Empatia e Imaginação: O que os animais podem nos ensinar

Débora Costa
24 de julho de 2017 24/07/2017 1 Comentário

Empatia e Imaginação: O que os animais podem nos ensinar

Só os Animais Salvam, de Ceridwen Dovey, é uma desconcertante e lindamente trabalhada coleção de histórias contadas pelas almas de animais mortos. Um gato é morto por um atirador no Fronte Ocidental; um mexilhão azul se afoga em Pearl Harbor; uma corajosa tartaruga é lançada ao espaço na era Soviética; e um papagaio que se automutila é abandonado em Beirute no meio dos ataques aéreos de Israel em 2006. No entanto, Dovey ilumina e acrescenta camadas a esses contos com humor, imaginação e uma construção literária engenhosa. A maioria dos animais são conectados a escritores – Colette, Jack Kerouac e Gustave Flaubert, entre outros – que deram destaque para animais em suas próprias ficções, e conseguem emular suas vozes literárias. (o mexilhão Kerouaciano dizendo adeus para um amigo:

Publicado ano passado na Austrália (Dovey vive em Sydney), Só os Animais Salvam evocou uma sinopse prestativa de J. M. Coetzee, além de diversos prêmios; teve seu lançamento previsto no Reino Unido em agosto e Farrar, Straus and Giroux vão lançar a edição americana no dia 15 de setembro.


Por favor pare de pedir meus livros emprestados.

Débora Costa
19 de julho de 2017 19/07/2017 13 Comentários

POR FAVOR PARE DE PEDIR MEUS LIVROS EMPRESTADOS.

Talvez essa seja a publicação mais chata que eu vou escrever, e talvez, muito provavelmente, vocês me odeiem bastante por escrevê-la. Porém, eu cheguei naquele ponto da minha vida que certas coisas precisam ser ditas antes que eu enlouqueça mais um pouco. Então aqui está: parem de pedir meus livros emprestados, por favor. Obrigada. De nada.

Eu sei, parece um pouco egoísta da minha parte, afinal, livros são feitos para serem lidos. Acreditem, minha mãe teve uma longa conversa comigo sobre isso quando eu chorei muito ao descobrir que a minha cópia de A Caminho do Altar, da Julia Quinn tinha sido completamente destruída dentro da bolsa dela. E eu entendo, eu juro, que para vocês são apenas um punhado de papéis colados em uma brochura bacana, mas para mim… bem, meus livros são muito mais do que isso.


O universo completo dos livros de Sarah MacLean

Débora Costa
10 de julho de 2017 10/07/2017 4 Comentários

O universo completo dos livros de Sarah MacLean

Sarah MacLean é uma das autoras de romances de época que mais me conquistou nos últimos tempos. Desde que eu comecei a me aventurar nos livros dela, eu não consegui mais largar o gênero e acho que é seguro dizer que a autora se tornou meu novo vício. Com quase todos os seus livros lançados no Brasil, Sarah já ocupa boa parte da minha estante e suas heroínas estão na minha lista de personagens favoritas, afinal, como resistir a essas mulheres corajosas, não é mesmo?

Foi me aventurando nas séries de Sarah que eu percebi que todos os seus livros se passam dentro do mesmo universo. Ou seja, você sempre encontra personagens de outros livros dela sendo mencionados ou participando ativamente da história. Como, por exemplo, Duncan West, personagem principal do quarto livro da série O Clube dos Canalhas que, aparece ativamente em Amor Para O Escocês, contribuindo muito para o desenrolar da história.


A representatividade negra na literatura e como ela apareceu para mim

Rafaela Rodrigues
02 de julho de 2017 02/07/2017 10 Comentários

A representatividade negra na literatura e como ela apareceu para mim

Minha mãe diz que eu aprendi a ler bem cedo, e que minha primeira Bienal do Livro foi lá pelos meus dois, três anos de idade. Dali em diante eu nunca mais abri mão da presença de livros na minha vida. Cresci como leitora voraz, e me lembro que desaparecia por horas durante uma leitura e outra, tudo porque escolhia lugares como o cantinho do sofá na sala, na certeza de que, se eu ficasse ali quietinha, poderia ler sem ser incomodada. Hoje, aos 23 anos, a única diferença é que eu preciso me planejar bem se quiser ler algo tranquilamente, já que tem as leituras da faculdade (onde eu preciso ler mais e mais livros, já que, para a surpresa de absolutamente ninguém, eu fui parar em Letras!) e os horários apertados entre aulas e deslocamento.

Eu realmente sempre fui apaixonada por livros e sei bem que vocês me entendem quando digo que, normalmente, a primeira coisa que notamos numa leitura é como os personagens nos agradam ou se parecem com a gente, e como algumas de suas ações ou características criam aquela sensação de identificação. Essa ligação com personagens é ótima, mas quando se é uma criança negra – que foi o meu caso – e percebe que todas as princesas tem o cabelo liso e brilhante e peles alvas como a neve e bochechas rosadinhas, isso pode ser um pouco incômodo: um gênero literário como o infantil, que é tão cheio de princesas, mas que não possui uma sequer com o cabelo enroladinho e a pele preta.


O livro que inspirou o nome do blog + sorteio

Débora Costa
28 de maio de 2017 28/05/2017 15 Comentários

O livro que inspirou o nome do blog + sorteio

Desde que o blog surgiu, muita gente sempre vem me perguntar como eu escolhi o nome do meu blog e porque eu escolhi esse nome. Eu nunca tinha gravado nenhum vídeo sobre isso, mas quando a Novo Conceito resolveu lançar dois dos meus livros favoritos com uma capa totalmente nova, eu vi que era a oportunidade perfeita para compartilhar essa história com vocês.

O nome “La Oliphant” surgiu do livro Anna e o Beijo Francês da autora Stephanie Perkins que, no ano passado, foi relançado no Brasil pela Novo Conceito com uma capa completamente nova. O livro está na minha lista de leituras favoritas e, por eu ter me apaixonado completamente pela personagem Anna, eu sabia que colocar o nome do meu blog em homenagem a essa história que eu amo tanto era mais do que perfeito.


Como construir universos fantásticos

Débora Costa
09 de maio de 2017 09/05/2017 0 Comentários

Como construir universos fantásticos

Então, você está pronto para escrever uma ficção científica ou livro de fantasia. Mas por onde começar? Muitos escritores começam criando um mapa, ou pesquisando algum corpo celestial distante. Seis romances em minha especulada carreira de ficção, descobri que crio meu melhor trabalho quando começo a construir meus mundos fantásticos, começando não com sistemas mágicos ou geografia, mas com um único personagem. E aqui está o porquê desse método ser tão bem-sucedido para mim.

Quando você começa seu processo de construção de mundo, criando primeiro um personagem e, em seguida, perguntando que tipo de mundo criou esse personagem, você se concentra nas partes do mundo que mais importam para as pessoas nele. Isso significa gastar menos tempo na pesquisa que você não vai usar. Eu olho para o meu worldbuilding e criação de personagens como processos interligados. Eles não – na verdade, não podem! – existir de forma independentemente um do outro.


Como ganhar dinheiro escrevendo: Qual o valor do seu livro?

Débora Costa
06 de maio de 2017 06/05/2017 0 Comentários

Como ganhar dinheiro escrevendo: Qual o valor do seu livro?

Escrevi vários livros e publiquei alguns deles. Eu tive um grande sucesso considerando meu pequeno status como uma autora independente ou auto publicada. Eu superei de longe as minhas expectativas de venda do livro, e consegui encontrar duas maneiras distintas de fazer uma vida rentável como uma autora publicada.

Não só isso, mas eu tive que aprender a traduzir esse valor para o público certo. E isso era muito mais difícil do que escrever ou editar qualquer romance. Eu já disse isso antes, mas vou dizer novamente: como um autor, você não é um artista, você é um empreendedor. Um pequeno empresário, que provavelmente usou seu próprio capital para investir em sua nova empresa. E esse é um cenário completamente diferente do que ser “um escritor”.


Débora Costa

Débora Costa

Geminiana. Escritora de romances nas horas vagas, mas viciada em séries no dia a dia. Publicitária hiperativa de 9h às 18h. Tem Oasis em todas as suas trilhas sonoras literárias. Prefere o Goodreads ao Skoob. A maluca dos romances de época que ainda vai escrever um livro sobre viagem no tempo.

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