Posts escritos por: Vinicius Fagundes

Notícias 11ago • 2017

O que sabemos sobre o novo livro do John Green

Algum tempo atrás, nós postamos aqui um vídeo em que nosso amado John Green falou que não sabia se publicaria outro livro. No vídeo, ele diz que o sucesso de A Culpa é Das Estrelas o deixou preocupado com a possibilidade de que um próximo livro não seria tão bem recebido, e que apesar de ter trabalhado em algumas ideias nenhuma delas foi pra frente da forma que ele gostaria. Bom, parece que desde então, as coisas melhoraram pra ele!

A Intrínseca postou essa semana no YouTube uma versão legendada de um novo vídeo do canal Vlog Brothers ( que o John mantém com o irmão dele, Hank) em que o John fala um pouco sobre seu novo livro, Turtles All The Way Down, que ainda não tem um título traduzido, mas já tem data de lançamento! Ele vai ser lançado simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil no dia 10 de Outubro, bem antes do que a gente tinha pensado que seria.

A Intrínseca ainda liberou alguns detalhes da história do livro no blog da editora. Turtles All The Way Down vai ser focado em Aza Holmes, uma jovem de 16 anos que está atrás de um bilionário desaparecido afim de uma recompensa. No vídeo, John fala que Aza tem Transtorno Obsessivo Compulsivo, e que parte do que o inspirou a escrever o livro fora as suas experiencias vivendo com TOC. Isso já nos deixa muito animado porque nós sempre precisamos de mais representação pra esse tipo de transtorno, já que a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que é TOC (não, gostar de tudo organizado não é ter TOC, gente).

Como já falamos o livro vai ser lançado no dia 10 de Outubro e nós já estamos acampando nas livrarias porque queremos agora!

Resenhas 02ago • 2017

Levana, por Marissa Meyer

Eu nunca sei o que falar quando eu gosto de um livro, mas ele não entrega exatamente o que eu estava esperando dele. Levana é um caso complicado porque, por mais que eu tenha gostado da leitura, eu não sei se necessariamente é um livro que você precise ler. Como já foi falado aqui algumas vezes, nós do La Oliphant adoramos as Crônicas Lunares, então quando Levana saiu, nós estávamos super ansiosos pra fazer essa leitura. Mas agora, após a leitura, a pergunta que fica na minha cabeça é “Será que a série precisava desse livro?”.

Levana é uma prequel das Crônicas Lunares, e ele se dedica a se aprofundar no passado da temida rainha Levana, a principal antagonista das Crônicas Lunares. Em Levana, vemos a vida da personagem como uma adolescente que vive na sombra de sua irmã Chanary, e acompanhamos os acontecimentos trágicos que a levaram a se tornar a malévola rainha do povo de Luna que ameaça a vida de Cinder, Scarlett, Luna e Winter nos livros das Crônicas Lunares.

Mas vamos começar pelas coisas boas. Levana é uma exploração muito interessante sobre uma personagem que até agora nos foi apresentada como sendo absolutamente do mal. Levana mostra o que exatamente ocorreu na vida de Levana que a levou a se tornar a tirana governante de Luna. Lendo esse livro, e vendo como foi a vida de Levana antes dos acontecimentos das Crônicas Lunares, é quase compreensível que ela tenha se tornado uma pessoa, digamos assim, complicada. Seria muito fácil para o livro tentar pintar Levana como uma personagem trágica e injustiçada (como outras sagas por aí fizeram com seus personagens).

Mas a melhor parte disso tudo é que o livro não tentar usar nada disso como justificativa para as ações dela. Ao longo do livro, Levana está completamente ciente de que tudo que ela faz é moralmente reprovável, mas ela descarta essas preocupações, afirmando que os fins justificam seus meios. Mas fica extremamente claro para o leitor que o livro em si não aprova essa justificativa e ele não deixa nenhuma dúvida de que Levana é completamente uma vilã. O que acontece na vida dela é terrível mas não apaga as coisas ruins que ela mesma faz, e isso acrescenta uma camada interessante para a personagem.

No que se trata dos personagens, Levana é definitivamente a estrela do livro. Os outros personagens como a irmã egoísta de Levana, Chanary e o bondoso guarda real Evret são apenas acessórios para a história dela. As interações com eles servem para nos mostrar lados diferentes da personalidade de Levana, e fazem isso muito bem (principalmente nas cenas que focam no relacionamento entre Levana e Evret), mas não são exatamente o que eu chamaria de personagens marcantes. No geral, Levana é dedicado inteiramente a nos apresentar a pessoa por trás da coroa e do glamour.

E a personagem de Levana é incrivelmente bem explorada nesse livro. Nós já conhecemos Levana como uma personagem fria, calculante e maléfica, mas em Levana, podemos vê-la como uma garota inteligente, ambiciosa e profundamente insegura. Não é exatamente o suficiente para nos fazer gostar dela (e nem deveria, afinal ela é a vilã da saga), mas é o bastante para nos fazer pensar em quem ela poderia ter sido se não tivesse se tornando na rainha de Luna. Acompanhar a transformação nos deixa com a sensação de que ela poderia ter sido uma rainha bastante competente se não pelas cicatrizes emocionais que carregou por toda sua vida.

A minha dúvida em relação a Levana é a seguinte: Seria Levana uma leitura obrigatória para os fãs das Crônicas Lunares? E no geral, eu diria que sim. Levana é uma exploração fascinante sobre uma das personagens mais marcantes da saga. É um ótimo acrescimo as Crônicas Lunares, mas não deveria ter sido o ultimo capitulo da saga. Eu recomendaria que os leitores sigam a ordem de publicação original e leiam Levana antes de lerem Winter, último livro das Crônicas Lunares. É possível deixar Levana para o final, mas dessa forma, você acrescenta um elemento novo ao plot da série.

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Literaría 31jul • 2017

Você conhece a melhor pior fanfic do mundo?

Se você assim como eu cresceu dentro do fandom de Harry Potter, você provavelmente passou muitas horas da sua vida lendo fanfics na internet. Eu já perdi a conta de quantas histórias eu li que colocam os personagens que eu cresci conhecendo em situações completamente diferentes. E isso é uma das coisas mais legais sobre fanfiction, o fato de que você pode mudar praticamente tudo sobre a história, mas os personagens você já conhece. O problema é que, vamos admitir, existe muita fanfic ruim por aí. E a ultima coisa que eu vou fazer é falar mal de fanfics ruins, afinal eu mesmo escrevi algumas. Mas a fanfic que eu trouxe pra apresentar hoje é provavelmente a pior coisa que eu já li na minha vida.

Mas eu estou me adiantando um pouco. Primeiro, vamos a uma breve explicação sobre fanfics. Pra quem não sabe, o fandom de Harry Potter meio que teve um boom de fanfiction por volta dos anos 2000 e 2003, entre o lançamento de Cálice de Fogo e Ordem da Fênix.. E como na maioria dos fandons, essas fanfics eram focadas em ships. Mas existe uma porção significativa do fandom que utilizou o universo Harry Potter pra explorar suas próprias ideias e histórias. Histórias que, excluindo os elementos emprestados das criações da Rowling, dariam ótimos livros originais (eu pessoalmente adoro a saga Alexandra Thorne, procurem). Inclusive, alguns autores que hoje são bem famosos começaram escrevendo fanfics de Harry Potter, como Cassandra Clare (que escreveu a famosa Draco Trilogy).

Mas ao mesmo tempo que existe esse tipo de fanfic épica, existe também as fanfics focadas simplesmente nos romances o que também é ótimo. Milhares e milhares de fanfics em que Harry e Hermione (ou Harry e Luna, ou Harry e Draco) passam por todos aqueles clichês de filmes adolescentes, só pra ficarem juntos no final. E apesar de esse tipo de fanfic não ser exatamente o meu gosto, ele era bastante popular. E como dita a Lei de Sturgeon, se existe muito de alguma coisa, uma grande porcentagem dela vai ser ruim. E essas fanfics ruins geralmente eram ruins por alguns motivos recorrentes: eram mal escritas, não representavam bem os personagens que nós tanto conhecemos, ou simplesmente não faziam sentido. My Immortal faz tudo isso e mais um pouco.

My Immortal foi publicado pela primeira vez em 2006, no site Fanfiction.net. Até o momento em que foi retirada do site, a fanfic tinha 44 capítulos e 22,700 palavras. E pra começar a entender a obra prima que é My Immortal, nós temos que começar pelo autor/autora. A autoria de My Immortal foi creditada ao perfil “xxxbloodyrists666xxx”, que se identificava como Tara Gilesbie, mas isso nunca foi totalmente comprovado. Como dá pra perceber pelo título da fanfic, e pelo username, “Tara” parece ser uma garota gótica ou emo. E isso é um dos detalhes mais marcantes de My Immortal, o fato de que os personagens compartilham desse traço com a autora. Não é sempre que você vê Draco Malfoy saindo escondido de Hogwarts pra ir a um show do Good Charlotte.

Como eu falei, a identidade da autora nunca foi totalmente confirmada, mas as notas que ela acrescentava no começo de cada capítulo apresentava alguns detalhes sobre quem ela era. O mais importante desses detalhe é a existencia de uma editora e beta reader, identificada como Raven (username “bloodytearz666”), que até ganha uma personagem baseada nela. Por volta do capítulo 16, Tara e Raven aparentemente brigam, e Tara para de agradecer Raven nas notas. Essa história contida nas notas, somada com alguns outros detalhes na fanfic levaram uma parte do fandom a acreditar que My Immortal é na verdade, uma sátira.

E essa é provavelmente a melhor coisa sobre My Immortal. O fato de que até hoje não existe um consenso sobre se a fanfic é real ou se é uma paródia. Parte do fandom argumenta que ninguém conseguiria escrever uma história tão ruim, com tantos erros de digitação, e que tivesse tamanha falta de cuidado em retratar o universo bruxo. Mas outra parte defende que, levando em conta o tamanho da obra, o esforço necessário, e o fato de que existem várias outras fanfics com o mesmo estilo de escrita, My Immortal pode sim ser uma fanfic sincera. Esse debate existe até hoje nos cantos da internet.

Mas a parte mais importante de My Immortal é sem dúvida a protagonista. O nome dela é Ebony Dark’ness Dementia Raven Way. Ela é descrita como tendo longos cabelos pretos, com mexas roxas e vermelhas. Pele pálida e olhos azuis como lágrimas límpidas (eu não faço ideia do que isso quer dizer). As pessoas dizem que ela se parece com Amy Lee, vocalista da banda Evanescence, e a autora acrescenta em uma nota que “se você não sabe quem ela é, sai daqui!”. Além de ser uma bruxa, e aluna de Hogwarts, Eboy (ou Enoby, como ela é as vezes referida, graças a digitação confusa da autora) é também uma vampira, e no seu quarto em Hogwarts ela dorme em um caixão. Ela também não usa o uniforme de Hogwarts, preferindo andar pelos corredores da escola usando espartilhos, mini saias, botas e meias arrastão.

Deu pra entender o porque de My Immortal ser tão amada e odiada? Só nesse parágrafo aí em cima, tem pelo menos 4 detalhes que contradizem o universo Harry Potter. E isso é com uma personagem original. Eu nem falei nos personagens que já existem. Por exemplo, Harry nesse universo virou gótico, mudou o nome pra Vampire, e trocou sua cicatriz de raio por um pentagrama, porque isso aparente é uma coisa que ele simplesmente pode fazer. Ele, Ebony e Draco tem um triângulo amoroso que fica ainda mais complicado quando é revelado que ele e Draco já tiveram um romance.

E logicamente os outros personagens não escapam dessa confusão. Hermione muda o nome pra B’loody Mary, muda para a Sonserina, e vira satanista. Ron se chama Diabolo e é filho de um vampiro. Neville se chama Dracula e seus pais eram vampiros (um tema recorrente, parece) que morreram em um acidente de carro. Dumbledore é provavelmente o pior caso, sendo que a primeira cena dele na história é quando ele interrompe uma cena de sexo entre Ebony e Draco, nos presenteando com a imortal citação “WHAT THE HELL ARE YOU DOING YOU MOTHERFUKERS!”. Se eu tivesse um ano, eu não conseguiria listar todas as formas que essa fic destrói o canon de Harry Potter.

E é esse o motivo de existir a dúvida sobre a seriedade de My Immortal. Ao mesmo tempo em que nenhum fã de Harry Potter poderia errar tanta coisa sobre a série, muitos outros detalhes são referencias a outras coisas que acontecem nos livros. O cuidado que existe nos erros pede uma atenção aos detalhes que não viria de alguém que escreve do jeito que My Immortal é escrito. E pra piorar, alguns detalhes presentes em My Immortal são muitos semelhantes a algumas partes do plot de Criança Amaldiçoada, o que levou o fandom a ter uma crise de riso coletiva.

O impacto de My Immortal ainda é sentido entre os fãs. Existem inúmeras paródias espalhadas nos sites de fanfiction, várias leituras dramáticas dele no Youtube, até mesmo uma web série baseada na fanfic foi produzida. Infelizmente eu não sei se existe uma tradução de My Immortal, inclusive eu não saberia como traduzir os erros de digitação, então ela está disponível apenas em inglês. Apesar de ter sido removida do Fanfiction.net, ela está disponível em alguns outros sites na internet, até mesmo no Wattpad. Eu recomendo, do fundo do meu coração, se você é fã de Harry Potter e fala inglês, leia. Leia do começo ao fim, e venha comigo nessa montanha russa de terrível.

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Resenhas 22jul • 2017

Belas Maldições, por Terry Pratchett e Neil Gaiman

Eu realmente não sei porque eu demorei tanto tempo para ler alguma coisa do Neil Gaiman. Talvez porque de tanto ouvir falar que os livros deles são incríveis, eu estava com medo de que todo esse hype acabasse levantando demais as minhas expectativas e eu acabaria me decepcionando com o livro. Mas com Deuses Americanos vindo pra TV, eu sabia que era só uma questão de tempo até eu pegar um livro dele. Então eu fico muito feliz de poder dizer que eu amei Belas Maldições demais.

Belas Maldições é uma colaboração do Neil Gaiman com Terry Pratchett, autor da série Discworld. No livro, o fim do mundo finalmente vai chegar. E isso é um problema para o anjo Aziraphale e o demônio Crowley, que simplesmente se acostumaram a viver entre os humanos, e não querem se desfazer dos confortos da vida na Terra. Portanto, os dois partem em uma missão para impedir o apocalipse, o que significa encontrar o Anticristo, a mais poderosa criatura da Terra. O problema é que o Anticristo é uma criança de 11 anos.

Belas Maldições é completamente, sem sombra de dúvidas, uma comédia. O livro tem uma das narrações mais divertidas que eu já li, e não faltaram momentos que me fizeram rir. Não só na própria narração, como também nos diálogos e até mesmo nas notas de rodapé, toda página tem pelo menos um detalhe que não deixa o humor do livro cair. Tudo isso tornou Belas Maldições uma leitura muito divertida, do tipo que você lê 100 páginas sem nem perceber.

Apesar de ser focado principalmente na comédia, o livro não sacrifica o desenvolvimento dos personagens pelo humor. Aziraphale e Crowley fazem uma dupla de “protagonistas” muito interessante porque apesar de estarem literalmente em lados opostos de uma guerra, eles tem coisas em comum o suficiente para formarem uma aliança, que em certos ponto se torna uma amizade, apesar de nenhum dos dois querer admitir. A química e os diálogos dos dois são responsáveis por alguns dos momentos mais legais do livro.

Os outros personagens do livro são todos incrivelmente bem construídos, e acrescentam muita coisa pro enredo. Adam, o tal Anticristo, é um personagem que parece simples, mas vai ficando mais complexo a medida que o plot se avança. Além disso, ele e a gangue de amigos dele são alguns dos personagens infantis mais realistas que eu já vi em um livro. E outros coadjuvantes como a bruxa Anathema Device, e os caçadores de bruxas e os caçadores de bruxas, Shadwell e Newton Pulsifer são muito divertidos também.

Mas o que mais me agarrou em Belas Maldições não foram os diálogos engraçados ou os personagens divertidos, mas sim a mensagem que o livro meio que esconde por entre os acontecimentos do fim do mundo. Enquanto Aziraphale e Crowley estão correndo tentando encontrar o Anticristo, o livro tem momentos mais calmos em que os personagens discutem sobre a natureza do ser humano, e se nós somos inerentemente bons ou ruins. E apesar de não parecer, um livro sobre o julgamento final consegue ser bastante otimista em relação a moralidade dos seres humanos.

Belas Maldições é um daqueles casos raros em que a hype é, pelo menos na minha opinião, completamente merecida. Um enredo animado, com personagens muito bem explorados, que consegue levantar questões complexas sobre a moralidade das pessoas sem se tornar uma leitura pesada e enfadonha. Um ótimo começo pra minha jornada nos livros do Neil Gaiman (e talvez do Terry Pratchett também) e o melhor livro que eu li até agora em 2017.

P.S.: De acordo com os boatos da internet, Belas Maldições vai virar uma mini-série da BBC, com o próprio Neil Gaiman como showrunner, e eu não poderia estar mais animado.

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Notícias Séries & TV 13jul • 2017

The Umbrella Academy vai ganhar série na Netflix!

Os humilhados finalmente serão exaltados! Depois de dois anos de especulação a série de quadrinhos The Umbrella Academy criada por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá, finalmente vai ganhar uma adaptação! E vai ser pela Netflix! O próprio Gerard Way usou suas redes sociais para compartilhar o primeiro pôster oficial da adaptação que tem estréia prevista para 2018.

Alguns detalhes da adaptação já foram liberados. Além da previsão de estréia, foi anunciado que a série vai ter 10 episódios, e que vai ser live-action, apesar do que a arte do pôster pode indicar. Gerard Way disse em uma declaração “Eu estou maravilhado que ‘The Umbrella Academy’ achou um lar na Netflix. Eu não conseguiria pensar em um lugar melhor para a visão que eu e o Gabriel Bá tivemos quando criamos esse quadrinho, e eu mal posso esperar para que as pessoas possam experienciar esse mundo em um programa live action.

Em The Umbrella Academy, 47 crianças extraordinárias nascem de mães que nunca mostraram sinais de estarem grávidas. O milionário Reginald Hargreeves adota 7 dessas crianças, e quando questionado o motivo responde apenas “para salvar o mundo”. Essas crianças formam a Umbrella Academy, uma família disfuncional de super hérois. Uma década depois, o time se separa mas quando Hargreeves morre inesperadamente, eles são forçados a se reunirem para salvar o mundo outra vez.

Cindy Holland, vince presidente de conteúdo da Netflix disse “O que nos atraiu em The Umbrella Academy é que o tom é completamente único, visual e estilizado. Esses não são super-heróis comuns, e essa série vai adotar o tom singular das graphic novels – sombrio, porém divertido, sobrenatural mas centrado na realidade. Nós estamos animados para vermos esse mundo e apresentar esses heróis inesquecíveis para os membros da Netflix no mundo todo.

Fonte: Netflix.

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Resenhas 08jul • 2017

O Casal que Mora ao Lado, por Shari Lapena

São 3 e meia da manhã, seus olhos estão praticamente fechados, mas você se recusa a ir dormir porque precisa saber o que vai acontecer no próximo capítulo. É assim que eu fico quando gosto muito de um livro e foi assim que eu fiquei nessa leitura de O Casal Que Mora Ao Lado, livro de estréia da canadense Shari Lapena, e um dos livros de suspense mais intrigantes que eu li esse ano. O Casal Que Mora Ao Lado segue Anne e Marco Conti, um que está passando por momentos difíceis desde o nascimento de sua filha Cora. Anne vem passando por uma severa depressão pós-parto e Marco não sabe o que fazer para ajuda-la.

A vizinha do casal, Cynthia, os convida para um jantar afim de comemorar o aniversário de seu marido Graham, mas pede que Anne e Marco deixem Cora com a babá, pois Cynthia não gosta de crianças.De ultima hora, a babá precisa cancelar e Marco convence Anne de que sair de casa um pouco vai fazer bem pra ela e não tem problema deixar Cora dormindo em casa, afinal eles vão estar logo ao lado, e vão estar com a babá eletrônica ligada. Anne concorda e eles combinam de checar a bebê de meia em meia hora. Mas no fim da noite, eles encontram a porta da casa entreaberta, e o berço de Cora vazio.

Eu comecei essa leitura com poucas expectativas. Suspense é um gênero literário com o qual eu tenho muita pouca experiencia, então eu não tinha muita ideia do que esperar. E por ser um livro de estréia, eu não tinha nenhum outro trabalho da autora para aumentar meu interesse. Então eu fiquei realmente surpreso com o quanto O Casal Que Mora Ao Lado me agarrou logo de cara. Se você assim como eu não leu tantos livros de suspense assim, esse me parece ser um ótimo lugar pra começar.

O fator que realmente direciona a história do livro são os segredos que os personagens guardam. O detetive que investiga o desaparecimento de Cora diz na história que nesses casos os pais são os primeiros suspeitos e ele tem motivos de sobra pra desconfiar de Anne e Marco. Ao longo do livro, o leitor nunca sabe quem está falando a verdade e que está mentindo, e a medida que a história progresse, mais e mais segredos vem à tona. É uma história coberta de tensão e de suspense.

A escrita de Shari Lapena é bastante eficiente em transmitir a tensão e o atrito que existe entre os personagens. Realmente passa a sensação que independente do relacionamento entre eles, nenhuma dessas pessoas realmente conhecem ou confiam umas nas outras. Você passa o livro inteiro sem saber em quem acreditar, achando que todo mundo é culpado, e isso é em grande parte por causa da narrativa que a autora cria. O livro todo é cercado por essa atmosfera de aflição que os personagens sentem.

A única coisa que poderia ter beneficiado mais o livro era uma maior exploração da vida de Anne e Marco antes do nascimento de Cora. Os personagens falam em alguns momento do livro sobre como Anne era antes de Cora nascer e antes da depressão pós-parto, mas seria mais efetivo mostrar como ela era, talvez através de um flashback, para realmente deixar claro o contraste de personalidade que ela passa. Do jeito que é feito no livro, o leitor sabe como ela é no momento da história mas não tem noção de quem ela era antes. E a mesma coisa acontece com o relacionamento de Anne e Marco.

O Casal Que Mora Ao Lado é o tipo de leitura que funciona muito bem, principalmente se for lido de uma vez só. Cada capítulo que passa só aumenta a apreensão e a curiosidade de saber o que vai acontecer depois. De acordo com algumas resenhas que eu li pela internet, existem outros livros de suspense melhores, mas eu achei que O Casal Que Mora Ao Lado é uma ótima introdução para um gênero com o qual eu ainda estou começando a me familiarizar. Uma surpresa muito positiva vinda de uma leitura para qual eu realmente não tinha tanta expectativa.

Se você, assim como eu, ainda não leu tantos livros de suspense assim, O Casal Que Mora Ao Lado é um bom lugar pra começar. Um livro com ótima escrita, um enredo tenso e cheio de segredos, e um mistério que realmente enche o leitor de curiosidade. Já estou aguardando o próximo livro da Shari Lapena, e colocando vários livros de suspense na minha lista de leitura.

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Notícias Séries & TV 07jul • 2017

Drácula vai ganhar série na BBC pelos criadores de Sherlock!

O site de notícias de entretenimento Variety noticiou no dia 20 desse mês que Stephen Moffat e Mark Gatiss, os nomes por trás da série Sherlock vão estar produzindo uma mini série baseada no livro clássico de Bram Stroker, Drácula. Ainda sem data pra estrear, a mini série seria exibida na BBC e distribuída internacionalmente pela divisão internacional BBC Worldwide, assim como foi feito com Sherlock

Essa não é a primeira vez que Hollywood tenta reviver a história de Bram Stroker. Em 2013, foi produzida uma série, simplesmente chamada Dracula, que durou apenas uma temporada. E em 2014, foi lançado o filme Drácula: A História Nunca Contada, que seria o primeiro de um universo compartilhado de filmes de monstros dos estúdios da Universal.

A produção ainda está nas fases inicias, então ainda não se tem informações sobre o elenco, ou sobre a época em que a série será centrada. Eu ainda não sei se estou ou não animado por essa série. Por um lado, Moffat sabe fazer terror de um jeito interessante (ele escreveu o meu episódio favorito de Doctor Who, Blink). Por outro lado, como dá pra ver em Doctor e em Sherlock, quanto mais tempo as series dele duram, mais bagunçadas elas ficam. Resta esperar pra ver qual vai ser o resultado.

Fonte: Variety

Notícias Séries & TV 30jun • 2017

Saiu um monte de coisa nova de Death Note!

Vocês acharam que a Netflix não ia arrasar com a gente hoje, né? Pois se enganaram! Para animar a nossa semana, a Netflix foi e liberou o trailer do filme de Death Note! E não satisfeita com apenas esse tiro, foi e soltou também um featurette cheio de informações sobre a produção, e entrevistas com o diretor Adam Wingard e com o ator Nat Wolff que interpreta o protagonista Light Turner, um garoto que encontra um caderno sobrenatural que lhe dá o poder de matar qualquer pessoa simplesmente escrevendo seu nome nas páginas.

E não é só isso, foram liberadas também várias fotos exclusivas, incluindo uma do personagem Ryuk, interpretado por Willem Dafoe, e uma de Keith Stanfield no papel de L, um misterioso detetive que tenta impedir que Light concretize seus planos. (Explicação super rasa do plot, a gente explica bem melhor aqui.) Pelo que dá pra ver a Netflix tá mesmo apostando nesse tom mais dark para o filme.

Como uma pessoa que nunca viu o anime (mas que pretende começar o mais rápido possível) o material que a Netflix liberou me deixou bem animado pra ver o filme. Mas eu fiquei bastante curioso sobre o que alguém que é fã do anime e dos mangas pensa sobre essa adaptação. Se você é uma dessas pessoas, conta pra gente nos comentários o que você achou do trailer e se você está ou não animado para o filme! Death Note tem estréia prevista na Netflix no dia 25 de agosto.

O resto das imagens você pode conferir no Omelete, e o trailer e o featurette você confere aqui mesmo!

Resenhas 26jun • 2017

Melodia Mortal, por Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi

Poucas coisas são mais tristes do que pegar um livro de um autor cujo trabalho você admira, e o livro simplesmente não atingir as suas expectativas. Os livros do Pedro Bandeira, especialmente a série dos Karas foram alguns dos meus favoritos na época da minha adolescência, então eu estava muito animado para fazer a leitura de Melodia Mortal. Infelizmente, não foi o que eu esperava.

Melodia Mortal é um livro de suspense, seguindo o famoso detetive Sherlock Holmes, e seu companheiro, o Dr. John Watson, enquanto eles investigam diversos de seus misteriosos casos. Holmes, que além de mestre da dedução, é também um amante da música, aplica seu talento para investigação afim de determinar exatamente o que foi que matou grandes mestres da música clássica, como Beethoven, Mozart, e Tchaikovsky. Muitos anos no futuro, a Confraria dos Médicos Sherlockianos, um grupo de profissionais da medicina fãs do detetive, se reúne para discutir as façanhas de Sherlock Holmes.

Fora o fato de ser um livro do Pedro Bandeira, a ideia por trás do livro foi o que mais me chamou a atenção. Sherlock Holmes investigando a morte do grandes gênios da música clássica. É o tipo de plot que não vemos com tanta frequência. Mas na verdade, não é isso que acontece no livro. O que acontece é que Sherlock e Watson investigam algum caso qualquer, e Sherlock comenta que o caso o lembra da morte de um dos músicos. Aí a história muda de direção, e a Confraria dos Médicos Sherlockianos discute a morte do músico em questão.

Esse é o maior problema do livro. Todos os capítulos parecem ser praticamente iguais. O livro não tem um começo, meio e fim. São alguns contos, que apesar de serem até divertidos, não são longos o suficiente para fazerem alguma impressão duradoura. Nenhum deles é memorável o suficiente, e todos tem a mesma fórmula. Não tem nada que possa ser apontado como sendo marcante em nenhum deles.

A narração em si é provavelmente o melhor ponto do livro. As partes que seguem Sherlock são narrados pelo Dr. John Watson, e as que seguem a Confraria dos Médicos Sherlockianos. A narração de Watson é divertida, e os momentos de humor que ele injeta na história me fizeram rir, mas as partes da Confraria dos Médicos Sherlockianos são massantes e não tem nada que grave nenhum dos personagens na mente do leitor. O livro passa muito pouco tempo explorando esses personagens e, além de alguns traços de personalidade bem rasos, nada sobre eles se destaca como interessante.

Outro ponto positivo do livro é o conteúdo histórico dele. Pra quem se interessa por história, ou especificamente pelas figuras históricas do mundo da música, Melodia Mortal é um prato cheio. Em 240 páginas, eu aprendi mais sobre esses músicos clássicos do que já tinha aprendido em toda a minha vida. O livro pode entrar no território de infodump as vezes, mas isso é o tipo de coisa que já é esperado em uma história de Sherlock Holmes.

Talvez eu tenha entrado nessa leitura esperando demais, mas Melodia Mortal foi realmente uma decepção. A narração divertida e os fatos interessantes sobre a história não foram o suficiente para salvar esse livro e ele acaba sendo desconexo e insípido. Eu realmente esperava mais de um autor que foi responsável por alguns dos livros que me ensinaram a gostar de ler, mas infelizmente não foi dessa vez.

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Resenhas 20jun • 2017

Garota em Pedaços, por Kathleen Glasgow

Garota em Pedaços é um romance young adult, e é o livro de estréia da americana Kathleen Glasgow. O livro, lançado em março de 2017 pela Planeta Brasil, conta a história de Charlotte, uma adolescente que passou por momentos difíceis em sua vida. Além de sofrer bullying na escola, Charlotte acaba perdendo seu pai, e sua melhor amiga. Por causa de tudo isso, Charlotte se auto mutila e isso a leva a ser internada em um hospital psiquiátrico.

Quando o plano de saúde de sua mãe suspense seu tratamento, Charlotte se vê forçada a deixar sua cidade natal de Minneapolis, e ir morar na ensolarada Tucson. Completamente sozinha pela primeira vez em sua vida, Charlotte precisa se virar sozinha para conseguir um emprego e um lugar para morar. Para ocupar sua mente e evitar o círculo vicioso da dor, Charlotte se foca no seu talento para o desenho, e nas pessoas que conhece em sua nova cidade.

Eu tenho que admitir que Garota em Pedaços é um tipo de livro que eu não leio. Histórias sobre saúde mental, que mostram personagens passando por situações difíceis e lutando por suas recuperações são com certeza importantes, e completamente necessários para desconstruir o estigma que a sociedade ainda tem com as pessoas neuroatípicas. Mas histórias assim realmente não se encaixam nos meus gostos, já que eu tenho uma tendência a gostar mais de histórias fantásticas.

Mesmo com a minha predisposição a não curtir livros desse estilo, Garota em Pedaços acabou me surpreendendo. O livro segue Charlotte por vários momentos de sua recuperação, e é impossível não torcer para que as coisas acabem bem pra ela. Esse tipo de enredo pode ser arriscado, pois depende muito da afinidade que o leitor tem com o personagem. Vi algumas resenhas falando que não gostaram tanto da personagem e, consequentemente do livro, mas pra mim, tudo funcionou bem.

Apesar de ter gostado do livro, ele tem alguns pontos que me incomodaram. A narração do livro, feita pela própria Charlotte, é um pouco dispersa demais pro meu gosto. Não existe uma divisão de capítulos, somente trechos dos pensamentos de Charlotte, como se o livro fosse o diário dela. Imagino que existem pessoas que gostem desse estilo de narração, mas infelizmente eu não sou uma delas. Essa narração acabou deixando o livro um pouco desconecto, e em alguns momentos, eu tive que reler certas partes pra entender quanto tempo passou entre um trecho e outro.

Outro problema que eu tive com o livro é o fato de que ele tenta explorar coisas demais. A história da Charlotte já é uma história pesada por se tratar de saúde mental e de automutilação. Mas o livro ainda tenta falar sobre anorexia, drogas, alcoolismo, estupro, relacionamentos abusivos, entre outras coisas. Acaba ficando um pouco lotado demais, e em partes tira a atenção do que devia ser o foco da história: Charlotte e sua recuperação.

Tendo dito isso, Garota em Pedaços tem uma mensagem importante sobre recuperação, e mostra com bastante sinceridade como é a experiência de alguém que vive esse tipo de coisa. A jornada de Charlotte é emocionante, quando é mais focada nela e nos seus problemas, e a escrita da autora é efetiva em passar as emoções da protagonista.

Garota em Pedaços me parece ser um livro para um tipo específico de público. Se você gosta de histórias pesadas, focadas em saúde mental e em temas como suicídio e abuso, deve gostar de Garota em Pedaços. Se você for mais como eu, alguém que prefere uma história fantasiosa e menos realista, não sei se esse é pra você. Mas eu recomendaria para todos simplesmente pela mensagem de saúde mental que o livro passa.

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Séries & TV 15jun • 2017

5 Séries de Super-heróis Que Estão Vindo Por Aí

Se tem uma coisa que não falta ultimamente, essa coisa são as séries de super-heróis. Depois que Arrow, The Flash e Agents of S.H.I.E.L.D. conquistaram sucesso na TV americana, as emissoras apostaram fortemente em trazer os quadrinhos para a telinha. Algumas séries como Legends of Tomorrow, Gotham, e Supergirl acabaram dando certo, enquanto outras como Constantine, Agent Carter, e Powerless não duraram tanto.

E parece que não vamos parar por aí com os super-heróis na TV. Como nada me anima mais do que ter uma nova série para consumir completamente o meu tempo livre, juntei algumas das séries centradas em super-heróis que ainda vão estrear numa lista pra recomendar pra vocês, porque eu sei que vocês são tão vidrados nesse tipo de coisa quanto eu, não é mesmo? Então vamos lá!

The Defenders

Começando com a série que vocês com certeza já ouviram falar. The Defenders vem sendo falada desde que a primeira temporada de Demolidor estreou na Netfix, e ela vai finalmente chegar na Netlix em agosto desse ano. Apesar da críticas negativas de Punho de Ferro e do fato de que eu não vi tanta gente quanto eu gostaria falando de Luke Cage, eu ainda estou super animado para ver todos os personagens do universo da Marvel da Netflix juntos na mesma série.

The Defenders é baseado nos quadrinhos da Marvel, e segue um grupo de vigilantes que atuam na cidade de Nova York: Matt Murdock, um advogado cego que patrulha as ruas como o temido Demolidor; Jessica Jones, uma detetive particular e ex super-heroína adolescente; Luke Cage, um ex-presidiário com força super humana e pele indestrutível; e Danny Rand, bilionário especialista em artes marciais que consegue chamar os poderes do Punho de Ferro. A série estréia em 18 de agosto na Netflix.

The Gifted

Essa é uma que não é tão falada quanto outras da lista, mas a premissa e os nomes no elenco me animaram bastante. Pra quem não sabe, essa moça de branco na foto é a Amy Acker, que fez uma das minhas séries favoritas, Angel, spin off de Buffy, A Caça Vampiros. Além de Angel, ela já fez vários outros papéis em coisas que eu adorei, como Person of Interest e O Segredo da Cabana, além de uma aparição muito legal em Agents of S.H.I.E.L.D.

The Gifter segue Reed e Caitilin Strucker, dois pais que descobrem que seus filhos, Lauren e Andy possuem poderes especias. A família precisa então fugir e se esconder de uma organização do governo, e acabam se juntando a uma organização clandestina de mutantes lutando para sobreviver. A série deve estrear no final desse ano ou no começo do ano que vem na Fox.

Runaways

Eu já falei sobre Runaways aqui no blog, mas sempre é bom falar de novo, né? O serviço de streaming Hulu divulgou o primeiro teaser da série um tempo atrás e quanto mais detalhes são liberados sobre a série, mais animado eu fico (apesar de alguns probleminhas, como o fato de que a Molly tinha que ser mais nova pra ficar realmente fiel ao quadrinho, mas é aquele ditado, vamos fazer o que?).

Runaways é baseado no quadrinho de mesmo nome da Marvel e conta a história de um grupo de jovens cujos pais se encontra todo ano para um evento de caridade. Num desses eventos, os jovens descobrem que na verdade, seus pais são um grupo de super vilões chamado The Pride. Os jovens precisam então se esconderem de seus pais enquanto procuram um jeito de faze-los pagarem pelos seus crimes. A série tem estréia prevista para 2018.

Cloak and Dagger

Próximo item da lista, e um que eu ainda não conheço tanto, mas já considero pacas. Cloak and Dagger são dois personagens que eu não tive chance de ler tanto sobre (basicamente só vi eles quando eles aparecem em Runaways), mas eu gosto pra caramba do conceito por trás da série e da dinâmica dos personagens. Fora isso, eu vou muito com a cara da Olivia Holt, não sei porque.

Cloak and Dagger conta a história de Tandy Bowen e Tyrone Johnson, dois adolescentes que descobrem ter poderes especiais: ela consegue emitir adagas feitas de luz, e ele tem o poder de submergir outros em escuridão. Os dois logo descobrem que seus poderes funcionam melhor quando estão juntos, mas os sentimentos que tem um pelo outro podem acabar dificultando essa parceria. A série tem estréia prevista para 2018, no canal Freeform.

Black Lightning

E pra fechar, mais uma série para integrar o universo da DC na CW. Black Lightning é uma série que me anima por alguns motivos. Em primeiro lugar, vai ser muito legal ver um super-herói um pouco mais maduro em uma série. Em segundo lugar, vai ser incrível ver um super-herói negro sendo a estrela de uma série. Em terceiro lugar, se a série fizer sucesso, quem sabe as emissoras não acordam e finalmente fazer a série do Super Choque que nos merecemos e vemos implorando faz tempo?

Black Lightning conta a história de Jefferson Pierce, um super-herói que aposenta sua identidade de Black Lightning depois de ver os problemas que ela causou a sua família. Anos depois, ele precisa voltar a ativa quando uma perigosa gangue chamada The One Hundred leva a um aumento da corrupção e do crime organizado na sua comunidade. A série tem estréia prevista para 2018 na CW.

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Resenhas 14jun • 2017

O Ceifador, por Neal Shusterman

O Ceifador é um romance de ficção científica YA, e é o novo lançamento do autor Neal Shusterman, que escreveu também a série Fragmentados. O livro, lançado pela Seguinte em 2017, se passa em um futuro em que a ciência evoluiu a um ponto em que as doenças, as guerras, a fome, a miséria, e até mesmo a morte são coisas do passado. Para garantir o controle da população em um mundo pós-morte, existem os ceifadores, pessoas que tem o papel de determinar quem deve ser “coletado”.

Citra e Rowan são dois adolescentes selecionados para serem aprendizes do respeitado Ceifador Faraway. Apesar de não quererem ser ceifadores, os dois sabem que isso garantiriam imunidade de coleta para suas famílias. Os dois precisam então dominarem a “arte” de matar, enquanto tomam cuidado de não se aproximarem demais um do outro. Mas eles ainda vão descobrir que o mundo dos ceifadores é bem mais obscuro do que parece.

Eu entrei nessa leitura com algumas expectativas, afinal eu gostei bastante do último livro que eu li do Neal Shusterman. É sempre complicado pegar o novo livro de um autor que você gosta, porque você já começa a leitura esperando o mesmo nível de qualidade dos outros livros dele. Então apesar de estar bem animado pela sinopse do livro, eu estava um pouco apreensivo sobre o livro.

Apesar das minhas expectativas, eu curti bastante O Ceifador. O Neal Shusterman continua sendo um dos autores que eu mais gosto de ler, principalmente por causa da escrita dele. Ela é muito boa de ler, e o ritmo dos livros dele são sempre muito ágeis, a gente lê umas 100 páginas sem nem perceber. A narração dos dois protagonistas é distinta o bastante para que os dois tenham vozes bem definidas, e ambos são fáceis de o leitor se identificar.

Citra e Rowan são personagens distintos, com personagens e motivações diferentes, mas com o mesmo objetivo e as interações dos dois são alguns dos momentos mais legais do livro. A química entre eles é ótima, e eu realmente estava torcendo pros dois durante o livro. Sem querer dar spoilers, a backstory de cada um acrescenta várias camadas a caracterização deles, principalmente Citra, e explica muito bem o porque de eles estarem no treinamento para se tornarem ceifadores, apesar de nenhum dos dois realmente quererem esse papel.

O único problema que eu tive com o livro foi o mundo dele. Apesar do autor tentar, o futuro que ele criou no livro simplesmente é perfeito demais. Um mundo sem guerra, sem pobreza, sem fome, sem morte. Parece utópico demais, então o conflito que o livro precisa criar pra ser uma distopia parece que é jogado de qualquer jeito. E isso acontece em alguns momentos da história também. Quando as coisas começam a se acertar, o plot vai e joga um elemento só pra deixar as coisas mais complicadas.

Outra coisa que eu gostaria de ter visto mais no livro é uma explicação de como exatamente a ciência chegou a essa tecnologia que evita a própria morte. Eu sei que é meio tenso o autor explicar uma tecnologia que não existe de verdade, mas seria muito interessante ver como exatamente nós chegamos a um mundo sem governo e sem guerras. Imagino que o autor esteja guardando isso para um futuro livro, mas teria sido legal ver um pouco disso em O Ceifador.

O Ceifador, na minha opinião, não é tão bom quanto Fragmentados, mas é uma leitura que vale a pena. A escrita do Neal Shusterman, os personagens, e a questões que o livro levanta são todos pontos positivos, apesar do mundo pouco explorado e do enredo um pouco bagunçado. Eu com certeza vou ler o segundo livro da série quando ele for lançado, e espero que ele explore um pouco mais do mundo do livro, principalmente como foi que a humanidade chegou a esse mundo pós-morte.

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