Posts escritos por: Vinicius Fagundes

Cinema 21dez • 2014

Wishlist de Adaptações #1: A Menina Mais Fria de Coldtown

Final do ano chegando, os filmes mais importantes já saíram e os do ano que vem ainda estão longe. Já que ainda não tive a chance de assistir A Esperança e não tenho muito que falar de Maze Runner, decidi fechar o ano com uma lista das 5 adaptações que ainda quero ver no cinema. Vou fazer uma resenha rápida do livro, explicando porque acho que ele merece um filme, sugerir um diretor e atores para os personagens principais.

Sem mais delongas, vamos começar:

5 – A Menina Mais Fria De Coldtown – Holly Black

A Menina Mais Fria de Coldtown

A Menina Mais Fria de Coldtown

Holly Black

Editora: Novo Conceito

Ano de Publicação: 2013

Número de Páginas: 480

Código ISBN:  9788581634036

Nota:

Comprar: Submarino | Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.
A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

Eu acabei de ler esse livro, e ele é, com certeza, um dos melhores que li esse ano. Me lembrou muito os livros de vampiro clássicos como as Crônicas Vampirescas de Anne Rice.  Nos últimos tempos, os vampiros meio que perderam a graça pra mim. Crepúsculo, The Vampire Diaries e True Blood modificaram tanto a mitologia dos vampiros que um livro como A Menina Mais Fria de Coldtown foi como um fôlego de ar fresco. Trouxe os vampiros de volta aquele tom que tinham na literatura clássica; Sedutores, mas ao mesmo tempo, grotescos. É realmente um livro maravilhoso, e daria um filme excelente. Nas mãos do diretor certo, traria o gênero de filmes de vampiro de volta a glória dos anos 80/90.

Diretora: Mary Harron

Mary Harron é conhecida por ter digirido a comédia/terror Psicopata Americano, mas o primeiro filme dela que eu vi foi Relação Mortal, lançado em 2011. O filme (também uma adaptação, de O Diário da Mariposa, de Rachel Klein) captura perfeitamente o ar gótico e misterioso que os vampiros costumavam carregar, antes do mundo conhecer a Saga Crepúsculo. Mary seria perfeita pra trazer o mundo de Coldtown pras telas.

Elenco

Adelaide Kane, Sam Claflin e Hunter Parrish

Tana: Adelaide Kane. Conhecida por séries como Teen Wolf e Reign, Adelaide tem experiencia com personagens de personalidade forte e decididas. Ela faria um ótimo trabalho como a protagonista Tana.

Gavriel: Sam Claflin. Conhecido como o Finnick de Jogos Vorazes, Sam Claflin já provou ser um ator de talento. Seria interessante vê-lo interpretar um personagem enigmático e perturbado como Gavriel.

Andrei: Hunter Parrish. Conhecido pela série Weeds e pelos filmes 17 Outra Vez, Hunter já mostrou um talento pra cenas de comedia que seria perfeito para Andrei, que traz o alivio cômico pela maior parte da história.

A Menina Mais Fria de Coldtown seria a receita perfeita pra trazer os vampiros de volta pros cinemas. A quantidade certa de sedução e glamour, sem perder o sangue e o terror.

Torço muito pra esse livro chegar as telas, porque eu sinto muita falta dos vampiros de antigamente.

Amanhã, a lista continua.

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Cinema 03dez • 2014

Amaldiçoado

Amaldiçoado

Escrito por Joe Hill em 2004, e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro em 2010, O Pacto, originalmente chamado Horns, é um dos livros de terror mais legais que eu já li. A atmosfera da historia é envolta em mistério e suspense, o tipo de livro que eu li já imaginando como filme seria incrível.

Infelizmente, a realidade não foi essa. Estrelado por Daniel Radcliff e dirigido por Alexandre Aja, o filme, que vem para o Brasil com o título de Amaldiçoado, perdeu muitos dos detalhes que fizeram do livro uma historia tão interessante.

Já que eu vou analisar a historia do livro, essa coluna vai ter alguns spoilers. Se você prefere ver o filme, ou ler o livro, sem saber dos detalhes antes, o meu veredicto é o seguinte: O filme não é ruim. A história é bem legal, mas deixa a desejar em relação a historia original. Eu teria gostado mais se não tivesse lido o livro antes.

Se você não quer spoilers, pare de ler por aqui.

Personagens

O protagonista, Ig Parish, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliff, é um jovem perdedor que vê sua vida ir por água a baixo após sua namorada ser assassinada. Ig se torna o principal suspeito, e todos a sua volta acreditam que ele é culpado. Na manhã seguinte ao aniversário do assassinato dela, Ig acorda com dois chifres brotando de sua testa. O mais surpreendente é que esses chifres podem leva-lo a descobrir exatamente quem matou o amor da sua vida.

Dan é um ótimo ator, como sempre. O sotaque americano dele é perfeito, eu quase me esqueci de que ele, na verdade, é inglês. O desempenho dele realmente é a melhor parte do filme. Ig é um personagem complexo, que viaja entre os pápeis de vítima e de vilão, inúmeras vezes ao longo do livro. Daniel passa isso da melhor forma que pode, mas o roteiro simplesmente não colabora.

A namorada de Ig, Merrin, é interpretada por Juno Temple. Ela é uma boa atriz, mas assim como Ig, o roteiro simplifica o personagem dela de forma que não deixa espaço pra uma interpretação mais complexa.

O personagem que mais sofre com isso é o amigo de Ig, Lee. No livro, é revelado que ele é o assassino de Merrin, e que ele tem uma personalidade profundamente perturbada, beirando na psicopatia. No filme, Lee, intepretado por Max Minghella, Lee é rebaixado para a posição de pretendente rejeitado.

Os outros personagens são superficiais, e nenhum deles se diferencia tanto do livro, mas as mudanças nos personagens principais tiram muito da historia geral.

 Enredo

Como eu falei, a história original é muito mais complexa do que a do filme.

No livro, a história é dividida em 5 partes, que exploram o passado e o presente dos personagens. O filme tenta fazer isso, usando os flashbacks, mas simplesmente não consegue. Imagino que seja pelo limite do tempo que os filmes costumam ter. É compreensível, mas ainda sim, a história sai perdendo.

Os detalhes da vida de Ig, principalmente o seu relacionamento com Lee, são vitais para o tom do livro. Sem eles, o assassinato perde um pouco da força que tem na história original.

Uma das melhores partes do filme é o começo. Tudo o que acontece logo depois que Ig acorda com os chifres é fiel ao livro, e transmite muito bem a essência do livro. O final, por outro lado, é simplesmente terrível. O lance do crucifixo é ridículo, e a cena em que Ig cresce asas é muito tosca. O final original teria sido mil vezes melhor.

Em geral, a história ainda é boa, mas perde muita coisa. O filme é bom, mas comparado com o livro, deixa a desejar. Os atores fazem o que podem, mas o roteiro é simplificado demais e não se aprofunda em partes importantes.

Eu recomendo muito o livro pra todos que gostam de terror, principalmente os fãs de Stephen King, que é pai de Joe Hill.

O filme foi disponibilizado no Itunes no dia 6 de Outubro, e teve sua estreia no Dia das Bruxas. Ele ainda não tem estreia definida no Brasil.

Cinema 06nov • 2014

A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas

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A Culpa é das Estrelas, escrito por John Green e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em 2012, é um dos livros mais populares dos últimos anos. Ficando no topo da lista dos mais vendidos do New York Times por sete semanas consecutivas, a historia de amor de Hazel Grace Lancaster e Augustus Waters continua juntando fãs no mundo todo. Então, é claro que o anuncio da adaptação para o cinema não veio como uma surpresa.

O filme recebeu bastante hype na internet, afinal é lá que se encontra a maioria esmagadora dos fãs do John Green, os chamados Nerdfighers (DFTBA!!). E como sempre acontece quando um livro famoso é transformado em filme, todos ficaram preocupados se a história seria mantida intacta. Vamos então analisar o filme por partes.

Personagens

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A personagem principal, Hazel Grace Lancaster, foi interpretada por Shailene Woodley, que depois ainda estaria presente em duas outras adaptações literárias (Divergente e O Maravilhoso Agora). No começo, eu fiquei um pouco contrariado com essa escolha. Não que Shailene seja uma atriz ruim, pelo contrario, mas ela não combinava com a imagem que eu tinha da Hazel na minha cabeça.

Mas ela acabou me surpreendendo. Ela transformou Hazel em uma pessoa real pra mim, uma menina que realmente existe. A forma como ela ia de uma emoção pra outra, rindo, chorando e me fazendo chorar com ela. Foi uma atuação incrível.

Ansel Elgort foi outra preocupação minha. Eu nunca tinha ouvido falar dele antes da noticia de que ele iria interpretar Augustus Waters. O outro filme de maior destaque da carreira dele, Divergente, saiu pouco tempo antes de A Culpa é das Estrelas, e eu não gostei muito desse filme. Mas, ele também foi uma surpresa agradável. Augustus é uma personagem difícil de interpretar, mas ele se saiu muito bem, mantendo o equilíbrio entre carismático e frágil que torna Augustus um excelente galã.

Outro personagem de quem gostei muito, e que gostaria de ter visto mais, foi Isaac, melhor amigo de Augustus, interpretado por Nat Wolff (que vai ser o protagonista da próxima adaptação de um livro de John Green, Cidades de Papel). Isaac é um personagem engraçado e divertido, e eu realmente queria ver mais dele, principalmente que a cena em que ele e Hazel conversam no hospital fosse mais longa.

 Enredo

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A história é mantida praticamente intacta. Os diálogos são tirados, palavra por palavra, das páginas dos livros. As poucas cenas que não estão no filme não fizeram tanta falta, e as que estão são incríveis.

As duas cenas que eu mais queria ver (a mãe de Hazel chorando quando ela está à beira da morte e a cena do posto de gasolina) foram perfeitas. O filme todo parece que foi tirado direto da minha cabeça, tudo exatamente como eu tinha imaginado.

No geral, essa é, com certeza, uma das melhores adaptações literárias que eu já vi. O respeito e a apreciação pelo material original estão bem aparentes, e eu espero que Cidades de Papel seja feito com o mesmo carinho pela historia e pelos fãs.

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