Posts escritos por: Débora Costa

Resenhas 23jan • 2014

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista , por Jennifer E. Smith

Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley.

Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

“Nem todo mundo fica 52 anos juntos, e se ficam, não faz a mínima diferença se você faz uma promessa na frente de todo mundo. O importante é que você teve uma pessoa ao seu lado o tempo todo. Até mesmo quando tudo está dando errado.”

A narrativa do livro se passa em apenas 24 horas. Acompanhamos a ida de Hadley a Londres e todo o seu envolvimento com Oliver ao longo da viagem. Não posso dizer que gostei totalmente do livro, achei que a narrativa poderia ter sido melhor trabalhada e o desfecho poderia ter sido um pouco menos previsível, mas apesar disso, o livro continua sendo uma boa leitura para quem gosta de um romancezinho.

Hadley acabou não sendo a personagem que eu esperava. Ao longo da narrativa podemos perceber que ela é um tanto egoísta em relação a separação dos pais, o que acaba fazendo com que você não goste muito dela em algumas partes. É claro que é possível entender os motivos das reações que ela tem em algumas situações, afinal o relacionamento dela com o pai – pelo o que eu entendi – era muito forte, mas ainda assim acho que faltou um pouco de maturidade para lidar com a situação. Além disso, o roteiro pouco realista da Jennifer E. Smith não colabora muito para que a personagem evolua.

“Ele é como uma música que ela não consegue esquecer. Por mais que tente a melodia do encontro entre os dois fica tocando na cabeça repetidamente, cada vez mais agradável, como uma canção de ninar, como um hino; não tem como ficar cansada daquilo.”

Por fim, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista não chega a ser um livro ruim de ser ler. A narrativa é leve, descontraída e você ainda consegue dar algumas risadas em alguns trechos. É o tipo de livro que você não demora mais do que uma tarde para ler e possui uma história fofinha, mas sem muitas reflexões. Não chega a ser um defeito, mas também não posso dizer que é uma qualidade.

Resenhas 19jan • 2014

Anna e o Beijo Francês, por Stephanie Perkins

Qual garota nunca sonhou em se mudar para Paris?! Ao contrário de muitas de nós, se mudar de Atlanta, deixar sua melhor amiga e seu futuro-possível-namorado era tudo o que Anna Oliphant não queria. Seu pai, um escritor de dramas (tipo o Nicholas Sparks), estava com a ideia fixa de que estudar na França seria a melhor escolha para filha, então Anna – mesmo depois de muito reclamar – se vê organizando suas coisas em seu quarto na “School of America in Paris”, em meio a um lugar desconhecido, pessoas estranhas e uma língua que ela mal consegue pronunciar.
É então que ela conhece Meredith e seus amigos, o que inclui St. Clais, um dos garotos mais lindos do mundo – descrição minha – que possui uma namorada, mas que ainda assim se mostra um ótimo amigo para Anna. Conforme o tempo vai passando, Anna começa a se adaptar melhor a vida em Paris, porém seus sentimentos por St. Clair começam a mudar e ela percebe que talvez esteja apaixonada por seu melhor amigo.

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Améline e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois […]”

Anna e o Beijo Francês é um dos meus romances favoritos. A história é um clichê do “me apaixonei pelo meu melhor amigo e ele tem namorada”, mas a narrativa informal de Perkins é agradável e permite que você se envolva de tal forma com a personagem principal, que é possível se imaginar perfeitamente ao lado de Anna enquanto ela vive todas as suas aventuras.

“- Anna. Ele está sempre pegando no seu pé. É a clássica síndrome-do-garoto-correndo-atrás-da-garota. E, quando qualquer outra pessoa faz isso, ele sempre fica do seu lado e diz para irem se danar.”

Os personagens são incríveis. Anna tem as suas peculiaridades e seus diferenciais que acabam te encantando. Diferente de muitas personagens principais de romances, ela não passa aquela ideia de perfeição, pelo contrário, ao longo do livro percebemos que ela tem muitas manias e limitações que acabam fazendo com que ela seja única, sem fazer com que ela seja uma personagem insuportável.
St. Clair foi um personagem que realmente me encantou, principalmente por não ser um personagem feito apenas de qualidades. Ele tem muitos defeitos na sua personalidade, principalmente o medo de mudanças e outras coisas que ao longo da história acabam impedindo que ele fique com Anna.

Por que as pessoas certas nunca ficam juntas? Por que as pessoas têm tanto medo de sair de um relacionamento mesmo sabendo que não é um relacionamento bom?”

Existem várias cenas engraçadas e irônicas ao longo da história e isso acaba quebrando um pouco do foco no “romance”. Ramish e Josh foram dois personagens que eu realmente gostei muito no livro, apesar da história se focar bem pouco neles. Além disso, as complicações da história realmente acabam te envolvendo, e é quase impossível evitar aquelas reações preocupadas de leitor.
Anna e Beijos Francês foi bem arquitetado por que desde o inicio podemos ver pistas de como o final viria a ser. Todos os problemas abertos, foram fechados, sem nada ser deixado para trás. Indico muito para aqueles que gostam de uma boa história de amor.
Resenhas 07jan • 2014

Coração de Tinta, por Cornelia Funke

Eu não sei bem como começar a falar de Coração de Tinta, sem deixar transparecer o quão apaixonada eu sou pelo livro. Bom, o livro gira em torno de uma única pergunta: “Quem nunca desejou conhecer ao vivo os personagens de seus livros prediletos?” No começo eu sempre imaginei isso como uma coisa extraordinária, mas depois de ler este livro, eu tenho meus receios.
Mortimer (Mo) possui um dom conhecido como “Língua Encantada”, que permite dar vida aos personagens literários, tirando-os do livro quando o mesmo é lido em voz alta. Porém quando isso acontece, algo do mundo real precisa adentrar o livro. Foi quando Mo, que ainda não tinha conhecimento sobre esse seu dom, leu em voz alta um livro chamado Coração de Tinta, e acabou dando vida a alguns personagens e colocando sua esposa dentro do livro. Noves anos se passam desde o acontecimento, e agora, o vilão do livro que Mo libertou, quer obrigá-lo a trazer para o nosso mundo outros vilões perigosos da história. E assim a história começa.

“Desde do começo dos tempos contadores de histórias encantavam o público com suas palavras. Mas há um talendo ainda mais raro. Existem aqueles que lendo em voz alta podem trazer os personagens à vida tirando dos livros para o nosso mundo.”

Meggie, a filha de Mo, se tornou uma das minhas personagens favoritas, porque apesar da pouca idade, ela aprende desde cedo a encontrar a confiança que precisa nas páginas dos livros. Elinor, é uma personagem que eu ainda não decidi se amo ou odeio, apesar de já ter lido o livro mais de uma vez. Sua paixão e cuidado com os livros simplesmente me encanta, mas o seu humor às vezes me faz querer que uma estante de livros caísse na cabeça dela. Dedo Empoeirado é outro personagem que, apesar de fazer escolhas erradas ao longo do livro, eu não consigo não gostar. Ele é o tipo de personagem que eu gosto, não é o vilão do livro, mas também não é o mocinho, embora em alguma cenas ele realmente me deixe decepcionada. 

“ – Você mesmo sempre diz que livro têm que ser pesados, porque o mundo inteiro está dentro deles.”

A escrita de Cornelia Funke é do tipo que te envolve sem que você perceba. O universo que ela criou é completo, os personagens são apaixonantes, e por fim, você acaba desejando poder fazer parte de toda aquela magia. Eu me perdi por horas nas páginas de Coração de Tinta, torcendo para que a história nunca chegasse ao fim. Por sorte existem ainda mais dois volumes chamados Sangue de Tinta e Morte de Tinta, que completam a coleção. 

Coração de Tinta está – definitivamente – na minha lista de livros favoritos, e é um ótimo livro para se começar 2014.
Resenhas 30dez • 2013

O Circo da Noite, por Erin Morgenstern

O Circo da Noite, da autora Erin Morgenstern foi lançado no Brasil pela editora Intrínseca e ganhou meu coração assim que eu o vi em promoção no submarino. A história gira em torno de Celia e Marco, dois ilusionistas treinados desde a infancia para um desafio mágio, onde ambos seriam testados até sue limite para provar qual dos dois seria o melhor ilusionista.

Um não conhece o outro. Seus tutores passam o minimo de informação possível sobre o desafio, focando apenas desenvolver a habilidade de ambos. O primeiro encontro acontece quando Celia faz uma audição para trabalhar como ilusionista no Le Cirque des Rêves, no qual Marco é assistente do proprietário.

Celia e Marco estão ligados um ao outro por causa do desafio, e ambos conseguem sentir essa ligação. O circo, que primeiramente tinha apenas como objetico servir de palco para o desafio, acaba se tornando o lar de Celia e Marco, além de atrair fãs pelo mundo inteiro. E assim a história começa a se desenvolver, e nos envolver.

“Pela minha experiência, a maioria das donzelas em perigo é perfeitamente capaz de se resgatar sozinha, pelo menos as que valem a pena.” – Sr. A.H, O Circo da Noite

O Circo da Noite é um livro rico em detalhes, onde você não se encontra preso apenas ao personagens principais, mas também é introduzido a outros personagens inesquecíveis que, além de serem fundamentais para o desenrolar da história, te envolvem no livro tanto quanto os personagens principais.  É difícil dizer qual meu personagem favorito, ou melhor, qual tenda do circo eu mais gostei. O livro te dá muitas possibilidades ao longo da leitura, e te desperta muitos sentimentos.

A escrita de Morgenstern foi muito além das minhas expectativas. A maneira como ela descreve o ambiente onde se passa a história faz com que você se perca nas páginas do livro sem nem ao menos perceber. É uma leitura realmente “mágica”, que permite que o leitor vivencie cada momento do enredo como se ele realmente estivesse dentro do livro.

“As pessoa veem o que querem ver. E, na maioria das vezes, o que dizem para elas verem.”

Falar deste livro sem me estender muito, é complicado. Mas, se eu fosse defini-lo em apenas uma palavra, definitivamente esta seria “Genial”. Morgenstern conseguiu criar um enredo rico em detalhes e beleza, que ao mesmo tempo que consegue te deixar sem fôlego, te envolve naquele universo de tal forma que você consegue se ver dentro do circo, vivendo todo aquele espetáculo.

Definitivamente, O Circo da Noite é um dos meus livros favoritos, e eu pretendo visitar o Le Cirque des Rêves muitas vezes ainda.

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