Posts escritos por: Débora Costa

Top Comentarista 01jan • 2018

O primeiro Top Comentarista do Ano – Janeiro 2018

Que tal a gente começar o ano com o pé direito?! A partir de hoje já está valendo o PRIMEIRO top comentarista do La Oliphant e com direito a livro para todos os gostos, viu?! Neste mês de janeiro, o ganhador do top comentarista vai poder levar para casa TRÊS livros maravilhosos, escolhidos com muito carinho viu?!

Eu resolvi fazer a promoção com livros de temas que eu gosto muito, por isso, o ganhador vai colocar na estante Chronos, da Darkside, um livro sobre viagem no tempo que tem a capa mais maravilhosa do mundo. O príncipe Leopardo, esse romance de época que eu amei da Elizabeth Hoyt e, por último, que é uma das minhas leituras favoritas até hoje. E Os 12 Signos de Valentina, um nacional maravilhoso que vai ser a melhor leitura da sua vida.

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Resenhas 28dez • 2017

Lady Whistledown contra-ataca, por Julia Quinn

Julia Quinn levou o conceito de “squad” há um outro nível quando resolveu escrever Lady Whistledown Contra-Ataca. Sendo bem sincera, livro de contos não é muito o meio tipo de leitura. Eu acho o formato complicado demais porque você pula de uma história para a outra e nem sempre as coisas se encaixam. Mas Julia Quinn é uma Yoda da escrita de época e junto com essas romancistas que eu acabei de conhecer, elas criaram contos maravilhosos que são interligados por um único evento em comum. Não preciso dizer o quanto meu ânimo com essa leitura triplicou depois que eu percebi isso, não é mesmo?!

O primeiro conto, e o meu favorito, é da nossa rainha Julia Quinn. Eu gostei muito da heroína deste conto, principalmente por ela não estar disposta a se casar com qualquer pessoa por causa da sua enorme herança. Mais uma vez, Quinn entregou diálogos divertidos e um romance que te faz rir até a barriga doer. Além disso, contamos com a influencia da nossa maravilhosa Lady Whistledown para abalar as coisas nesse enredo. Sério, como que vocês conseguem ler esse livro e não amar muito a Mathilda e o Peter?! Tão no comeu coração, do ladinho da Penélope e do Colin.

Mathilda é uma heroína muito fácil de você gostar. Sua personalidade determinada e o seu jeito de lidar com as situações, são encantadoras. Mas o que realmente me ganhou nesse conto foi o Peter e a sua determinação para “proteger” a dama de se casar com um caçador de dotes e, eventualmente, tendo que provar para a mesma que ele não era um. Eu gostei muito da verdade que existe no relacionamento deles e como que o amor não surgiu de forma apressada, mas foi construído em cima da confiança e da amizade entre eles.

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Notícias 26dez • 2017

Wink Poppy Midnight é o novo YA da Galera Record

Um thriller que traz narradores nada confiáveis que vão fazer você duvidar até da sua própria moral. Indicado pela YALSA e pela TeenVogue como um dos melhores livros de ficção jovem-adulta de 2016.

Wink é a nova vizinha esquisita e misteriosa, com seus cachos ruivos rebeldes, suas sardas e suas roupas estranhas. Poppy é a rainha do ensino médio, com seu cabelo loiro perfeito, sua beleza estonteante e sua grande habilidade para a manipulação e crueldade. Midnight é o menino doce e inseguro que se vê entre as duas. Wink sabe contar muitas histórias de cor. Ela está ciente de que todas elas precisam de um herói para derrotar o vilão. Poppy não acredita em histórias. Ela acredita acima de tudo em si mesma e acha que pode conquistar e derrotar qualquer coisa. Midnight até acredita em histórias, mas ele está certo de que nunca vai ser protagonista de nenhuma, mesmo que Wink pense o contrário. Ele não é bom em nada. Leia mais

Literaría 25dez • 2017

A acessibilidade no formato eBook

Sempre que eu conto para alguém que eu gosto de ler, eventualmente a pessoa acaba me perguntando sobre o embate livro físico x eBook. Nós já falamos muito sobre esse assunto por aqui e, apesar de eu sempre preferir a versão física por razões pessoais, nós precisamos admitir que a praticidade do eBook é muito tentadora. Inclusive, minhas leituras aumentaram muito depois que eu comprei o meu Kindle Paperwhite, viu?  Foi um investimento sem arrependimentos.

Dando uma vasculhada na internet a respeito desse assunto, eu encontrei um texto muito interessante da Mariana Mello e Souza, publicado no blog oficial da editora Rocco, onde ela fala bastante da acessibilidade do formato eBook e achei interessante, principalmente para aqueles que ainda tem um pouco de resistência a conhecer e experimentar o formato. Confiram abaixo o texto da Mariana:

Em 2011, quando me perguntaram se eu conhecia um formato novo de livro chamado e-book, não podia imaginar a mudança que estava prestes a acontecer. Uma conversa se tornou uma oportunidade de estágio fazendo produção de livros digitais e me apaixonei com as várias possibilidades e desafios deste novo formato (e nunca mais olhei para trás).

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Resenhas 22dez • 2017

Confesse, por Colleen Hoover

Eu me apaixonei pela escrita da Colleen Hoover quando li Métrica e acredito que, muitos leitores que adora a autora também começaram com esse livro.  Desde então minha relação com a autora tem sido uma constante montanha russa emocional onde, às vezes ela acerta no enredo, outras vezes não. Confesse é um dos meus “nãos”. Eu estava louca para ler esse livro desde que ele foi anunciado e, seguido de muitas resenhas positivas, eu estava ansiosa para conhecer o casal principal. Mas verdade seja dita, o enredo não entrega uma história de amor envolvente e nem personagens maravilhosos. Com capítulos arrastados e uma trama muito fraca, Confesse é mais um livro que entrou na estante para ocupar espaço.

Eu peguei Confesse para ler com a expectativa bem alta, principalmente porque eu não vi uma alma falando mal desse enredo. Todo mundo só tecia elogios, ou seja, vamos confiar na galera né? O problema é que o livro traz muito daquele enredo de drama forçado, um amor “impossível” que na realidade não é nem tão impossível assim e um casal principal que tem uma “tensão sexual’ que não faz o menor sentido, mas que a autora insiste em reafirmar no livro através de cenas e diálogos que, não só são arrastados, como também não se encaixam bem na evolução do enredo.

Particularmente, eu achei um grande desperdício ela ter divido a narrativa do livro entre os dois personagens. Primeiro porque isso fez com que os capítulos fossem corridos e todo o “romance” fosse explorado pelas canelas, e segundo porque a autora acabou não explorando os personagens de uma maneira mais profunda, prologando demais o mistério pessoal de cada um para que, de uma hora para a outra, ela jogasse tudo na cara do leitor que nem mãe obrigando a gente a comer jiló, sabe?! Fiquei bastante chateada, Colleen Hoover, esperava mais da senhora.

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Notícias 21dez • 2017

Último livro da série O Protetorado da Sombrinha ganha capa oficial

Se você é completamente apaixonado pela série O Protetorado da Sombrinha da Gail Carriger que nem eu, pode respirar aliviado porque o quinto livro dessa série é real, finalmente.

Foram anos de espera por esse dia, mas ele finalmente chegou. Eu sou uma apaixonada por livros Steampunk e O Protetorado da Sombrinha ganhou meu coração no primeiro livro, quando eu fui apresentada a Alexia Taraboti e sua personalidade teimosa. Quatro livros publicados pela Editora Valentina e eu nunca vou me cansar de revisitar esse universo maravilhoso da Gail Carriger onde todas as criaturas sobrenaturais que amamos convivem em sociedade.

Desde que a série foi lançada pela editora em 2013, o coração dos fãs brasileiros de Gail passaram por uma longa montanha-russa emocional. Em 2014 a editora havia anunciado que o primeiro livro não tinha atingido as expectativas de venda e que, por isso, não seria garantido a publicação da série completa.

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Entrevistas 19dez • 2017

Inteligente e sensual: conheça mais sobre a escrita Elizabeth Hoyt

Vocês têm um momento para a gente conversar sobre a Elizabeth Hoyt? Bom, não é segredo para ninguém que acompanha o blog que o primeiro livro da Trilogia dos Príncipes não é um dos meus romances de época favorito. E eu não vou mudar a minha opinião sobre isso, ok? Mas, eu li o segundo livro dessa série e, para a minha surpresa, eu AMEI o livro do começo ao fim. Por isso que eu sempre digo que vocês têm que dar mais de uma chance para os autores, eles podem sempre te surpreender.

Enfim, não amo O Príncipe Corvo, mas eu amo a Elizabeth Hoyt e agora somos melhores amigas. E como uma boa amiga, eu andei dando uma vasculhada na internet, procurando saber mais sobre a história da autora e como ela se tornou esse grande sucesso dos romances de época que é hoje. E eu descobri umas coisas INCRÍVEIS sobre a autora como, por exemplo, o primeiro rascunho de O Príncipe Corvo era um completo desastre!

Como eu gosto que vocês também conheçam mais dos autores, eu traduzi uma entrevista da Hoyt de 2007, quando a Trilogia dos Príncipes tinha acabado de começar a fazer burburinho lá fora e ela já estava trabalhando no terceiro livro, O Príncipe Serpente. É muito interessante ver como, dez anos depois, o livro ainda é um grande sucesso entre os leitores do gênero. Leia mais

Lista 18dez • 2017

3 motivos para você ler os livros da Tessa Dare

Romance de época é um gênero do qual eu realmente não me canso de falar. Desde que eu li O Duque e Eu já se passaram quatro longos anos e o meu número de romances só aumentou. Eu fui de Julia Quinn a Mary Balogh sem medo. Me apaixonei por personagens, arrisquei ler autoras que ainda não foram publicadas no Brasil e explorei o gênero de todas as formas que eu podia. Inclusive, estou trabalhando no meu primeiro original de romance de época. Mas não estamos aqui para falar dele, viu?

Como toda boa leitora de romance de época, ao longo das minhas leituras, eu fui colecionando algumas autoras cujo os personagens se encaixavam mais com o meu gosto literário. Foi assim que surgiu a minha paixão por Sarah MacLean, Julia Quinn e Lorraine Heath, autora que me conquistaram com suas heroínas, romances e heróis de tirar o fôlego. Mas tem uma outra autora que, por sinal, também é muito maravilhosa, que roubou meu coração com suas histórias nas highlands e fez com que eu me apaixonasse ainda mais pela Escócia: Tessa Dare.

A primeira série da Tessa publicada no Brasil foi a Spindle Cove, publicada pela editora Gutenberg, seguida pela série Castles Ever After – a minha série favorita dela. Apesar de as capas não serem as mais atrativas, eu posso garantir que a escrita da autora vale a pena cada segundo que você vai passar com esses personagens. Suas heroínas são determinadas, independentes e conseguem tirar qualquer duque ou marquês do sério num piscar de olhos. E se você ainda não está convencido a ler os livros da Tessa Dare, eis aqui uma lista de motivos para você fazê-lo:

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Lista 16dez • 2017

5 livros maravilhosos para você dar de presente neste natal

Sou eu ou parece que foi ontem que era natal na Leader magazine? Eu nunca vou me acostumar em como essas datas festivas de final de ano chegam rápido. Basta um piscar de olhos e eu já estou enfiada em quinze amigos secretos diferentes, festa do escritório de final de ano, seis ceias de natal fora de época apenas para “não passar em branco” e as amigas debatendo se dão ou não presente para o boy – um clássico dessa época do ano, não é mesmo?

Minha família já está muito acostumada com meus hábitos de leitura, então todos os anos a gente pula a parte do “o que você quer de presente” e vai direto para o “escolhe um livro que eu vou te dar”. E eu adoro isso, confesso. Mas eu também aproveito muito essa época de promoções de natal para completar aqueles livros que estão faltando na estante e também conhecer leitores novos. E por isso estamos aqui hoje!

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Eu separei alguns dos livros que eu li durante 2017 e que eu acho que dariam excelentes presentes de natal, seja para um amigo secreto ou mesmo para alguém da família. São livros que, de alguma forma, me encantaram muito e que eu posso garantir que não tem como a pessoa que você vai presentear não gostar – isso se ela gostar de ler, porque se ela não gostar, comprem uma biju mesmo ou aqueles kits de sabonete da natura, outro clássico dos presentes de natal.

Nossas Noites, por Kent Haruf

Eu jamais poderia fazer essa lista e não mencionar esse livro. Nossas Noites tem uma adaptação na Netflix, mas a adaptação não chega nem perto de mostrar a narrativa delicada de Haruf. De todos os livros que eu já li, Nossas Noites foi o que mais fugiu da minha zona de conforto. A estrutura poética do livro me pegou de surpresa e eu já aviso que não é uma leitura para todo o tipo de leitor. Ainda assim, os personagens são apaixonantes e o livro ensina muito sobre como o amor não morre, nem mesmo quando a gente envelhece. Essa carta de amor foi o último trabalho de Kent Haruf e é um dos presentes mais lindos que ele poderia ter deixando para os seus leitores.

Se você se interessou por Nossas Noites, eu fiz a resenha completa do livro aqui no blog e se ela não te convencer a comprar esse livro, você também pode conferir uma entrevista que traduzimos com a esposa de Kent, onde ela conta sobre como os últimos meses de trabalho do autor criando Nossas Noites e toda a inspiração por trás do livro.

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Eleanor Oliphant está muito bem, por Gail Honeyman

Eu sei que muitos de vocês não gostam de se aventurar em livros de estreia para presentear no natal, mas Eleanor Oliphant Está Muito Bem é um livro que vale a pena correr do risco. Honeyman tem uma escrita muito madura para alguém que acabou de chegar no mercado editorial, e sua personagem principal é dona de uma personalidade peculiar que com certeza vai prender qualquer leitor desde a primeira página. Este livro é uma viagem muito interessante ao mundo de uma jovem que está redescobrindo os seus limites e enfrentando fantasmas do passado. Honestamente? Eu fiquei muito impressionada com a forma leve e até mesmo divertida com que Gail Honeyman conseguiu desenvolver essa personagem.

Eleanor Oliphant Está Muito Bem entrou para a minha lista de livros favoritos e eu posso afirmar que leria qualquer coisa que a Gail publicasse. Estou muito maravilhada com o desenrolar desse enredo e personagem. E se você ainda não está convencido sobre comprar ou não esse livro, eu já liberei a resenha completa do livro aqui no blog, dá uma passadinha por lá!

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Enraizados, por Naomi Novik.

Essa indicação é para aqueles que pretendem presentear amigos que gostam de fantasia, mas precisam urgentemente conhecer novos universos. Naomi Novik chegou na minha vida há pouco tempo e já causou um grande impacto quando terminei a leitura de Enraizados. Estou completamente apaixonada pela forma cuidadosa que ela constrói os seus universos e personagens, além disso, o universo do livro envolve tudo o que nós mais amamos em um universo fantástico, fugindo daqueles clichezões que ninguém aguenta mais ver.

E ainda temos um ponto positivo sobre esse livro: se a pessoa que você quer presentar não está com muito saco para encarar uma série, Enraizados é um livro de fantasia único e você não vai precisar se preocupar em deixar a pessoa enlouquecida atrás de continuações. Eu fiz uma resenha bem completinha sobre a minha experiência lendo Naomi Novik, então se você gosta desse estilo de livro, vale a pena conferir!

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Série Os Números do Amor, de Sarah MacLean

Sim, eu estou indicando uma série! E essa indicação vai para aqueles leitores que estão tentando iniciar os amiguinhos na vida de leitor de romance de época. 2017 foi um ano em que eu me apaixonei completamente por Sarah MacLean. Gostei da forma como ela desenvolve os personagens e de como os seus enredos são sempre criativos e diferentes. E ainda tem aquele “plus” de todos os personagens existirem no mesmo universo, mesmo quando se trata de séries diferentes. Até me arrepia, viu?

Se você quer iniciar alguém nos romances de época, a série Os Números do Amor é perfeita e você pode dar os três volumes sem medo! Eu fiz um post explicando como funciona os livros da Sarah para quem quer ler tudo na ordem certa, e você também pode aproveitar para conferir a resenha de 10 Formas de Fazer Um Coração se Derreter, que é o segundo livro dessa série! E nem pense em resistir a Sarah MacLean, porque ela é maravilhosa. Assim, real oficial mesmo!

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O Beijo Traiçoeiro, de Erin Beaty

Eis um livro que eu amei do começo ao fim. Perfeito para quem gosta de Jane Austen ou só está procurando por uma heroína que não fica esperando que as coisas caiam no colo dela. Li O Beijo Traiçoeiro há pouco tempo e estou ansiando demais por uma releitura. Apesar de ser uma trilogia e muitas pessoas terem resistência a presentear alguém com um primeiro livro, O Beijo Traiçoeiro é uma leitura da qual você realmente não vai se arrepender. A escrita da Erin Beaty é maravilhosa e seus personagens são engraçados e muito bem construídos. Além disso, o livro conta com os melhores diálogos que um leitor pode querer.

Meu amor por esse livro foi tanto que eu traduzi uma entrevista da autora falando sobre essa experiência de ser uma autora estreante no mercado editorial e sobre como surgiu a ideia do livro. E se isso não for suficiente para te convencer a comprar O Beijo Traiçoeiro, você também pode dar uma olhada na nossa resenha do livro, onde eu levanto todos os pontos que me agradaram nesse enredo lindo.

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Esses foram alguns livros que eu acho que dariam ótimos presentes de natal. Vocês podem presentear alguém especial ou podem pedir para serem presentados, só não podem esquecer de vir me contar o que acharam dessa leitura, viu? Aproveita também para seguir a gente no instagram, eu tô sempre dando dicas de leitura por lá!

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Resenhas 15dez • 2017

Virgem, por Radhika Sanghani

“A todas que já sentiram a dor de uma depilação a cera”. Se você já não sentiu vontade de ler esse livro apenas por causa dessa frase, eu não sei mesmo o que tem de errado com você. Virgem é o primeiro livro de uma série – ou – trilogia de mesmo nome que caiu no meu colo graças a editora Rocco. Eu confesso que não sabia o que esperar da leitura, mas o título e a sinopse foram mais do que suficientes para me instigarem. E não é que valeu a pena? Radhika Sanghani é dona de uma escrita divertida e sua personagem Ellie reúni TODAS as inseguranças que uma garota pode ter na vida, inclusive sobre perder a sua virgindade.

Eu não esperava me divertir tanto com uma leitura, muito menos conseguir me identificar tanto com Ellie mas, a magia da escrita de Sanghani está nos diálogos e situações maravilhosas que ela cria para o seu enredo, tornando a Ellie uma personagem real, muito parecida com qualquer garota que, um dia, se sentiu insegura sobre qualquer coisa na vida. O enredo tem um desenvolvimento rápido, mas não chega a ser corrido a ponto de incomodar o leitor. Além disso, a autora compensa as pequenas falhas do livro com situações inusitadas e diálogos que não tem como você segurar o riso.

Queria muito chamar atenção para o fato de que Virgem é um livro sobre inseguranças e a necessidade que nós temos de ser aceitos por outras pessoas. Ellie é a personificação de todas as inseguranças que nós mulheres tivemos ou ainda vamos ter na vida e talvez seja por isso que eu me identifiquei tão rápido com ela. Radhika Sanghani criou uma personagem que deseja ter o controle da sua própria sexualidade, porém, seus medos e receios são tantos que ela acaba metendo os pés pelas mãos mais de uma vez tentando acertar. E quem nunca errou não é mesmo?

“- Pare já de se sentir mal com você mesma, Ellie Kolstakis – ela disse, imitando uma mãe, antes de apoiar a caneca e me olhar nos olhos. – Quando você não está reclamando de como sua vida é medíocre,  você é engraçada e muito divertida. Por isso acho que você deveria tomar um banho e sentar comigo no sofá para assistir aquela nova série pela qual todos estão obcecados e depois nos arrumarmos para a festa. Que tal?!”

O ponto forte do livro é perceber como a Ellie sofre com os padrões, com as coisas que ela acredita que devem ser o certo e a forma como a rejeição a afeta. Eu gostei muito da construção da personagem ao longo do livro. Sanghani teve todo um cuidado para manter a personagem o mais real possível, fazendo-a passar por experiências que todas nós, mulheres, já passamos um dia e aprendendo a ganhar sua própria autoconfiança. Quando você acha que o enredo é apenas sobre “perder a virgindade”, Sanghani faz você perceber que as inseguranças de Ellie são muito mais profundas do que ela mesma – a personagem – percebe.

Eu tenho muitos problemas com narrativas em primeira pessoa, não vou mentir. Ficar na cabeça de Ellie o tempo todo às vezes era um pouco cansativo, mas a autora compensa muito com os diálogos do livro, que são ótimos. Os personagens secundários também não deixam a desejar, e a autora não perde tempo em explorar o relacionamento de Ellie com suas amigas e também com o “boy” por quem ela acaba se interessando na história. Eu gostei que ela não tenha deixado ser algo superficial, focando a penas na virgindade em si, mas também dando um background emocional para o interesse romântico e as amigas de Ellie.

“- Desculpe, Ellie – ele balbuciou e parou. Respirou fundo e continuou. – Eu acho que sou gay.
– O QUE? – Soltei um grito agudo. – Você é gay? E acaba de me beijar? Porque? Ai meu deus! Eu fiz isso?”

Virgem foi uma das experiências de leitura que eu mais gostei este ano. Essa escrita leve com diálogos que me fizeram rir até a barriga doer eram tudo o que eu estava precisando ultimamente. Radhika Sanghani pegou um tema “complicado” e o desenvolveu com uma maestria sensacional, envolvendo o leitor de tal forma que você não consegue largar esse livro de jeito nenhum. Mal posso esperar para que o segundo livro chegue logo no Brasil para que eu possa descobrir o que essa personagem vai aprontar a seguir.

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Lançamentos 14dez • 2017

Duas histórias comoventes de coragem e sobrevivência

Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar.

Como menino, ela poderá frquentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre.

“Nadia elabora com maestria uma trama que incorpora narrativas de sobrevivência, maternidade e força interior. Alternando entre a tragédia e o triunfo, esta obra certamente será apreciada pelos leitores que se deleitam com protagonistas fortes.” – Library Journal

Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adota esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul.

A pérola que rompeu a concha entrelaça as histórias dessas duas mulheres extraordinárias que, apesar de separadas pelo tempo e pela distância, compartilham a coragem e vão em busca dos mesmos sonhos. Uma comovente narrativa sobre a impotência, destino e a busca pela liberdade de controlar os próprios caminhos.

Sobre a autora

NADIA HASHIMI nasceu em Nova York, nos Estados Unidos. Seus pais deixaram o Afeganistão nos anos 1970, antes da invasão soviética, mas ela cresceu cercada por uma família numerosa, que manteve a cultura afegã como parte importante do cotidiano. Em 2002, visitou o Afeganistão pela primeira vez com os pais, e o passado e o interesse pela cultura e pela realidade das mulheres afegãs a motivaram a escrever histórias ligadas ao país. Nadia é pediatra e mora nos arredores de Washington com o marido, quatro crianças curiosas e roqueiras, dois peixinhos dourados e um papagaio-cinzento.

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Resenhas 11dez • 2017

Eleanor Oliphant Está Muito Bem, por Gail Honeyman

Vocês vão me julgar muito por isso, mas o motivo de eu ter escolhido Eleanor Oliphant Está Muito Bem foi porque sempre que eu escrevo uma personagem na minha cabeça, ela se chama Eleanor e Oliphant é o nome do blog. Meio que me pareceu destino esse livro surgir na minha vida e talvez tenha sido. Gail Honeyman tem o tipo de escrita que faz com que o leitor se sinta abraçado e acolhido durante todo a leitura e de todos os pontos positivos de Eleanor Oliphant Está Muito Bem, esse foi o que fez com que eu me apaixonasse ainda mais pela história. Com uma personagem peculiar e cheia de vida, esse livro chegou para aquecer o coração da gente e nos fazer chorar que nem crianças.

Eleanor Oliphant é uma personagem bastante peculiar. Você percebe isso porque o livro inteiro é narrado do ponto de vista dela e as suas observações e diálogos são algo um tanto fora do comum, que fazem o leitor se questionar bastante com que tipo de personagem está lidando. Mas Eleanor é maravilhosa, entende? Ela é uma personagem que está descobrindo novas coisas, que está explorando uma nova rotina e saindo da sua zona de conforto e a cada nova aventura que ela encontra, o leitor aprende algo novo junto com ela. Eu não esperava encontrar uma personagem principal tão frágil, mas ao mesmo tempo tão corajosa e não forte. Viramos melhores amigas, claramente.

Eleanor Oliphant Está Muito Bem é um livro complexo, com uma personagem principal diferente e um enredo bem mais profundo do que eu estava antecipado. A escrita de Honeyman exige paciência do leitor e um cuidado muito grande entre um capítulo e outro. A história tem um ritmo lento, mas isso acontece porque a nossa narradora (Eleanor) não é uma pessoa que tem pressa – e eu gostei muito disso nela. Um dos grandes encantos de ler Eleanor Oliphant Está Muito Bem foi descobrir a minha paciência no desenvolvimento do enredo, porque Honeyman me pediu na sua escrita que eu respeitasse o tempo da personagem e isso foi lindo.

“Há cicatrizes em meu coração, tão grossas e desfigurantes quanto as do meu rosto. Sei que estão ali. Espero que reste algum tecido ileso, uma área através da qual o amor possa entrar e fluir para fora. Espero.”

Meu maior encanto com esse livro, no entanto, foi a personalidade da Eleanor e na forma como ela costuma lidar com as coisas ao seu redor. Ela realmente me passou a sensação de que estava tudo bem, mesmo quando as pessoas faziam comentários maldosos pelas suas costas. Isso não a afetava, não a deixava triste. Mas o seu passado era algo que eu não estava preparada para lidar. O relacionamento com a mãe e todas as coisas que ela vivenciou até aquele momento, tudo contribuiu para que a personagem fosse ainda mais maravilhosa. Eu senti um aperto no peito lendo esse livro que confesso não sentir há muito tempo.

 

Os personagens secundários do livro se encaixam tão perfeitamente na história que eu realmente não soube lidar com a minha satisfação nesse aspecto. Eu tenho muita dificuldade em encontrar autores que desenvolvam bem os seus personagens secundários e Gail Honeyman consegue fazer isso com maestria no seu enredo. Além disso, eu gostei muito do cuidado que ela teve para desenvolver a relação de Eleanor e Raymond, respeitando o espaço e o tempo dos personagens e não criando situações que soassem forçadas durante a leitura. É muito maravilhoso quando você encontra um livro com um enredo amarrado, com personagens bem desenvolvidos e com uma escrita tão deliciosa e desafiadora. Estou nas nuvens.

“Quando o silêncio e a solidão caem sobre mim e a minha volta, esmagando-me, me cortando como gelo, às vezes preciso falar em voz alta, nem que para provar que estou viva.”

Eu amei cada minuto da minha leitura de Eleanor Oliphant Está Muito Bem.  E se você está preocupado que esse livro seja um romance, fique tranquilo, não é. Acho que um dos pontos mais “elegantes” desse livro, é que Honeyman conseguiu tratar vários assuntos no livro, criar várias relações e desenvolver os personagens sem precisar de uma grande história de amor por trás. Na verdade, o “romance “ é utilizado de forma que faz com que a personagem saia do seu casulo e evolua como pessoa, encarando os seus medos, seu passado e encontrando um novo caminho para si própria. Eu achei essa escolha de romance muito original, inclusive, nunca tinha visto nenhum autor trabalhar isso em um enredo.

Eleanor Oliphant Está Muito Bem é uma obra encantadora e eu me sinto muito aliviada por ter tido essa experiência de leitura. Eleanor Oliphant é, de fato, uma das melhores personagens que eu já conheci. Seu desenvolvimento ao longo dos capítulos é sensacional, os diálogos criados são engraçados e, ao mesmo tempo, emocionantes. Eu estou muito feliz de ter me envolvido nessa montanha russa emocional que é essa leitura e eu mal posso esperar para conseguir ler outras coisas da Gail Honeyman.

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